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Você se Lembra? -CAPÍTULO NOVO DEPOIS DE SÉCULOS


Nabuco ~

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  Naquele momento, duas coisas aconteceram: Primeiro, um Menestrel de aparência preocupada chegou finalmente à praça de Prontera. E segundo, Kayleigh constatou que não se lembrava do motivo da tristeza.

 

    -Eu... Não me lembro.-Disse ela, mal sabendo que aquelas quatro palavrinhas fariam o mundo de Glenn desabar.

sério, nessa parte eu fiquei realmente chocado.

²

provavelmente viou dar um jeito de encher muito a paciência da valk.

 

Fácil!Seja você mesmo...

eu que sou meio mala de vez em quando

 

Só de vez em quando ???lol nun pude resistir xD

Muito bom Falcon!Agora que esse lor lembra o Ryu ele lembra...

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Muito bom Falcon!Agora que esse lor lembra o Ryu ele lembra...

 

Não é o Ryu D=

 

Bem, gogeta, obrigada por ter gostado da descrição do Hall das Valquírias, eu queria caprichar MESMO na descrição xD

 

Sobre a memória dela, não sei, eu não esqueceria de err... Toda a minha vida em 3 segundos naturalmente o_o

 

ROFL, não tinha pensado no Glenn como Menestrel dessa forma xD Bem, mas acho que combina, não?

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Iormungrd

 

O que é isso?

desculpe, escrevi errado. na verdade seria Iormungard, ou Jormungard, é a serpente gigante que deu a volta ao mundo e mordeu a própria cauda. dizem que ela continua a crescer, e pra se manter presa ao mundo, é obrigada a devorar a própria cauda pra apertar o laço em torno do mundo.

Sleipnir

 

Não é o sapato do conjunto de Thor?

sim, mas o verdadeiro Sleipnir é o cavalo  de oito patas de Odin, o Mais rápido do universo. Loki o teve quando virou uma égua pra roubar o cavalo de um gigante disfarçado que tentava trapacear numa aposta pela mão de Idun, deusa da juventude. se ele se cassase com ela, as maçãs da juventude seriam levadas e os deuses morreriam de velhice. sim, Loki virou uma égua e teve um filho com um cavalo.

flow!(super gogeta/Son  Goku: sua fonte mais confiável de Cultura In[util)

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esse capítulo ficou pequeno '-' Eu compenso no próximo.

 

 

 

 

 

Capítulo 5-O sonho. 

 

 

 

 

    Naquele momento, tudo caiu para Glenn. Cada sílaba da frase era como uma punhalada no coração, uma ferida que não se fecharia jamais. Então este era parte do preço de Hel... De todas as coisas que poderiam acontecer, esta talvez fosse a pior.

 

 

    -Eu... Não me lembro.

 

 

    "Ó, Hel." Pensava ele. "Poderia ter feito tudo menos isso. Preferia sofrer durante anos com torturas insuportáveis ou ser forçado a enfrentar o própio Odin em vez de vê-la se esquecendo de tudo o que passamos!"

 

    Mal notou a lágrima solitária que dançava pelo seu rosto, pois estava distraído demais pensando no que acontecera. Sentiu vontade de morrer ali mesmo, na frente Dele e de uma Kayleigh que não o reconheceria nem se Glenn chegasse pra ela e dissesse quem era.

 

 

    Mas talvez... Talvez Kayleigh estivesse melhor sem as memórias. Fora Glenn que causara tanto sofrimento a ela. Kayleigh seria mais feliz se jamais o houvesse conhecido.

 

 

    "Talvez isso seja verdade", refletia o Menestrel. "Mas mesmo assim, tenho que salvá-la Dele! Não posso desistir!" Cada pensamento assim lhe dava forças. Sim, ele salvaria Kay das garras daquele terrível Lord.

 

    E ninguém iria impedí-lo. Ninguém!

 

 

**************************************************************************

 

 

    Não existiam paisagens mais bonitas em Midgard do que Amatsu na época em que as cerejeiras estavam floridas, e isso todos sabiam. As árvores, cobertas de flores cor-de-rosa delicadas, que encantavam com sua beleza e simplicidade. A cidade era destino freqüente de casais em lua-de-mel e aventureiros procurando treino no seu calabouço, lar do temido Samurai Encarnado. Mas eram os monstros mais calmos, os Kaphas, que os recém chegados noviço e gatuna procuravam.

