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Kafra WarpportalBR

Concurso - Páscoa

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Olá Aventureiros! 💖

A Páscoa está chegando, uma das comemorações mais importantes  que significa a renovação e a esperança.

Momento para festejar a chegada da primavera e o fim do inverno, simbolizando a sobrevivência.

 

Pensando nisso nós resolvemos criar um concurso de fanfic! 🐰

 

Teste suas habilidades e nos agracie com uma incrível história no mundo de Rag e use de sua criatividade para que o espiríto da pascoa transborde de sua fanfic.

 

💌 REGRAS:

- Extensão: livre

- A fanfic obrigatoriamente deve conter: algum npc e monstros do Rag

- Sua fanfic deve conter: temas relacionados a chegada da primavera, ovos, caça, chocolate, decorar, festa, sobrevivência, renovação, esperança, fogueiras acesas, velas, incensos, bruxas, galhos de salgueiro decorados,fitas coloridas, penas,também flores e guloseimas (Cada texto tem que conter pelo menos 3 delas até o fim, por exemplo).

- Qualquer conteúdo que saiam das regras de conduta da comunidade serão desclassificadas.

- Este evento tem caráter exclusivamente cultural e recreativo, sem qualquer modalidade de sorte ou pagamento pela participação.

- É permitido Apenas 1 envio por Participante.

- Erros de português não desclassificarão, mas serão considerados na hora da avaliação

- Não é permitido utilizar peças prontas de outras fontes;

Serão julgados todas as Fanfics que se enquadrarem nas regras acima, enviadas até o dia 19 de Abril  antes das 23:59 neste tópico!

 

 

🐾 PRÊMIOS 🐾

 

1º Colocado:

35.000 Energy

1 Miau-chila de Bichano

1 Bolinhos de Carne [500]

1 Coelhinho Malhado

1 Coelhinho Carinhoso

1 Família Eclipse Dorminhoca

 

2º Colocado:

20.000 Energy

1 Miau-chila de Bichano Preto

1 Bolinhos de Carne [100]

1 Coelhinho Carinhoso

1 Família Eclipse Dorminhoca

 

3º Colocado:

10.000 Energy

1 Mochila de Poring

1 Bolinhos de Carne [10]

1 Família Eclipse Dorminhoca
 

 

Participe e aproveite essa chance de fazer história em Ragnarök. 🐇

 
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Captura de Tela 2020-11-16 às 19.54.15.png

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Em um reino não muito distante chamado de Rune-Midgard, estava preste a acontecer o evento de pascoa com muitas renovações e existia uma dupla de jovens chamados Geralt de Rivia, ou melhor Rivia e Doratt e esta é a aventura de pascoa...

Rivia° (Feiticeiro): Vamos logo, Doratt (Doram) “Amigo de Rivia e parceiro em aventuras”. Não podemos perder este evento de pascoa!!! Estão dizendo que o evento está em Payon com a Kafra, vamos indo não quero me atrasar.

Doratt: Rivia, só me diz uma coisa vai ter ovos? Assim, porque você sabe que é difícil ser um gato as vezes, eu preciso de mimos para me alegrar, maior preguiça de fazer eventos. Para você ter uma noção até a conjuração do meu chilique está lento, mas não é por falta de equipamentos e sim da minha preguiça.

Rivia°: Siiim, seu preguiçoso, haverá muitos ovos e chocolates para nós, mas primeiro vamos a Payon e verificar se o evento está sendo com a Kafra, huuuuum, gostaria que o evento fosse em Juno, porque fiquei amarradão na Arcana do evento de união dos solteiros, xixixixixixixi (risada).

Chegando em Payon....

Rivia°: Cheeeegamos, olha o tanto de gente em volta da Kafra, Doratt. Vamos, vamos logo, estou empolgado!!!

Doratt: Calma ai, pera lá, VAI DEVAGAR!

Rivia°: Bom, teremos que caçar para conseguirmos os ovos e chocolates como premiação, claro teremos que fazer mais algumas coisas. Ainda bem que deram uma lista, imagina só ter que lembrar de tudo isso.

