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DiegoMaxuel

Aventuras num presente em transição...parte4: Tabu

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Nota inicial: Antes de começar a leitura, eu fiz umas observações importantes sobre o futuro dessa história ao final, depois deem uma lida. Boa leitura!

 

Aventuras num presente em transição...parte4: Tabu

 

Dantes estava pasmo, segurava aquele poring com as duas mãos, rodeando ele, procurando…

- Como pode? Sua boca é maior que metade do seu corpo, para onde vai a comida?

Alguns minutos antes, aquele bichinho estava de tocaia abaixo de uma pilha de livros, esperando a aproximação do guardião real; um, dois, três passos, uma parada para pegar um caderno roxo. Poring se enfurece, aquela coisa retangular e roxa era feia, e no seu inocente entendimento, eles deveriam brincar com ele e não ficar parados horas olhando coisas que não se mexiam.

Num salto que faz voar alguns livros em Dantes, Poring engole o caderno de I. Gaebold, de uma só vez. Dantes o levanta, sem entender nada.

- Dá ele aqui! (Disse Seraffyh, que acordou com o barulho)

- Toma, você tem luvas? (Pergunta Dantes)

- Luvas? Tem algum artefato por aqui? (Disse Seraffyh)

- Aff esquece bicho! Quando ele for fazer cocô me chama! (Dantes se irrita)

-Eu não sou bicho! E que droga é essa deu ter de vigiar cocô? Eu nunca vi eles fazerem cocô! (Disse Seraffyh)

Seraffyh faz um carinho em Poring e volta a sentar-se; em Prontera ele alimentava os da redondeza, mas questão de fezes não. Acreditava até que de noite os percevejos do norte cuidavam das sujeirinhas deixadas nos arredores de Prontera.

O jovem arcebispo pula os olhos do tomo 3 ao 10. Pela janela, dava para ver uma chuva fina cair, era noite.

- Ei Dante, já que agente não descansou ontem que tal ficarmos aqui essa noite? (Disse Seraffyh)

- Não fala comigo, só porque eu deixei que viesse comigo não significa que eu vou ficar de conversinha contigo. As pessoas se esbarram e se cumprimentam mas isso não significa que elas tem obrigação de se falar. E é noite só aqui, você ainda não entendeu? (Disse Dantes)

Seraffyh ignora a fala do colega e retira sua batina, ficando com uma camisa fina e ceroulas.

- Quê?! (Se incomoda Dantes)

- Não quer falar comigo então não me olhes também! (Disse Seraffyh)

Ele deita no tapete, usando dois livros e sua veste dobrada como travesseiro. Pega um livreto no chão e abre...desenhos, umas anotações feitas manualmente...dava para dar sono.

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Seismic Isminsul é um lugar que sustentava a barreira entre nosso mundo e o dos deuses e demônios. Nos livramos de Jester e do General Darius, e abrimos a passagem, impressionante o número de demônios fracos que aniquilamos, já Ela foi mais difícil de transportar do que Ele. O processo deu errado e os transportamos para nosso QG, mas Ela está fraca e facilmente pode ser abatida. Não fazia ideia de onde ficava a península de Grants Ritter ou Granslitter, esse povo fala enrolado, mas é o primeiro registro mais bem detalhado depois da Guerra, e com apenas duas nações vivendo em conflito, não foi difícil encontrar.”*1

 

 

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O símbolo me agrada, mas o poder é fraco. Como símbolo que se contrapõe às cores antiquadas da monarquia pode vir a servir, se vocês anuírem é claro.” *2

 

 

Um estrondo interrompe a leitura de Seraffyh, que veste com pressa sua batina enquanto Dantes corre para fora da biblioteca. O som não era de um trovão, a chuva ainda respingava, mas não havia sinais de raios ou clarões de trovões. Um novo estrondo, mais longo, cerca de 30 segundos de duração. Dantes fecha os olhos, mas de norte a sul, leste a oeste, ele não conseguia identificar onde era mais intenso.

- Vem do céu ou lá de baixo? Eu vou me molhar todo aqui! (Disse Seraffyh, cobrindo a cabeça com uma enciclopédia aberta)

Dantes decide por voar com seu Grifo para fora da cidade, para assim ter uma visão do todo. O Grifo inicialmente resiste a abrir asas naquele chuvisco, mas os dois seguem. Seraffyh fica aguardando voltarem.