 

 

    -AHHHH, GLENN, ESTAMOS EM AMATSU!!!-Gritou Kayleigh, maravilhada com o local.

 

 

    Desnecessário dizer que eram poucas as vezes em que Kayleigh deixava de lado sua personalidade brigona e estressada para dar lugar à uma garota feliz e excitada.

 

 

    -É, estamos aqui.-Disse Glenn, feliz por ver a amiga feliz.-Hey, espera, tem confeti no seu cabelo.

 

 

    Dizendo isso, o noviço pegou algo de tonalidade rosada do cabelo de Kay, e se surpreendeu ao ver que na sua mão, em fez de um pedaço de confeti, estava uma delicada pétala rosa.

 

 

    -Seu bobo!-Provocou ela, rindo.-É uma pétala de flor de cerejeira, não confeti.

 

 

*************************************************************************

 

 

    -Chegamos.-Disse Glenn.

 

 

    Os dois abriram uma porta da estalagem de Amatsu, e se depararam com um quarto simples com duas camas de solteiro e um armário apenas. Havia também uma porta, que como Kayleigh descobrira depois, levava a um banheiro simples também.

 

 

    -Estamos pagando 5.000 zennys por noite por ISSO?!?!-Reclamou Kay.

 

 

    -É melhor do que acampar.

 

 

    Kay achou melhor não comentar, mas prefiria mil vezes o prazer de dormir ao relento, tendo apenas o céu como teto. Ela podia olhar as estrelas até adormecer, perdida em seus pensamentos, sonhando com aventuras impossíveis...

 

 

*************************************************************************

 

 

    Kay estava tendo um pesadelo. Sonhava que estava presa em um círculo de fogo, sem saída. Sentia o calor das chamas perto de si, mas não havia escapatória. Provavelmente morreria queimada ou asfixiada pela fumaça.

 

 

    Mas então, saltando pelas chamas, surgiu a figura de um homem. Tinha a impressão de já tê-lo conhecido em outro lugar, mas não conseguia se lembrar de quem era. Ele não a ajudava, e as chamas pareciam não incomodá-lo. Ele não fazia nada, só ficava lá, rindo, com seus cabelos esvoaçando ao vento.

 

 

    -Por favor, não!-Dizia ela, no sonho.

 

    De repente, através das chamas, surgia outro homem. Seu olhar era penetrante, e seus olhos vermelhos como o sangue. Kay também tinha a impressão de já conhecê-lo. Os dois se encararam, e o sentimento de tensão flutuou pelo ar. Se odiavam, e isso era óbvio.

 

 

    Então, o primeiro homem, aquele que ria, avançou. Sacando a espada de seu cinto, avançou no recém-chegando, abusando de força. Este simplesmente levou todos os golpes, sem demonstrar dor alguma. Então, um dos dois desferiu um golpe que fez o outro cair, embora Kay não conseguisse distinguir qual dos dois... O vencedor, caminhando na direção de Kay, sorriu malignamente para a Desordeira. As chamas cresceram, e ele ia chegando mais perto, enquanto o medo invadia o coração da garota... E...

 

 

    -Kay, acorda.-Disse uma voz conhecida.

    Kayleigh olhou ao redor, procurando saber onde estava. E estalagem em Amatsu, e Glenn estava ao seu lado, preocupado.

 

    -Você está bem?-Perguntou ele, a preocupação encarnada.

 

    -E-estou.-Respondeu ela, com medo.

 

    -Você não parecia estar gostando do seu sonho...-Acrecentou ele, olhando para Kay com uma cara de quem estava sofrendo ao ver Kayleigh sofrer.

 

    -Agora eu estou bem, obrigada por ter me acordado... Vamos voltar a dormir...-Disse ela, tentando pegar no sono de novo.

 

    "Um dia ela vai me contar o que está pensando...". Pensou ele.

 

    Enquanto isso, na cama do lado, Kay estava com medo de dormir de novo.

 

*********************************************************************

 

    O Lord era absolutamente cativante. Seus olhos transmitiam a segurança que Kayleigh precisava no momento, e seu jeito de falar era determinado. Ele tratava a Desordeira como se ela fosse uma rosa delicada, mas a garota não se importava com isso.

 

    -Eu também ainda não sei o seu nome...-Disse ela, timidamente.

 

    O Lord abriu um sorriso misterioso.

