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  1. “ Ano de 5098 depois da Guerra, Dimensão Desconhecida, 4 horas após o incidente em Geffen” Seraffyh abre um de 10 tomos numa prateleira qualquer, o livro era velho e surrado, a tinta das letras começava a se pagar, ele senta frente a uma escrivaninha e começa a ler as primeiras páginas. TOMO I (…) Introdução: Odin, Senhor de Todos os Outros, mestre da sabedoria, sábio da guerra e desbravador da morte, em Asgard, no palácio de Valaskjalf, tinha acesso a cada um dos nove mundos, graças ao sacrifício pessoal de uma parte de seu corpo. Entre sua prole estavam Thor, Tyr, Vidar, Herod, Vali, Njord, Bragi, Heindal, Vidor, além das Valquírias e inúmeros outros filhos pelo universo. Odin conduziu os deuses e os homens contra as forças do caos na batalha do fim do mundo, o Ragnarok. Nessa batalha o pesadelo do começo de nossa era monárquica caiu, ao custo do sacrifício de Thor, embora saibamos que não era o fim daquele temível ser, que ainda seria o responsável pela maldição dos Gaebold, após a luta de Tristan I, junto dos outros 6 guerreiros lendários, supremos representantes das classes existentes à época, um sacerdote, um caçador, um ferreiro, um mercenário, um bruxo e um cavaleiro. Nosso saudoso rei Tristan III, antes de virar um morto-vivo, tentou retirar a maldição de sua linhagem, e recrutou clérigos para a tarefa, como sabemos foi em parte um fracasso, e um dos responsáveis se exilou na Ilha Sem Nome, mas não sem antes pedir para que seu filho, fruto de um amor proibido, fosse protegido aos cuidados da instituição religiosa de Prontera. Esse livro resgata toda a história que sabemos dos deuses que nos governam. Seraffyh logo se desinteressa, nada que ele não tivesse já estudado como arcebispo. Pega então o segundo livro, mais fino, e abre no meio das páginas. Tomo 2: (…) e foi no período de expansão colonial que a monarquia enviou seu maior cavaleiro, Pedro Árvores, para partir de Alberta com 14 embarcações, para fins de estabelecer relações comerciais com região distinta. No trajeto, o mar fica tormentoso, os poucos registros relatam que o sol tornou o céu vermelho e uma tempestade muda a rota dos navegadores, que viam no mar seres gigantes e monstros aos quais não havia registro, interessante notar que uma das descrições citava uma serpente enorme que teria sido a responsável pela destruição da décima quarta embarcação. Com vergonha de relatar a história de que um ser fantasioso foi responsável pela destruição da embarcação mais poderosa à época, mudaram os registros, e a história só relata que 13 embarcações saíram de Alberta. Assim foi fundada Brasilis, com a miscigenação dos nativos da região e os navegadores, que só voltaram após 2 anos, e ainda assim, dizem que é um lugar mágico, e quem lá vai nunca mais sente vontade de voltar (…) Aquilo parecia ser um compilado de histórias do surgimento das cidades, nada que interessasse Seraffyh, que pega o terceiro livro. Tomo 3: O Brisingamen, forjado pelos quatro anões que representam os quatro pontos cardeais, é um artefato que dizem que a deusa Freya ostentava como símbolo de beleza e poder, não é à toa que ele representava o Sol, e por isso o derreti e transformei no adorno de cabeça de Sierra, um de meus experimentos oriundos de minha passagem pelo laboratório de somatologia, na época administrado pelo Dr. Wolchev, um lunático que me foi de grande valia com suas cobaias para que eu soubesse criar o receptáculo ideal para a volta de Freya a esse mundo. Não esperava a traição de um de meus cientistas, e a invasão daquele aventureiro ao qual nossa seita transformou num cavaleiro das trevas. Se o fracasso de meus experimentos tivessem parado por aí, não amarguraria em ver que outras tentativas de controlar o poder dos deuses tiveram sucesso e trouxeram consequências fora de nossos objetivos comuns. Pegaram minha pesquisa e aperfeiçoaram, os detalhes explicarei nesse livro. Dizem que até mesmo a alma do próprio Jormungand, que condensa grande tamanho físico e poder, poderia ser armazenada num objeto minúsculo, onde conseguiram algum vestígio dele, através do tempo, não tenho como saber. Mas dizem que Brinsingamen foi roubada por Loki, então, investigando os tesouros dos Gatunos, que tem grande afinidade com o deus da trapaça, não tardei a encontrá-lo. Entediado com aquele