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Fanfic: Um conto de Natal.


Hela

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[TD=width: 100]Nome[/TD]

[TD]Um conto de Natal[/TD]

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[TD]Autor[/TD]

[TD]..Akashiya Moka..[/TD]

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[TD]Gêneros[/TD]

[TD]Fic de Concurso.[/TD]

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[TD]Sinopse[/TD]

[TD]Fanfic Baseada em "Um conto de Natal"[/TD]

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»Introdução

Neste lugar inóspito, que um dia foi local de adoração e fé, habita um Demônio que já foi a representação de

Deus entre os homens. Aquele que era luz, sucumbiu e tornou-se trevas. Eu sou Akashyia Moka, e minha missão é

salvar esta alma atormentada. Trago comigo, três espíritos, que me ajudarão nesta árdua tarefa.

Entramos no Monastério Maldito à procura da criatura. O local está infestado de Mortos-Vivos e Demônios,

nem um pouco cordiais. Assim que a avistamos, tentei manter um diálogo com ela, mas foi em vão. Sua

racionalidade parecia não mais existir. Resolvi mudar a abordagem e chamá-la por seu antigo nome.

- Bispo Hibram! (Os ataques cessaram. Seus olhos se fixaram em mim, de uma forma assustadora. A criatura

parecia confusa. Creio que as lembranças do seu “antigo eu”, foram se perdendo ao longo do tempo. Mas esse

nome, ainda assim, de alguma forma, lhe era familiar.)

- Você se lembra? – indaguei. - Um dia você já foi um homem bom. Vim até aqui para resgatar esse homem,

que eu tenho certeza ainda estar dentro de você. Deixe-me ajudá-lo! Deixe-me curar seu coração!

- Groooaaaar!!! – urrou a criatura.

- Eu sei que você ainda está aí, Bispo Hibram – afirmei, enquanto o encarava com seriedade. - Vou lhe dar a

chance de se redimir de seus pecados e aceitar ser curado. Meus companheiros mostrarão seu passado, presente e

futuro. Deixe que estes espíritos te guiem em direção à salvação.

 

»O passado

O primeiro espírito a se aproximar, foi o do passado. Ele tocou o rosto atormentado da criatura e a levou de

volta no tempo. Foi possível visualizar o corpo de três jovens rapazes. No local, estava também, Padre Bumph,

Padre Biscuss, a Sacerdotisa Bonni e mais dois Bispos. Um dos Bispos, era Hibram. Havia um clima de desespero e

desolação.

- Você se recorda desta cena, Hibram? – indagou o espírito do passado. - Foi nesse momento que todo o seu

tormento começou. Você e mais dois companheiros de sacerdócio, tentaram extrair a maldição do primogênito do

Rei Tristan III. Mas o exorcismo foi um fracasso total. Forças malignas foram liberadas e, ao invés de apenas o

primogênito morrer, os três filhos do Rei acabaram falecendo.

- GROOOOAAAAAR!!! – urrou a criatura em desespero.

- Vocês se culparam pela morte dos herdeiros do Rei e, voluntariamente, se exilaram como forma de punição.

Mas o que você não sabe Hibram, é que vocês não tiveram culpa de nada. O primogênito, de fato, morreu por

conta da maldição. No entanto, os outros dois filhos foram envenenados. Os Príncipes foram mortos por traidores

infiltrados, que tatuaram uma falsa serpente em seus corpos, para que todos pensassem que ambos tivessem sido

acometidos da mesma maldição de seu irmão – revelou o espírito do passado. (Seus urros cessaram. Sua expressão

aterradora, deu lugar a um semblante triste, inconsolável.)

- Vamos Hibram, temos outro momento em seu passado que precisamos visitar – disse o espírito.

- Groooaaaar... – urrou a criatura, com tristeza e um tremor em sua voz.

O espírito levou a criatura para fora do Monastério. A Ilha era magnífica! Apesar dos habitantes viverem de

forma simples, o local era muito aconchegante. Havia uma horta comunitária, árvores frondosas, e as pessoas eram

 

extremamente cordiais. Parece que, ao reviver os bons tempos daquele lugar, o coração da criatura foi tocado. Ela

contemplava tudo com um ar de tristeza e saudade.

- Lembra como esta Ilha era quando você chegou? – indagou o espírito do passado. - Um local tranquilo,

isolado e com habitantes pacíficos. Você veio pra cá, na esperança de fugir de seu passado e começar uma nova

vida. Mas tudo começou a mudar no dia em que você salvou o único sobrevivente de um navio naufragado.

