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  1. Fala pessoal. Eu pretendo contar histórias do Ragnarok no meu novo canal. Passa lá e espia, ta muito legal. Deixa aí no fórum se tem alguma história que você quer que eu conte
  2. De Volta à Partitura Prelúdio Este texto foi elaborado com a soma de muitos anos de experiência, discussão e pesquisa, e viabilizado através do Kafra News, onde o Rufio sugeriu a confecção do mesmo, mostrando a insatisfação dos jogadores, ao mesmo tempo justificando o porquê da melhoria na classe dos artistas e retirada dos nerfs já impostos para que a equipe da Warpportal Brasil/Level Up passe a interceder junto à Gravity. Muitos (muitos mesmo!) amantes da classe contribuíram com sugestões e um denominador comum foi criado com uma pequena interseção de tudo o que foi abordado. Não vou citar todos os nomes, pois posso me esquecer de alguns. Então, agradeço a TODOS pela força, em especial ao :Artista: e à RainhaCat que muito incentivaram para que este documento fosse produzido e publicado. Peço desculpas pelos assuntos que não foram citados, mas, como já dito a cada um, o nosso foco é trazer de volta à ativa uma classe tão querida e ameaçada de extinção devido ao caminho adotado para o jogo que a deixou de fora após tantas mudanças ocorridas. Garanto que tudo está anotado e será usado a medida em que for abordado. Dissonância Uma certa quantidade de pessoas, independente da classe que joga, alega não conseguir acreditar na seriedade da empresa desenvolvedora do Ragnarök e, quando não se mostram desanimadas, dizem que vão parar de vez com o jogo. Talvez, nem todos os casos sejam verdade, mas o fato é que existe a conversa e as desilusões. Também em fóruns internacionais (ex.: forums.warpportal.com), muito frequente, se vê debates sobre o assunto, com apelos e pedidos à Gravity, especialmente sobre Bardos, Odaliscas e evoluções. Vemos neste texto uma oportunidade de nos expressar e de a Gravity mostrar aos seus clientes que preza pelos mesmos e não exala tal indiferença, como é constantemente comentado em discussões sobre o Ragnarök. A classe de Músicos está muito defasada em relação às demais classes e ao Ragnarok em si. A vertente masculina se resumiu à uma única habilidade adquirida na classe 2-2: o Poema de Bragi, a feminina tem seus bônus um pouco maiores, mas não são requisitadas para grupos a não ser que seja para usar o dueto do Baquete de Njord. Em testes práticos, os artistas perdem de longe das demais classes seja em níveis equivalentes se compararmos com as demais classes 3 ou até com algumas involuções das mesmas. Por exemplo, ao fazer uma comparação de um Trovador ou uma Musa com certas classes 2-1 ou 2-2, sendo transclasse ou não, podemos ver que o fato de investir na classe, o tempo gasto, up, renascimento (reborn) parecem não ter valido tanto a pena para os Músicos. Por mais que se diga que a “a classe foi feita pra ser suporte e deve continuar assim”, não é justificativa, muito menos se enquadra no cenário e desenvolvimento do Ragnarok. Um grande exemplo disso, é a classe de Arcebispo que é “A SUPORTE” e tem habilidades destrutivas totalmente funcionais ao se enveredar para o lado do Exorcismo, sem perder os auto-buffs. O Guardião Real (Templário) também, foi inicialmente criado para Tank/ Defesa e tem uma efetividade imensa como killer ou mesmo breaker, na WoE. O Feticeiro tem a sua build de suporte, porém, consegue dar altíssimos danos com uma build caster, e por aí vai. Lembrando que as classes MTK e Espiritualista são expandidas (não se investe tanto tempo para atingir os mesmos níveis de desenvolvimento) e suas evoluções já foram implantadas (não no BRO), elevando-as ao mesmo patamar das demais classes, com exceção das evoluções de Bardo e Odalisca. Concentração Existem opções de builds bem distintas para cada classe, porém para os Músicos, pode-se até mudar aleatoriamente um ou outro atributo. Tamanha a falta de opção, as habilidades investidas são praticamente as mesmas, diferenciando apenas pelo gosto aleatório de cada um ou uso como requisito para outra. Outro fato é que não há tanta efetividade assim nos Músicos que, a grosso modo, são vistos pela maioria como uma classe que, por mais que se invista, não passa de uma classe 2 com mais hp e sp, até as habilidades novas são repetecos das antigas: deveriam fazer a diferença, mas não têm o brilho, a atração ou efetividade que as das demais classes 3 (ou evolução das expandidas) têm. Seja em PvP, PvM, WoE ou MvP, os Artistas estão muito aquém, ao se comparar com as outras já criadas em termo de performance geral, a começar pela falta de opção para equipamentos, quer sejam armas, armaduras etc. Em uma simples brincadeira contra qualquer classe para ver quem ataca/ conjura primeiro (não estamos apenas falando de matar primeiro) os músicos SEMPRE perdem. A necessidade atualmente é de uma classe que de fato tenha builds para o player trabalhar, se dedicar e ver resultados significativos : se suporte, que possa se sustentar, ter skills eficientes de fuga e apoiar os aliados com mais habilidades além do “querido” Poema de Bragi; se for uma build de ataque, que tenha a oportunidade de lutar, vencer ou perder como qualquer classe, de levar MvP como era na época em que foram implantadas as transclasses, onde uma Cigana ou Menestrel bem feito não devia nada para um Atirador de Elite, um Criador, um Lorde, um Shura entre outros. O que faz surgir a questão de “até que ponto a aura verde, dos MvPs, será útil?”, pois somente classes de dano alto serão beneficiadas, descartando mais uma vez as Musas e Trovadores. Dos primórdios do Ragnarök até um tempo depois do episódio Heritage, a competição era acirrada, inclusive no PvP e WoE. TODAS as classes de nível semelhante tinham vez, e mesmo que fossem derrotadas por uma classe "X”, derrotava a classe “Y” que por sua vez derrotava a “X” e tudo se equilibrava. Derrotar, não precisa ser mega-over-power e dar ik em todo mundo, como supra citado com exemplos de builds, mas se esquivar/ fugir, zerar o hp em 1, 2 ou 3 tentativas, zerar o sp, imobilizar o adversário ou dar debuffs consideráveis, tankar, impedir que algo “ruim” venha a ser feito e se buffar também de forma efetiva. Ou seja, são muitas as opções que se pode trabalhar uma classe. As classes no Ragnarok em si vêm sendo bem trabalhadas, mas a impressão é de que a classe de músicos é uma exceção. Todos conhecemos pelo menos uma pessoa que gosta da classe de paixão, mas que parou de jogar o Ragnarok exatamente por causa desse aparente descaso, outras pessoas que jogam de suporte com outra classe por falta de opção, sem muita empolgação no jogo, e conheço outras ainda que quase não logam nem sentem vontade de investir no jogo, mas esperam