monólogo, Seraffyh deita a cabeça sobre os braços e se relembra como ele foi parar naquela biblioteca. “Exatamente 4100 anos atrás, Geffen:” Um odor de carbono invade o ambiente, dando ânsia nos dois, não estava ventando e a circulação de ar era precária, dificultando a saída da fumaça. Uma figura em cinzas se regenerava aos poucos, fio a fio, tecido a tecido, as vestes se alinhavam e ganhavam a cor que havia se perdido, acaso algum ferimento houvesse debaixo daquela roupagem, com certeza também estava se regenerando. Seraffyh chama a amiga com um gesto de mão para que ela se aproximasse rapidamente, coloca suas mãos sobre o saco de flechas que ela portava, ele diz baixinho “ASPERSIO”, e ela sente a energia quente da luz. Sacando uma flecha e posicionando no seu arco, Sheilinha tensiona os músculos dos braços e dispara. - DISPARO VIOLENTO! ( Disse a musa) A flecha atravessa o peito, empurrando para trás Belzebu, que não obstante, levanta, puxa a flecha vagarosamente, sentindo a flecha arder sua mão ante a propriedade sagrada. - Fosse eu um demônio em vez de fantasma teriam mais sucesso. (Disse o ser) Seraffyh e sua amiga enxergam duas asas surgirem por detrás de Belzebu, era o Grifo de Dante, que surge agarrando os seus ombros e fincando seu bico pontiagudo em seu pescoço, para logo após atirar-se pela sacada em movimento de queda livre. Sheilinha corre até o parapeito e olha abaixo. Belzebu, que tinha força sobre-humana, consegue segurar um dedo das garras grossas do Grifo e quebra-lhe, sendo solto ao ar livre, em queda na direção dos Amaldiçoados Sombrios, que saiam aos montes do térreo da torre. Lá em baixo, outra luta era travada. Alguns arcanos se somavam à Catherine, Dante e Digo, mas o uso de habilidades mágicas era limitado pela razoabilidade, afinal, muitos cidadãos dormiam ou estavam escondidos em suas casas, e o abuso de magia no meio da cidade era imprudente. - Por que essas caras maninhos? Digo, bora mostrar para eles! (Disse Dantes) Dantes se lança à frente em cima do escudo, como se fosse um carrinho de rolimã, derrubando o primeiro Amaldiçoado Sombrio ao chão. Com os dois pés sobre o peito do monstro, ele ergue o escudo para jogá-lo sobre a cabeça dele, esmagando-a. Sentindo uma enorme lança passar por seu ombro direito, cortando sua armadura, ele ri em deboche, que logo vira excitação. Estava à 20 metros do segundo oponente, ele gira sua Lança Imperial, e corre em combate frente a frente, “DISPARO PERFURANTE”...as armaduras do monstro suportam, 10 metros, “ESPIRAL LUNAR”… o cavalo dobra os joelhos, fazendo com que o cavaleiro caísse, embora rapidamente se erguesse, “ESTOCADA PRECISA”...a lança transpassa a cabeça, derrotando-o. Digo estava ainda com o terceiro cavaleiro amaldiçoado, insistindo numa luta comum de espada vs espada, com sua Claymore Rubi, de propriedade fogo. Cada toque das espadas ilumina ao redor com fortes clarões. Digo não se intimidava pelo tamanho da espada do oponente. Sua Claymore se imbui de uma claridade amarelada, mas não se tratava de efeito sagrado, a lâmina tinha a cor de metal em forja, mas conservando a dureza da espada. Digo a mantém firme com as duas mãos e contra-atacando a lâmina do oponente, que se parte, voando em direção ao peito de um quarto inimigo. - “IMPACTO DE TYR!” A armadura do Amaldiçoado Sombrio não resiste à intensidade e calor do golpe, resultando num corte diagonal que derrete seus órgãos vitais. Enquanto isso, os arcanos e Catherine estavam segurando os que ainda estavam saindo da torre. - E se a torre despencar sobre a cidade? (Disse Belzebu, sentado no telhado de uma casa) - Lute comigo fora da cidade e darei o que quiseres, mande seus servos embora! (Disse Catherine, logo abaixo) - Ha ha ha, o que eu quero? Mademoiselle, estou tão à toa quanto eles, não são meus servos. (Disse Belzebu) (…) - Vou ser mais claro, eu...acredito que tal qual eles, viemos parar aqui e estamos somente seguindo nossa natureza sanguinária. Se bem que...aparecer duas vezes na frente dos dois foi estranho. (Disse Belzebu) - De quem você esta falando?! (Disse Catherine) - Adieu madame! (Belzebu sai correndo pelos telhados) Catherine perde-o de vista. Os arcanos obtém reforços Doram e tem sucesso em imobilizar todos os cavaleiros amaldiçoados, uns petrificados, outros atados por raízes emergindo do chão. A entrada da torre é selada com magia. O