-Cadê a lua? (Pergunta Seraffyh)

Algo se entremostra entre as nuvens, mas estava muito escuro, parecia amarelo e vermelho, além disso, era uma parte só do corpo, que conforme o movimento das nuvens mostrava que percorria o céu de ponta a ponta, sumindo no horizonte. Seraffyh larga a enciclopédia encharcada de água no chão e eleva as mãos para o céu: “Glória!” Todo o céu se ilumina, e os sinos tocam fortemente, a habilidade foi amplificada de forma que Seraffyh não entendia o que estava acontecendo. Agora dava para ver que a coisa tinha escamas grossas, mas com queimaduras, estava machucada. Sua cauda surge, tinha três pontas, mas desaparece novamente com o percorrer dela no céu, era colossal seu tamanho.

Dantes consegue enfim sair da cidade flutuante, e atinge um ponto de distância que poderia vê-la do todo. O Grifo estava exausto e a chuva não parava.

- Que droga de escuridão! (Disse Dantes)

Uma iluminação forte perto da cidade é vista, que se soma a um clarear da rocha vindo da brecha de umas nuvens, permitindo que duas luas iluminassem o suficiente para Dantes de surpreender: uma volta, duas e três, o corpo de uma serpente enlaçava a cidade, tentando comprimi-la, como se quisesse rachar a cidade.

Dantes via aquela cena com um certo encantamento, e logo a serpente também nota sua presença, aproximando a cabeça do guardião real. O formato triangular de sua boca, a desproporção de tamanho, olhos rubi, e um desenho de “S” na testa, tudo era fascinante para Dantes.

A serpente estica a cabeça, que logo alcança-o. Uma voz surge em sua mente:

- Por onde entrastes? (…)

- Hã? Você é Jormun… (Disse Dantes)

A serpente abre devagar sua boca, e um hálito entorpecente é sentido, Dantes fecha os olhos e uma imagem toma sua mente. Ele via sua armadura reluzindo como ouro, e as penas de seu grifo longas e douradas, a boca da serpente estaria abarrotada de peças valiosas, entre jóias e equipamentos valiosos, mas ao abrir os olhos tudo some, não era real.

- Um lugar ao lado de minha irmã, a morte, para que toda a carnificina esteja ao seu comando. (…)

- O que você quer? (Disse Dantes)

- Aquele anjo tem de me liberar. (…)

- Anjo? Meu amigo tem nome de anjo...(Disse Dantes)

Seraffyh cansa de esperar o colega, ao virar-se de volta à biblioteca, Poring estava em cima de um caderno roxo. O jovem pega o objeto todo babado.

-Você colocou isso na boca Poring? Aliás, tenho que te dar um nome. (Disse Seraffyh)

Um raio desce. Folheando algumas páginas ele vê o desenho da rocha que sustentava a cidade de Juno num corte sagital, podendo ver que no centro havia um cano longo de cima a baixo, algumas engrenagens no piso da biblioteca...algumas coisas que não sabia dar nome. Ele acaba por ler as mesmas páginas que Dantes havia parado.

- Ei Fifi! (Dantes surge)

Fifi? Dantes estava apelidando ele? O guardião real desce com seu Grifo, que estava com o pescoço torto e os olhos cerrados.

- Dantes! Seu Grifo não esta bem! (Seraffyh corre e segura a cabeça do pobre bichinho)

“Epiclesis!” Serafyh põe as duas mãos no chão, por onde emerge o espírito de uma árvore ancestral, revigorando tudo ao redor, mas Grifo, parentando despertar de sua condição, abre as asas e salta voo, derrubando Dantes e Seraffyh.

- Vamos entrar, a chuva vai engrossar, logo ele volta. (Disse Dantes)

- Mas...(Seraffyh)

O arcebispo corre para dentro da biblioteca, iria até falar do monstro gigante no céu, mas lembrou que Dantes saiu pelo céu de Juno, portanto, ele esperaria a manifestação dele, pois, com certeza o colega teria visto o mesmo.

