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Orbis Aftergard


~Tyr~

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Então seria assim. Rune-Midgard cairia. Nada se pudera

fazer. Logo após Satan Morroc voltar, parecia tudo fadado ao caos absoluto.

Mesmo as organizações secretas estavam sucumbindo, uma a uma. A Guilda dos

Mercenários, a Guilda dos Bruxos, a dos Arruaceiros, a dos Sábios, a Ordem dos

Espadachins, a Ordem dos Templários, a Cavalaria de Prontera, A ordem

Religiosa, tudo estava sendo reduzido a nada, bastando passar o tempo. Sim,

Satan Morroc foi derrotado diversas vezes, sim, todos os outros Generais (para

os leigos, MVPs) também foram, e não era necessário ter 12 Arcebispos te

ajudando para vencê-los. Claro, eles renascem. Todos sabem disso, do mais novo

aprendiz ao mais velho Arcano. Todos foram sendo derrotados pelos mais diversos

tipos de pessoa, mas quem os pararia juntos? Muitos tentaram para-los, mas

falharam. Nossa amada Prontera se fora. Sim, a perdemos. Muitos se foram

tentando salvá-la, mas novamente falharam. Agora, nossa raça se reduziu a meros

grupos, tentando se reencontrar e unir-se. Diversos calabouços foram transformados,deixando os monstros amigáveis e tais lugares viraram nossos

quartéis generais. A Caverna de Payon é uma base importante, a fortaleza de

payon. Pois apenas as cidades de Prontera, Morroc, Rachel, Geffen, Veins, Lighthalzen,

Alberta e Hugel foram destruídas. Geffen foi mantida por 7 dias após o começo

do ataque, mas sendo consumida de dentro para fora por Geffenia e pela Torre,

não pode se manter. Cerca de 200 bruxos escaparam, e mais de mil magos

conseguiram fugir para a área segura mais próxima: Prontera. Morroc não durou

mais do que isso, mas sofreu bem mais baixas. A guilda dos mercenários, e dos

gatunos foi quase eliminada, tanto que apenas 340 mercenários sobreviveram, e

só 600 gatunos também fugiram, se refugiando em Saint Darmain, Capital do sul.

Rachel rapidamente desmoronou, pois o com o Santuário vomitando hordas e hordas

de monstros liderados pelo Pesar Noturno, os sacerdotes de lá não puderam

oferecer grande resistência. Veins caiu logo após, pois aquela horda não

pararia em Rachel. Lighthalzen resistiu bravamente, mas seus inimigos estavam

no interior, no maldito Laboratórios de Somatologia, e com tantos inimigos

poderosos por dentro e por fora sucumbiram. Nenhum habitante se salvou. Uma

cidade inteira massacrada, e uma nova marca em nossa história. Alberta não

demorou a cair. Não sendo a maior potência militar, não pode oferecer muita

resistência. Hugel não foi destruída. Foi abandonada, todos correram para Juno,

Cidade dos Sábios, Capital do Norte. Contra todas as expectativas, Prontera

caiu mais rápido do que se podia pensar. Diversos Generais atacaram ao mesmo

tempo, Bafomé, O Besouro-Ladrão-Dourado e milhões de besouros-ladrões, o

próprio Morroc, e o máximo de cultistas(gente que ajuda os generais são chamados de  Cultistas ou Traidores) e espectros (do Laboratório de Somatologia)

que já havia se visto. Todos os que sobreviveram foram para Al De Baran, para

payon ou para a Abadia de Santa Captolina. Cômodo se manteve segura devido a

suas cavernas devido a os monstros que habitavam as cavernas, como os monstros

da Caverna de Payon e como os monstros da Torre do Relógio, viraram aliados

poderosos. Já Umbala sobreviveu a sua própria maneira: Ouve uma negociação com

Nifflheim, e estes se mantiveram passivos, ignorando esta guerra.

 

Esse é o relato de tudo que aconteceu nesta terra. Para falar um pouco sobre mim, eu era um mero arruaceiro nestas terra vazias, e naquele momento, estava indo dar uma checada no nosso bendito formigueiro....