Grifo desce do céu com Seraffyh e Sheilinha; Dantes e Digo se juntam a eles, com as mãos nos ombros um do outro, vitoriosos. Seraffyh esconde em suas vestes um livro azul, ninguém nota. - Meus queridos o portão não ficará fechado por muito tempo, nem sabemos o que mais nos espera quando abrir. A cidade já esta sendo evacuada, vamos afundar a torre. (Disse Catherine) - É muito drástico, logo iremos para Glast Heim descobrir a causa de tudo! (Disse Digo) - Digo! Meu palpite é Juno, não adianta ir pra lá! (Disse Dantes) -Juno? O que tem de importante lá? (Disse Catherine) - A biblioteca de Juno contém informações históricas não?! Todos os inimigos de nossa era possuem informações registradas! Mesmo que na forma de mitos, algo pode nos ajudar a saber com o que estamos lidando! (Disse Dantes) - Calma Dantes, se acalma...quero que voltem para Prontera, avisem as 7 famílias reais para enviarem as guildas vencedoras da Guerra do Emperium para Juno buscar informações. (Disse Catherine) - Você quis dizer o contrário né? (Disse Dantes) - Não Dantes, os clãs que irão para Juno, se você estiver certo no seu palpite o inimigo vai querer que continuemos sem respostas, na escuridão e na dúvida, e vai destruir tudo o que possa nos dar uma iluminação. Vão para Glast Heim logo após, será um percurso demorado, mas olhem para mim...acreditem, eu vou estar ao lado de vocês. (Finalizou Catherine) - Podemos usar o teleporte da Kafra? (Disse Seraffyh) - Quem? Bom, leve esse livro para Juno assim que possível. (Disse Catherine) Serrafyh se pergunta se Catherine estava enxergando aquele livro com alguma habilidade especial. - Kafra Seraffyh? (Pergunta Sheilinha) Seraffyh se sentiu como um alienígena, perguntou-se em pensamento se havia esquecido de algum acontecimento com a Corporação Kafra, e resolveu calar. - Estamos todos confusos e cansados, vem Seraffyh...não diga nada amigo. (Disse Digo puxando Seraffyh) - Estou percebendo que a memória de algumas pessoas esta falhando, mas não com coisas banais amigo, e sim com assuntos que são de notório conhecimento. (Continuou Digo a falar com Seraffyh) Acima de suas cabeças um aeroplano surge, descendo várias escadas de cordas. Aos poucos, cidadãos sobem, e os jovens aventureiros também. Já no alto, eles observam que Catherine agora estava rodeada por inúmeros invocadores, bruxos, professores, sábios, arcanos, em número que superava os eventos de caça promovidos por Mateus Além. Os portões se rompem brutalmente e uma bolha gigantesca avança para fora, rastejando dado o grande peso e as pernas curtas, das protuberâncias do que seria sua pele abrem-se olhos, a criatura se esforça repentinamente para elevar seu corpo e soltá-lo ao chão, freneticamente, provocando terremotos, uma das pessoas dentro do aeroplano pergunta se aquele monstro não era o denominado “Origem da Maldição”. Os especialistas em magia se envolvem em um leito de água, e invocam correntes violentas de água em direção ao monstro, que não consegue mais manter os olhos abertos, a água seguia ao fundo da torre, descendo aos andares abaixo. O plano era inundar a tudo para após congelar tudo o que pudesse sair de lá. Um Doram mais intrépido pula em direção à correnteza e nada em direção ao monstro, se agarrando em uma de suas pálpebras, que se abre. Logo após, usa uma habilidade especial...”INTIMIDAR!” O monstro enxerga uma alucinação vinda daquela habilidade, que inflige medo ao ponto dele se desgrudar do chão, sendo levado pelas águas ao fundo do calabouço. O Doram escapa pulando numa das colunas e se firmando com suas garras afiadas. Os jovens aventureiros ficam mais tranquilos, o aeroplano parte com dificuldade dado o excesso de peso. O sol começa a aparecer, não se enxerga nenhum vestígio das nuvens vermelhas. A cidade de Geffen fica para trás, a torre se mantém firme e erguida, não foi necessário demolir nada. Uma hora se passa, Seraffyh sente um peso na sua batina, ele mexe aqui e ali, e olha só, aquele poring estava dormindo. -Como você se segurou em mim esse tempo todo? (Seraffyh sorri) - Quem vai comigo para Juno? (Dantes estava na ponta do aeroplano, seu Grifo voava por perto) - Eu! (Seraffyh segue em direção a ele) Sheilinha e Digo não criam nenhum óbice, ficaria então com eles a missão de ir à Prontera reportar o ocorrido. Dantes se joga com Seraffyh nas costas do Grifo, o Poring já