Doratt: HUUUUUUUUM, aqui diz que vai ter festas, então vai chegar umas gatinhas para mim.

Rivia°: Você só pensa nisso né? Seu SURICATO!!!! Vamos logo precisamos de galhos de salgueiro decorados, então vamos ir ao mapa aqui da direita, derrubar uns salgueiros e pegar os galhos, depois vamos nas harpias em Juno, pegar penas aí vamos montar galhos de salgueiro decorados.

Doratt: Que tal uma música, nessa jornada toda? Você consegue me acompanhar criando?

Rivia°: Mas não precisaríamos de um músico?

Doratt: QUE NADA, AQUI GATO MIAAAAA

Rivia°: Eu juro que andar com você é uma vergonha, mas é divertido xixixixixixixixi.

... Estamos indo coletar itens para o evento deste ano

Então vamos seguindo a brisa dos campos, andando pelos cantos

Bem longe desses monstros todos, acompanhando este gato que estranho

Pintando círculos no céu, conforme os pássaros se estranham.

Vem chegando a primavera, então seguir cantando....

Doratt: Ufa, foi uma aventura e tanto hoje em? Estou exausto

Rivia°: Como assim exausto? A gente mal começou, seu preguiçoso!!!

Doratt: Ao meu ver isso foi um teste de sobrevivência, mas aqueles ovos e chocolates espero que vale a pena.

Rivia°: Esqueci de acrescentar que se caçarmos 30 bruxas e trazer alguns incensos, terá guloseimas como um acréscimo na recompensa do evento *-*.

Doratt: VOCÊ DISSE GULOSEIMAS?????? MIIIAU

Rivia°: A festa será em Comodo, daqui algumas horas, que tal levarmos flores?

Doratt: Por que, flores? Por acaso você virou uma planta carnívora? Shshshsshshs (Risada)

Rivia°: ‘-‘... Vamos aproveitar que com a chegada da primavera, as flores são lindas, acho que vou pegar uma rosa eterna e uma rosa de gelo *-*. Então vamos ter que caçar Mavka e Filhote de Hatii ou Titã de Gelo.

Doratt: Não é mais fácil comprar?

Rivia°: Até seria, porém, as floristas e comerciantes disseram que com a chegada da primavera, ouve invasão e esses monstros roubaram. Então vamos atrás deles, o que sobrar devolveremos.

Doratt: Na volta, vamos passar em Hughel, ouvir dizer que há alguém vendendo fitas coloridas.

Rivia°: Bem lembrado, isso é até estranho vindo de você. Xixixixixixi

Mais tarde...

Rivia°: Já está quase no tempo da festa, vamos passar em Prontera e pegar algumas velas.

Doratt: Estou cansado Rivia, essas bruxas me deram uma canseira...

Rivia°: Eu que fiz o maior trabalho para de reclamar, nunca soltei tanta onda e pó de diamante na minha vida, bem que eu poderia ser o Camus.

Doratt: Ser quem? É de comer? Picolé?

Rivia°: “facepalm”

Rivia°: Vamos logo entrar a quest na Kafra e vamos a Comodo não quero perder por nada essa festa.

Doratt: Há boatos que os itens arrecadados nesta quest são para decorar Comodo para a festa de hoje.

Rivia°: UAU, então vai estar tudo lindo.

Doratt: Quero meus ovos, chocolates e guloseimas...

Rivia°: Temos que retirar em Comodo com o Coelhão Risonho

Doratt: Então vamos que não quero perder por nada isso, maior trampo...

Chegando em Comodo

Doratt: Olha, RIIVIAAAAA Que magnifico olha estas decorações

Rivia°: OLHA ESSAS FOGUEIRAS ACESAS, isso me lembra aquele visual do ano passado Doratt.

Doratt: O da união de solteiros? Aquela fogueira?

Rivia°: Isso mesmo!

Rivia°: Agora que retiramos nossa premiação, o que vamos fazer?

Doratt: Como eu já estou comendo meus chocolates, ovos e guloseimas. Estou muito feliz, então vamos chamar aquele trovador?

Rivia°: Vamos cantar, então? Aproveitar toda essa decoração, neste lugar lindo com tantas pessoas?