 

    -Me chame de Myslyn.

 

    -Myslyn.-Repetiu ela, perdida nos olhos azuis da pessoa na sua frente.

 

    -Já está ficando tarde, senhorita Kay, poderia levá-la para a casa?-Disse ele, cortês.

 

    -S-sim.

 

    A doçura do Lord a encantava... Ele era tudo o que ele precisava. Já havia esquecido a tristeza... Os dois andaram até a casa da Desordeira, conversando.

 

    -Temo que terei que me despedir por hoje, senhorita.-Falou ele, pegando a mão de Kayleigh e dando um beijo nesta, delicadamente, fazendo-a corar.

 

   -Eu o verei de novo?-Perguntou ela, desesperada. Ela TINHA que vê-lo de novo.

 

    -Talvez.-Respondeu ele, enquanto andava para longe, deixando na soleira da porta uma Desordeira maravilhada.

 

    Kayleigh entrou em casa, flutuando de alegria. O Lord era sua alma gêmea! Educado e cortês, um verdadeiro gentleman. Subiu as escadas de sua casa correndo, sua mente fixada em uma coisa apenas: Myslyn.

 

    Mal sabia ela a surpresa que teria quando entrasse no seu quarto.

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Capítulo legal porém....

Amatsu na época em que as cerejeiras estavam floridas, e isso todos sabiam. As árvores, cobertas de flores cor-de-rosa delicadas, que encantavam com sua beleza e simplicidade. A cidade era destino freqüente de casais em lua-de-mel e aventureiros procurando treino no seu calabouço, lar da temida Serpente Suprema.

Ela é em Kulun!!

Mas uma vez:

efefafwz5.jpg

Agora é sério Falcon,pede pra alguem revisar seus textos.A Damascus[4] e a Serpente em Amatsu acabam tirando o "brilho" da fic x_x

 

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Capítulo legal porém....

Amatsu na época em que as cerejeiras estavam floridas, e isso todos sabiam. As árvores, cobertas de flores cor-de-rosa delicadas, que encantavam com sua beleza e simplicidade. A cidade era destino freqüente de casais em lua-de-mel e aventureiros procurando treino no seu calabouço, lar da temida Serpente Suprema.

Ela é em Kulun!!

Mas uma vez:

efefafwz5.jpg

Agora é sério Falcon,pede pra alguem revisar seus textos.A Damascus[4] e a Serpente em Amatsu acabam tirando o "brilho" da fic x_x

 

 

Qual a graça das historias, se nelas os autores não puderem distorcer um pouco a realidade?

 (mesmo que por engano /lala)

--------------------------------

Aninha, ta ótima a historia, *pensa seriamente em qual será a supresa no quarto da desordeira*

 

Continue, ressu.

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Capítulo legal porém....

Amatsu na época em que as cerejeiras estavam floridas, e isso todos sabiam. As árvores, cobertas de flores cor-de-rosa delicadas, que encantavam com sua beleza e simplicidade. A cidade era destino freqüente de casais em lua-de-mel e aventureiros procurando treino no seu calabouço, lar da temida Serpente Suprema.

Ela é em Kulun!!

Mas uma vez:

efefafwz5.jpg

Agora é sério Falcon,pede pra alguem revisar seus textos.A Damascus[4] e a Serpente em Amatsu acabam tirando o "brilho" da fic x_x

 

 

Qual a graça das historias, se nelas os autores não puderem distorcer um pouco a realidade?

 (mesmo que por engano /lala)

--------------------------------

Aninha, ta ótima a historia, *pensa seriamente em qual será a supresa no quarto da desordeira*

 

Continue, ressu.

Realmente a história tá ótima,só acho que ela poderia manerar nesses erros que distorcem o cenário.Mas isso é claro,é minha opnião(afinal existem fics que o cara tem skill suprema que mata mvp só de piscar o olho)

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Kayleigh entrou em casa, flutuando de alegria. O Lord era sua alma gêmea! Educado e cortês, um verdadeiro gentleman. Subiu as escadas de sua casa correndo, sua mente fixada em uma coisa apenas: Myslyn.

alma gêmea? de uma arruceira cabeça-dura e pavio curto? Hel tá brincando com o mundo  direto aí... x_X pobre Glenn

mto bom, ana, poste com mais frequência... e fala que o próximo cap vai ser maior, esse eu li em uns 1 min e meio *morre*

nota:

 

Capítulo legal porém....