um dia em que tudo isso vai mudar e poderão voltar a jogar com seus músicos sem a sensação de inutilidade, baixo desempenho independente do seu esforço e sensação de abandono por parte da desenvolvedora. Murmúrio Perene Agora, voltando às habilidades e desempenhos, vemos que a classe de músicos precisa de um olhar especial. Outro fato que evidencia a atenção diminuída à classe são os sprites, pois vemos que cajados, espadas, escudos etc., mudam o sprite nos personagens, enquanto que, por exemplo, no Trovador sempre vai aparecer um bandolim sendo tocado, independente se o personagem esteja fazendo uso de violino, viola, guitarra, flauta, arco, adaga, concha, harpa, gaita, apito, piano, bateria, teclado, órgão... O sprite de Temporal de Mil Flechas que o diga: sendo atualmente lançado apenas por arcos, mas vemos uma animação de personagens com chicote ou bandolim. Esta situação do sprite não altera em nada no desempenho do jogo, apenas foi citada por ter sido muito comentada em diiscussões informais. Analisando até as habilidades das classes 4 que ainda não foram implantadas (deixando os Músicos de fora mais uma vez, pelas informações já divulgadas via internet), todas as classes recebem habilidades com efeitos novos significativos. Aparentemente, Troubadour e Trovere recebem basicamente as mesmas habilidades que já possuíam com novos nomes, mesmos efeitos (às vezes com duração ou recargas diferentes). O que muda? Não há criatividade? Os desenvolvedores são tão inteligentes que criam efeitos, poderes, habilidades novas a partir até do que não existe! Por que quando chegam na classe de músicos tudo se esgota? A música em sim nem é muito trabalhada: ouvimos os sons, mas não passa disso. Poderia se trabalhar com a velocidade do som, com o efeito de hipnose, com controle dos sentimentos, perturbação mental, controle dos elementos, vibração etc. A música é muito mais poderosa do que se imagina e nem precisa estudar tanto para se saber disso. Outra coisa que poderia se trabalhar: o som em si não se propaga no vácuo, logo a habilidade Escudo Sagrado poderia barrá-la facilmente ou mesmo o uso de um “isolante acústico”. Já a vibração penetra em toda e qualquer célula com efeitos curativos ou devastadores, esta poderia ter um caráter voltado para a magia. Tudo deve ter seus prós e contras. Toda habilidade precisa de um “calcanhar de Aquiles” para que não haja uma vantagem insuperável sobre todas as demais classes. Bem, o que acabei de citar foram só meros exemplos para se trabalhar uma classe tão boa, tão apreciada por muitos, mas que se encontra esquecida pela desenvolvedora cheia de colaboradores inteligentes e criativos. Se assim não o fosse, o jogo não teria sido criado. Caso aceitem, estão aqui algumas humildes sugestões. Grito de Liberdade É sabido que, para os nossos Artistas do Ragnarök, não há uma gama de equipamentos ou opções dos mesmos dentro do jogo. Existem itens principais como o Anel de Esmeraldas - que ajuda mais nas skills Rajada de Flechas e Chuva de Flechas, de classe 1, do que no próprio temporal em si, que não chega a ser um item endgame, mas tem funcionado; as armas Ancestrais (Violino/ Concertina e Arco) - considerado por muitos as melhores armas atuais para a classe, mesmo não extraindo o máximo das habilidades dos músicos; os Tamancos Glamurosos - não apreciados por alguns devido à sua comparação com os calçados de mesma categoria voltados para outras classes; a Jaqueta do Orgulho - que, assim como os Tamancos Glamurosos, têm seus buffs ativados sob determinadas condições, porém, eles ainda não são suficientes para nivelar à classe junto aos seus companheiros de aventura; e Fones Alados - Estes têm um papel importante para a habilidade Ruído Estridente, porém, seu uso termina por limitar os Artistas à skill citada, vez que perdem equipes que poderiam viabilizar uma boa utilização de outra habilidade como alternativa, tomando dois espaços na cabeça. Ainda assim, o que geralmente acontece, é que um ou outro player esperançoso e ousado pegue equipamentos “emprestados” de determinadas classes para tentar arrumar o que não deveria estar tão bagunçado. Isso não dá muito certo, pois o máximo potencial da classe nunca será explorado como as demais, sempre deixando algo a desejar. Nem mesmo as cartas MvP de Bio 5 (Trovador Alphoccio e Musa Trentini) têm uma boa eficiência em uma comparação geral, pois enquanto que estas dão apenas uma porcentagem fixa em hp e sp, não tendo influência direta em nenhum efeito de nenhuma skill dos Músicos, as cartas MvP das demais classes dão aumento direto em ataque (físico, mágico, crítico ou a distância), defesa (física ou mágica), suporte (efetividade de cura) ou mesmo velocidade de ataque. Então, já que não há itens, armas nem armaduras variadas e específicas, que sejam repensados todos os nerfs, bloqueios e fórmulas que atrapalham o bom desempenho de quem curte jogar de Trovador e/ou Musa. Ainda se leva em conta que os equipamentos das outras classes são de altíssima eficiência, com danos e buffs absurdos. Esses itens deram nova vida a certas skills (algumas nem eram mais utilizadas em jogo) de maneira tal que, em não raros casos, o seu uso priva qualquer chance de cura ou revide aos seus adversários, sendo os maiores pivôs do desbalanceamento, vez que “uns têm tudo e outros nada”. A exemplo temos os recentes itens: os anéis da Égide, do Guardião Real e o Anel Obscuro do Algoz (que há pouco já havia recebido o Anel do Rei Abissal), que têm mais valia do que uma carta de MvP ou duas ou três juntas. Uma carta MvP, até então, seria o item mais cobiçado do jogo. O player quer ter, ver e exibir um troféu, fruto de suas conquistas. Apenas comprar diretamente equipamentos que são melhores que os próprios “troféus” não fazem sentido em um jogo, que logo se tornará enfadonho, sem motivação e sem vida. Daria para falar de cada classe, mas o texto iria se estender demais, porém, a situação é totalmente visível para quem tem a prática de jogar Ragnarök. Os músicos não possuem nada de significativo, nem para ataque físico, nem para ataque mágico, nem para defesa física, nem defesa mágica, nem para qualquer outro atributo que venha a existir. São inúmeras as desvantagens que dificultam a jogabilidade e competitividade da classe aqui evidenciada em relação ao jogo inteiro. Desta forma, através de pesquisas, bate-papos, postagens e discussões, podemos compactar, listar e apresentar os principais pontos de interseção e mudanças emergenciais para a melhoria dos Trovadores e Musas do nosso querido Ragnarök. Para um leigo pode até parecer que este texto esteja bastante exigente, mas, pelo contrário, como já mencionado aqui, foram selecionadas as partes mais gritantes e observadas pelos jogadores atuantes