estava lá, sabe-se lá como. Aos poucos eles se distanciam do aeroplano, e do Grifo se permitia ver com maior esplendor as pradarias, montanhas, rios, além de alguns monstros maiores que de cima pareciam pequenos pontinhos na imensidão de cenários. Rune Midgard era linda, uma geografia diferente para cada microrregião. Por onde passavam, Seraffyh lembrava das músicas que os bardos, em suas campanhas pelo mundo, elaboravam para cada um dos lugares que passavam… Mais uma hora se passa, o vento fica mais forte, eles voavam contra ele, o Grifo emite um grunhido como que num sinal de alerta. Estavam quase no território de Juno, a cidade voadora perdida, que há muito tempo ficava oculta por magia e tecnologia, feita para assim abrigar o Coração de Ymir, mas isso era uma história antiga. Adentrando uma névoa fria, eles se dão conta que o sol estava parado faz um tempo, e não amanhecia, cada vez mais condensada a nuvem, eles conseguem sair dela, mas banhados de um líquido tinto, como se fosse vinho. Eis que o cenário à frente era assustador. A cidade de Juno estava rodeada de rochas flutuantes, e logo abaixo da cidade flutuante, uma cratera maior que ela, parecendo um buraco de minhoca de tão fundo, no qual as águas do oceano eram tragadas. Dantes e Seraffyh se questionam se um monstro teria feito aquilo. O sol agora estava se pondo, o que pareceu um absurdo para os dois, já que há alguns minutos, antes de passarem pela névoa, o sol ainda estava nascendo. O Grifo adentra a cidade, e pousa em frente à Biblioteca, único estabelecimento que não estava em ruínas. A imagem dela se distorce aos olhos de Dantes, como se fosse um prédio fantasma, mas eles resolvem entrar. Em seu interior, tudo intacto, algumas prateleiras sumiam e reapareciam, Dantes não era familiarizado com tecnologia, mas sabia que os robôs de Juperos e o próprio aeroplano eram uma prova que ela existia, sua mãe era uma estudiosa do assunto e levava algum de seus experimentos para casa, os quais ele admirava. Segurando um livro na mão, ele tem a impressão de tratar-se de um holograma muito avançado, nenhum peso, mas manuseável, dava para folhear e ler, era uma sensação estranha. No meio do salão, um único caderno entre livros: “ Se vocês estão lendo essas palavras, fiquem tranquilos, estão em um lugar seguro no meio do nada, e isso não é uma metáfora, não há nada lá fora que possa incomodar sua leitura. Acaso algum vestígio de ruídos abaixo da cidade seja ouvido, basta acionar a alavanca perto do Livro de Ymir, o qual vocês facilmente reconhecerão, já que acredito que a maioria de nossos aventureiros já efetuou o teste de transclasse. Mais um aviso, só tem o suficiente para mais dois disparos, e seria interessante verificar se não é o barulho de uma tempestade, já que atingir o magma da terra faria emergir dióxido de enxofre, sulfureto de hidrogênio, dióxido de carbono e outros gases que matariam a todos da cidade, ou melhor, vocês, pois como eu disse, não há mais ninguém aqui. Ignatz Gaebold, 01 de M. de 1049 D.G.” Dante vira algumas páginas antes: “Descobrimos, essa é a resposta, me disseram que não era pertinente no momento, mas como é possível manter-se indiferente quando se pode evitar o Dia do Desespero? Tenho em minhas mãos toda a informação que preciso para deter Sarah Irine, e ainda dar um futuro diferente a ela, menos sofrido. Pedi para dois de meus amigos, fiéis à minha família, para executarem a missão, mas dei dois rumos para eles e um não sabe o que o outro tem de executar, embora parte da trajetória os dois realizarão juntos. Quem diria, que uma simples alteração de um evento traria mudanças tão drásticas. I.Gaebold. 28 de S. de 998 D.G. Agora é com você, eles precisam que vocês façam sua parte.” Dante percebe pela tinta da última frase que ela foi escrita em momento posterior ao primeiro parágrafo. Os traços pareciam também mais cansados e difíceis de entender. (final da parte 3, continua...) Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos).