Hibram, você não tinha maldade em seu coração e sempre se preocupava em ajudar os outros. Você não fazia ideia

de que aquele náufrago, na verdade, era um ladrão. Muito menos que ele transformaria esta Ilha em um refúgio de

bandidos. Em pouco tempo, tanto você quanto os habitantes, testemunharam as mais aterradoras atrocidades. A

Ilha acabou sendo consumida por energias malignas, que acabaram transformando a população local e os bandidos

em Mortos-Vivos e Demônios. Você Hibram, atormentado pela culpa, acabou se tornando o pior dos Demônios

desta Ilha. Veja o que você se tornou... (Hibram olhou para seu reflexo num pequeno lago. Ele parecia atordoado.

Era como se tentasse entender como ele pôde deixar que tudo acabasse terminando de forma assim tão trágica. É

visível que ele ainda se culpa por tudo o que aconteceu.)

- GROOOOAAAAAR!!!! – urrou a criatura em lamento.

- Hora de voltarmos, Hibram – disse o espírito do passado.

De volta ao presente e ao interior do Monastério, o atormentado Bispo estava inconsolável. O espírito do

passado se afastou, enquanto o do presente, se aproximou de Hibram.

 

»O presente

- Você confrontou seu passado e, agora, precisa encarar o seu presente – disse o espírito do presente. (A

criatura estava visivelmente atormentada. Seus urros pareciam lamentos de dor e sofrimento.)

O segundo espírito segurou a mão da criatura e a levou para a entrada do Monastério. Desta vez, a visão foi

bem diferente daquela mostrada pelo espírito do passado. Era tudo escuro e frio. Uma brisa gélida e com cheiro de

podre os envolvia. Sons de passos arrastados, gritos de agonia e corvos a grasnar, formavam o som daquele lugar.

- Esta Ilha já foi cheia de vida – disse o espírito do presente. - Agora, o ar tem cheiro de morte. O som dos

pássaros cantarolando, deu lugar a lamentos de dor. As árvores frondosas, secaram. É tudo escuro, frio, triste e

sem cor. Mas... observe aqueles aventureiros adiante. Eles não desistiram da Ilha. Estão sempre aqui, derrotando

Mortos-Vivos e Demônios, na esperança de eliminar o mal e restaurar a vida desta Ilha.

- Groooaaaar... – urrou a criatura.

- Você compreende, Hibram? – questionou o espírito do presente. - Esses aventureiros não foram os

responsáveis pelo que aconteceu aqui. Eles poderiam simplesmente ignorar a existência desta Ilha, como muitos o

fazem. Mas estão tentando derrotar o mal que se instalou no Monastério. Um mal que não se resume apenas a

estes monstros, mas que inclui você também, Hibram.

- Groooaaar!! – urrou a criatura surpresa.

- Você era um enviado do Senhor. – disse o espírito do presente. - Um homem que sempre procurou fazer o

bem e ajudar o próximo. Mas a culpa o transformou num ser maligno. E agora... você também é uma ameaça. Você

está manchado com o sangue de inocentes. Veja o que você se tornou, Hibram. De um dos mais conceituados

Bispos, a um Bispo Decadente. Você traz infortúnio a qualquer um que cruzar o seu caminho. Reflita!

- GROOOOAAAAAR!! – urrou a criatura ao encarar sua realidade.

- Olhe ao seu redor, Hibram – disse o espírito do presente. - Todos esses seres malignos... já foram humanos,

assim como você. Alguns eram bandidos, mas a maioria, eram pessoas de bom coração. Moradores desta Ilha, que

caíram junto com você nesta maldição. Seus atos refletiram diretamente neles. Você sucumbiu às trevas e os levou

consigo, transformando-os nestes seres sedentos por sangue.

- GROOAAAR!! – urrou a criatura em desespero.

- Quantos inocentes você feriu ou matou hoje, Hibram? – perguntou o espírito do presente. - Quantas vidas

foram tiradas por você? O Monastério que você tenta defender, não é mais um local sagrado. Agora, ele é a

morada de almas perdidas, o túmulo de aventureiros despreparados.

- GROOOOOAAAAAA!!! – urrou a criatura em desalento.

- Aceite a cura, Hibram! – pediu o espírito do presente. - Reconheça seus atos malignos. Entenda seus erros,

como homem e como Demônio. (A agonia parece ter tomado conta daquele ser. Era visível a dor que o acometia.

Em um ato de desespero, ele começou a quebrar tudo a sua volta.)

- GROOOOOOAAAAAAR!!!!

O espírito do presente segurou a mão da criatura e a conduziu novamente para o interior do Monastério. Em

seguida, o espírito se afastou. Agora, é a vez do espírito do futuro mostrar a criatura o que lhe aguarda.