Doratt: Isso mesmo, aaah que ar de esperança!

Rivia°: OOOO Campeão do alaúde, vamos detooooooooonar

VAMOS TODOS CANTAR COM DON, conforme a noite vai caindo

Ondas de ouro e prata de Comodo, se dissolvem em espumas de sal

Enquanto o vento vem soprar o belo monte que guiará

Essa festa é de arrasar

Somos aventureiros, cortando o céu a terra e o mar

As cidades de Rune-Midgard são o nosso lar

Nossas classes são de detonar

Se você perder a calma, também perderá o ar

Então se acalme e veja o mar

Esta festa está de arrasar...

Se você aguentar, um amanhã irá nasceeeeeeeer.

Hoje e amanhã, nossos sonhos se irá

Dando um adeus, nunca mais vamos nos encontrar.

Mas não ficaremos tristes, pois a manutenção vai acabar

O Rufio é o chefe principal, olha ele lá cantando de Bob Marley já

Agora chegou a Bella sim, olha que engraçado pois a Lua está a acompanhar.

Não importa quem nós somos, amigos vamos nos tornar

Sempre perambulando, no infinito a dançar....

 

 

 

 

 

Notas Finais: Dedicação ao meu parceiro e amigo de Ragnarok, que desde quando voltei a jogar me deu todo apoio e tudo que era necessário para conseguir crescer no rag. Não importa se é em um jogo ou mundo real, ainda sim há pessoas boas que podem nos levar a grande aventuras!

Nomes dos personagens são de fato os nossos nomes no jogo. 

História e música desenvolvidas por mim. Há muito tempo atrás eu era músico, até que desenvolvi e parei com o violão, guitarra e baixo. Desde então venho escrevendo textos, poemas e etc. 

 

 

Boa sorte a todos que estão participando!!!

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Diário de Aventuras: Páscoa

 

Magnatrom, o Renegado impetuoso, acabara de voltar de uma longa expedição com sua discípula Clyde Magnus. Cansado da jornada dos arredores de Geffen, do desconhecido terceiro andar da caverna dos orcs, resolveu descansar na estalagem de Geffen e posteriormente estocar suprimentos.

Andando pelas ruas da cidade da magia notou enfeites na cidade que não costumavam estar por lá. Eram fitas coloridas penduradas em colunas e no exterior das casas, luzes vermelhas e azuis, e grupos de pessoas em cada um dos cantos da cidade. Ao sul de Geffen haviam músicos tocando alegres canções e dançarinas movimentando seus corpos belamente ao som da música. Ao oeste, tendas das mais variadas comidas festivas. Ao leste, vendedores de lembrancinhas e um senhor contando histórias de sua época de infância. Ao norte, comerciantes e voluntários coletando recursos para ajudar um orfanato.

Depois de passar a noite na estalagem, Magnatrom foi conferir as festividades. Havia música e alegria por toda cidade. Turistas de todos os mundos, Midgard, Jotunheim e Álfheim, chegavam a todo momento, sejam pessoas comuns, aventureiros, entre humanos, dorams e fadas. Encontrou-se então com a irmã Nerlen, uma das administradoras voluntárias de um orfanato de Prontera, próximo à catedral. Ela estava coletando doações de ervas, para que pudesse fabricar remédios e comidas para os órfãos, assim como recebia doações de guloseimas para os jovens e crianças.

Comovido, o Renegado decidiu ajudar a irmã coletando as ervas para doação. No entanto não sabia como as obter. Dirigiu-se então para a biblioteca de Juno, local onde coletava informações para suas rotineiras missões de expedição. Descobriu então que pequenos dragões selvagens, chamados de Novus, traziam consigo as ervas nos campos próximos a Juno.

Chegando no local viu que essas pequenas criaturas, porém muito velozes, eram agressivas com qualquer um que se aproximasse, atacando em bando is aventureiros e viajantes que se aproximavam da área. Devido à sua experiência de combates passados não foi difícil eliminar a maioria destes dragões, podendo coletar uma grande quantidade das ervas para Nerlen.