  2. Sheilinha queria evitar um confronto direto, Digo ainda estava inconsciente, seria imprudente e cansativo dividir-se em se proteger e protegê-lo. Ela então estende seus braços para frente e abre as mãos, se quadril graciosamente se inclina para trás rebolando, ficando apoiada só no calcâneo dos pés: - MEU AMOOOOR, EU SOU PROFESSORA DE DANÇA!!! Sem entender, Seraffyh viu os Sasquatchs ficarem atordoados, tratava-se da habilidade “Escândalo”, e só então ele, que até agora só a tinha visto usando arco e flecha, lembrou-se que ela era uma musa. Seraffyh coloca Digo em seu ombro e foge junto a Sheilinha, correndo por dentro dos arbustos, ele não deixa de notá-la à sua frente, estatura mediana, pernas tatuadas, peso médio...Seraffyh de repente se vê descendo um barranco íngreme em alta velocidade, desequilibrando-se dado o peso de Digo, os dois rolam abaixo até caírem nas margens de um lago. Assim que abre os olhos, vê Sheilinha ajoelhada próxima a sua cabeça, ele bem que poderia levantar-se naquele momento, mas ela se inclina aproximando o busto de si, fazendo com que ele sentisse um rubor desconfortável. Ela na verdade estava a pegar um objeto caído próximo de sua cabeça, sem que ele percebesse. Os Sasquatchs já estavam no topo do barranco, olhando-os de cima. -Temporal de Mil Flechas!!! Sheilinha dispara suas flechas em vários deles, mas o impacto com o chão provoca um deslizamento de terra com muitos Sasquatchs rolando abaixo em sua direção. Prestes a serem soterrados, num grande salto um Grifo desce e agarra Digo, o Guardião Real montado grita para que eles subam depressa, o que inquestionavelmente Seraffyh e Sheilinha o fazem. O Grifo alça voo, sem dificuldades mesmo com o excesso de peso. Abaixo dava para ver o bloco de terra caído, a água do lago ficara barrenta, Seraffyh sente pena dos Sasquatchs que poderiam estar vivos embaixo daquele amontoado de terra...mas agora via que Sheilinha estava com suas mãos na cintura do desconhecido Guardião Real, nitidamente um homem mais fortes e com dotes que seriam difíceis de concorrer. Entre um arcebispo e um guardião real, Seraffyh se via em desvantagem, sua atuação em batalha era reduzida a enfrentar demônios e mortos-vivos. Uma brecha nas nuvens permitiu-lhe olhar no horizonte uma torre alta no formato de um cone, estavam chegando em Geffen, a cidade da magia. O Grifo pousa frente a um chafariz de pedra, a cidade estava movimentada. Uma mulher se aproxima deles: - Boa tarde jovens aventureiros, eu sou a Sábia Catherine, estava esperando por vocês há muito tempo. Por que demorou a achá-los Dantes? Então esse era o nome do Guardião Real que resgatou-os, “Dantes”... observar sua armadura espessa frente as vestes de arcebispo de Seraffyh só lhe causou mais desânimo. - Eles não estavam no ponto combinado de encontro, encontrei-os fugindo dos Sasquatchs restantes do combate que minha comitiva enfrentou nos portões de Geffen. - Comitiva? Eram tantos assim? (Sheilinha se surpreendeu) - Ah, é mesmo, meu nome é Dantes Hell, o Digo me informou a rota que vocês viriam, mas pela madrugada o portão leste de Geffen foi bloqueado por um bando enorme desses monstros. Achamos inicialmente estarmos com a sorte de contar com arcanos que usariam da habilidade “Meteoro Escarlate” para infligir dano expandido, mas quando os meteoros passavam pelas nuvens vermelhas eram corroídos e reduzidos a pequenos pedaços de pedra. Ainda assim não teríamos maiores problemas, não fosse um “Hatii” surgir dentre os outros monstros e congelar nossos guerreiros. -Como é um “Hatii” Sheilinha? (Seraffyh, tão confinado aos assuntos eclesiásticos, quase não saia de Prontera) - É um monstro que habita Lutie, a cidade onde é Natal todos os dias, imagine um lobo de porte grande e encravado de gelo pontiagudo, com uma letra “c” desenhada na testa. (Disse Sheilinha em resposta) Catherine leva-os ao topo da torre de Geffen, lá eles repousam. Um Poring chega perto de Seraffyh alegre e gritando “poi-poi, poi-poi”! Seraffyh segura-o com os braços e esse adormece escondendo seu rosto nas vestes do jovem arcebispo. Dantes larga seu escudo com fúria ao chão e dirige-se a um cachorro parado num parapeito. Por alguns instantes, Seraffyh tinha a impressão que os dois conversavam. - Então essas são as crianças recrutadas pelo sumo pontífice? Parecem mais despreparadas que as primeiras. Já faz muito tempo que a cidade não se vê atormentada às noites pelas atividades estranhas vindas do calabouço da torre. Lembras como essa jornada acabou? (Voz desconhecida) - Eu era pequeno, nem tem como eu lembrar né...mas meu mestre me contou a aventura que culminou na partida dele e de sua amada à Glast Heim para enfrentar o ser das trevas que lá governava outrora. Só