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[Duality fanfic]


Turunnen

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Bom, os nomes das aventuras variam. Eu comecei a escrever de tempos em tempos no final de 2006, justamente quando deletei minha odalisca para fazer minha templária. E começou assim. Agora eu procuro manter sempre atualizada ao menos uma vez por semana. Vou tentar fazer o mesmo aqui.

Então, como vcs estão aqui para ler fanfic, e não minha preleção sobre a mesma, aqui vai ela! -----

1 - O fim da dança

- Ai ai...Com um suspiro, Katrina chegou à conclusão que sua vida estava chata. Talvez até sem propósito. Sentia-se entediada naquele momento, mesmo vendo as pessoas felizes à sua volta. Mas isso era normal, uma vez que odaliscas sempre viviam rodeadas de guerreiros esperançosos. Isso era algo que sempre ouvira em Comodo, a cidade em que se tornou uma odalisca. Mas o que pesava mesmo em sua mente era que não acontecia pela primeira vez este ataque de tédio, que era o que a motivava agora.Andando em direção à Izlude, parou para conversar com uma atendente Kafra:- Linda, preciso de uma camiseta de algodão e uma faca.- Claro, senhorita, imediatamente. Só um instante, por favor.Enquanto aguardava a atendente voltar com o pedido, despia-se dos seus equipamentos e os colocava ordenados à sua frente, pensativa.- Aqui está, senhorita. Deseja que eu guarde em seu armazém seus pertences?- Ah sim, por favor! Hora de mudanças! - Disse Katrina, sorrindo.Com os equipamentos entregues e agora vestida com a roupa básica de uma aprendiz, dirigiu-se para Izlude novamente.Já na cidade, falou com o encarregado da guilda dos espadachins:- Fofo, quero ser uma espadachim, como minha prima já foi uma vez. Onde posso me inscrever?- Bem vinda, jovem. Vejo que não é mais uma simples aprendiz, mas alguém que já trilhou outro caminho. - Disse o encarregado, notando os cabelos ruivos presos em uma longa trança às costas da jovem. - Qual o seu nome?- Katrina Hearth, prima da Gabi Turunnen.- Ah, eu me lembro desta jovem. Sempre disposta a ajudar os outros. Pena que tenha abandonado o caminho da espada. - disse com olhar pensativo o encarregado - Mas chega de devaneios. Deve se apresentar na sala à minha direita, por favor, e fale com o instrutor, ele dirá o que deve ser feito.Adentrando o aposento, foi instruída que deveria passar por um teste que envolveria atenção e equilíbrio. Rindo por dentro, afirmou que o faria com a maior tranqüilidade e calma que fosse necessária.- Apenas a advirto que não é um teste simples, e que deve procurar pelos instrutores de cada ponto de registro do caminho. - Disse o encarregado.Katrina foi para o percurso e, ao se deparar com os caminhos tortuosos e potencialmente perigosos que eram o obstáculo a sua frente, não pôde deixar de comentar em voz alta, mesmo que sozinha.- Não é simples? Ah, aquele infeliz certamente não sabe que as odaliscas possuem um senso de balanço que transcendem o que ele já deve ter visto.Passando feliz e despreocupada, com inabalável senso de equilíbrio, atravessou o calabouço com estreitas toras de madeira que serviam de chão com facilidade e a graça que tanto treinara.Após concluir os testes, voltou a falar com o encarregado da guilda, que a parabenizou por ter feito o teste sem queda alguma, e deu as vestes que usaria como traje dignos de uma verdadeira espadachim.Agradecendo, Katrina voltou-se para a saída do aposento e dirigiu-se para o Deserto Sograt, ao sul de Prontera e Izlude, com rumo incerto, pensando em, talvez, voltar à sua cidade natal, Payon, ou talvez à ensolarada Morroc.

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2 - Uma raça curiosa e duas espadas

Com um baque surdo, o corpo monstruoso de um Orc tombava aos seus pés, enquanto a sua espada emanava um fogo bruxuelante em sua mão. Há algum tempo atrás o cheiro deste monstro a repugnaria, mas Katrina havia mudado. Ela mesma nem percebia o quanto havia mudado desde os tempos de palco e sedução.

