Hela Postado Janeiro 16, 2018 Compartilhar Postado Janeiro 16, 2018 [TABLE=class: outer_border, width: 500, align: center] [TR] [TD=width: 100]Nome[/TD] [TD]Um conto de Natal[/TD] [/TR] [TR] [TD]Autor[/TD] [TD]..Akashiya Moka..[/TD] [/TR] [TR] [TD]Gêneros[/TD] [TD]Fic de Concurso.[/TD] [/TR] [TR] [TD]Sinopse[/TD] [TD]Fanfic Baseada em "Um conto de Natal"[/TD] [/TR] [/TABLE] »Introdução Neste lugar inóspito, que um dia foi local de adoração e fé, habita um Demônio que já foi a representação de Deus entre os homens. Aquele que era luz, sucumbiu e tornou-se trevas. Eu sou Akashyia Moka, e minha missão é salvar esta alma atormentada. Trago comigo, três espíritos, que me ajudarão nesta árdua tarefa. Entramos no Monastério Maldito à procura da criatura. O local está infestado de Mortos-Vivos e Demônios, nem um pouco cordiais. Assim que a avistamos, tentei manter um diálogo com ela, mas foi em vão. Sua racionalidade parecia não mais existir. Resolvi mudar a abordagem e chamá-la por seu antigo nome. - Bispo Hibram! (Os ataques cessaram. Seus olhos se fixaram em mim, de uma forma assustadora. A criatura parecia confusa. Creio que as lembranças do seu “antigo eu”, foram se perdendo ao longo do tempo. Mas esse nome, ainda assim, de alguma forma, lhe era familiar.) - Você se lembra? – indaguei. - Um dia você já foi um homem bom. Vim até aqui para resgatar esse homem, que eu tenho certeza ainda estar dentro de você. Deixe-me ajudá-lo! Deixe-me curar seu coração! - Groooaaaar!!! – urrou a criatura. - Eu sei que você ainda está aí, Bispo Hibram – afirmei, enquanto o encarava com seriedade. - Vou lhe dar a chance de se redimir de seus pecados e aceitar ser curado. Meus companheiros mostrarão seu passado, presente e futuro. Deixe que estes espíritos te guiem em direção à salvação. »O passado O primeiro espírito a se aproximar, foi o do passado. Ele tocou o rosto atormentado da criatura e a levou de volta no tempo. Foi possível visualizar o corpo de três jovens rapazes. No local, estava também, Padre Bumph, Padre Biscuss, a Sacerdotisa Bonni e mais dois Bispos. Um dos Bispos, era Hibram. Havia um clima de desespero e desolação. - Você se recorda desta cena, Hibram? – indagou o espírito do passado. - Foi nesse momento que todo o seu tormento começou. Você e mais dois companheiros de sacerdócio, tentaram extrair a maldição do primogênito do Rei Tristan III. Mas o exorcismo foi um fracasso total. Forças malignas foram liberadas e, ao invés de apenas o primogênito morrer, os três filhos do Rei acabaram falecendo. - GROOOOAAAAAR!!! – urrou a criatura em desespero. - Vocês se culparam pela morte dos herdeiros do Rei e, voluntariamente, se exilaram como forma de punição. Mas o que você não sabe Hibram, é que vocês não tiveram culpa de nada. O primogênito, de fato, morreu por conta da maldição. No entanto, os outros dois filhos foram envenenados. Os Príncipes foram mortos por traidores infiltrados, que tatuaram uma falsa serpente em seus corpos, para que todos pensassem que ambos tivessem sido acometidos da mesma maldição de seu irmão – revelou o espírito do passado. (Seus urros cessaram. Sua expressão aterradora, deu lugar a um semblante triste, inconsolável.) - Vamos Hibram, temos outro momento em seu passado que precisamos visitar – disse o espírito. - Groooaaaar... – urrou a criatura, com tristeza e um tremor em sua voz. O espírito levou a criatura para fora do Monastério. A Ilha era magnífica! Apesar dos habitantes viverem de forma simples, o local era muito aconchegante. Havia uma horta comunitária, árvores frondosas, e as pessoas eram extremamente cordiais. Parece que, ao reviver os bons tempos daquele lugar, o coração da criatura foi tocado. Ela contemplava tudo com um ar de tristeza e saudade. - Lembra como esta Ilha era quando você chegou? – indagou o espírito do passado. - Um local tranquilo, isolado e com habitantes pacíficos. Você veio pra cá, na esperança de fugir de seu passado e começar uma nova vida. Mas tudo começou a mudar no dia em que você salvou o único sobrevivente de um navio naufragado. Hibram, você não tinha maldade em seu coração e sempre se preocupava em ajudar os outros. Você não fazia ideia de que aquele náufrago, na verdade, era um ladrão. Muito menos