e AFKs (esperamos que por pouco tempo), considerando que para uma classe que está presente há mais de 15 anos no Ragnarök e o seu desempenho em relação às outras, o que está sendo apresentado é um resumo com os pontos mais importantes já discutidos e, assim, faz-se o apelo para a desenvolvedora rever seus conceitos e atender as necessidades de seus clientes: Destino das Cartas Ser possível utilizar a skills novamente. Melodia de Morfeu Atualmente a fórmula desta skill não consegue alcançar 100% de chance em monstros ou players, deixando-a assim pouco confiável na prática. Desta forma propomos a seguinte solução: Que na fórmula de chance de aplicar o efeito seja acrescido os atributos de INT e DEX, no intuito de tornar possível alcançar por volta de 50 a 70% de chance juntamente com o nível da habilidade, tornando assim a classe muito interessante para controle de alvos múltiplos. Canto da Sereia Atualmente a fórmula desta skill não consegue alcançar 100% de chance em monstros ou players, deixando-a assim pouco confiável na prática. Então propomos a seguinte solução: Que na fórmula de chance de aplicar o efeito, assim como para a melodia de morfeu, seja acrescido os atributos de INT e DEX, no intuito de tornar possível alcançar 50 a 70% de chance juntamente com o nível da skill, tornando assim a classe muito interessante para controle de alvos múltiplos. Brado de Odin Ela se encontra no mesmo molde do Irowiki, porém, ela não possui sinergia com as outras skills, deixando uma build com foco nela muito prejudicada, vejamos: Ela possui muito tempo de recarga, considerando que pode ser apenas utilizada com outro personagem artista no grupo dificultando assim o uso frequente da skill. A solução que propomos seria: 1- Habilitar o uso da skill sem precisar haver outro artista no grupo. 2- Reduzir a 0 a recarga da skill. 3-Consertar o bug: a quantidade de Artistas no grupo não está aumentando o dano. Improviso É uma habilidade pouco confiável, pois além de possuir seus temporizadores de skill, ao lançar a skill aleatória ela também respeita o temporizador da skill aleatória. Ou seja, fica quase que impraticável a utilização desta skill, assim, sugerimos a seguinte solução: Que o tempo de recarga da skill seja reduzido em 1 segundo. Que os temporizadores das skills aleatórias que são lançadas tenham suas conjurações fixas e variáveis reduzidas a 0. Vulcão de Flechas Todos multiplicadores que afetam a skill estão defasados. Atualmente ela está dessa forma no nível 10: Dano%: 1.200% Conjuração Fixa: 0,76 segundos Conjuração Variável: 3,04 segundos Pós-Conjuração: 2 segundos Animação: 2 segundos Comparando com o Vulcan Arrow do Irowiki percebe-se que tentaram arrumar a skill: Dano%: 1.500% Conjuração fixa: 0,5 Conjuração Variável: 1,5 Pós-Conjuração: 0,5 Recarga: 1,5 segundos. Podemos perceber que o dano foi aumentado em 300% e também que foram resolvidos o excesso de cast fixo, variável e a pós-conjuração, e fizeram um ponto muito positivo de terem tirado a animação da skill, porém foi acrescido recarga de 1,5 segundos. Travando mais uma vez a skill. A Solução que propomos é que a skill fique nestes moldes: Dano%: 1.500% Conjuração fixa: 0,5 Conjuração Variável: 1,5 Pós-Conjuração: 0,5 Recarga: não ter Animação: Acompanhar a velocidade de ataque, assim como a Bomba Ácida que perde a animação quando fica com Conjuração Instantânea, ou que pelo menos fique igual ao Chilique de Picky que é possível arremessar outra skill enquanto a animação da primeira ainda está batendo. Hoje, só é possível usar uma outra skill, ou mesmo repetir a skill vulcão de flechas, apenas após a animação da habilidade finalizar. Flecha melódica Todos multiplicadores que afetam a skill estão defasados. Atualmente ela está dessa forma no nível 5: Dano%: 250% Conjuração fixa: 0,3 Conjuração Variável: 1,2 Comparando com outro servidor percebe-se que tentaram arrumar a skill: Dano%: 310% Conjuração fixa: não têm Conjuração Variável: 0,5 Pós Conjuração: 0,3 Podemos perceber que o dano foi aumentado em 60% e também foi removido a Conjuração fixa e diminuído expressivamente o Conjuração variável. Além disso foi acrescido a pós conjuração de 0,3. A Solução que propomos é que a skill fique nestes moldes: Dano%: 310% Cast fixo: não têm Cast Váriavel: 0,5 Pós Conjuração: 0,3 Colocar a animação da flecha melódica vinculada a velocidade de ataque, assim como funciona a animação da skill lâminas de loki. Ruido Estridente Ela se encontra no mesmo molde do Irowiki, porém ela não possui sinergia com as outras skills, deixando uma build com foco nela muito prejudicada, vejamos: Ponto1: possui uma recarga muito grande, inviabilizando o seu spam, fazendo com que o player precise de uma skill secundária para utilizar enquanto não pode usar o Ruído Estridente novamente. A única skill viável seria a ressonância pois ela possui parte de seu dano mágico. Porém ela é uma skill de armadilha o que não é funcional em uma caçada de aumento de nível, muito menos de MVP. Ponto 2: Ela sempre possui dano neutro, ficando muito aquém das outras classes mágicas que possuem elementos variados em seu dano. Ponto 3: Ela não possui atributos na fórmula de dano, deixando-a mais uma vez em desvantagem em comparação com outras classes mágicas. Aqui cito com exemplo, onda psíquica, dos feiticeiros, e impacto espiritual, dos arcanos, ambas as skill entram o atributo INT na formula, deixando-o assim em uma vantagem muito grande na ativação de itens com encantamento de epifania, por exemplo. A solução que propomos: Atualmente o equipamento Jaqueta do Orgulho, quando colocado no nível 5 de canção de Frigga, proporciona Velocidade de ataque +10% e Recarga de Ruído Estridente -0,2. Nossa proposta é que fique da seguinte forma, a cada nível de Canção de Frigga o personagem receba +2% de velocidade de ataque e -0,4 de recarga de ruído estridente. Que os fones alados passem a ser apenas equipamento de topo ou apenas equipamento de meio, pois, com tantos itens de outras classes com altos poderes destrutivos, a mudança aqui proposta não terá carácter algum de desequilíbrio no jogo, muito pelo contrário. A outra mudança que propomos seria que o dano do Ruído Estridente seja neutro, porém baseado no elemento da flecha ou no elemento da arma que esteja equipada. Ou seja, se ele usar uma flecha de fogo, o elemento da magia seria fogo, muito próximo do que acontece com os danos físicos que ficam no elemento da arma utilizada ou mesmo da flecha. Por fim, propomos que o atributo INT e/ou DEX seja incluído na fórmula de dano da skill. Ressonância Ela se encontra no mesmo molde do Irowiki, porém ela não possui sinergia com os outros equipamentos, deixando uma build com foco nela muito prejudicada, vejamos: Vamos começar falando