Não muito cansado decidiu se dirigir a Juno, onde poderia armazenar os itens coletados no sistema de armazém de Rune Midgard para não precisar carregar tudo nas mãos até Geffen e ao chegar lá poder retirar os itens. Caminhando próximo ao lago central da área, Magnatrom viu algumas pequenas mochilas e sandálias, como de estudantes. Sem entender o que era aquilo decidiu investigar a situação dentro da caverna do abismo, localizada abaixo dos campos.

As crianças estavam lá enclausuradas por um Hydrolancer. Não eram apenas crianças, eram os órfãos que estavam de viagem para Geffen, mas após um ataque ao aeroplano acabaram caindo direto na caverna. Ao tentar libertar as crianças, Hydrolancer acompanhado de seu líder atacaram o renegado. Não foi difícil derrotar Hydrolancer, já que ele não era uma criatura tão forte, porém seu líder era uma criatura demasiada forte: Detardeurus. A batalha foi árdua. As flechas sombrias de Magnatrom não surtiam efeitno na criatura também sombria. Tudo que podia fazer era correr em círculos, criar cópias explosivas para enganar o monstro e atirar pedras nele, já que era sua única forma de atrair novamente Detardeurus para não vir a se aproximar das crianças.

Um som como um tinido de copos foi ouvido. Magnatrom acabara de ser aspergido com a água benta. Seus ataques, antes sombrios, agora são sagrados, capazes de atingir e causar alto dano em Detardeurus. Nerlen acabara de chegar pois habia recebido uma nota de socorro. A irmã revelou-se ser uma forte Arcebispa, especializada em batalhas. Após abençoar Magnatrom, foi direto ao encontro da criatura sombria, revolveu sua enorme maça e golpeou fortemente a fera, enquanto Magnatrom atacava à distância com seu arco. Detardeurus foi derrotado e as crianças libertas.

De volta para Geffen, puderam descansar e ficar alegres novamente, agora junto com as crianças.

Magnatrom passou na tenda do felino, o Vendedor de Ovos, e comprou alguns para completar sua doação. Entregando as ervas amarelas, ervas verdes, ervas brancas, e agora também os ovinhos coloridos, para Nerlen. Muito contente com a doação, a arcebispa presenteou o renegado com um alegre coelhinho e um envelope. O coelhinho era bastante alegre e animado, e Magnatrom o levou ao Encãotador para vestí-lo com uma bela roupinha. Ao abrir o envelope, pode ver as palavras que fizeram sua aventura valer a pena:

Obrigado, as crianças ficam contentes com sua doação. Feliz Páscoa.
Assinado, Nerlen

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renegados-boladoes.png.fec1678dcb6cfca12d2167436acfae56.png

Magnatrom - Renegado autocaster 175| Relâmpago Dourado - Renegado híbrido 175 Instinto de Guerreiro - Renegado arco Crit 166 | Scarlet Yuuki - Sicária DD Crit 127 | Teeest3 - Sentinela aspd Crit 116 | Espírito da Montanha - Espiritualista 98

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Um sacrifício de amor

 

Finalmente, é primavera. O tilintar dos sinos da capela de Hugel, serviam de música para a jovem arcebispa recém chegada de Prontera, que bailava sorridente segurando um enorme cesto de flores do campo. Longos cabelos brancos como a neve, penetrantes olhos cor de âmbar e um enorme sorriso, capaz de derreter o mais frio dos corações. Seu nome é Metatrony, e foi enviada a Hugel pelo padre Bamph, com o intuito de ajudar na organização do festival em celebração a Páscoa.

- Ah... esse cheirinho de flores, não tem nada melhor! – disse a arcebispa, empolgada.

Irmã Vinue, responsável pela capela, observava Metatrony com curiosidade e apreço.

- Nunca havia visto alguém tão feliz depois de realizar trabalho árduo por tantas horas. – Disse a irmã, cruzando os braços, num tom de brincadeira.

- Como eu poderia não estar feliz? – retrucou. – A primavera chegou, estamos organizando um festival para celebrar a renovação e a esperança. Vamos arrecadar doações e ajudar as famílias que foram prejudicadas durante o inverno e estão passando necessidades. Isso realmente me motiva!