 

»O futuro

O terceiro espírito se aproximou da criatura e a encarou por alguns segundos... em silêncio. Ele não é de falar,

mesmo assim, sabe se expressar muito bem. O espírito tocou o peito da criatura e a empurrou. Lentamente, ela

caiu, enquanto uma fumaça negra a envolvia. Após a fumaça desaparecer, o espírito do futuro encarou novamente

a criatura e tocou seu ombro esquerdo. Em seguida, apontou para algo que estava atrás dela. A criatura se virou e

pôde observar um grupo de cinco aventureiros lutando contra alguém. O espírito tocou nas costas da criatura e lhe

deu alguns tapinhas, como se quisesse dizer que ela deveria se aproximar daquelas pessoas para ver do que se

tratava. E assim, a criatura o fez. Ao chegar mais perto, entendeu o que estava acontecendo: o seu “eu do futuro”,

estava lutando contra aquelas pessoas.

- GROOOAAA! – urrou a criatura, partindo para o ataque.

A criatura, na tentativa de salvar a sua versão do futuro, urrava e tentava atacá-los. Mas era em vão. Ninguém

podia vê-la, escutá-la ou senti-la. Ela era apenas uma espectadora, que nada podia fazer para impedir o que estava

prestes a acontecer: sua morte!

O grupo era formado por dois Arcebispos, um Shura, uma Bioquímica e uma Cavaleira Rúnica. Em pouco

tempo o grupo havia dominado a criatura e a eliminado. Os aventureiros comemoravam sua vitória, diante do

túmulo do Bispo Caído. O espírito do futuro tocou novamente as costas da criatura e apontou em direção lápide.

Ao ver seu nome escrito nela, entrou em desespero. Urrava, se debatia, corria de forma desorientada. Após alguns

minutos, caiu de joelhos. A criatura já não urrava mais. Ela levantou seu rosto, repleto de lágrimas, em direção ao

espírito do futuro, como se suplicasse a ele por ajuda, por perdão. O espírito, então, aproximou-se da criatura e

novamente a empurrou, jogando-a no meio da fumaça e fazendo-a retornar ao presente. O espírito do futuro ficou

de frente para a criatura e a encarava. Os outros espíritos se aproximaram e a rodearam.

 

»O Desfecho

- Você jamais cometeu erros graves, enquanto era um humano – disse o encarando. - Mas se auto condenou e

carrega um fardo por falhas que não foram suas. Não foi você o responsável pela morte dos Herdeiros do Rei. Não

foi você o responsável pelas barbaridades que aconteceram nesta Ilha. Nas duas situações, você agiu com

generosidade. Chega de se culpar pelas escolhas erradas dos outros! Aceite a cura, Hibram! Sim, você é Hibram!

- Groo... me... ajude... – suplicou a criatura.

- Vamos iniciar o ritual! Ele aceitou ser curado! – disse, determinada.

Rodeamos Hibram e demos início ao ritual. Mesmo tendo aceitado se curar, sua parte maligna tentava reagir.

Não era apenas uma luta nossa contra aquele Bispo Decante, mas também, uma luta dele contra ele mesmo.

Após algum tempo, sua parte maligna finalmente havia sido dominada. Era Hibram que agora tinha o controle

da situação. E esse foi o momento de finalmente finalizar o ritual e salvar a sua alma atormentada.

- Eu, Akashiya Moka, invoco o feitiço de cura e, com ele, curo sua moral corrompida! Ibinizar Ixcrugi!!

Uma luz dourada pairou sobre aquele ser, que lentamente, foi deixando de ser uma criatura demoníaca e

voltou a ser um homem. Bispo Hibram estava de volta. Com um semblante sereno, um cálido sorriso. Ele estava

finalmente... em paz.

- Obrigado! – disse Hibram, emocionado.

 

Não pude conter meu sorriso ao ver aquele homem bom de volta. O feitiço de cura foi um sucesso. Fico feliz

por ele, espero que agora Hibram permaneça na luz.

- Não posso mudar o que aconteceu, mas posso aprender com meus erros e me tornar uma pessoa melhor.

Assim como fui salvo, tentarei salvar os habitantes desta Ilha. Não vou desistir deles, assim como vocês não

desistiram de mim. Muito obrigado! – agradeceu Hibram, com um largo sorriso.

Bispo Hibram passou a dedicar sua existência a acabar com o mal da Ilha. Dia após dia, sem desanimar, ele se

empenha em salvar aquelas pessoas e aquele lugar amaldiçoado.

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Lilith Morningstar.

Eva, Monah do Pah

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