do violino ancestral, que no refino +12 apresenta as seguintes configurações: Ataque: 160 Ataque mágico: 190 Ataque mágico pelo refino +12: +60 Dano mágico Neutro pelo refino +12: +16% Dano de Ressonância e Ruido Estridente: +10% Combo com Botas Ancestrais: +20 de INT 15% Dano mágico. Essa é a melhor arma do tipo violino para a classe, pois possui nível 4 e tem 2 slots, e, atualmente, recebe 2 encantamentos. Perceba que ela tem uma forte tendência a dano mágico, sendo a melhor arma para usar as cartas Alma de Alphocio que aumenta em 60% do dano de ressonância se a arma for nível 4 e estiver refinada no +10. Agora analisando a skill em seu nível máximo, temos a seguinte situação: Ataque Físico: 800% Ataque mágico: 600% É possível perceber que o maior dano dela é baseado no ataque físico, o que fica completamente contraditório, vez que todos os itens que aumentam sua força são baseados em dano mágico. A solução que nós propomos: Que Domínio Musical aumente o dano da skill, a DEX faça parte da formula de dano físico e que a INT faça parte da fórmula de Dano Mágico. Que o dano mágico da skill seja com efeito de ignorar a defesa mágica ou que o dano físico seja fixo podendo tirar % do hp do alvo e seja “never miss”. Que haja um catalisador como uma pastilha elemental para que a habilidade seja sempre ativada em dano neutro (afinal a onda é produzida pelo instrumento e não por um item qualquer) e, ao usar a pastilha elemental, por exemplo, a habilidade assumirá o elemento da mesma. E como a habilidade se trata de ondas de alta frequência, poderia ser aplicado um status de “desorientação”, como medo, alucinação, forçado a sentar ou mesmo o coma, por exemplo, já que ao criar uma ressonância a fonte emite um som de frequência igual à frequência natural do receptor fazendo-os se contorcer, entrando em colapso e se destruindo. Temporal de mil Flechas Ela se encontra no mesmo molde do Irowiki, porém ela não possui sinergia com as outras skills, deixando uma build com foco nela muito prejudicada, vejamos: A skill em seu nível máximo possui essas características: Conjuração Fixa: 0,5segundos Conjuração Variável: 3,5segundos Recarga: 7 segundos Pós Conjuração: 1 segundo A skill possui um dano muito baixo, e tem um excesso de todos os temporizadores q estão vinculados a ela. A solução que propomos seria esta: Ser possível usar violino para usar a habilidade da skill. Desta forma seria possível utilizar o temporal de mil flechas em sinergia com outras skills, além do fato que, no meio do mob, quando se utiliza a skill todos os monstros vêm pra cima do seu lançador e o músico não tem def o suficiente para se manter vivo, às vezes mesmo com um Arcebispo ao seu lado. Então haveria a possibilidade do uso de pelo menos um escudo amenizando o fato. Que a fórmula de dano da skill seja Dano = {[(DES + AGI) × (Fator + 1 x Nv. da skill)] × (Nv. de base ÷ 100)}% Se a Skill For utilizada por Violino o dano seja dobrado. Parecido com a mecânica da habilidade Crux Divinum. Que assim como a skill Tempestade de Flecha, ela não tenha pós conjuração, possibilitando utilizar outras skill enquanto espera a sua recarga. Que assim como a skill de tempestade de flecha, o seu consumo de flechas seja reduzido para os mesmos números de flechas. Que assim como a skill de tempestade de flecha ela não possua Conjuração fixa. Que a recarga seja reduzida para 5,3 segundos. Possibilitando que o trovador possa usar outro temporal de mil flechas quando o efeito da primeira acabar. Caso ele use o arco ancestral ou arco da tempestade. Possibilitando também que a musa possa usar um temporal em cima do outro, caso use os arcos mencionados com o boné de asinhas. Válido lembrar que o boné com asinhas não é tão forte frente aos itens que encontramos hoje disponíveis no servidor, porém fica muito viável tê-lo para uma build de temporal de mil flechas com baixo custo e rendimento aceitável. Poema de Bragi, Crepúsculo Sangrento, Maçãs de Idun, Dança Cigana, Beijo da Sorte e Assovio Não há nenhuma explicação para o fato de os Músicos não poderem ouvir as próprias músicas. Se os mesmos fossem imunes, jamais poderiam se enfrentar. Teoricamente, toda música deveria ser em área, tomando toda a tela, fazendo grandes efeitos nos mais próximos e diminuindo com a distância. Assim propomos a seguinte solução: Efeitos de buffs das habilidades no próprio personagem que produz o som. Não me abandones Passe a funcionar em monstros normais e MvP, pois há restrição na skill. Habilidades de coral Arrumar a parte que melhora (bonifica) o efeito por quantidade de Artistas no grupo. ??? *Uma habilidade de mobilidade decente* A classe dos Artistas não tem mobilidade, não possui uma única habilidade que proporcione esse feito, sua locomoção é muito lenta e isso podia ser muito bem trabalhado usando as propriedades do som como fundamento, pois vemos classes que possuem velocidades ou formas de locomoção incríveis e realmente úteis, por exemplo, Propulsão do Carrinho, Propulsão Traseira e dianteira, Passo Etéreo, Pulo, Pulo do Gato, Corrida, entre outras, fora as montarias específicas de certas classes que combam com qualquer efeito de agilidade. Solução que propomos: Reaproveitar uma habilidade existente (como por exemplo, Canção de Balder – usando os poderes do deus detentor da sabedoria de Asgard- e Balada Sinfônica - unindo as mais perfeitas notas de um concerto), onde na descrição informa que, ao tocar a canção, o seu executor atinge a velocidade do som, e assim, acrescenta-se o efeito de forma funcional e atualizada. Equipamentos Rubi apresentarem Ataque mágico Podemos perceber que as armas sobrenaturais possuem uma certa equivalência com as armas rubi. Porém quando se trata das armas rubis dos artistas (instrumento musical e chicote) essa equivalência não existe. As armas sobrenaturais possuem ataque mágico básico e com o aumento do refino o ataque mágico aumenta proporcionalmente. Já no armamento Rubi, não possui ataque mágico, muito menos o aumento dele proporcional ao refino, por isso propomos que os armamentos rubi possuam ataque mágico básico e também progressão de aumento de ataque mágico proporcional ao refino, assim como são as armas sobrenaturais. Equipamentos que ignoram defesa Apesar da classe ser versátil em dano mágico e físico, ela não possui equipamentos q ignoram defesa, como bota do conjurador, bota do perseguidor, bota imperiais, botas robustas, sapatilha de algodão e etc. Desta forma, propomos que os tamancos glamurosos passem a ignorar defesa mágica e que o calçado seja remodelado com efeitos semelhantes aos citados acima e assumindo um valor correlato para a classe dos artistas. Que seja criado/remodelado um instrumento musical equivalente à Concertina de Arame[1]. Consumo de