 

 

 

Taí gente, o começo da minha FanFic,

espero que gostem. Se eu tiver algumas pessoainhas que gostarem da história

(Bem pós-apocalíptica, se me permitem dizer), eu continuo; caso seja uma

desgraça total, eu rasgo e tento de novo, voltando para o meu maldito ponto de

retorno.PS.: O nome no mapinha de depois da Renovação n tem Orbis-Midgard? O título tem algo a ver com isso

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Oi, Tyr. Primeiramente, meus parabéns pela iniciativa de escrever uma fanfic. Mas aqui vão as críticas: eu li e não entedi muito. Por que tudo foi destruído? Por que voce está sozinho? Eu sei que você quer deixar um tom de suspense para os próximos capítulos, mas acho que faltou um pouco de explicação, umas dicas, quem sabe. Mas por favor, continue. Quero ler mais.

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Realmente, depois de umas reler algumas vezes compreendo que tá totalmente confuso, porque sabe, você as vezes cria uma imagem mental muito melhor do que está ali. Aqui, então vão algumas explicações, que espero que sejam úteis: O mundo foi devastado devido a união dos monstros, que decidiram parar de ser o campo de treinamento da raça humana, e destruiram tudo. Como eu tentei explicar, as cidades destruidas viraram ruínas e as pessoas fugiram para os lugares próximos, como (nesse primeiro ato, com um Arruaceiro como protagonista) de Morroc para Saint Darmaint e para a guilda dos Mercenários. Os monstros liderados por MVPs (na história eu me refiro como generais ou grandes) realmente causam muita destruição. Desta forma, as fortalezas mandam batedores para checar certas áreas, o que é o caso do Principal, mandado para o Formigueiro verificar a lealdade dos monstros, pois alguns viraram "do bem". Bem, mais que isso eu acho que pega mal, e eu quero deixar algumas coisas para os personagens explicarem por si mesmos. Todavia, obrigado pela crítica, ela fez eu me ligar e melhorar a coisa. Como alguém comentou, vou escrever os capítulos posteriores, mas não pense que será algo que demora meses, escrevi esse pedaço em uma tarde, só tem que vir criatividade. Um abraço, Eu

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Realmente, depois de umas reler algumas vezes compreendo que tá totalmente confuso, porque sabe, você as vezes cria uma imagem mental muito melhor do que está ali. Aqui, então vão algumas explicações, que espero que sejam úteis: O mundo foi devastado devido a união dos monstros, que decidiram parar de ser o campo de treinamento da raça humana, e destruiram tudo. Como eu tentei explicar, as cidades destruidas viraram ruínas e as pessoas fugiram para os lugares próximos, como (nesse primeiro ato, com um Arruaceiro como protagonista) de Morroc para Saint Darmaint e para a guilda dos Mercenários. Os monstros liderados por MVPs (na história eu me refiro como generais ou grandes) realmente causam muita destruição. Desta forma, as fortalezas mandam batedores para checar certas áreas, o que é o caso do Principal, mandado para o Formigueiro verificar a lealdade dos monstros, pois alguns viraram "do bem". Bem, mais que isso eu acho que pega mal, e eu quero deixar algumas coisas para os personagens explicarem por si mesmos. Todavia, obrigado pela crítica, ela fez eu me ligar e melhorar a coisa. Como alguém comentou, vou escrever os capítulos posteriores, mas não pense que será algo que demora meses, escrevi esse pedaço em uma tarde, só tem que vir criatividade. Um abraço, Eu

Estou feliz que você interpretou a minha crítica como algo positivo. Agora eu me contextualizei, e estarei frequentando o tópico para ver se você postou mais, estou gostando. Parabéns!

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Nunca

havia sido o guerreiro supremo das arenas, com multidões indo me ver lutar, mas

também não era o mais fraco, fazendo uma ou duas humilhações, mas no que eu era

realmente bom era em copiar os outros, e em roubar. Nada muito ir para frente e

encarar o Bafomé, algo mais tipo "ei olha o condor" "onde?"

*Clap* pego a arma dele. Não era honesto, mas bem divertido e lucrativo. Pode

parecer estranho, mas uma vez eu desviei de uma lança de gelo que um bruxo

lançou e joguei-a de volta como um dardo, acertando-o em cheio. Nada excepcional,

mas os outros que estavam na arena olharam meio “opa” e se afastaram. Claro,

diversas pessoas fazem isso. Mas, até agora apenas falei de minhas façanhas

antes do ataque dos monstros, então vou falar um pouco sobre o que estava

acontecendo o que é o porquê de eu escrever esse “diário” ou essas “Crônicas”,

ou esse “chame como quiser”, e como disse antes, estava numa patrulha. Como sou

um Arruaceiro, estava na Ilha de Pharos quando o desastre aconteceu, então

minha área é a de Saint Darmaint. Porque patrulhas? Porque caso tais não acontecessem