Como se trata de uma pequena vila residencial, todos se conhecem e desempenham uma função específica. Por isso, não há concorrência entre os moradores. No entanto, alguns trabalhadores acabam sempre ficando prejudicados durante o inverno. Os comerciantes de legumes e verduras, por exemplo, tem seu plantio comprometido.  O que também prejudica as refeições do bar, do restaurante e da estalagem.

Os habitantes do vilarejo estavam otimistas e esperavam receber muitos viajantes para o festival. Tudo foi organizado pela arcebispa com muito carinho, pois ela sabia da importância do evento na vida dessas pessoas.  Ao fim do dia, a praça central estava toda enfeitada. Barraquinhas de jogos e guloseimas, estavam adornadas com fitas coloridas e lanternas de papel. Um delicioso aroma de incenso, mesclado a fragrância das flores, que compunham lindos arranjos, impregnava o local. Bardos e trovadores tocavam suas mais amadas canções, enquanto odaliscas e musas bailavam com paixão. Alguns ovinhos de chocolate decorados foram escondidos pela cidade, para que as crianças pudessem participar de uma divertida caça aos ovos.

Não demorou muito para que a cidade ficasse lotada de forasteiros.  Os habitantes estavam muito felizes e aliviados, pois o evento aparentava ter sido um sucesso.

- Eu sabia! – gritou a arcebispa, repentinamente.

- Por Deus! Que susto! Ainda bem que meu coração é forte. – reclamou irmã Vinue, enquanto levava a mão esquerda ao peito.

- Desculpe, irmã, mas é que estou muito emocionada! O festival é um sucesso! – constatou a acerbispa, empolgada.

- Bom, e agora, o que faremos? Seria interessante começar a caça aos ovos, não? As crianças estão começando a ficar inquietas. – sugeriu a irmã.

- Sim! Elas já estão ficando impacientes, estão ansiosas pelo chocolate. Haha! Vamos começar a caça! – disse Metatrony, confiante.

A caça aos ovos havia começado e as crianças se divertiam muito. Mas a arcebispa, que era muito atenta, notou algo estranho. Todas as crianças corriam em busca dos ovos, interagiam umas com as outras, pareciam estar muito contentes. Todas, menos uma. Escondida atrás de alguns barris de bebida, uma garotinha observava toda a movimentação da festa. Ela aparentava ter por volta de uns 10 anos de idade, tinha um cabelo loiro, levemente ondulado, na altura dos ombros. Trajava um longo casaco de inverno marrom com detalhes em creme, botas, luvas e calça, com a mesma cor. Sua roupa estava suja e um pouco rasgada. A criança ainda carregava em uma das mãos, um coelhinho de pelúcia, que parecia bem desgastado. Estar vestindo algo assim, com o clima que estava fazendo, já seria estranho, mas o que mais chamou a atenção da arcebispa, foi o olhar vazio da menina, que não combinava em nada com tudo o que estava acontecendo ao seu redor. Preocupada, Metatrony  foi até ela.

- Esta tudo bem, meu anjo? O que está fazendo aqui sozinha? – perguntou, preocupada.

A menina direcionou seu olhar para Metatrony, e a encarou com a mesma expressão vazia por alguns segundos. Então, tirou um envelope do bolso do casaco e o entregou a arcebispa.

- Pode entregar esta carta para a minha avó? Ela é a vendedora de frutas dessa cidade. – pediu a garotinha.

- Por que você mesma não entrega? – indagou, confusa.

- Não posso. A vovó não sabe que estou aqui – suspirou –, ela pensa que estou em Amatsu.

A arcebispa pressentiu que havia algo errado, queria ajudar, mas não sabia como. Tinha medo de ser muito invasiva e acabar afugentando a menina.

- Por favor... – rogou a criança.

Sem ter muita opção, a arcebispa concordou em entregar a carta, mas pediu que a criança ficasse ali esperando o seu retorno. Achou que assim conseguiria descobrir alguma coisa e poderia, então, ajudá-la.

- Com licença, senhora. Tenho aqui uma carta da sua neta. – disse a arcebispa, entregando a carta.