que agora é completamente diferente, não parece ter qualquer relação àqueles eventos. (Disse Dantes Hell) - Sim, mas não custa tentar seguir os passos iniciais que eles deram naquela época, estamos sem pistas, por isso várias frentes foram organizadas, vocês seguirão o caminho que seu mestre travou e quem sabe tenham mais sorte que os outros grupos. (Voz desconhecida) Dantes bufa e se volta para a direção de Seraffyh, de seus lábios pôde-se entender: - É bom que você saiba mais do que só dar um buffs*. (buff*=conceder poderes e cura) Seraffyh movimenta os lábios soletrando, para que Dantes perceba que ele escutou: - EU-VOU-É-BOFETAR-SUA-CARA. Sheilinha olhava incrédula o começo daquela bela amizade. Digo estava deitado, mas já respirava sem dificuldades. Seraffyh teve a ideia de se aproximar dele e dizer: - Lauda Ramus!!! (luzes verdes envolvem a todos, lhes dando sensação de frescor) Digo abre os olhos, revitalizado, e com ternura fita Seraffyh, agradecendo-lhe. -Obrigado meu amigo. Sheilinha, acomodada numa pilha de almofadas, levanta-se e alegre senta ao lado de Digo. Anoitece, todos os habitantes da cidade já estavam recolhidos em suas casas. Digo não falava nada, nenhuma palavra sobre o que lhe acometeu. Seraffyh imaginava que Sheilinha houvesse se aproximado de Digo para fazer perguntas, mas os dois estavam lá, um olhando para o vazio e a outra para Poring nos braços de Seraffyh. Dantes, incomodado e querendo respostas, iria quebrar aquele silêncio, quando então um estrondoso barulho veio andares abaixo. Todos se dirigiram ao parapeito, do qual era possível ver grande parte da cidade. Abaixo, estavam saindo da torre cavaleiros portanto espadas gigantescas e lanças, além de uma bandeira com símbolos de um antigo reino, parecendo estar manchada de sangue, seus cavalos possuíam armaduras cobrindo cabeça e laterais do corpo, eram os Amaldiçoados do Abismo, antigos cavaleiros do rei Schmitz Von Walter, antes de serem corrompidos pelas trevas na antiga Glast Heim. Não havia nenhuma nuvem no céu... Sheilinha tenta apontar suas flechas abaixo, mas o vento poderia mudar a trajetória, a distância era enorme. Todos passam a descer com pressa as escadas, seus passos são ouvidos pelos que lá esperam no térreo. Quanto mais próximo do térreo a temperatura cai, e o frio se intensifica, até que reparam que os degraus ficam escorregadios, e mais à frente um Hatii os aguarda, com pequenas rachaduras nas crostas de gelo de suas costas, provavelmente advindas de um combate anterior. - Para trás! Bola de Fogo! (Catherine se sobrepõe à frente dos demais, disparando sua magia no gelo vindo sorrateiramente pelas paredes e degraus) Hatii salta para destroçá-la com suas garras, contudo, Dantes, degraus acima, pula com seu escudo bem na frente dela, e as garras de Hatii quase penetram no forte metal. Hatii gira velozmente e sua calda larga empurra Dantes e Catherine contra a parede. Sheilinha, mais ao alto, mira nas rachaduras de gelo próximas ao que seria a coluna vertebral do monstro e com sucesso acerta dois pontos, travando seus movimentos. Hatii abre a boca inspirando ar com força, e então expele uma brisa congelante que aos poucos pega a todos, mas ao chegar em Digo é rebatida: - Impacto Explosivo! (Digo finca sua espada no chão, e do epicentro o ar entra em combustão, se expandindo ao seu redor) Como o corredor não tinha janelas, o ar frio rapidamente se dissipa, Digo retoma sua espada e gira-a em espiral, arremessando-a em seguida contra a parede à esquerda, fazendo tremer a estrutura do teto. Dantes rapidamente entende a finalidade e arremessa seu escudo contra a parede direita. - Escudo Bumerangue! O teto despenca aos poucos, mas Seraffyh, já descongelado, encobre a todos com sua habilidade “Kyrie Eleison”, protegendo suas cabeças enquanto retornavam ao topo da torre. Hatii continua imobilizado graças às flechas em suas costas. A passagem estava fechada, mas certamente Hatii não estava morto. - Como vamos descer agora? (...) - Calma povo, aguentem firmes! (Disse Dantes, que logo após junta dois dedos aos lábios e assobia. Seu Grifo surge no parapeito da sacada) - Vamos nós três primeiro. (Dantes aponta para Digo e Catherine) Logo após descerem, nuvens escuras cobrem o céu, a lua não ilumina mais nada, dois trovões são ouvidos, e no intervalo entre um e outro, um belo jovem é materializado