não saberíamos se pessoas da Guilda dos Mercenários chegaram, apenas quando

chegassem às torres de vigia, talvez tarde de mais. As torres de vigia (são três

em Saint Darmaint) são postos com mira 360 graus para os Sentinelas que estavam

em Saint Darmaint ver o que está acontecendo e caso cercados, basta que montem

em seus lobos e corram para as fortificações. Nesse meu caso, estou indo ver se

os monstros do Formigueiro ainda são leais, falar oi para umas pessoas que

estão lá cuidando e lustrar uns ovos de Andre. Mas o que aconteceu lá foi bem

menos relax que isso. Ao perceber o silêncio lá dentro, geralmente tão

barulhento devido as formigas, já entro com cautela. Mas eu duvido que qualquer

pessoa estaria preparada para entrar lá dentro e se deparar com um Espectro de

um Lorde jogar o corpo do Daniel pro lado e chutar o cadáver da Olívia (eram amigos

Arruaceiros meus). Gostaria dizer que me engajei em um combate corpo a corpo e

lutei bravamente contra ele, com a mente criativa com diversos golpes, mas a

realidade é que eu quase chorei de medo (brincadeirinha) ao ver um Espectro tão

perto do que eu chamo de lar até hoje é perturbante, então só pensei em uma

coisa: me escondi e apunhalei suas costa, e no momento de surpresa dele roubei

sua espada. Uma bela espada, guardo ela até hoje como relíquia. Com isso, ele

ficou de boca aberta enquanto eu corria para a saída, preparado para gritar

para o Sentinela ali perto, mas minha sorte não iria durar. Ele tinha uma lança

nas costas, e eu só ouvi uma risada, “um Vup!” e uma dor incrível nas costas,

mas meu traje vermelho de Arruaceiro segurou o golpe, e logo eu gritei “Lança

Bumerangue!”, e acertei a perna dele com a lança. A perna dele. Novamente,

minha precisão mostrou como era legal comigo. Bem, o caso é que a lança

penetrou um pouco na armadura da perna dele, mas deve ter deslocado o joelho ou

algo do tipo, pois ele estava quase se arrastando em minha direção. Bem, ele

não iria fugir, exceto se materializasse um Pecopeco espectral que o arrastasse

para o seu inferninho particular. Corri e chamei o Sentinela Rubert (nomezinho

legal né?), que provavelmente dava conta do caso. Corri de volta para a Guilda

para reportar tudo, mas minha sorte estava ótima hoje. Adivinha o que aconteceu?

Provavelmente você pensou no Pecopeco do Espectro, mas era apenas uma poça d’água.

Hahahahaha. Voltei e contei tudo. O comandante mandou um pequeno grupo de

desordeiros e mercenários verificar a cena e pediu para eu ir para o meu cômodo

esperar que ele arranjasse um prêmio bem legal para mim.

 

 

 

Taí (augh,

repeti o que eu escrevi na ultima parte), o segundo capítulo. Espero que

gostem.

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 Bem, após a batalha no Formigueiro Infernal,

achei que estava preparado e era capaz de cuidar de espectros. Triste engano. O

ferimento da lança que o lorde havia jogado fora mais sério do que eu pensei,

causando uma fratura que teve de ser cuidada por um dos dois arcebispos de

Saint Darmaint. Um tempo após minha recuperação o Comandante me mandou, junto

com um renegado, três desordeiros e mais quinze arruaceiros para uma patrulha

até a guilda dos mercenários, outra tentativa de fazer conexão entre as guildas

e trazer as pessoas para Saint Darmaint, que é definitivamente mais segura.

Logo após sairmos da vista da vigia leste, descobri que não estava tão

preparado para tudo como pensara. Tropas de monstros lideradas por Sombras de

Morroc circulando por todo lugar é algo aterrorizante, mas diferente de

qualquer grupo do passado passamos pela planície que os Hodes habitam. Quando

chegamos à guilda dos Mercenários, eu percebi que eu não era nada, e quase

tinha um acesso de pânico, cavando um buraco e me enterrando até o fim do

mundo, mas com um renegado tão perto de mim eu mantive a expressão fria.

 

- Agora está completamente explicado porque

conseguimos passar. – Falou Rick, o renegado.