- Sabe me dizer onde esta o livro de Ymir? Oh, que livreto é esse que você estava lendo? (Dantes abre e folheia)

- Bem engenhosos né? Eles queriam extrair 90 % do poder da serpente usando a tecnologia antiga, foi por isso que Odin não abençoou os homens para usarem esses recursos. (Dantes)

- Mas isso esta escrito aí? (Seraffyh)

- Subentende-se pelas imagens, você não leu ele todo amigo? (Dantes)

- Humm, amigo né… que mais diz aí Dantes, quem seriam eles? (Seraffyh)

- Ah, é, eles não diz, mas não parece ser um monólogo, a escrita é dirigida para outras pessoas, e...fala aqui eles utilizaram um modelo aprimorado do MA-4885. (Dantes)

- O que é isso? (Seraffyh)

- É a tecnologia antiga que te falei. (Dantes)

- Antiga...certo. Dantes, sabe uma coisa que eu li num caderno roxo? (Seraffyh)

- Ah, o Poring te deu? Que bom que ele não mastigou as folhas. (Dantes)

- É, o final do caderno descreve de forma minuciosa o funcionamento de um dispositivo, atrás desse quadro aqui, na parede, há um painel com a imagem de uma mão, e se um arcebispo usar a biblioteca é envolvida numa proteção baseada na Kyrie Eleyson, suportando por 30 minutos qualquer interferência externa. (Seraffyh)

De lá fora era possível ouvir os grunhidos do Grifo, cada vez mais desesperado.

- Ei, me ajuda a achar aquele livro que te falei. (Dantes)

- Esta bem aqui. (Disse Seraffyh. O livro de Ymir estava ao lado de Seraffyh, em cima da beirada de uma chaminé, e o arcebispo segurava uma alavanca ao lado com uma mão, enquanto outra estva no painel mencionado, na parede)

- Quando essa coisa morrer você voltará ao normal espero. (Disse Seraffyh puxando a alavanca)

- Grrr (Dantes)

Um disparo rápido e continuo cruza à velocidade da luz toda a profundidade da cidade, alcançando o abismo no continente. Não demora muito para os gases subirem e se expandirem, e ainda, o contato com a energia gerada faz com que o ar entre em combustão. O Grifo, ao sentir o perigo, entra pela janela da biblioteca, que se distorce como num holograma, e pula em cima de seu tutor, Dantes é empurrado e bate a cabeça ao chão, ficando preso com o Grifo por cima.

-AAAAaaaaaaaaaaaaaaa!!! (desconhecido)

Pela janela, o jovem arcebispo tentava enxergar algo naquele céu de fogo, mas só ouvia uma voz humana em agonia, e logo desconfia se não se tratava de alguma artimanha. Quando só o barulho das labaredas de fogo era audível, ele solta a alavanca, fazendo cessar o jato de energia, mas ainda assim, aquele ar em combustão demoraria a dispersar.

Vinte minutos passam, mas cada segundo era uma batida dolorida no seu coração. No continente as águas do oceano novamente penetravam no abismo, e tornados se formavam, aquela chuva havia se intensificado, e o som do vento vindo da tempestade logo é escutado. O cenário era apocalíptico.

Seraffyh olha para Dantes, desacordado. Provavelmente já se podia respirar lá fora, a visibilidade havia melhorado. Ele puxa o Grifo, que solta Dantes, a barreira protetora estava falhando e logo acabaria. O arcebispo se dirige ao meio da cidade e monta no Grifo, os dois seguem voo junto ao rumo do vento, saindo da cidade.

A visibilidade começa a ficar difícil por outros motivos, o vento fazia com que os olhos se fechassem; após percorrer grande parte da rocha, eles finalmente encontram o que seria a calda da criatura.

- Dizem que é na calda o coração de uma serpente, Grifo me ajude a me manter firme montado! (Disse Seraffyh, o vento não dava trégua, e foi necessário se aproximar mais)

Umas das três pontas da cauda gira em direção aos dois, uma bola de fogo é lançada para surpresa de ambos, que conseguem desviar. Seraffyh agora vê olhos e boca em cada uma das três pontas, que sincronizadamente lançam bolas de fogo nos dois, as quais tem sua trajetória mudada graças ao vento, facilitando os movimentos do Grifo.