que ele transformaria esta Ilha em um refúgio de bandidos. Em pouco tempo, tanto você quanto os habitantes, testemunharam as mais aterradoras atrocidades. A Ilha acabou sendo consumida por energias malignas, que acabaram transformando a população local e os bandidos em Mortos-Vivos e Demônios. Você Hibram, atormentado pela culpa, acabou se tornando o pior dos Demônios desta Ilha. Veja o que você se tornou... (Hibram olhou para seu reflexo num pequeno lago. Ele parecia atordoado. Era como se tentasse entender como ele pôde deixar que tudo acabasse terminando de forma assim tão trágica. É visível que ele ainda se culpa por tudo o que aconteceu.) - GROOOOAAAAAR!!!! – urrou a criatura em lamento. - Hora de voltarmos, Hibram – disse o espírito do passado. De volta ao presente e ao interior do Monastério, o atormentado Bispo estava inconsolável. O espírito do passado se afastou, enquanto o do presente, se aproximou de Hibram. »O presente - Você confrontou seu passado e, agora, precisa encarar o seu presente – disse o espírito do presente. (A criatura estava visivelmente atormentada. Seus urros pareciam lamentos de dor e sofrimento.) O segundo espírito segurou a mão da criatura e a levou para a entrada do Monastério. Desta vez, a visão foi bem diferente daquela mostrada pelo espírito do passado. Era tudo escuro e frio. Uma brisa gélida e com cheiro de podre os envolvia. Sons de passos arrastados, gritos de agonia e corvos a grasnar, formavam o som daquele lugar. - Esta Ilha já foi cheia de vida – disse o espírito do presente. - Agora, o ar tem cheiro de morte. O som dos pássaros cantarolando, deu lugar a lamentos de dor. As árvores frondosas, secaram. É tudo escuro, frio, triste e sem cor. Mas... observe aqueles aventureiros adiante. Eles não desistiram da Ilha. Estão sempre aqui, derrotando Mortos-Vivos e Demônios, na esperança de eliminar o mal e restaurar a vida desta Ilha. - Groooaaaar... – urrou a criatura. - Você compreende, Hibram? – questionou o espírito do presente. - Esses aventureiros não foram os responsáveis pelo que aconteceu aqui. Eles poderiam simplesmente ignorar a existência desta Ilha, como muitos o fazem. Mas estão tentando derrotar o mal que se instalou no Monastério. Um mal que não se resume apenas a estes monstros, mas que inclui você também, Hibram. - Groooaaar!! – urrou a criatura surpresa. - Você era um enviado do Senhor. – disse o espírito do presente. - Um homem que sempre procurou fazer o bem e ajudar o próximo. Mas a culpa o transformou num ser maligno. E agora... você também é uma ameaça. Você está manchado com o sangue de inocentes. Veja o que você se tornou, Hibram. De um dos mais conceituados Bispos, a um Bispo Decadente. Você traz infortúnio a qualquer um que cruzar o seu caminho. Reflita! - GROOOOAAAAAR!! – urrou a criatura ao encarar sua realidade. - Olhe ao seu redor, Hibram – disse o espírito do presente. - Todos esses seres malignos... já foram humanos, assim como você. Alguns eram bandidos, mas a maioria, eram pessoas de bom coração. Moradores desta Ilha, que caíram junto com você nesta maldição. Seus atos refletiram diretamente neles. Você sucumbiu às trevas e os levou consigo, transformando-os nestes seres sedentos por sangue. - GROOAAAR!! – urrou a criatura em desespero. - Quantos inocentes você feriu ou matou hoje, Hibram? – perguntou o espírito do presente. - Quantas vidas foram tiradas por você? O Monastério que você tenta defender, não é mais um local sagrado. Agora, ele é a morada de almas perdidas, o túmulo de aventureiros despreparados. - GROOOOOAAAAAA!!! – urrou a criatura em desalento. - Aceite a cura, Hibram! – pediu o espírito do presente. - Reconheça seus atos malignos. Entenda seus erros, como homem e como Demônio. (A agonia parece ter tomado conta daquele ser. Era visível a dor que o acometia. Em um ato de desespero, ele começou a quebrar tudo a sua volta.) - GROOOOOOAAAAAAR!!!! O espírito do presente segurou a mão da criatura e a conduziu novamente para o interior do Monastério. Em seguida, o espírito se afastou. Agora, é a vez do espírito do futuro mostrar a criatura o que lhe aguarda. »O futuro O terceiro espírito se aproximou da criatura e a encarou por alguns segundos... em silêncio. Ele não é de