 

A cena era basicamente isso: A fortaleza dos

assassinos, cercada de monstros, espectros e cultistas. As pontes deviam ter

sido cortadas, impedindo o ataque à ilha, mas isso não fora nenhum problema

para as forças das Trevas. A água fora soterrada por areia, fazendo com que a

ilha virasse apenas uma colina. E estava praticamente cercada. Nas fileiras

mais de trás estavam os magos e bruxos espectrais conjurando magias para acabar

com os pequenos mercenários que lutavam bravamente. Rick não pensou duas vezes,

e apesar de boa parte de nós já termos sentido que iríamos fazer isso, ele se

manifestou antes de nós:

 

- Bem gente, boa parte da nossa malandragem acaba por

aqui. Vamos todos nos esgueirar por trás desses malditos e matar um por um. Mirem

bem suas adagas. Como só você, Jean, usa arco, está tranqüilo. Volte para a

fortaleza o mais rápido possível e chame todos os aliados possíveis. Deixem a

fortaleza praticamente desprotegida, pois se perdermos aqui nem adianta ter

fortaleza, pois só conseguiríamos criar uma base estável com a outra metade dos

humanos do Sul.

 

Eu não duvidei de que iríamos conseguir matar uns sete

espectros cada antes de sermos descobertos, mas não diminui minha cautela.

Cheguei bem perto de uma Arquimaga espectral e acertei direto na barriga. Ela

evaporou imediatamente, então segui para mais uma vítima. Achei uma Arquimaga

conjurando uma chuva de lanças de fogo bem na fortaleza, e obviamente ela nunca

terminou aquela magia. Continuei até chegar em minha sexta vítima, quando vi o

sinal de Rick. Corri para o montículo de areia sinalizado.

 

- Belo trabalho pessoal, acabaram com a raça de alguns deles. Ainda faltam uns novecentos.

Enquanto lutava percebi um número anormal de monstros atacando os caras da

linha de frente, e cheguei a conclusão de que são aqueles malditos Cultistas em

grupos de seis invocando mais inimigos. É bem uma missão suicida, mas preciso

que vocês cumpram. Formem duplas e juntos cavem túneis para vocês irromperem no

meio do exército todo. Vocês provavelmente estão tipo “Agora é que eu vazo!”,

mas não se preocupem, eu tenho o pano esquematizado. Quando as tropas de Saint

Darmaint chegarem, os inimigos ficaram divididos em dois, o que não contribui

para eles matarem vocês. Divididos entre dois inimigos, eles não poderão se organizar

para vos atacarem. Boa sorte a todos, e escolham seu companheiro muito bem; Ele

poderá ser o último ser humano que vocês verão.

 

Eu dei sorte e fiquei junto com o Pierre, um amigo de

infância. Ele já era um desordeiro, e ficara comigo ao invés de com um de seus

irmãos, Andre e Deniro. Após chegarmos na nossa

 

- Você acha que vai morrer hoje? – Ele falou

 

- Não creio que vá. Com um desordeiro competente como

você, me sinto um pouco mais seguro.

 

- Na realidade, acho que você vai sobreviver mais pelo

fato de que irão me atacar ao invés

de você do que pela minha competência.

 

- Eu vou tentar impedir que te matem. Você já é quase

um Renegado, duvido que perca uma luta.

 

- Contra um.

 

- É verdade, mas vamos nos manter confiantes. O plano

de Rick é muito bom, eles vão estar numa confusão sem saber para que lado virar,

cercados, e não existem guerreiros mais poderosos que os do Deserto de Sograt.

 

- Queria ter sua confiança, mas ainda temo pela vida

de meus irmãos.

 

- Calma, ainda somos poderoso e minha Stiletto nunca falhou.

 

- Sim, mas receio que falhe se acertar um escudo ou

algo do tipo, então pegue essa belezinha aqui.

 

Não podia acreditar. Ele estava me dando um Damascus!

Você, de depois dessa guerra ou depois da parte caótica dessa guerra deve

pensar ok, na loja de armas tem umas 300 no estoque. Mas Morroc foi

completamente destruída, e os estoques de armas não estavam tão abundantes.

 

Passou um tempo até nós ouvirmos o característico

rugir de 3 dragões, três lobos e de um grifo. Contei até três e pulamos para

fora bem no meio dos 6 cultistas, matando três deles imediatamente

 

- TOMEM TRAIDORES!