- Oh! Eu estava ansiosa esperando! Muito obrigada, querida! – agradeceu a vendedora de frutas, emocionada.

- Desculpa se estou sendo muito curiosa, mas sua neta costuma lhe escrever com frequência? – questionou Metatrony.

- Não tanto quando eu gostaria. – lamentou a senhora. – Minha menina me escreve apenas uma vez por ano, sempre na Páscoa. Ela fica incomunicável a maior parte do tempo.

- Nossa, mas por quê?! – indagou, surpresa.

- É por causa do treinamento que ela recebe em Amatsu. Sabe, minha filha e seu marido morreram tragicamente há seis anos. Desde então, fiquei responsável por cuidar de minhas netas. Vê aquela garotinha de tranças sentada no chão e se lambuzando de chocolate? É minha neta mais nova. – declarou a senhora, orgulhosa.

- Ela é uma graça! Mas... – confusa, a arcebispa questionou – essa é a sua neta mais nova?

- Sim. Carmélia tem doze anos e, Carolina, tem  quatorze. – respondeu, com firmeza.

- E quando Carolina foi pra Amatsu? – perguntou, apreensiva.

- Carolina foi embora quando tinha dez anos. Já faz quatro anos, por isso tenho tanta saudade. – lamentou a vendedora.

Metatrony estava mais confusa agora do que antes. Não entendia como a irmã mais nova parecia ser a mais velha, nem como Carolina parecia ter parado no tempo e aparentava ter a mesma idade de quando foi embora. Decidida a encontrar respostas, dirigiu-se ao local onde havia falado com a garotinha, mas esta, não estava mais lá.

- Não consigo entender. O mais estranho, é que tenho a sensação de já tê-la visto em algum lugar. – frustrada, refletiu.

- Essa é a primeira vez que te vejo desmotivada. O que aconteceu? Sei que não é pelo festival, porque ele está sendo um sucesso. – questionou irmã Vinue.

- Irmã! Você me viu ainda a pouco conversando com uma garotinha com casaco de inverno? Ela estava bem aqui, mas não sei pra onde foi! – perguntou, esperançosa.

- Bem... eu vi você, apenas você. Estava falando e gesticulando sozinha. Achei que, talvez, você estivesse orando ou pensando em voz alta. – disse a irmã.

- Havia uma garotinha comigo. – afirmou, desconcertada.

- Não, não havia. – reafirmou.

- Irmã... como alguém aparenta não envelhecer e some misteriosamente? – indagou, confusa.

- Do jeito que você fala, parece até um fantasma. – respondeu, em tom de brincadeira.

- Poltergeist! – gritou a arcebispa, confiante.

- Por Deus! – surpresa, bradou. - Vou mesmo acabar virando um, com os sustos que você me dá!

- Irmã, preciso urgentemente ir a um lugar. Por favor, fique de olho nas crianças por mim, até eu voltar. – disse a arcesbispa, correndo, sem dar tempo de Irmã Vinue sequer responder.

Metatrony tinha certeza que havia desvendado o mistério, e confiante, pediu a kafra especial um teleporte para Nifflheim. Ao chegar ao reino dos mortos, foi recebida por alguns Ludes, Quves e Dullahans, nada amigáveis.

- Magnus Exorcismus!! – conjurou a arcebispa. - Não me atrapalhem, estou com pressa!  

- Carolina! Eu sei que você está aqui, por favor, apareça! – gritava Metatrony, pela cidade.

Não demorou muito e o espírito de uma garotinha surgiu diante da arcebispa. De cabeça baixa, a criança aproximou-se.

- Como você descobriu? – disse Carolina, envergonhada.

- Entreguei a carta pra sua avó, como você me pediu. Ela me disse que você foi pra Amatsu e que era a neta mais velha dela. Eu vi a sua irmã. A idade que sua avó dizia que você tinha, não combinava com a sua aparência. Além disso, você não parecia ser a mais velha, e sim a mais nova. Eu também tinha uma sensação de já ter te visto antes. Sabe, eu venho aqui algumas vezes pra treinar. – explicou, enquanto se abaixava e segurava as mãos da garotinha.