 

- Maldito. Mas acho que era um guerreiro, pelas vestes e equipamentos. Não se comparam às ilustrações que eu vi na biblioteca de Prontera. - falava em voz baixa Katrina, enquanto tomava uma poção branca que trazia consigo. Estava se lembrando de quando resolveu ir para os lados da Vila Orc.

 

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Katrina devorou a biblioteca de Prontera assim que viu algumas espécies de cobras agressivas enquanto se dirigia a Morroc. Não as conhecendo a contento, voltou imediatamente à Prontera, encerrara-se na biblioteca lendo livros e notas sobre os monstros que os sacerdotes, bruxos e alguns sábios haviam descrito. Foi em uma dessas incursões à biblioteca que a fez conhecer os orcs.

 

Orcs eram monstros muito similares aos humanos em constituição e forma. Viviam em aldeias e conheciam o manejo de armas, a maior parte pega de humanos que se arriscavam a ir até a aldeia deles e acabavam morrendo. Aprenderam, aparentemente, a arte da forja, pois suas armas eram afiadas e em nada pareciam com as armas usadas pelos guerreiros de hoje. Sábios, em alguns escritos, tinham detectado a propriedade elemental deles, os classificando como monstros da Terra.

 

Mas havia alguns mais poderosos, que chamaram de Grand Orcs, que eram diferentes. Eram maiores, muito mais fortes, e de elemento Fogo.

Curiosa para conhecer mais sobre estes monstros, Kat procurou sua prima Gabi, que sempre tinha coisas boas pra ela.

 

- Oi, Gabi! Sabia que iria te encontrar aqui, na frente do Castelo!

 

- Oh, olá, Kat! - Gabi abriu um sorriso ao ver sua prima vestida de espadachim. - É sempre bom revê-la. Estou aqui ajeitando meu carrinho.

 

Gabi era uma alquimista. Depois de experimentar alguns caminhos diferentes, descobriu que sua verdadeira vocação era o comércio. Atualmente ela fazia poções com os itens e espólios que suas irmãs e amigos traziam para ela, e acabara acumulando alguma fortuna. Como isso era bem conhecido por todos, era ela quem cuidava das finanças nos últimos tempos.

 

- Gabi, estava na biblioteca lendo um pouco, e preciso de uma ajudinha sua. Li sobre os orcs, e queria saber se há algo que você possa me conseguir para que eu seja mais eficiente nos combates do que com estas adagas elementais. - Kat falou, entregando a Gabi um conjunto de quatro Stilettos elementais.

 

- Ora, se não são as stilettos que o Toki forjou! De fato, adagas são armas pequenas demais para enfrentar monstros do tamanho de orcs. Mas acho que tenho algo aqui que pode te ajudar, que eu uso quando saio para caçar itens. Acho que você saberá cuidar delas direito.

 

Gabi colocou as quatro adagas no carrinho, e pegou duas espadas que estavam mais ao fundo.

 

- Cuide bem delas, Kat. Sei que vai cuidar, mas são a forma que eu tenho para caçar com eficiência, uma vez que não mais me valho de força física para minhas caçadas. Creio que você irá gostar delas. - disse Gabi, sorrindo.

 

---

 

Olhando novamente para a espada, que ainda matinha seu fogo bruxuelante aceso, mesmo com o vento que soprava ali, Kat agradecia mais uma vez sua prima alquimista.

 

- Não se parece nada com o que eu tenha usado até o momento, esta Língua de Fogo.

 

Este era o nome que Gabi havia usado ao entregar as espadas. A outra, que estava em sua cintura ainda, era chamada de Alfange de Gelo. Esta era tão fantástica quanto a Língua de Fogo, pois parecia ser feita de gelo que nunca derretia, não importava a temperatura. E ambas, durante os golpes que desferia nos corpos musculosos e duros como couro dos orcs, causavam ferimentos graves, bem mais do que os que as adagas causavam. E ainda tinham a capacidade de invocar lanças elementais, como as dos magos, que se utilizava de seu poder espiritual. Eram absolutamente fascinantes.

 

Enquanto pensava, apareceu outra guerreira orc, e Katrina rapidamente se levantou e entrou em combate, com as lembranças recém surgidas já devidamente guardadas, apenas com o combate eminente em sua mente neste momento.

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