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O Encontro dos Destinos


Khaoh

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O Encontro dos Destinos

 

 

Roteiro: Guilherme do N. Fernandes

 

 

*Essa historia possui sobre plano de fundo a cidade antiga de Glast Heim, todos os fatos aqui relacionados foram pesquisados e tratados para que não houvesse divergências que poderiam prejudicá-la em si e outros Fics já escritos. Ela visa à origem do meu personagem Khaoh, seu passado e respectivamente seu caminho que terá que seguir. *

 

Dedicado a:

 

One Soul: um clã que surgiu e me deu a oportunidade de jogar e me divertir como jamais pensei antes.  Rassius, Arkanya, Sillen, Aresius e todos os outros, devo tudo a vocês por serem pessoas tão legais que visam apenas um lazer em grupo. Espero que algum dia possamos nos encontrar num mesmo lugar novamente.

 

Necrópole Comercial: Por ter criado o melhor site que ajuda “demais” a todos, e serem pessoas atenciosas que ajudam qualquer um que queira.

 

 Todos aqueles que me ajudaram quando precisei e os futuros.

 

E a vocês leitores: Assim como eu também sou um, agradeço desde já a chance de poder participar desse novo mundo. ^.^

É minha primeira Fic, em caso de algum erro que deixei passar, por favor, me avisem!

  

Nota: Essa historia será postada uma vez por semana, toda sexta-feira às em torno de 20h00 H. Caso isso não aconteça será publicada no dia seguinte no mesmo horário.

Todas as informações sobre reinos e personagens conhecidos foram tiradas do Ragnawiki, evitando assim algum erro histórico. Alguns são conhecidos, mais eu os tratei como um ponto de vista, não afetando o que eles já fizeram ou vão fazer.

 

 

Índice

 

Capitulo I – O Prólogo Esquecido

 

Capitulo II – O Elo Celestial

 

Capitulo III – O Inicio de uma Guerra Sem Sentido

 

Capitulo IV – A Noite Manifesta A Escuridão

 

Capitulo V – A Vontade Verdadeira

 

Capitulo VI - Aquele Que Herda

Capitulo VII - O Início de Um Novo Amanhecer

Capitulo Final  - O Início de Um Novo Amanhecer II

 Capitulo I – O Prólogo Esquecido

 

 

Posso te proteger?

 

Ao acordar...

 

Até o fim da Noite,

 

Mesmo que custe muito

 

Para mim?

 

Um Coração acaba de partir...

 

Uma Alma acaba de se perder...

 

Uma Batalha acaba de ressurgir...

 

Pois não importa o que aconteça,

 

As flores que caem das arvores hoje

 

Será a mesma de sempre,

 

Assim como nossos Sonhos.

 

 

____

 

Duas mulheres estavam caminhando sobre a densa floresta do Monte Mjolnir, vindas da cidade de Glast Heim, seu caminho era a Abadia. Tomaram um caminho diferente, apesar de longo, para evitar alguma incidência.

 

- Entenda logo isso e pare de reclamar Theresa...como pode ser tão lenta se seu dever é suportar qualquer tipo de dor?

 

- Mas... você não entende. Há algo errado, eu sinto...

 

Theresa era uma jovem muito sensitiva, seu futuro seria ajudar a Abadia com seu poder de sentir a espíritos que possam estar presos, mas desde que se aproximaram do monte sentiu uma energia estranha, como se fosse algo chamando por ela, não era ruim, muito pelo contrario, calma e pacifica, estava pedindo ajuda.

 

- Tenho que ajudar o dono dessa energia Mestra Raphaela!

 

Quando ela falava assim, podia ter certeza que era algo muito grave. Theresa tinha um cabelo negro e longo, estava vestida de forma a se proteger do frio, era uma sacerdotisa, mas havia abandonado o titulo pra ir viver na Abadia. Raphaela era uma Mestra, assim como Theresa, estava se protegendo com uma roupa apropriada, sua função era levar a sacerdotisa ao local, seu cabelo castanho era curto, seus olhos mostravam o que muito inimigos temeriam enfrentar, era destemida num combate.

 

- Não vou mais esperar você tentar compreender!

 

Berrou não suportando mais esperar a mestra se conformar, correu ao mesmo tempo em que aplicava uma magia de Aumentar Velocidade. Raphaela a seguia fazendo a mesma coisa.

 

- Pare com isso!

 

Theresa simplesmente a ignorou, continuou correndo ate encontrar uma enorme arvore em comparação com as outras, estava quase anoitecendo, mas tinha que encontrar a pessoa antes que isso acontecesse, pois seria muito perigoso rondar o monte a noite. Chegou perto da arvore, Raphaela logo a alcançou.

 

- O que está fazendo?! Temos que chegar a Abadia antes que anoiteça, não percebe que podemos nos perder aqui?!

 

- Está perto...

 

- O que..?

 

Ela se aproximou devagar ainda mais da arvore, tentando recuperar o fôlego. Havia um embrulho, algo enrolado em panos, perto do tronco.

 

- Espere Theresa!