 

E esquartejei mais um.

 

- Mas como? A barreira mágica foi rompi...

 

E matei mais esse. Logo eles praticamente esqueceram

os Mercenários e se concentraram nos Arruaceiros e em nós. Triste erro. Logo

foram atingidos por uma chuva de veneno, o que os fez lembrar de que estavam

atacando, não sendo atacados, mas não teriam muitas chances.

 

 

 

Bem gente, deixarei por aqui o capítulo pois um cerco

(cerco significa ataque a castelo ou cidade) tão importante merece mais que só

isso, e preciso tirar um pouco do atraso (reclamem das provas)

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Infu*kingfelizmente eu não postei o outro capítulo, porém vou renovar esta fic e escreve-la novamente em outro tópico. Até lá, se ninguem postar em seguida de mim acho que ganhei um pouco de propaganda por provavelmente esse comentário botaria minha antiga fic como mais recentemente comentada. Fiquem ansiosos por favor e se der leiam. Se lerem comente okays? Obrigado pela compreensão,Tyr

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A batalha continuava disputada, e vários dos arruaceiros que

haviam se aventurado na centro das forças inimigas não veriam a luz novamente.

 

            As inúmeras

baixas e o cansaço dos mercenários foram aos poucos sobrepujando a repentina

explosão de energia causada pela chegada dos reforços, porém os monstros

continuavam a lutar ferozmente. Diversos dos gatunos que haviam aparecido para

lutar já haviam desertado, apesar de que provavelmente não existia algum lugar

para se fugir. Os monstros, apesar de não diminuírem seu ritmo de matança,

estavam cientes de suas perdas e alguns cultistas tentaram desertar, mas

morreram por súbitos ataques cardíacos, obra de algum pacto que eles deviam ser

obrigados a fazer.

 

            Eu

realmente acho interessante falar as baixas da batalha, mas a meu respeito, eu

estava no meio das linhas inimigas lutando contra dois gatunos espectrais e

tentando proteger a retaguarda de Pierre. Eu estava ciente de que se aparecesse

um espectro transcendental eu não teria a menor chance, pois já estava apanhando

para aqueles gatuninhos safados, contra uma atiradora eu estaria morto na hora.

 

 

            Enquanto eu

desviava com minha vembressa de um golpe da faca do gatuno do inferno número 1

um monte de lanças de gelo começaram a se materializar em cima de mim e de meu amigo

desordeiro. Os espectros imediatamente pularam para trás quase simultaneamente

com os que estavam enfrentando Pierre, mas mantiveram um círculo em volta de

nós, para certificar de que nós não fugiríamos. Cavar um túnel era inviável

visto o pouco tempo, porém quando já estávamos nos despedindo ouvimos um grito.

 

- Redenção!

 

            Quase sai

pulando de alegria quando ouvi aquilo. As lanças de gelo começaram a descer,

porém ricochetearam no ar, como se estivessem sendo repelidas por uma barreira

mágica. Em contrapartida

Dustan, o guardião real, se contorceu de dor por um pequeno

instante. Imediatamente que a Atiradora de Elite Cecil atirou uma seqüência de

flechas nele, Dustan levantou o escudo e protegeu-se destas. Ao mesmo tempo um

grupo de cultistas passou correndo por nós em chamas azuis. Obra de algum

Cavaleiro Rúnico. Pulei para o lado e consegui acertar um chute na barriga do

primeiro gatuno, lançando-o no segundo, que desviou porém recebeu uma facada

minha no olho. O gatuno número um tentou me atacar, porém eu me esquivei e

Pierre virou-se e apunhalou-o na barriga com sua faca. Um grupo enorme de

monstros estava perseguindo a maldita Atiradora de Elite Cecil. Não, eles

estavam perseguindo uma sombra que perseguia a atiradora, vinculada a ela por

uma faixa escura de energia. Só podia ser Rick, o Renegado, claramente causando

muita desordem nas forças inimigas.

 

            Defendi uma

pedrada que aparentemente viera do nada com meu pequeno escudo. Infelizmente,

ela tinha uma origem, e um algoz espectral subitamente surgiu entre mim e

Pierre, dando um giro com suas katares, o que abriu um talho no meu colete,

rasgando um tanto da minha pele e abrindo um talho no casaco de desordeiro de

meu amigo. Eu cai atordoado, porém Pierre foi mais esperto. Cercado por uma

espadachim dois gatunos um mestre-ferreiro e agora por um algoz, todos

espectros, o desordeiro gritou

 

 - Congelar!