Amatsu na época em que as cerejeiras estavam floridas, e isso todos sabiam. As árvores, cobertas de flores cor-de-rosa delicadas, que encantavam com sua beleza e simplicidade. A cidade era destino freqüente de casais em lua-de-mel e aventureiros procurando treino no seu calabouço, lar da temida Serpente Suprema.

Ela é em Kulun!!

Mas uma vez:

efefafwz5.jpg

Agora é sério Falcon,pede pra alguem revisar seus textos.A Damascus[4] e a Serpente em Amatsu acabam tirando o "brilho" da fic x_x

 

 

Qual a graça das historias, se nelas os autores não puderem distorcer um pouco a realidade?

 (mesmo que por engano /lala)

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Aninha, ta ótima a historia, *pensa seriamente em qual será a supresa no quarto da desordeira*

 

Continue, ressu.

Realmente a história tá ótima,só acho que ela poderia manerar nesses erros que distorcem o cenário.Mas isso é claro,é minha opnião(afinal existem fics que o cara tem skill suprema que mata mvp só de piscar o olho)

nvamente, Falha épica. mas pra falar a verdade eu nem notaria se eu não visse as mensagens antes de ler. e quanto ao cara com a Skill suprema... bem, sempre tem alguém que acaba fazendo isso.

flow!

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@Layen

 Você não sabe como fico feliz com seus comentários. *-*

 @Maizena

Não seja tão mau TT_TT

 @Gogeta

Thx por comentar tb \o\

 @Ressu

 Pare de ler minha fic e vá escrever a sua, oras!

 *****************************************************************************************************

 Capítulo 6-A caixa e o porta-retratos.

 

    -Olá, Kay.-Disse o Menestrel sentado na sua cama. Kayleigh imediatamente assumiu a posição de combate, sacando sua Damascus mais poderosa. Nunca havia visto o homem antes.

      -Quem é você? O que você está fazendo no meu quarto? Como entrou aqui? -Perguntou ela, com o tom de voz que usava apenas quando estava prestes a atacar alguém.

 

    -Não posso dizer.-Respondeu o Menestrel, com tristeza no olhar. -Mas você pode me chamar de Ennrian... Até eu resolver nosso problema...

 

    O tom depressivo do homem não tirou a desconfiança de Kayleigh. Todas as células do seu corpo ansiavam por expulsar o homem.

 

 

    -Como entrou aqui? Você só me respondeu uma das minhas perguntas!-Insistiu ela, sendo bruta com Ennrian.

 

 

    -A chave que você guarda no arco da porta... Você sempre dizia que eu podia entrar quando quizesse...-Acrescentou ele, com um olhar de cachorro perdido.

    

    Quem era ele, de verdade? Kayleigh não tinha nenhuma lembrança sobre aquela misteriosa figura. Como sabia tanto sobre sua vida? Uma parte da mulher dizia para confiar nele, mas a outra parte era propícia à discofiança. Pensou em matá-lo ali mesmo, mas algo naquele olhar despertava coisas a muito esquecidas em Kayleigh. Ele a chamara de Kay... Ela não se lembrava de ninguém que havia feito isso, exceto Myslyn. Mas Myslyn era sua alma gêmea, e este homem era um desconhecido.

 

 

    -Você pergunta por que estou aqui? Para alertá-la. Não chegue perto de Myslyn, ou seja qual for o nome que ele adotou agora. Nada bom virá dele.-Continuou Ennrian.

 

 

    Como ele ousava dize ruma coisa dessas! Com um salto, Kayleigh pulou em cima dele, colocando a adaga em seu pescoço, quase cortando. Seu rosto era pura raiva.

 

 

    -Diga isso de novo e não pouparei sua vida.-Disse ela.

 

 

    PAra sua surpresa, o Menestrel riu. Foi um riso desesperado e triste, mas um riso.

 

 

    -Você conheceu o homem agora, Kay. Eu sei o que digo, conheço aquele verme desde o dia em que nasci. Acredite em mim.-Disse ele, beirando o desespero. Não intimidou Kayleigh, que apertou a adaga ainda mais, e, com prazer, viu um filete de sangue escorrer pelo pescoço do homem.

 

 

    -Saia daqui. Agora.-Disse ela, com toda a determinação de seu ser.

 

 

    -C-como quizer, Kay.-Disse ele, com medo.