- Eu faço isso há quatro anos, e essa é a primeira vez que alguém se interessa em falar com a minha avó. Geralmente, as pessoas só entregam a carta e vão embora. – disse, com tristeza.

- Pequena, eu quero te ajudar, mas você precisa confiar em mim. O que aconteceu de verdade? Como você acabou parando aqui? – indagou.

Carolina contou que, os dois anos seguintes a morte dos seus pais, foram muito desgastantes, tanto para sua avó como para sua irmã mais nova. Por conta da maior parte das frutas vendidas por sua avó serem tropicais, a renda da família caía muito no inverno. Além disso, Carmélia possuía uma doença crônica que piorava muito nessa estação do ano. Sem dinheiro para se alimentarem adequadamente, o estado de saúde da sua irmã agravava muito.

- A vovó ficava muito triste, mas na nossa frente, sempre sorria e fingia estar bem pra não nos preocupar. Eu não aguentava mais, precisava fazer algo. Elas são minha família, são tudo o que me restou, tinha medo de perdê-las também! – lamentou Carolina.  

- E o que você fez pra tentar ajudá-las? – perguntou, apreensiva.

- O vilarejo em que nasci recebe sempre muitos viajantes. É normal escutar alguns rumores de vez enquanto. Um dia, ouvi um sicário contando a um renegado, que aqui em Nifflheim, havia um Deviruchi que fazia contratos com humanos. Ele te daria qualquer coisa que pedisse, em troca da sua alma. – disse, inquieta.

- Não me diga que você... - chocada, ficou sem palavras.

- Sim, e não me arrependo. Graças a isso, as frutas da minha avó vingam o ano todo, e dinheiro não falta mais. A saúde da minha irmã também foi afetada com o pacto, ela agora está curada. – disse, confiante.

- E como você acha que elas vão se sentir quando descobrirem? – questionou.

- A vovó não vai descobrir. Eu disse que iria para Amatsu me tornar uma oboro, e como o treinamento é muito rigoroso, eu ficaria incomunicável. Foi também, parte do acordo com o pequeno demônio, que eu pudesse uma vez por ano, sempre na Páscoa, visitar minha cidade natal. Então, todo ano, eu escolho um forasteiro e peço pra ele entregar uma carta pra vovó. – revelou.

- E ela acreditou nisso? Me refiro a parte do treinamento. – perguntou, incrédula.

- E por que não acreditaria? Você sabe, ninjas, mistérios, treinamentos secretos, tudo a ver. – constatou, confiante.

- E a sua irmã? – questionou, receosa.

- Quando a vovó se for, pretendo contar toda a verdade a Carmélia. Sei que ela vai entender, porque assim como eu, sei que ela faria de tudo pra nos proteger. – afirmou, com convicção.

- Eu realmente não sei o que fazer. – disse a arcebispa, desolada.

- Por favor, não conte nada a elas! Não conte nada a ninguém! – implorou a garotinha.

Após avaliar a situação e pensar um pouco, a arcebispa tomou uma decisão. Não era possível reverter o que havia sido feito, porém, isso não significava que ela não poderia fazer algo para ajudar.

- Vamos fazer o seguinte, eu não contarei nada pra ninguém. Em troca, serei a responsável por entregar a carta a elas. Melhor ainda, cartas! Escreva muitas cartas! Pode encher uma caixa bem grande com elas, eu entregarei todas! Pedirei que escrevam pra você também. Assim, podem continuar se comunicando durante o ano todo de forma decente e segura. – disse, orgulhosa.

- Você... faria mesmo isso por nós? – questionou Carolina, com os olhos cheios de lágrimas.

- Com o maior prazer! – afirmou, com alegria.

Pela primeira vez, os olhos da garotinha, que antes, pareciam vazios, se encheram de vida e esperança. Metatrony cumpriu sua promessa, e levava com frequência as cartas que Carolina e sua família escreviam umas para as outras.

