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Conto de (S)em (L)imites: Exposição Concurso "Monstros Fantásticos e Onde Habitam"


Hela

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- Eu não posso entrar... Entendo... /heh. É assim que as coisas funcionam afinal...

Foi encarando as portas de um hospital cujo acesso me seria restrito por toda a eternidade, que minha alma adoecia num estado de calma e resignação. Neste mundo cujos deuses que estão além dos deuses decidiram Renovar, eu costumava-me debulhar sobres os ecstasys de alto piedade e destruição. Por conta da minha antológica limitação tornei-me um eximio artista na arte do cinismo e da embriaguez.

O bar de solteiros de Jawaii era meu refúgio. Com as anônimas garçonetes de lá podia rir das minhas tristezas favoritas. Sempre contava a elas a historia de um homem cujo casamento feliz e incondicional, fora despedaçado pela implacável arrogância que nasce junto com o desequilíbrio de forças dentre os que presumiam se amar.

Em verdade, o bar de jawaii ainda me é importante. Pois num dia em que bebi nele, encontrei a pessoa que me inspirou. Um espiritualista misterioso, capaz de utilizar as técnicas dos monges. Foi presenciando sua formidável performance, que desesperado e bêbado, implorei a ele o caminho de como conquistar um poder semelhante. Sedento eu estava por readquirir a dignidade e o propósito que tinha no passado, e principalmente: eu queria uma prova de que não há limites que não possam ser quebrados.

"Encontre N.Iron, monge de Kunlun. Satisfaça os pedidos dele, prove o valor de sua coragem e quem sabe ele não te recompense com seus conhecimentos."

"Jovem, mesmo que neste momento, ainda sejas fraco, jamais aceite ser um derrotado."

Ele disse-me estas palavras então saltou muito alto, como um raio que nasce da terra em direção ao céu. O vulto que restou de sua presença ainda se confundia com as areias errantes de Arunafeltz enquanto, num gesto de sincera fragilidade, decidi permanecer no mesmo lugar, parado... ainda bêbado, mas preenchido de determinação.

Foi a partir deste episódio que reedifiquei-me. Voltei a colecionar items, reencontrei e reconquistei amigos, aprimorei técnicas antigas e criei outras novas. Tempo suficiente passou para que julgasse-me preparado o bastante para o desafio.

Quando o tempo chegou, atrás de N.Iron então eu fui. Ele solicitou-me que encontrasse três grandes feras, dando-me dicas sobre suas aparências para que fossem catalogadas.

Sobre a primeira besta sua historia é ligeiramente cômica: De fato difícil não foi chegar no calabouço. Mas a quantidade de Borboletas Sanguinárias que cobriam meu caminho, realmente eram um desafio, isso porque...... eu simplesmente odeio insetos.

Corri tão depressa, a fim de escapar delas que não só passei direto pelos ermitões, mas pela própria Serpente Suprema. Um flash do momento do encontro, foi o que estou.

General Tartaruga, este era o nome da segunda criatura. Os padrões de suas aparições sendo sempre os mesmos, faziam da competição por sua cabeça, enorme. Pensei então que, aguentar os ataques da besta seria o suficiente para demonstrar minha coragem.

Mas quanto ao ultimo desafio... Bangungot... Ele me fez novamente testemunhar o circuito da minha vida.

"Nem toda a coragem, nem todo o empenho, são capazes de transceder o LIMITE intrínseco de nossa existecia. A Natureza deste mundo impede-me de buscar uma força maior. Minha jornada em busca dela, sempre sera vã, pois, os deuses que estão além dos deuses decidiram assim. Decidiram limitar-me para todo o sempre."

- Que olhar é este? Não desanimes como se estivesse tão doente como os pacientes deste hospital que observas. Ao menos não fora divertida a aventura e o desafio? - Disse-me uma voz. Era Ele.

- Tenha fé querido irmão, certamente teras um dia,a emanação de sua própria fúria; a fúria que carregará a mais profunda inconformação contra os Deuses, uma fúria que excedera a minha e a dos Shuras, uma fúria que sera como você:

Uma Fúria (S)em (L)imites.

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Quer desdenhar de meus eventos? Fique a vontade. Mas tente manter O SEU TRABALHO bem feito, porque diferente de você, o meu é voluntário.

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Lilith Morningstar.

Eva, Monah do Pah

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