falar, mesmo assim, sabe se expressar muito bem. O espírito tocou o peito da criatura e a empurrou. Lentamente, ela caiu, enquanto uma fumaça negra a envolvia. Após a fumaça desaparecer, o espírito do futuro encarou novamente a criatura e tocou seu ombro esquerdo. Em seguida, apontou para algo que estava atrás dela. A criatura se virou e pôde observar um grupo de cinco aventureiros lutando contra alguém. O espírito tocou nas costas da criatura e lhe deu alguns tapinhas, como se quisesse dizer que ela deveria se aproximar daquelas pessoas para ver do que se tratava. E assim, a criatura o fez. Ao chegar mais perto, entendeu o que estava acontecendo: o seu “eu do futuro”, estava lutando contra aquelas pessoas. - GROOOAAA! – urrou a criatura, partindo para o ataque. A criatura, na tentativa de salvar a sua versão do futuro, urrava e tentava atacá-los. Mas era em vão. Ninguém podia vê-la, escutá-la ou senti-la. Ela era apenas uma espectadora, que nada podia fazer para impedir o que estava prestes a acontecer: sua morte! O grupo era formado por dois Arcebispos, um Shura, uma Bioquímica e uma Cavaleira Rúnica. Em pouco tempo o grupo havia dominado a criatura e a eliminado. Os aventureiros comemoravam sua vitória, diante do túmulo do Bispo Caído. O espírito do futuro tocou novamente as costas da criatura e apontou em direção lápide. Ao ver seu nome escrito nela, entrou em desespero. Urrava, se debatia, corria de forma desorientada. Após alguns minutos, caiu de joelhos. A criatura já não urrava mais. Ela levantou seu rosto, repleto de lágrimas, em direção ao espírito do futuro, como se suplicasse a ele por ajuda, por perdão. O espírito, então, aproximou-se da criatura e novamente a empurrou, jogando-a no meio da fumaça e fazendo-a retornar ao presente. O espírito do futuro ficou de frente para a criatura e a encarava. Os outros espíritos se aproximaram e a rodearam. »O Desfecho - Você jamais cometeu erros graves, enquanto era um humano – disse o encarando. - Mas se auto condenou e carrega um fardo por falhas que não foram suas. Não foi você o responsável pela morte dos Herdeiros do Rei. Não foi você o responsável pelas barbaridades que aconteceram nesta Ilha. Nas duas situações, você agiu com generosidade. Chega de se culpar pelas escolhas erradas dos outros! Aceite a cura, Hibram! Sim, você é Hibram! - Groo... me... ajude... – suplicou a criatura. - Vamos iniciar o ritual! Ele aceitou ser curado! – disse, determinada. Rodeamos Hibram e demos início ao ritual. Mesmo tendo aceitado se curar, sua parte maligna tentava reagir. Não era apenas uma luta nossa contra aquele Bispo Decante, mas também, uma luta dele contra ele mesmo. Após algum tempo, sua parte maligna finalmente havia sido dominada. Era Hibram que agora tinha o controle da situação. E esse foi o momento de finalmente finalizar o ritual e salvar a sua alma atormentada. - Eu, Akashiya Moka, invoco o feitiço de cura e, com ele, curo sua moral corrompida! Ibinizar Ixcrugi!! Uma luz dourada pairou sobre aquele ser, que lentamente, foi deixando de ser uma criatura demoníaca e voltou a ser um homem. Bispo Hibram estava de volta. Com um semblante sereno, um cálido sorriso. Ele estava finalmente... em paz. - Obrigado! – disse Hibram, emocionado. Não pude conter meu sorriso ao ver aquele homem bom de volta. O feitiço de cura foi um sucesso. Fico feliz por ele, espero que agora Hibram permaneça na luz. - Não posso mudar o que aconteceu, mas posso aprender com meus erros e me tornar uma pessoa melhor. Assim como fui salvo, tentarei salvar os habitantes desta Ilha. Não vou desistir deles, assim como vocês não desistiram de mim. Muito obrigado! – agradeceu Hibram, com um largo sorriso. Bispo Hibram passou a dedicar sua existência a acabar com o mal da Ilha. Dia após dia, sem desanimar, ele se empenha em salvar aquelas pessoas e aquele lugar amaldiçoado. Citar [sIGPIC][/sIGPIC] Quer desdenhar de meus eventos? Fique a vontade. Mas tente manter O SEU TRABALHO bem feito, porque diferente de você, o meu é voluntário. [/hr] Lilith Morningstar. Eva, Monah do Pah Link para o comentário Share on other sites Mais opções de compartilhamento...
Posts Recomendados
Participe da conversa
Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.