SP Todas as skills equivalentes às da classe Bardo/Odaliscas e suas evoluções possuem um consumo de SP bem menor, desta forma propomos que seja reduzido em 50% o consumo de todas as skill da classe. Propomos também que os tamancos glamurosos, Jaqueta do orgulho ou outro equipamento que exista ou venha a existir tenham o efeito de reduzir o consumo de SP, assim como o sapato Social ou Pluma Negra, entre outros. Encerramento Em uma observação mais detalhada e sempre se fazendo comparações com as classes do Ragnarök, conclui-se que a classe dos Músicos possui, em praticamente todas as suas habilidades, seja de dano ou de suporte, restrições (de uma só vez) que nas demais não existem ou aparecem de forma alternada ou mesmo, quando existem, romper seus limites é alcançável. As classes têm conjuração fixa e/ou variável em equilíbrio, de forma compensatória; recarga, em sua maioria não muito alta, e quando alta, existe algo que a elimine por completo. Já a classe de Musa e Trovador não possui (mais) uma skill fantástica com altíssimos danos e pelo contextto atual do jogo, a classe tem tudo o que impede ou barra as habilidades, não permitindo que haja o spamm e dano significativo, porém as classes outras têm suas skills com spamm e danos ou trolls elevados, a exemplo da comparação entre Temporal de Mil Flechas e Tempestade de Flechas, onde esta última tem um dano absurdo, ainda recebe buffs do Ilimitar, do Sentinela, gasta muito menos sp e menos flechas, e pode ser facilmente spammável, sem cast fixo; a recarga também é muito menor e ainda se vê que a skill “correlata” dos Artistas possui uma duração/ animação fora da realidade, sem mencionar o fato de que até o ano de 2012, antes do (des)balanceamento da época, a habilidade era muito mais eficiente. Outro exemplo comparativo dado, foi em relação às skills de dano físico e mágico que diferente das de Trovador e Musa, possuem never miss ou ignoram def dos inimigos e têm danos consideráveis. A falta de uma habilidade de locomoção eficiente também foi notada, assim como a necessidade de receber efeitos de suas próprias músicas, como o Poema de Bragi e a Dança Cigana. Salientando que, o objetivo deste texto não é tornar os Músicos mestres do jogo ou superiores a tudo, logo, as sugestões são válidas e pertinentes. Cabe à desenvolvedora avaliar como fará as melhorias e adequá-las de maneira a não causar mais desequílibrio em cima do que já existe nem mesmo compactuar com a disparidade atual. Por um apanhado geral e, sem mais delongas, percebe-se nitidamente e em caráter de urgência, que, para a classe dos Artistas, há a extrema necessidade de alteração nas fórmulas de dano, incluindo atributos, para ter skills never miss, que ignorem def , defm e ainda reformular os seus bônus, e que seja realizado o “desnerfamento” da classe, incluindo correções de bugs, trazendo de volta a sua funcionalidade, melhorando a jogabilidade e interesse por parte de quem se identifica com os personagens, de maneira a contribuir com o desenvolvimento do jogo de forma igual às demais classes, reinserindo-os no atual contexto do Ragnarok. Confiamos fielmente que as alterações sugeridas neste documento, ou mesmo a simples retirada dos nerfs implantados ao longo do tempo - levando em consideração a escassez de equipamentos voltados para a classe - trarão o desejado equilíbrio ao jogo devolvendo o lugar dos Bardos, Odaliscas e evoluções em seu devido patamar, ao lado das outras classes. Créditos ao bROWiki, iROWiki, Divine Pride, aos amigos ingame e cada player que, à sua maneira, acredita e contribui para um Ragnarok longevo e melhor. @Rufio [email protected]@'Lua
  3. SUL DE PRONTERA - UMA HISTÓRIA VERÍDICA Não fazia mais do que vinte graus quando as nuvens dissiparam-se na capital de Rune-Midgard. Aos poucos, como uma tropa treinada, dezenas de aventureiros dirigiram-se para o sul de Prontera, atravessando um incontável número de lojas que preenchiam os apertados espaços das largas ruas. Arsênio tinha sérias dificuldades para realizar o percurso. Seu grifo, Penacho, mantinha as asas recolhidas e andava devagar para não pisar nas mercadorias. — Sabe, Penacho — começou o Guardião Real — o rei tinha que impedir o comércio no meio da via. Além de precisar ir em mínima velocidade, o Guardião era proibido de voar nos grandes centros. No caso de Penacho, isso não era problema, já que Arsênio e seus cento e vinte quilos tornavam o voo impraticável. Ele mesmo já não lembrava o que era voar, visto que, considerando que sua barriga quase encostava no chão, o máximo que conseguiria seria planar num ângulo reto até o chão. — Bom dia meu Paladino! — um mercador surgiu ao lado deles e caminhou próximo — Já cogitou dobrar sua vida? Tenho algo aqui que vai te surpreender! Sem nem olhar para o lado, Arsênio fez que “não” com a cabeça, balançando bastante seu elmo prateado. Antes que o mercador pudesse falar algo mais, foi empurrado por outro comerciante, este segurando uma espécie de malha de ferro. — VENDO ARMADURA COM CARTA PECO-PECO SOMENTE POR SESSENTA MILHÕES DE ZE... — antes de finalizar, Penacho desferiu um golpe, jogando-o longe. — Penacho! — gritou Arsênio — Para com esses ciúmes, velho! Penacho fez uma expressão de nojo para o céu, com os olhos fechados. Tinha muita inveja de Pecos, que Arsênio insistia em elogiar cada vez que via. — Tá bem, rapaz? — perguntou o Guardião, desmontando de Penacho. O homem caído juntava suas mercadorias enquanto passava uma das mãos sobre a cabeça, com expressão de dor em seu rosto. — Tá tudo bem, foi só uma pancada. Arsênio observou um filete vermelho escorrendo entre os olhos do homem. — Tá sangrando. — disse, apontando para sua testa. Num primeiro momento, ele, calmo, levantou seu braço e passou a mão entre as sobrancelhas. Ao ver o sangue, seus olhos saltaram e sua boca se abriu. — MEU SENHOR ODIN! — ele se ajoelhou, chamando ainda mais atenção para o evento. — Calma, amigão — Arsênio tirou um frasco branco da mochila que carregava. —Toma essa poção, vai ajudar. O comerciante pegou o frasco, abriu, disse um respeitoso “com licença”, virou-se, tomou a poção e voltou a encarar o Guardião. — Muito obrigado, aventureiro! Ajudou demais! — Nah, tudo bem. Não é a primeira vez que ele faz essas coisas — lançou um olhar para Penacho, que deu um grunhido, facilmente traduzível para “Pfff” — Entendo, acho — o mercador mexeu em uma velha caixa azul surrada. — O senhor não estaria interessado em comprar algum item barato? Vai me ajudar a pagar uma consulta para verificar esse ferimento... — olhou para baixo, triste. — Ah — Arsênio bateu as mãos em sua armadura, depois na capa, onde um alto tilintar de metal aguçou os sentidos de metade da cidade — Achei! Depois de enfiar meio braço dentro da velha