A cabeça da serpente não demora a aparecer, cuspindo uma chama negra sobre os dois, porém, Grifo voa por cima do ataque e sobre a cabeça dela, que por sua vez, se contorce para dar o bote nos dois, emborcando sua boca sobre eles. O jovem arcebispo envolve os dois numa Kyrie Eleison expansiva, e o círculo impede o fechamento da boca do monstro.

- Energias dos nove planetas, concedam a mim poder para expurgar o mal onde quer que ele exista, MAGNUM EXORCIMUS!!! (Seraffyh põe as mãos nas costas do Grifo, que abre suas asas o máximo possível, reluzindo uma luz divina que necrosa boca, garganta e toda a parte interna da serpente)

A criatura agora estava pálida, perdendo de vez o resto de beleza que tinha. Aos poucos a cabeça cai, levando todo o corpo em direção ao abismo. Uma voz na cabeça do arcebispo surge.

- A maioria dos que atentam contra um deus ou são abençoados com a glória ou amaldiçoados com um fardo. A vós, meu libertador, que escolhestes ter-me como seu guardião, só tenho a agradecer. Vamos? (…)

- Hã? Vamos? Mas você esta morren...(Seraffyh nem termina de falar e o corpo da serpente já desapareceu nas profundezas)

Parado por alguns minutos, pensando nas últimas palavras que compreendeu, o Grifo por conta própria começa a retornar para a cidade, e em busca de seu tutor, Dantes já esperava-os na beira da rocha, havia tentado observar o que pode lá de cima.

- Cara que incrível, que golpe! (Dantes)

- Eu acho que fiz besteira, eu exorcizei ele. (Seraffyh)

- Ha, então o espírito dele foi direto para o outro mundo cara, acabou! (Dantes)

- Mas eu nem sei que mundo estamos, e se a alma dele estiver por aí? (Seraffyh)

- Olha, tem vários livros por aqui, algum pode explicar esse lugar, podemos ficar o tempo que for Fifi! (Dantes)

- Fifi? Não, gosto mais do meu nome. (Seraffyh)

- Ah, vamos lá, Digo e Sheilinha são nomes carinhosos, mas não são os nomes reais deles. (Dantes)

- Olha, para quê tudo isso agora? (Seraffyh)

- Seraffyh, vou ser curto e reto, eu me deixei levar por minha fraqueza, desonrei os valores dos templários e nem mereceria ser chamado de Guardião Real, mas em nome da honra dos meus antepassados eu tenho de pagar minha dívida contigo, e minha vida agora será dedicada a ser seu guardião.

Seraffyh até que gostaria de ter uma companhia ao seu lado, mas aquela história de dívida de vida soava muito mal, eram costumes muito antigos e em desuso. Precisava ter a certeza da sinceridade de Dantes.

- Vamos para a biblioteca? (Dantes)

- Para? (Seraffyh)

- Você precisa absorver um grande volume de informações para levarmos ao nosso tempo. Primeiro quem queria absorver o poder daquele monstro. (Dantes)

- Você se lembra de ter lido isso é? (Seraffyh)

- Aquele livreto estava em cima da minha cara quando eu acordei. (Dantes)

O arcebispo diminui o passo deixando Dantes avançar pouco mais que ele.

- Dantes! Vire-se e erga sua lança! (Seraffyh)

- O quê? Ei, tá em posição de combate por quê? (Dantes)

- Eu vou corrigir meu erro Dantes, vou fazer você voltar! (Seraffyh)

- Cara você ouviu o que falou? Você tá apaixonado por mim ou piradinho? (Dantes)

- Guardiões de Asgard, Odin, condeda a energia necessária para pulverizar o mal que habita esse pobre servo seu, MAGMUS EXORCIMUS!!! (Seraffyh)

- Seu *#@%& @! ¨#@%!!!!!!!!!!!!!!! (Dantes)

Por óbvio Dantes não era um fantasma, mas o impacto do golpe faz ele voar longe, até que o Grifo vendo aquilo como uma brincadeira resolve aparar o tutor no ar. Ao pousarem, Poring os aguardava, e tão logo morde a calda do Grifo, e não iria soltar tão cedo.

- JUDEX!!! (Seraffyh invoca outra habilidade especial)

Dantes olha ao céu, vendo as nuvens se formarem acima de sua cabeça, mas tão logo arremessa seu escudo acima. “ESCUDO BUMERANGUE”, os raios são atraídos ao escudo, enquanto Dantes corre até o arcebispo, que não consegue a tempo se envolver numa Kyrie Eleison, pois Dantes pula por cima dele.