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Aventura de Páscoa

A suave e aconchegante brisa anunciava a chegada da primavera em Lasagna, intensificando o aroma das flores, ornamentando com sua delicada aura as campinas verdejantes. Na acolhedora sombra de uma frondosa árvore viçosa, Tali folheava atentamente as páginas amareladas de um livro antigo, murmurando seus pensamentos sobre aquela maravilhosa aventura. Estreitando cada vez mais os olhos no que parecia um inevitável cochilo, Tali subitamente avista um lunático gorducho bem à sua frente, adornado com um gracioso laço de fita.

Ao notar que a curiosa Doram não parava de encará-lo, escapuliu rapidamente, saltitando em direção a um tronco coberto por musgo e cogumelos. Tali esfregou os olhos com as costas das pequeninas mãos felpudas, arregalando-os, depois levantou-se, deixando o livro para trás em uma desenfreada perseguição pelo lunático enfeitado. Finalmente encontrou o paradeiro do alvo fujão, que se atirou para dentro do oco daquele tronco lodoso. Tali preparou-se para agarrá-lo, mas acabou escorregando antes que pudesse segurar o lunático arredio, que, por sua vez, desapareceu dentro do tronco.

Em sua frenética deslizada, os pés tropeçaram na cauda, fazendo Tali degringolar para o interior do tronco em cambalhotas contínuas, até, enfim, desembocar em uma grande e ruidosa caverna subterrânea. Com a cabeça em redemoinhos devido à tontura da queda terrivelmente desastrosa, Tali sentou-se e, observando ao seu redor, notou uma bifurcação. Os dois caminhos eram praticamente iguais, mas apenas um deles dispunha de um rastro de pegadas… pegadas de lunáticos! A trilha da direita estava repleta de pegadas dos mais variados tamanhos, certamente o lunático gorducho havia seguido aquele caminho.

Tali continuou sua jornada, o vestido estava completamente enlameado, os pelos, desgrenhados, e, quando bateu levemente nas bochechas coradas, uma nuvenzinha de poeira pairou no ar. O final daquele longínquo túnel estava próximo, o ruído ficou mais alto, uma luz inicialmente pálida foi ganhando intensidade e, o mais inusitado, um delicioso aroma de chocolate empertigava o ambiente.

Atraída pela agradável fragrância, Tali fechou os olhos e, com um sorriso que se expandia de bigode a bigode, acelerou os passos. Aquela caverna subterrânea era simplesmente incrível, o brilho em seu olhar evidenciava a grata surpresa em ter seguido aquele lunático desconfiado. Fogueiras feitas de galhos aromáticos estalavam com a chama tranquila e cintilante que acalentava o lampejo das brasas, emanando um agradável perfume amadeirado. Em um grande caldeirão, o maior lunático que já existiu mexia e remexia. O chocolate ali preparado logo seria modelado pelos lunáticos menores, e transformado em lindos e saborosos ovos de Páscoa.

Fitas e flores coloridas enfeitavam suas orelhas pontudas, destacando-se em sua alva pelagem. Os lunáticos cantarolavam e dançavam em uma alegre ciranda. Todos estavam produzindo os ovos que seriam distribuídos sorrateiramente na Páscoa, escondidos em lugares inacreditáveis, delatados apenas pela trilha de pequenas e encantadoras pegadas. Tali contemplou cada fragmento de felicidade que aquela exuberante festa proporcionava, culpando veementemente a curiosidade dos Doram por encontrar aquele lugar formidável. Quando a percebeu, o lunático gorducho que a guiou aproximou-se e grunhiu baixinho, todos então a notaram e olharam em sua direção.

Foi então que o gigantesco lunático cozinheiro exibiu um imenso sorriso, surpreendendo Tali, que nunca na vida havia visto o sorriso de um lunático, e bradou a varinha de salgueiro que usava para mexer e remexer o chocolate, e, de repente, uma luminescência tênue espalhou-se em diminutas estrelas tremeluzentes, que recaíram sobre Tali deixando seu vestido como novo, a limpando de toda aquela terra. O imponente lunático lhe deu uma linda guirlanda de flores coloridas, e juntos, dançando e cantando em torno das fogueiras, todos aproveitaram aquele magnífico momento. Tali então percebeu que sua maior aventura estava sendo tão grandiosa quanto a de um livro antigo com páginas amareladas!

Edited by Fheanor

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