pele de dragão que vestia, tirou um saco com mais moedas do que o pobre comerciante poderia contar, o que não é tanto assim, levando em conta que ele só sabia contar até cento e dois mil. — Tá, o que você tem aí? — Poções de velocidade de ataque, galhos secos, gatinhos para adoção responsável, diversas cartas raras, balas de guaraná importadas e algumas armaduras elementais — ele sorriu, amável. — Beleza, me vê aí três galhos secos. Quanto? — Cem mil zenys cada — meio que falou, meio que sussurrou, olhando desinteressado para o chão. — Dois por cem mil ou nada feito. — Ah... tá bom — o mercador pegou dois galhos da caixa e começou a enrolá-los num papel. — Outra coisa... se seus galhos não funcionarem, eu volto. E não vai ser legal. O homem, que um tempo depois Arsênio descobriu se chamar Pablo, parou imediatamente o embrulho do pacote, colocou os galhos calmamente de volta à caixa, abriu outra e pegou dois novos galhos, embalando-os em seguida. — Aqui está — entregou o emzpara o Guardião com uma expressão neutra em seu rosto. — Obrigado e tenha uma ótima manhã — ele voltou a montar Penacho — Espero que melhore logo do ferimento. A poção deve fazer efeito em breve. Assim que Arsênio seguiu caminho, o mercador tirou um pano de suas vestes, limpou o sangue que voltara a escorrer em sua testa e sentou-se. Pegou uma pequena bacia que utilizava como lixeira e jogou nela o pano manchado. De seu bolso, tirou um frasco que continha metade de um líquido vermelho e o guardou numa das caixas azuis. Do outro bolso tirou uma poção branca. Então sorriu. Um sorriso ganancioso, beirando a vulgaridade. Quase na saída sul de Prontera, Arsênio gesticulava para os últimos comerciantes. — O dinheiro daquela poção vai sair direto da sua ração — ele olhou para o bico de Penacho — Eu ouvi esse resmungo! — e atravessaram o portal. Campos verdes, um lindo céu azul e uma relaxante música de um Bardo compunham o cenário ao sul da capital. Dezenas de pessoas estavam sentadas na grama, conversando e observando inofensivos monstros saltitando de um lado para o outro. A brisa, calma e refrescante, fazia Arsênio respirar devagar. Ele desceu de Penacho e tirou uma manga suculenta da mochila, jogando-a para o alto. O grifo atirou-se à fruta e a engoliu inteira antes de seu impulso acabar. Seu retorno ao chão foi muito interessante, pois planou acima dos aventureiros até se distrair com um piquenique e bater numa grande árvore, que, por ser uma árvore que não levava desaforos para casa, soltou um grande galho ao chão. Logo abaixo havia um honesto e trabalhador vendedor de galhos secos. Ele percebeu o objeto e atirou-se para trás, desviando da madeira, que, por sua vez, esmagou sua sacola. Arsênio, como ótimo dono que era, fingiu não ver nada. O comerciante, ainda no chão, olhava para o local de impacto, horrorizado. Era possível ouvir o som de centenas de galhos rompendo-se, como plástico bolha sendo torcido. O velho homem correu em direção à cidade, olhando para trás o tempo inteiro, até desaparecer Prontera adentro. Arsênio, que mordia uma maçã verde, observava os acontecimentos, em especial o espetacular grifo gordo que vinha correndo em sua direção coberto de folhas secas, galhos enfiados no corpo e uma expressão de culpa no rosto. Vários mercadores olhavam para Arsênio, que passou a mão no bico do animal e deu fez alguns afagos em sua cabeça. — Olá, grifo bonito! — disse, como se o visse pela primeira vez — Está perdido? Pobrezinho... Um galho seco mantém um monstro aprisionado, e é um item muito comum no mundo de Rune-Midgard, podendo ser encontrado no corpo de diversos monstros. A criatura presa no galho, no entanto, não pode ser escolhida. Ao quebrá-lo, a essência é libertada e o monstro consome toda a energia do objeto para tomar forma. Tudo isso acontece quase que instantaneamente. Agora, no campo, centenas de monstros eram libertados da sacola que o tronco esmagara. Eles tinham formas e tamanhos diversos. Sua primeira ação pós invocação era sempre procurar o primeiro humano que encontrasse e atacá-lo. Não precisaram nem se mover. Uma mulher trajando uma vestimenta que mesclava branco, vermelho e laranja aproximava-se das centenas de monstros aglomerados, que já a miravam com sede de carne e sangue. Ela caminhava devagar, de pés descalços e óculos escuros, esbanjando um sorrisinho no rosto. Ao contrário do que se poderia pensar de alguém que anda descalço, seus pés estavam muito bem tratados e suas unhas bem-feitas, com um brilhante esmalte preto. Anos mais tarde, "packs" de fotos lhe renderiam uma fortuna. Existem algumas dúzias de teorias que tentam explicar as razões que levam os monstros a atacar assim que são invocados, mas a mais popular diz que as almas vazias das criaturas procuram o primeiro suspiro de vida que sentem, para sugar e absorver sua energia vital. Estava claramente difícil absorver a energia vital daquela mulher. Ela estava remansada no meio de todos os monstros sem fazer nada. Socos, chutes, arranhões, magias horrendas e mordidas... tudo era inútil contra ela. Sua pele emitia uma aura pesada e parecia ser feita de um material tão resistente quanto aço. Ela olhou para cima a tempo de ver uma enxurrada de flechas cair em sua cabeça. A maior parte das criaturas caiu morta, enquanto outras agonizavam com a dor das perfurações. O campo jazia encharcado de sangue. — Lento. — Rs... — o Sentinela, arqueiro de elite, baixou seu arco — Abusada. Ela socou os que restavam vivos. Arsênio estava perscrutando o combate enquanto mascava um imenso pedaço de bolo, e percebeu, próximo a ele, sussurros de um bruxo com uma das mãos esticadas e olhos fechados, em irredutível concentração. — NEVASCA! — Berrou, enfim. A magia invocou uma tempestade de neve com ventos concentrados, atingindo a área onde antes havia monstros. A Shura fitava-o, com as sobrancelhas brancas de neve. — Putz — ele olhou para a área da nevasca — não deu tempo. — EU NÃO ACREDITO! — a voz invadiu os ouvidos de todos. A Shura agachou-se e segurou o pé direito com as mãos. Sua aura foi aumentando de intensidade. O Sentinela montou em seu imenso lobo e partiu para a cidade. Mais à frente, uma Cigana aproximou-se do animado Bardo, que seguia entoando uma alegre canção, e disse algo em seu ouvido. Ele concordou e parou de tocar seu baixo. Ela retirou uma guitarra de sua maleta e, com um aceno de cabeça mútuo, entoaram uma frenética e sinistra música que correu o campo, reverberando das cordas do dueto. Todos olhavam em uma única direção, curiosos, apreensivos, e, no caso de alguns Arruaceiros, sorridentes. — Eu paguei doze milhões por essa pintura — ela disse, baixinho e encarando o bruxo com um olhar estranho. — Olha — começou ele, gesticulando e tentando manter distância — foi