 

 

    Se levantou e foi até a porta, mas como se tivesse mudado de idéia, se virou para a Desordeira de novo.

 

 

    -Me responda somente uma coisa. Do que você lembra, Kay? Do dia em que trancendeu, do seu treinamento como Gatuna....

 

 

    A expressão no rosto de Kay disse tudo. O estranho tinha razão. Kayleigh não se lembrava de quase nada. Pouquíssimas coisas, mas nada como o que o Menestrel dissera. Quem era ele, afinal?

 

 

    Kayleigh olhou o Menestrel, talvez pela primeira vez, de verdade. Tinha cabelos castanhos que ficavam presos em um rabo de cavalo, com duas mexas na frente. Não tinha um físico bom, ou uma beleza incrível como Myslyn. Mas os olhos azuis despertava algo no fundo de Kayleigh.

 

 

    -Foi o que pensei.-Disse ele, tristemente.-Por mais que saiba que você não irá fazer isso, eu te imploro, fique longe daquele Lord... Por favor.

 

 

    E dizendo isso, Glenn saiu pela porta, tentando esconder as lágrimas que corriam soltas pelo seu rosto. Para trás, ele deixava uma Desordeira cheia de dúvidas.

 

 

 

*************************************************************************

 

 

 

    -CORRE, GLENN! EU CUIDO DELES!-Gritava Kayleigh, enquanto tentava segurar vários Bafomés Jr. que a atacavam.

    

    Atrás deles estava o pai, o Bafomé. Caminhando tranquilamente até a dupla, com um sorriso maligno no rosto. Seus chifres reluziam na pouca luz do Labirinto, seu pelo estava sujo de sangue até onde se podia ver. Nas mãos, uma enorme foice, que parecia estar esperando pela morte de mais dois aventureiros desatentos. Seu cheiro carregava a mesma essência de matança, o odor de sangue. Inocentes, assassinos e aventureiros, muitos já haviam falecido nas patas do Bafomé.

 

 

    -NEM PENSAR, NÃO SAIO DAQUI SEM VOCÊ.-Gritou de volta o Sumo-Sacerdote, enquanto rogava preces à Odin, na esperança de saírem vivos dali. Curava Kayleigh loucamente, quase esquecendo de si mesmo. Ela era importante demais para morrer.

    O Bafomé chegara. Erguendo sua foice, seus olhos faíscaram ao ver seu alvo, a Desordeira, se encolher de medo, enquanto tentava se manter viva. Tudo a seguir aconteceu devagar. O Bafomé descia sua lâmina em Kayleigh quando Glenn tomou sua descisão. Pulou na frente de sua amiga, empurrando-a para trás. O golpe o atingiu em cheio, abrindo um corte por todo o peito do Sumo-Sacerdote. Tudo parou para Kayleigh. "Não pode ser." Pensou ela, enquanto via o amigo cair, desmaiado ou morto no chão.

     Desesperada, a Desordeira ignorou o próximo golpe que o Bafomé se preparava para desferir, e pulou sobre o amigo, abraçando-o e esmigalhando uma Asa de Borboleta nas mãos ao mesmo tempo. Os dois sumiram instantaneamente.

 

    Apareceram de novo na frente da Catedral de Prontera, onde vários Sacerdotes e Noviços caminhavam, calmamente. Foi aí que o caos se instalou.

 

 

    -SOCORRO!-Gritava Kayleigh, abrançando o possível cadáver de Glenn.-ME AJUDEM, POR FAVOR!

 

 

    Os Sacerdotes saíram do estado de choque. Avançaram, e os mais novos correram para chamar o Bispo Thomas. Alguns mal se moveram, sabendo que o homem não tinha esperanças. Todos oraram à Odin pela cura do homem, e o ferimento pareceu melhorar. Mas Glenn não acordou. Afastaram Kayleigh para poderem cuidar dele melhor, sem fazer perguntas.

 

 

    A Desordeira estava desesperada. Parecia em estado de choque. "Não morra." Pensava ela. "Por favor, Glenn, não morra."

 

 

    Cansada, ela também desmaiou.

 

 

 

**********************************************************************

 

 

 

    -Kayleigh, você está bem?-Perguntou o Bispo Thomas, preocupado, olhando o estado em que a Desordeira se encontrava, com a cabeça apoiada na barriga do Sumo-Sacerdote desacordado. Seu torso estava coberto com bandagens que precisavam ser trocadas constantemente, e seu estado, apesar de já ter melhorado bastante, ainda era crítico.