- Agora me ouve, você usou sua habilidade em cima de mim e eu continuo consciente não? (Dantes)

- Hum (Seraffyh)

- Olha Fifi agente não se conhece, eu não tenho meios para provar que eu sou eu, vai ter de confiar. (Dantes)

- Hummm (Seraffyh)

- Eu vou te soltar agora. (Dantes sai de cima do jovem arcebispo, que também não vê nenhuma pergunta que possa ajudar a saber a verdade)

- Dantes eu não tenho tempo para ler mais nada, vamos levar o que aguentarmos e voltar para Prontera. Por onde viemos? (Seraffyh)

- Aquelas nuvens pelas quais passamos continuam lá, devem ser uma camuflagem, ficam imóveis. (Dantes)

- Então vamos! (Seraffyh)

- Ah espera, tem de manter tudo o que ocorreu em segredo. (Dantes)

- Por quê?

- Você enfrentou em deus, muitos aventureiros tentarão lutar contigo pela glória de derrotar você, e sua imagem na igreja será mais louvada que a do próprio sumo pontífice, isso pode te atrair problemas. (Dantes)

- Que raciocínio Dantes, é mesmo você? (Seraffyh)

- Menos problemas pra você é igual a menos problemas para mim, já que eu vou te acompanhar. (Dantes)

Após selecionarem o caderno roxo, o livreto e 3 tomos daquela coleção de livros, eles partem com Poring de volta.

 

(…)

Prontera, momentos presentes:

 

Sheilinha e Digo desembarcam em Izlude, junto a muitas pessoas; sem pressa eles caminham até Prontera, os arredores estavam lotados de porings brincando com aprendizes. Passando pelo portão sul de entrada, observam que aquilo tudo ficaria impossível de caminhar.

- Poxa, os mercadores farão altos lucros hoje. (Sheilinha)

- Eu tô reconhecendo gente de Arunafeltz e de Morroc também, deve estar acontecendo algo. (Digo)

Os dois se separam, a musa vai até o Palácio Real tratar com a Rainha Gaebold, e o lord até a Ordem dos Cavaleiros. O sol estava forte, e a multidão aumentava mais a sensação térmica. No palácio, autoridades de todas as partes corriam de lá para cá, Sheilinha se dirige aos aposentos reais, um guarda que impedia a entrada de todos a deixa passar após reconhecê-la, gerando alvoroço por parte dos que não receberam mesmo tratamento.

- Com licença minha rainha, tenho algo importante a relatar. (Sheilinha)

- Minha amiga é você? Soube da missão que o sumo pontífice te incumbiu, o que houve? (rainha)

Sheilinha explicou todo o ocorrido, desde a partida da comitiva de Prontera à Geffen, a luta na torre, a ordem dada por Catherine...A rainha tinha-a como de confiança, eram amigas de infância, e agora ciente dos detalhes da missão dada acreditou em tudo o que foi dito.

- Tome, essa é a lista dos clãs que me servem, outras famílias reais podem ajudar com os seus. (rainha)

- Deixa eu ver, Loris Team, Vanpetta, Stiker team, Adoradores, Guardiões da Andrômeda, Ouvai Ouracha WOE, REC*, Cavaleiros do Imperium, Mustafá, Real Ragnarok, App Park. Nomes moderninhos não? (Sheilinha) *3

- Sheilinha, seu apelido é moderninho não? (rainha)

- Ah sim, é verdade. (Sheilinha)

Digo entra na Guilda dos Cavaleiros, havia uma reunião importante ocorrendo. Ele se desculpa e pede que todos escutem com atenção.

(…)

- Digo, aqui esta a lista de clãs guerreiros que assim como você não evoluíram para as terceiras classes, mas são habilidosos e por isso não podem ser subestimados. (chefe)

- Deixa eu ver, hã? (Digo)

- Que foi Digo? Esperava algo clássico? O que importa é o valor dos soldados. (chefe)

- É bem… Alberga dos States of America, Smile Force, Will Bee Gees, Forever Young, (ILEGÍGEL), (ILEGÍVEL), Blue Eyes White Dragon, Cuba Island, Pluto is the Best. Parecem mais bandas musicais, mas enfim… (Digo) *4

Enquanto isso, no salão real, várias conversas de menor importância eram tratadas.