mal, desculpa mesmo, eu não te vi no meio deles! A Shura, ensandecida, mal ouvia as distantes palavras. Passo a passo, caminhava na direção dele, que recuava. — FORAM — cinco rutilantes esferas azuis surgiram à sua volta — TODAS — ela socou o chão e as esferas sumiram — AS MINHAS ECONOMIAS — as esferas voltaram a rodeá-la — DO MÊS! Num piscar de olhos, ela saltou até ele com inconcebível velocidade, deixando-os cara a cara. Ela rosnava enquanto ele suava, numa rima nervosa entre olhares incongruentes. Antes que ele pudesse falar qualquer outra coisa, ela desferiu um soco tão forte que fez o ar aquecer ao redor do punho. Conhecido como “Punho Supremo de Azura”, a habilidade mais poderosa que os Shuras possuíam tinha um poder tão destrutivo que era difícil acreditar que pudesse deixar um simples Bruxo vivo. Um dos sorridentes Desordeiros que os observava deixou escapar uma exclamação de surpresa quando ele abriu seus olhos, ileso. A Shura, pasma, viu uma espécie de barreira rosa desvanecer ao redor dele. — Não é prudente atacar sem bons motivos — disse uma voz, aproximando-se — Ainda mais quando se trata do meu aprendiz. Em meio aos aventureiros e mercadores, um homem caminhava na direção dos dois. Suas vestes esverdeadas e seus longos cabelos brancos eram um claro sinal clichê de que se tratava de uma pessoa poderosa. A Shura mirou-o por alguns segundos e invocou suas esferas, que haviam sido utilizadas na conjuração do Azura. Dessa vez, eram quinze esferas ao invés de cinco. — Cautela. — Sugeriu o Arcano, retirando de suas vestes um cajado longo, decorado com bolas de tecido que lembravam pelos de animais. Após bater sua ponta no chão, uma espécie de “mar” formou-se numa área de pelo menos três metros ao redor dele. A água se agitava, estourando pequenas ondas em uma barreira transparente, enquanto ele, imóvel, encarava-a. Algumas pessoas próximas à água afastaram-se um pouco e sentaram para assistir o grande espetáculo que estava se formando. Arsênio não estava confortável com a situação e até já pensava em intervir. Penacho, por outro lado, rolava na grama na tentativa de limpar-se da terra e pedaços de madeira que haviam se prendido após o acidente. Alguns pequenos estouros preenchiam o ar junto à música do dueto, e um cheiro gostoso invadia as narinas dos expectadores. A Shura, Vicky, sorria enquanto ia na direção do Arcano. Ele ergueu o cajado, emergindo dezenas de globos azuis cintilantes da água. — Sério? — ela, debochada, socou o chão pela segunda vez, conjurou mais quinze esferas, esticou o braço direito com a palma aberta e fechou-a depressa, fazendo seu entorno vibrar. As novas esferas já haviam desaparecido e ela parecia ainda mais forte, emanando uma aura visível com raios que saltavam continuamente. Ele devolveu o sorriso e ergueu a mão vazia, trazendo à tona o dobro de esferas que já estavam flutuando acima dele. Por alguns segundos, houve silêncio e apreensão, seguidos de uma voz que falava baixinho, perto dali. — Pipoquinha? Duas por quinhentos zenys. — Pablo mostrou dois saquinhos cheios de pipoca para um grupo próximo às árvores. — E que tal um desconto? — o rapaz sorriu, irradiando malandragem. — Ahm... nem dá. Tô vendendo quase pelo mesmo preço que paguei... Outros do grupo levantaram-se. Pablo sentiu um horrível arrepio quando, às suas costas, ouviu um sussurro ao pé do ouvido. — Sabe o que seria interessante? — antes que pudesse responder, a voz prosseguiu — Dez por cento de desconto pra geral. Pablo virou-se, mas não havia ninguém ali. Quando tornou a olhar para frente, havia dez arruaceiros colados nele, encarando-o com sorrisos venenosos. — De repente — começou o mercador — até dá pra fazer uma oferta especial. — E soltou uma risadinha nervosa enquanto enchia pacotinhos com pipocas. Arsênio não tirava os olhos da cena à frente, calculando maneiras de parar aquela loucura sem apanhar. Isso até Penacho grunhir ao lado de seu ouvido, fazendo com que o pobre Guardião levasse as duas mãos ao ar, num patético movimento assustado. Não poderia ser culpado pela reação, já que o mais sigiloso sussurro do grifo parecia uma parceria entre um cachorro e uma águia cantando Linkin Park num megafone. Não se deixando distrair pelos acontecimentos, os dois aventureiros seguiam se encarando, numa guerra fria. — Peço desculpas pelo meu aprendiz — o Arcano silenciou por alguns segundos e concluiu — Não sabíamos que seu esmalte era tão vagabund0. Foi essa a faísca necessária para iniciar as coisas da forma mais feroz possível. Vicky, com um grito, saltou até a frente do Arcano, que invocou um escudo que logo desvaneceu. Ele disparou os globos de água envoltos de magia na direção dela, que não desviou, mas também não pareceu ferir-se no estrondoso impacto de cada um deles em seu corpo. Ela aproximou-se, rápida, e socou o peito do Arcano, lançando-o ao chão, que se elevou, amaciando sua queda. Em seguida, rolou para o lado, desviando de outro rápido soco desferido com tanta força que esmigalhou o bloco de grama e terra que ele havia erguido. Sem tempo para pensar, saltou para trás, escapando de um chute rápido. Lançou uma barreira de fogo que a atrasou por alguns segundos, com chamas espessas que impediam sua passagem e a empurraram para trás. Não demorou nada até ela atravessá-la com uma assustadora cabeçada. O Arcano já a aguardava no outro lado. Ela tentou saltar até ele, mas foi impedida por uma barreira azul, que a enquadrou. — Verme mágico — Urrou ela. Ele, com as duas mãos erguidas, iniciou uma conjuração complicada. Suas vestes estavam sendo sacudidas por um vento repentino, que também tratou de esvoaçar seus lisos e sedosos cabelos, para fazer de cada conjuração um momento muito especial. Penacho enchia a paciência de seu Guardião, esfregando o bico em seu ombro. — Quieto Penacho! Estou olhando os caras ali. — ele afastou a cabeça do grifo com as mãos — Te distrai com essa maçã aqui. — e jogou a maçã longe. Penacho correu para pegá-la. Arsênio sentiu um desconforto próximo, do tipo que aparece quando comemos algo perto de alguém que está com tanta fome quanto você, e retirou mais duas maçãs da mochila. — Quer uma maçã? — Vou aceitar. — respondeu o Bruxo, que estava sentado alguns metros para o lado e por muito pouco não correu junto à Penacho para tentar disputar a fruta lançada. O som dos punhos socando a barreira invisível se misturava à melodia sinistra que o dueto entoava. Pablo, amarrado à uma árvore, tentava negociar condições. — Gente, eu faço por cem zenys cada pacote — iniciou — Não vamos brigar por dinheiro, certo? O bando de arruaceiros o ignorava enquanto comia pipocas do carrinho e assistia o céu escurecer. — Rápido — falou Arsênio para o Bruxo — Vem pra cá! — e o puxou para junto de si, elevando o escudo