em frente a Sheilinha e Seraffyh. Ele se senta no parapeito, balançando suas pernas, uma coroa e o manto esbanjavam ares de realeza, seu olhar esnobe para Sheilinha logo se torna admiração ao observar Seraffyh, cujo Poring em seus braços desce e se esconde por entre suas pernas. Contudo, um livro em suas mãos é de se chamar a atenção, parecia similar ao que aquela criatura nos arredores de Prontera portava antes de ter sido flechado por Sheilinha, dias atrás. - Sim Seraffyh, é o Belzebu novamente, em sua forma humana. (Disse Sheilinha) - É bom que dessa vez porte flechas de propriedade fantasma querida. (Belzebu fala graciosamente, como se fosse uma garota) Teleportando-se a centímetros de proximidade de Seraffyh, Belzebu segura seu pescoço com a mão direita e o eleva ao topo, quase sufocando Seraffyh. Sheilinha porta apenas flechas comuns, o que era totalmente ineficaz contra aquele ser, mas ia arriscar uma habilidade especial. Belzebu a vê tirando do bolso uma gaita, as notas musicais da melodia pareciam do “Ode a Hela”, e Sheilinha se envolveu de uma aura violeta, provavelmente ela queria amplificar o poder de algum golpe que viria a executar. Mas foi Serrafyh o alvo da melodia, Belzebu sente seu braço estendido pesar, Seraffyh estava segurando-o fortemente com a mão esquerda, enquanto a direita erguia-se para cima: -Judex!!! (final da parte 2, continua…) Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos). Comentários e sugestões para incrementar na história sãos sempre bem-vindos.
  3. Nessa jornada acompanharemos pessoas simples que estão longe de esperar a tormenta que virá. Seraffih estava distraído, observando um Poring comendo uma cenoura nos arredores de Prontera... a brisa estava suave, batendo em seus pequenos cabelos, fazendo-os levemente arrepiar. Tudo estava naquela mesmice, Porings pra lá e pra cá, como sempre. Lentamente, nuvens escuras se formaram, seus olhos distraídos no mastigar leve do Poring e sua cenoura, não lhe permitiram notar a aproximação de uma figura nefasta atrás de si. Ao virar-se repentinamente, não soube dizer que ser diferente e estranho era aquele, possuía uma cauda de abelha enorme e um livro ensanguentado em sua mão esquerda, ao seu redor várias moscas, a denotar que estava fedendo. Hesitando em fugir, uma pessoa pula por cima dele e grita: - É o Belzebu! Só deu tempo de jogar-se ao chão, enquanto uma saraivada de flechas atingia e cravava o peito da criatura...tiros certeiros e fatais, feito impossível para um arqueiro ordinário frente a uma criatura poderosa daquelas, somente Seraffyh presenciou o feito. Ao olhar para cima e ainda deitado no chão, Seraffih se deparou com a aparência bela e mortal da pessoa que o salvou. - Você não vai se levantar? Minhas costas estão doloridas demais para ajudar você. Seraffih estava imóvel, de seus lábios só conseguiu perguntar: Quem és você? A pessoa retirou o capacete e lançou seus longos cabelos para trás, não deu ao certo para saber se fez isso para se exibir. - Meu nome é Sheilinha Rag. O som que o vento produziu naquele momento mais parecia um grito de horror, Sheilinha puxou Seraffih pelo braço e o levou para dentro de Prontera. Seraffyh abre os olhos...onde estava? Olhando ao seu redor, se viu no bar de Prontera, só se lembrava de ter sido puxado por uma musa chamada Sheilinha Rag, dizendo que dentro de Prontera estariam seguros. Ok, o pior havia passado, então para quê ele estava ali? De repente duas figuras se aproximam da mesa, uma era de um cavaleiro, fitando os olhos de Seraffyh como se estivesse perguntando também a razão dele estar ali, até que Sheilinha o chamou pelo nome. - Digo, não é cortês olhar assim para nosso novo integrante. Ao ouvir isso Seraffyh concluiu que tudo era um engano, haviam confundido ele, até que a outra pessoa se manifesta. - Estás intrigado meu amigo? Não é para menos, você foi o último a saber...tome. Entregando-lhe uma carta selada com o símbolo da Igreja de Prontera, Seraffyh abre a carta rapidamente e reconhece de pronto a caligrafia do Sumo Pontífice de Prontera: “Caro Seraffyh, muitas coisas estranhas tem ocorrido nos arredores de Prontera e Geffen, monstros que antigamente só eram encontrados nas profundezas de locais inacessíveis aos homens comuns estão vindo à tona e ameaçando nossa paz. Eu te nomeio essa missão secreta de investigar ao lado de uma