 

            Imediatamente

o ar ficou gelado e todos os monstros congelaram, exceto um gatuno, que tomou

uma facada na virilha, desintegrando.

 

            Eu percebi

o valor daquela magia e pedi para ele usar ela em mim, visto que eu aprenderia

esta. Após matar todos os espectros e roubar seus itens um por um, ele assentiu

e usou a habilidade em mim. A

princípio fiquei assustado com o frio e a imobilidade forçada, mas o desordeiro

quebrou o gelo com o punho.

 

 - Meio difícil essa

batalha hein...

 

 - É, estou

economizando minha energia usando magias apenas quando necessário – respondeu

ele.

 

- Olha um lorde infernal vindo para cá.

 

 - Teste a magia nele,

se esgueire por trás e use-a, para ver como ela é legal. Eu te deixo ficar com

o saque.

 

 - Opa, na hora.

 

            Me escondi

e fui para trás dele. Revelei-me e usei a magia, mas a sorte não estava do meu

lado. Quando me revelei o lorde deu um pulo para frente, e eu fiquei szinho no

meio de uma multidão de monstros hostis querendo minha comida. O lorde se

empertigou e girou sua lança, perfurando meu ombro em uma sucessão de golpes.

Um, dois, três, quatro, cinco. Comecei a sangrar muito, cambaleando para trás.

Os monstros se amontoaram ao meu redor, porém eu gritei “Congelar”. Isso aparentemente

surtiu algum efeito neles. Oito dos quatorze monstros congelaram. Nesse meio

tempo, eu saquei minha Stilleto, tentando usar duas adagas como um mercenário,

e matei dois lordes congelados. O resto dos monstros se recuperou do susto e

descongelaras seus amigos. Eles partiram para cima de mim, mas um segundo antes

de ser mutilado por uma multidão furiosa, ouvi as palavras que salvariam minha

vida.

 

 - Praefatio!

Silentium!

 

 - Oratio!

 

            Logo eu

soube o que estava por vir, e os monstros se encolheram.

 

 - ADORAMUS!

 

            Os monstros

ao meu redor foram desintegrados pelo cometa de luz divina. Depois de mais dois

cometas caírem eu ouvi um grito horrível, e na hora eu soube que a General

Atiradora de Elite Cecil Daemon havia sido morta. Cavei um túnel e por acaso

achei o túnel que eu e Pierre havíamos usado para nos infiltrar nas linhas

inimigas. Sai de lá e olhei em volta, buscando o rosto de meu amigo. Não o

achei, mas vi uma arquimaga conjurando uma chuva de relâmpagos nos arruaceiros

lutando na linha de frente das forças da Capital do Sul. Peguei uma pedra e

atirei nela. Ela olhou para mim com aquele sorriso sádico que os espectros

adoram fazer quando vão matar alguém e lançou uma rajada congelante em mim. Eu congelei e comecei

a me debater, quase chorando de raiva por estar tão perto da morte por causa de

uma pedrada. Ela começou a falar em uma língua antiga, e eu soube que ela me

prenderia naquela esfera elétrica, o Trovão de Júpiter. Claro que alguém iria

me salvar. Eu era legal. Infelizmente a esfera ficou pronta antes, e ela

lançou-a em mim, me atingindo diversas vezes e causando uma dor insuportável.

 

            Eu apaguei

e o mundo virou uma escuridão pura. Nunca havia sentido uma agonia tão

profunda. Eu não estava tocando em nada, não sentia cheiro de nada, não via

nada e não ouvia nada. E o pior de tudo: não sentia o meu corpo. Sabe, mesmo

quando você não sente ouve ou vê nada você sabe que seu corpo está ali. Eu já

havia brincado com um Arcano, e ele usou exílio em mim, logo eu conhecia aquela

sensação. No entanto, aquilo era algo completamente diferente. Aos poucos fui

me lembrando. Eu fui atingido por um Trovão de Júpiter, não havia como eu estar

vivo. Logo que eu falei isso, ou melhor, pensei isso, me dei conta de que eu não estava vivo. Quando me dei conta

disso, ouvi uma voz.

 

 - Você tem mais 5

minutos de vida por sua bravura na batalha. Se te ressuscitaram, você voltará a

viver. Caso o contrário ocorra, você irá para Nifleheim, de acordo com sua

crença.