- Decidimos elevar Juno para ficar bem mais acima do continente, a única forma de sermos atacados será via aérea. (t)

- Em Payon alguns de nós notamos que a caverna lendária foi esvaziada, algo inimaginável em séculos, Flor do Luar desapareceu. (x)

- Morroc começou a chover torrencialmente, só há precedentes disso antes da batalha responsável pela desertificação por lá. (y)

- Em vez de Roweens amanhecemos sem nenhum monstro entre o aeroplano e Arunafeltz, isso seria ótimo para o comércio e turismo, não fosse estranho. (w)

- Acredito que a monarquia centrada em Prontera dificulta a defesa nas demais regiões, cada uma tem uma especialidade, bruxos de um lado, mercenários noutro, espadachins em Izlude, seria muito fácil para um inimigo estudar as fraquezas e organizar um ataque. (d)

- E o que isso tem haver com a monarquia? (e)

- Quem decidiu os lugares em que haveria a divisão de treinamento de classes? (d)

- Isso foi um processo histórico e a monarquia respeitou e manteve assim (e)

- Manteve para nossa desgraça! Já que nada entende de guerra externa, só fica endossando essas olimpíadas chamadas de Guerra do Emperium. Uma bobagem. (d)

- Da sua jurisdição também há guerreiros que participam dela não? Quer voltar aos tempos antigos, com rebeliões internas, saques, sacrifício de populações e guerra civil? Superamos esse tempo. (e)

(…)

 

7 horas depois, praça de Prontera:

 

Digo e Sheilinha estão sentados à beira de uma fonte d’água, estavam exaustos, ambos haviam entrado no salão principal do Palácio Real e ficaram no meio de uma discussão infindável. Desistiram de contatar as demais famílias reais e foram embora. Digo se joga para trás e mergulha na fonte.

- Ficou doido? (Sheilinha)

- Estou precisando me refrescar, nunca pensei que teria de comandar clãs. Meu irmão Dantes teria mais pulso para isso. (Digo)

- Nada, quando eu namorei com ele eu que decidia tudo. (Sheilinha morde uma maça)

- Você vivia me comparando com ele quando agente namorava, mas não havia me dito nada disso. (Digo)

- Eu sempre te coloquei pra cima né, acho que tava implícito isso também. (Sheilinha dá uma bela bocada na maça, parecia que ia engolir tudo de uma só vez)

Ambos são interrompidos por um bioquímico à frente, sua vestimenta parecia tão impecável como se tivesse acabado de ser aprovado no teste de classe, ele usava um broche na gola no formato de uma cobra enrolada num bastão, nas cores vermelha e amarela. Na cabeça uma máscara no formato de um cachorro.

- Ouçam, ouçam, meu nome é Trevas X de Alfhem, esse aqui é meu amigo Uhtread de Svartalfheim, vamos realizar uma peça teatral para dar uma animada no povo daqui, mas precisamos de ajuda de mais algumas pessoas para participar.

                                                                  (final da parte 4, continua...)

 

Notas:

- Minhas aulas começam essa semana eu vou postar com maior intervalo de tempo.

- Estive pensando em postar a história em outro portal de fanfics que tenha maior movimento que o fórum, mas vou ter de adaptá-la. Se eu esquecer de postar aqui e algum leitor sentir falta é só mandar mensagem.

- A primeira imagem é do jogo Ragnarok Tatics para PSP (não confundir com o jogo atual do ragnarok tatics), a segunda é da data-base do Ragnarok.

- O nome dos clãs foi inspirado na lista de vencedores da WOE 1 e WOE 3 do mês de janeiro de 2021.

- O nome de todos os personagens podem parecer estranhos para um ambiente inspirado na terra média, mas é porque cada um se refere a algum amigo ou personagem que encontrei ao longo de minha jornada no Ragnarok Online.

- Meus amigos, obrigado até aqui, não sei se tive leitores além dos amigos que introduzi nessa história, mas agradeço aos que acompanharam. Ainda voltarei a jogar com todos vocês. Abraços.

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