equipe designada por mim os ocorridos. Não pude lhe contatar antes dada a natureza secreta da reunião que tivemos e por você estar sempre ausente em suas esquisitas atividades observando Porings...que nosso deus Odin esteja contigo.” Pronto, suas férias estavam estragadas, mas nesse momento só conseguia pensar em quem iria alimentar seus amados Porings, ninguém ligava para eles, não fosse o tempo que dedicava coletando cenouras e maças… -Ei. Sheilinha interrompera o raciocínio de Seraffyh, que estava pouco ligando em seu papel naquela missão… - Vou lhe contar os detalhes... A tarde caiu serena, as nuvens que trouxeram aquela tormenta se dissiparam rapidamente, mas deixaram marcas nos prédios e estátuas, como se fosse uma ferrugem, vermelho-escuro. No dia seguinte, Seraffih partiu com Sheilinha rag para oeste de Prontera, a caminho de Geffen. A missão deles seria investigar as profundezas da caverna da Torre de Geffen. - Sheilinha cadê o Digo ele não viria conosco? - Disse Seraffyh limpando seu chapéu de arcebispo, pouco antes um zangão havia furtado-o atraído pelo cheiro meio adocicado do chapéu, provavelmente dado que com ele Seraffyh coletava as maças que colhia para os Porings. - Ele já deve estar muito afrente de nós dado que perdemos muito tempo atrás desse chapéu – Disse Sheilinha, parecia meio brava, mas Seraffyh não entendia o porquê, não importa quantas ferroadas ela levou, ele poderia sempre curá-la de qualquer ferimento, mas notou que havia vestígios de mel nela. - Digo foi meu namorado, ele é um lorde que nunca quis progredir para a classe dos cavaleiros rúnicos, cheio de vontade, mas com um coração bom, só é cabeça dura… Sheilinha parecia meio saudosa, um sorriso ligeiro em seus lábios ao falar de Digo foi percebido por Seraffih. Mas ele nota que moscas estavam rondando arbustos à esquerda do caminho que faziam, e num impulso foi lá olhar o que era. - Pera aí, não vai me meter em encrenca de novo. Disse Sheilinha. Um arrepio corre a espinha dos dois ao ver o corpo do companheiro Digo no chão, desacordado. Seraffih esperava que Sheilinha fosse prontamente acudi-lo, mas essa se mantinha estática, e ele não conseguia olhar a expressão facial dela dado que a claridade do sol se intensificara. Ao se aproximarem, são cercados por mercenários escondidos ao redor dos arbustos, mas pareciam ter aparência sombria, rostos deformados, além de serem fétidos. Olhavam em direção à Sheilinha. Só agora, com nuvens escuras cobrindo o sol, que Seraffyh nota um pingente no pescoço de Sheilinha, mas rapidamente os mercenários o atacam, Seraffyh finca seu cajado no chão e grita: - Judex!!! uma explosão de raios desce dos céus em direção aos inimigos, os raios transpassavam o corpo débil das criaturas, e líquidos que não eram fluídos humanos saiam de seus corpos. Nunca viu algo tão asqueroso e com forte odor. Sheilinha olha assustada...Seraffyh fornece “Benção” e “Aumentar Agilidade” para ela, e aproveitando que os mercenários se levantavam com dificuldade, ela dispara uma rajada de flechas em pontos vitais que perfuram os pontos vitais de seus corpos. Seraffyh ergue seu cajado e uma luz flamejante cega os inimigos mais distantes, fazendo-os dispersar. Digo continua imóvel, Seraffyh tenta curá-lo, mas ele parecia não estar ferido, somente desacordado, e com a respiração fraca. Sheilinha finalmente se ajoelha e acaricia a face esquerda de Digo, um sorriso maroto aparentava esboçar em sua face, o que gerou estranheza para Seraffyh, dado que para o momento esboçar qualquer forma de felicidade seria impensável, eles nem sabiam o que acometia Digo... Quando pensaram que o pior tinha passado, os arbustos se remexem com violência, criaturas parecidas com ursos enormes, porém monstruosos, aparecem, eram os Sasquatch, monstros cujo hábitat natural estava longe de ser no qual estavam. Seraffyh lembra-se do mel no corpo de Sheilinha, e essa disse num misto de medo e graça: - Acho que mamãe passou açúcar em mim… Seraffyh olha-a com repreensão, não gostando nada da brincadeira: - Pois trate de ficar bem azedinha. (final da parte 1, continua...) Se quiser acompanhar a história paralela que se integrará a essa jornada, segue o link: Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos). Comentários e sugestões para a história sãos sempre bem-vindas.
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