 

            A princípio

achei que a voz se tratava de Deus, porém eu nunca havia acreditado nele. Eu

rezava para os velhos deuses, como Odin, Vili, Ve, dentre outros. Quando ela

terminou de falar, percebi que a voz era a de Hel, a deusa sinistra do

submundo, filha do nefasto Loki.

 

            Após mais

alguns minutos de inexistência eu ouvi a voz de Lane, um sacerdote muito amigo

meu.

 

 - Tantas mortes....

Que os que merecem retornem, enquanto eu irei para onde eles devem ir!

MARTÍRIO!!!

 

            Eu abri

meus olhos e ofeguei por um tempo, depois inspirei profundamente. Olhei para

cima e vi Lane flutuando no céu, subindo cada vez mais branco e com algo que

pareciam asas nas costas, até se juntar com o seu deus.

 

            Eu havia

voltado à vida, e não cometeria mais erros bizonhos como aquela pedrada.

 

            Logo que eu

me levantei percebi como estava fraco. Provavelmente morreria de novo caso

enfrentasse alguém. Cavei mais um túnel até as nossas linhas. Chegando lá eu vi

uma cena que eu não queria ver: Andre e Deniro ajoelhados ao redor do corpo

inerte de Pierre. Ajoelhei com eles, que quando perceberam minha presença quase

pularam de alegria.

 

 - VOCÊ ESTÁ VIVO!

GRAÇAS A DEUS!

 

 - Graças a Odin meu

irmãozinho – Retrucou Deniro.

 

 - Ele está morto há

quanto tempo? – Perguntei sem nem pensar

 

 - Faz uns três

minutos, ele morreu devido a ferimentos causados pela Atiradora de Elite Cecil.

 

 - Rápido, chamem um

Arcebispo, ainda temos tempo de ressuscitá-lo!

 

            Eles nem

questionaram, agarrando-se desesperadamente a algum meio de salvar a vida do

irmão que eles tanto amam. Decidi ajudar a chamar um arcebispo, porém Deniro

obteve o sucesso antes de mim. Eu expliquei para ele a situação, que a

compreendeu. Ele começou a recitar em latim, conjurando a magia. Aqueles foram

os 5 segundos mais longos da minha vida. O tempo que eu passei morto não conta

como tempo em vida, logo não entra nessa classificação.

 

 - Ressucitar!

 

            Um raio de

luz dourada iluminou o corpo Pierre e ele se ergueu atônito

 

 - Por quanto tempo eu

fiquei.....morto? Ou aquilo não passou de um pesadelo?

 

 - Não – Garanti – Você

MORREU mesmo, e foi ressuscitado assim como eu. A sensação é estranha né?

 

 - Pois é, eu não

sentia o meu corpo.

 

 - Garotos, acho

interessante vocês discutirem suas experiências do outro mundo, mas a batalha

ainda não foi ganha e muitas vidas estão em risco. Por favor,

voltem para a batalha!

 

            Nós não

discutimos, e ele nos curou e lançou magias de suporte em nós para ajudar.

 

 - Andre, Pierre,

Deniro, me sigam! Vamos ganhar essa batalha!

 

            Eles

concordaram gritando junto comigo e nós entramos novamente na batalha. Peguei

uma pedra e fui jogar em um algoz espectral, porém me lembrei de como havia

morrido e decidi parar de jogar pedras por alguns anos. Enfiei minha adaga na

virilha de um lorde que ia perfurar a barriga de um arruaceiro, salvando sua

vida. Ele se juntou ao pequeno grupo, e aos poucos fomos salvando mais humanos,

que se juntaram ao bando. Atacamos um grupo de espectros de tamanho grande que

estavam atacando um Cavaleiro rúnico que sozinho lutava para proteger seu

dragão que estava ferido contra uma pequena tropa de monstros, arranjando tempo

para atacar e não só se defender, fazendo ambos com uma maestria invejável.

Renovei meu respeito por membros das guildas especiais. Ele agradeceu, mas não

se juntou ao grupo, devido a precisar proteger seu dragão. Deixamos dois

mercenários e dois arruaceiros para ajudá-lo.

 

            Pouco tempo

após isso, as linhas de mercenários começaram a encontrar as linhas dos

arruaceiros, e percebemos que a batalha havia acabado. Após o último espectro

maldito morrer, o brado se elevou no exército do sul.

 

            Nós

havíamos ganhado.

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