 

 

    A Desordeira levantou a cabeça, confusa. Era visível que andara chorando. Ela estava ali todo dia, toda hora, desde que Glenn sofrera o ataque. Saía raramente, por mais que todos pedissem a ela que fosse para a casa.

 

 

    -Eu perguntei se você está bem, Kayleigh.-Perguntou de novo o Bispo.

 

 

    -Não sei.-Respondeu ela, com um quê de desespero na voz.-Eu deveria estar bem? Eu deveria estar mal? Aquele golpe era pra mim. Não pra ele. EU deveria estar aqui, sabia?

 

 

    Seu rosto estava dominado pela quase-loucura, o que preocupava ainda mais o Bispo. Este puxou uma cadeira e se sentou do lado dela.

 

    -Não foi sua culpa, sabia?-Comentou ele, tentando animá-la. O Bispo nutria uma certa afeição pela Desordeira. Apesar de seu jeito violento, ela era uma boa pessoa. Cuidava de Glenn Farej com a própia vida.

 

 

    -Foi sim.-Disse ela melancolicamente.-Se eu não tivesse insistido em ir treinar no Labirinto de Prontera, ele não estaria ali.

 

 

    -Ele foi uma boa pessoa.-Disse o Bispo, tentando mudar de assunto. Foi tomado pela surpresa quando recebeu um soco de Kayleigh.

 

 

    -Ele É uma boa pessoa. Ele NÃO morreu, Thomas.-Disse ela baixinho, mostrando o quanto estava com raiva. O Bispo estava surpreso com a violência repentina da garota. Kayleigh era estressada, sem dúvida, mas atingira um novo patamar de raiva agora. O Bispo abaixou o rosto dormente.

 

 

    -Tem razão. Ele não morreu, Kayleigh.-Disse ele, limpando o sangue de sua boca. Não iria ficar bravo com Kayleigh pelo soco. Ela não estava raciocinando direito.-Vou deixar vocês sozinhos.

 

 

    Dizendo isso, se levantou, deixando a sala.

 

 

    Kayleigh ficou em silêncio,voltando a dormir. Não sairia do lado dele. Não nessa encarnação.

 

 

 

 

*************************************************************************

 

 

     -Você não se lembra de nada...-Dizia Glenn a si mesmo enquanto caminhava, solitário, pelas ruas de Prontera. -Nada.

 

 

    Podia sentir um vazio no peito, como se houvessem arrancado seu própio coração e pisoteado-o. Levou a mão ao pescoço, onde Kayleigh o havia cortado. Sentiu algo entalado na sua garganta. Kayleigh o havia machucado, como fazia anteriormente com aqueles que tentavam fazer isso.

 

 

    Ouvir todas aquelas palavras, naquele tom fora terrível... Era o tom que Kay usava com os que ela odiava. Ela o odiava agora.

 

 

    Saiu vagando por Prontera, perdido. Seus pés o levaram até a Catedral. Na entrada se ajoelhou e fez o sinal da cruz, seguido de uma oração à Odin. Conhecia cada canto  da contrução, cada tijolo. Passava grande parte do seu tempo ali na sua vida anterior. Ele podia ver que chegara em horário de missa.

 

 

    Caminhando até as cadeiras, ele pôde ver que era o Bispo Thomas que pregava a palavra de Odin. Quis poder sorrir para o velho amigo, mas a magia de Hel o impediu. Em vez disso, simplesmente se sentou em uma das cadeiras do fundo, ouvindo enquanto pensava em uma saída para o seu problema.

 

 

    -Irmãos e Irmãs, vocês talvez conheçam a história de Glenn Farej.-Disse o Bispo, com tristeza.

 

 

    Isto chamou a atenção de Glenn.

 

 

    -Glenn era um seguidor de Odin fervoroso. Ele cuidava de todos, sem diferenciar, e se sacrificaria por um amigo. Ajudava qualquer um. Glenn começou com um Noviço, e se elevou até se tornar um dos escolhidos de Odin. Tudo isso com sua bondade, Irmãos. Ele era um exemplo para todos.-Alguns Sacerdotes riram, e Glenn reconheceu neles alguns noviços que tinha ensinado.-Sejam como ele, Irmãos, espalhem a bondade pelo o mundo.