para o alto, irradiando auras defensivas. Penacho, distante deles, roçava suas costas no tronco de uma árvore. — Cinquenta zenys — Pablo fechou os olhos — E é o máximo que posso chegar! — quando voltou a abri-los, os saquinhos de pipoca flutuavam, mas nenhum dos Arruaceiros estava visível. O dueto rapidamente trocou a melodia, num novo som que criou uma esfera ao seu redor. Acima de todos, um colossal cometa dirigia-se à área, mais precisamente à Vicky, que cruzara os braços. — Da próxima vez me avisa, que eu faço uma hidratação no cabelo enquanto você conjura. O Arcano não parou de murmurar palavras esquisitas, mas uma sobrancelha arqueada e uma veia saltada em sua testa expuseram sua raiva pelo comentário sarcástico. Alguns Cavaleiros e Sacerdotes corriam para retirar aprendizes novatos da área de impacto. Os aventureiros que decidiram ficar já haviam se protegido com habilidades diversas. O ruído do cometa fazia as árvores sacudirem e a terra tremer. Próximo ao dueto, um homem de meia idade xingava um sacerdote novato. — Sabe nem dar escudo. Vá tomar no c... — O som do cometa abafou sua voz. A escuridão do campo e o calor da pedra colossal formada por magia pairava sobre os aventureiros quando, súbito, sumiu. A luz voltou a dominar o lugar. O cometa desapareceu no ar. — Já chega — disse, calma, uma voz doce — Você parece meio desconcentrado — e olhou para o Arcano. — Metida! — Ele apontou o cajado para ela. Um tapete lilás mágico cobriu o chão numa imensa área onde pisavam. — Sem magia, querido. A Shura, vendo-se livre do exílio, correu para cima do homem, mas algo pareceu extrair todas as suas forças, retirando suas auras e esferas. — Você também — a Feiticeira mirou Vicky por cima do ombro — Se tentar alguma outra coisa, além de desencantar, vou te petrificar até o fim do dia. — Sentenciou. — Humpf — A Shura deu as costas aos dois — Não vale a pena mesmo. Quando der mais atenção à sua conjuração do que ao seu cabelo oleoso, voltamos a conversar. — Não retruque — Aconselhou a Feiticeira ao homem. Ele, tomado pelo orgulho ferido, pegou um jellopy do chão e o jogou na direção dela. — TOMA ESSE JELLOPY PRA TE AJUDAR A PAGAR PRODUTOS DECENTES, CHINELONA! Ela parou por alguns instantes, mas continuou logo em seguida. — Fechou o Stand-Up de hoje? — a feiticeira baixou a cabeça, olhando por cima de seus óculos vermelhos. — Tsc — ele puxou um pequeno recipiente dourado do manto, retirou uma pequena asa rosada de dentro dele e guardou-o — Não falte ao treino amanhã! — gritou. O jovem ao lado de Arsênio levantou-se prontamente — Torre de Geffen às 05h! O Arcano, então, esmagou a asa fechando sua mão, sumindo logo em seguida. — Acabou o show pessoal, podem voltar ao normal. — disse ela, batendo palmas. Dezenas reapareceram no campo, desfazendo suas defesas. O dueto apertou as mãos, profissionalmente, e o Bardo voltou a tocar uma feliz melodia enquanto a Cigana guardava sua guitarra. Os Arruaceiros reapareceram de seus esconderijos mágicos, e, como a maioria já havia acabado de comer as pipocas, juntaram e puseram os saquinhos vazios no carrinho de Pablo. — Que irônico vocês juntarem o lix0 — resmungou ele, ainda amarrado. Um dos homens olhou para o mercador e caminhou até a árvore em que estava preso. Com um golpe rápido de adaga, desamarrou-o. Em seguida, caminhou até o carrinho e depositou várias moedas ali. — Bom... valeu. — disse o comerciante. Pablo pegou o carrinho e seguiu para Prontera, feliz. Mas esse sentimento infiel só durou até perceber, alguns minutos depois, que o dinheiro depositado no carrinho era o seu próprio, roubado de seu bolso. Um sacerdote surgiu do portal da cidade, olhou à volta e retornou para a capital, reaparecendo em seguida com diversos aprendizes. — Bom... — Arsênio levantou-se, vagaroso — hora de voltar ao trabalho — disse, pegando a mochila e equipando-a — PENACHO! BORA! — gritou, caminhando até o portal. O Grifo ainda rolava no chão, distante, mas foi ao encontro do Guardião assim que chamado. Ele grunhia, reclamando. — Qual foi? — questionou Arsênio, analisando o corpo do grifo. Penacho abanou as asas e apontou para as costas com o bico. — Espera aí. — ele esticou o braço, enfiando-o entre as penas do animal — Ahá! Achei! — e fez força para puxar algo — Não quer sair! O Guardião posicionou-se melhor, e, com as duas mãos, puxou. Quando fazia extrema força e o grifo já resmungava de dor... saiu. E voou longe, fazendo Arsênio cair. O pedaço de madeira vermelho e espinhoso caiu no meio de várias pessoas que conversavam sobre a batalha que passara. Um Poring, criatura inofensiva e conhecida por pegar tudo o que há no chão, saltitou rápido e engoliu o galho, mas uma espadada o partiu ao meio. Um dos aprendizes o havia atacado. O menino ficou muito contente pelo golpe, mas o som de madeira se partindo não era normal. Um círculo negro e relampejante expandiu-se até ficar com a altura de um humano, e, na mesma velocidade que cresceu, contraiu-se e sumiu. Em seu lugar havia algo. Com uma aura fantasmagórica e olhar cinzento, uma criatura vestida com uma sobrepeliz forrada de lã e um cajado negro fitava todos. Os aventureiros estavam paralisados, sem saber como reagir. As conversas foram silenciando uma após a outra e ninguém arriscava qualquer movimento. O aprendiz, caído sentado com o impacto da invocação, olhava-a, estremecido. Antes que pudesse correr, cuspiu sangue e foi alçado por uma lâmina comprida que atravessara seu pescoço. A criatura revelou-se e ergueu o aprendiz para o alto, sentindo o sangue quente escorrer pelo seu braço. O grupo de Arruaceiros ficou invisível o mais rápido que pôde, mas um deles se debatia, preso pelo braço por algo que não podia ver. Uma lâmina de adaga o degolou devagar, fazendo sangue espirrar no rosto de várias pessoas. Seu assassino era uma versão cinzenta deles, sem expressões faciais nem compaixão. A primeira criatura, Arquimaga, estendeu os braços para frente. Atrás dela, um a um, foram surgindo espectros como ela, de diversas classes, vazios e calados. — Psiu — sussurrou Arsênio para Penacho. O grifo virou a cabeça devagar, com olhos arregalados de medo. Com um passo calmo e silencioso para o lado, os dois entraram no portal para Prontera. ~~Obrigado por apreciarem a história até o fim. Caso tenham ilustrações para enviar e ajudar a deixá-la mais rica, sintam-se a vontade para me procurar. Dicas, ideias e sugestões, podem me mandar mensagem por aqui ou no Discord oficial. Ótima leitura! Obs: Comentem as referências que encontrarem! Vamos ver quem as acha hihi.
  4. Eai turma, to querendo fazer um bardo mas n manjo muito, quais atributos tenho que começar upando ainda como arqueiro pra ter um bardo de respeito ?
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