 

 

    O Menestrel se emocionou ao ver o antigo amigo e tutor falando assim. "Ele também foi afetado pela minha morte". O resto do sermão prosseguiu como sempre.

 

 

    Aos poucos as pessoas foram saindo, ao término da missa. Somente o Bispo e Glenn ficaram para trás.

 

 

    -O que houve com você, meu amigo...-Disse o Bispo, conversando sozinho. Glenn decidiu se aproximar.

 

 

    -Bispo Thomas?-Disse ele.

 

 

    -Sou eu, Irmão. O que deseja?-Perguntou ele, escondendo a tristeza.

 

 

    -...-Glenn pensou no que dizer quando uma idéia lhe ocorreu.-Vim buscar os pertences do senhor Farej.

 

 

    O Bispo pareceu suspeitar do Menestrel.

 

 

    -Posso saber quem é você?-Perguntou ele.

 

 

    -Sou... Um amigo de Glenn.

 

 

    O Bispo riu.

 

 

    -Glenn podia ter um coração grande, mas a única que o ocupava era um Desordeira chamada Kayleigh. Quem é você, de verdade?

 

 

    Glenn parou de sorrir por um instante ao ouvir o nome de Kayleigh.

 

 

    -... Não posso dizer quem sou, se é assim. Mas vim buscar algo que Glenn deixou com o senhor, além de seus pertences. Não faça essa cara, o senhor sabe o que é. Aquilo.

 

 

    O Bispo se assustou.

 

 

    -Como você sabe daquilo? Glenn contou somente a mim.

 

 

    -Isto é a prova de que sou confiável. Glenn me contou daquilo.-Disse ele, tentando sorrir. Aquilo despertaria a confiança no Bispo. Este parecia não saber o que fazer. Por último, fez sinal para o Menestrel seguí-lo, e os dois foram até o escritório pessoal de Thomas.

 

 

    -Me surpreendi com o fato de Kayleigh não tê-los buscado.-Comentou o Bispo, enquanto passava a mão na cicatriz que tinha no lábio, resultado do soco que levara da garota.

 

 

    Glenn sentiu outro aperto no peito. Sabia por que ela não havia buscado seus pertences.

 

 

    O Bispo se dirigiu à um canto onde uma caixa de papelão repousava, e, pegando-a, se dirigiu à escrivaninham onde abriu uma gaveta com uma chave. Tirou de lá uma caixinha menor, envolta em veludo, e entrogou-a ao Menestrel.

 

 

    -Espero que suas intenções sejam boas, rapaz. Eu prometi à Glenn que cuidaria disso com minha própia vida. Odiaria vê-la caindo em mãos erradas, por mais que isso não tenha mais sentido, agora que ele partiu.

 

 

    O Menestrel assentiu e sorriu ao ver que o amigo cumprira a missão de guardar aquilo bem. Guardou a caixinha no bolso, com todo o cuidado do mundo. Depois abriu a caixa de papelão para ver o que sobrara de seus itens.

 

 

    Lá dentro encontrou poucas coisas. Vestes de Sumo-Sacerdote desgatadas, um Bastão Restaurador reforçado 10 vezes e alguns chapéis. No fundo da caixa encontrou o que procurava. Um porta-retratos. A foto nele era o item mais precioso que Glenn possuia: Ele e Kayleigh, sorrindo, em Lighthalzen.

 

 

    Observou a imagem, quase sem notar que estava chorando torrencialmente. Kayleigh esquecera de tudo. Ela não lembrava daquele dia, nem de qualquer outro. Ele abraçou o porta-retratos, como a única lembrança física de Kayleigh.

 

 

    Sem dizer mais nada, pegou a caixa e se dirigiu à porta, mas foi interrompido pelo som de algo caindo.

 

     -Não é possível.-Gaguejava o Bispo, finalmente juntando as peças do quebra-cabeças. Deixara a chave da gaveta cair, e fitava o Menestrel com novos olhos. -É-é você, não é mesmo? Glenn?!?!

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Q ótimo que você fica feliz ^^, eu não iria criticar nada que eu nem sequer chegaria aos pés de fazer como vc fez ^^

 

aa ta mt bom viu õ// Tadin do Glenn =/

ah, so uma pergunta, aquele lord, é aquele espadachim que a Kay colocou pra correr quando ambos ainda eram primeira classe né?

 

Abços =]

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