 

O temor de Raphaela era comum, mas Theresa a ignorou seu aviso. Agarrou o embrulho branco, abraçando-o. Percebeu que o pano havia muitos detalhes, cheios de penas e linhas que lembravam que se cruzavam e formavam desenhos, como a sol e a lua. Estava sozinha não havia sinal de mais alguém nas redondezas.

 

- Como pode isso ser perigoso?

 

Theresa deixou em aberto o pano, para que Raphaela visse aquilo.

 

- Como? Um bebe...?

 

Era uma menina, seus cabelos brancos pareciam iluminar o lugar, Theresa ficou comovida, e Raphaela chocada.

 

- Ela foi abandonada...

 

- Não pode ser... você acha que..

- Não. – interrompendo-a – Isso não importa, ela precisa de cuidados e será o que vamos fazer. – disse a Sacerdotisa, ao mesmo tempo em que abençoava a criança.

 

- Vai ser chamar Brynhildr... assim como a Valquíria.

 

A amiga ficou quieta, pasma. Aquilo era algo impressionante, e viu que Theresa tinha razão, não precisava se preocupar com isso, era um milagre.

 

_________

 

 

Tempos se passaram, o bebe crescera e se tornara uma bela garota, estavam na Abadia, cuidando do local, fazendo suas tarefas junto com sua mãe adotiva, Theresa. Brynhildr aprendeu muitas coisas convivendo na Abadia de St. Capitolina, como aprender a compreender o equilíbrio entre o espírito e corpo, a arte do corpo, e o manejo de espadas, os próprios monges que ali iam pra meditar já a consideravam uma, sua personalidade era tranqüila e supostamente adquiriu com Theresa a técnica de ser sensível a seres espirituais.

 

- Muito bom Brynhildr. Essas flores irão tornar esse lugar ainda melhor para os Monges. – Brynhildr sorriu, estava feliz. – O que gostaria de fazer depois de terminamos?

 

- Hã..? Não sei... que tal irmos visitar a Raphaela? Se não me engano ela já resolveu o problema que envolvia os arredores de Payon.

 

- Ótima idéia!

 

A amiga era umas das pessoas mais animadas que conhecera, sendo que ela e Theresa eram de um mesmo clã que viajava em busca de aventuras. Terminaram de arrumar as flores, as duas se preparavam, e foram para Glast Heim, lugar onde Raphaela vivia atualmente. Seguiram caminho através do monte Mjolnir, mas não tiveram problema algum de superá-lo.

 

- Olhe! Aquela é Geffenia! – avisou Theresa, no caminho final de Mjolnir já era possível vê a cidade, em sua volta havia rios, e que serviam como proteção natural da cidade dos Elfos.

 

Continuaram seguindo caminho, não demorou para ver as grandes muralhas de Glast Heim, a cidade ao lado do mar, suas estruturas eram uma obra prima, construindo de forma que a cidade estivesse protegido de qualquer tipo de ataque, seja do mar ou da terra, dificilmente alguém iria se arriscar fazer isso, era considerado suicídio completo. Suas tropas eram impecáveis. Sendo fundada pelo Rei Tristan Gaebolg mais seis heróis após enfrentarem e derrotarem a terrível serpente Jormungand.

 

- Vamos andar com cuidado senão nos perdemos diante de tanta gente. – o aviso de Theresa tinha uma razão, a cidade conseguia suportar centenas de pessoas, ou ate mais.

 

Chegando a cidade, as duas rumaram para a casa de Raphaela. Brynhildr vira a cidade, suas muralhas, os mercadores, as pessoas passando e conversando, era diferente da Abadia na qual vivia, e percebeu que o mundo era imenso, cheio de cidades e lugares incríveis, sorriu, pois queria conhecer melhor todo esse lugar.

De repente um menino passou ao lado de forma muito rápida de Theresa.

 

- Pode parar. – falou Brynhildr, seus olhos claros encararam o menino, que ficou surpreso, era incrível sua capacidade de percepção, alem de que seus sentidos eram mais aguçados que o normal.

 

- Deixe-o Brynhildr...

 

A garota o deixou ir, olhando pra sua mãe.

 

- Por que...? Você sabia que...

 

-Eu sabia que ele estava me roubando Brynhildr, mas se estava era porque precisava. – falou a Madre interrompendo imediatamente a garota com um tom calmo, mas repreensivo. – Não se preocupe, deveria entender que as pessoas precisam se entendidas e não acusadas.

 

- Tudo bem...

 

As duas logo chegaram à casa de Raphaela, que estava cuidando do jardim.

 

- Olá amiga? – chamou Theresa.

 

- Hm? Theresa! – rapidamente veio em sua direção e a confortou num abraço.

 

- Pelo que vejo está tudo bem, então. – sorriu a garota, retribuindo o abraço.

 

- Não me diga que essa garota é? – virando pra olhar a garota. – Não me diga, Brynhildr?

 

- Sim..

 

As duas se abraçaram, fazia tempo que não se encontram pois Raphaela havia estava numa jornada.

 

- Quantos anos agora? Você esta muito grande!

 

- Quinze.

 

- Oh, já é bem crescida, hein? Eu iria pra Abadia, mas já que decidiram me visitar antes...

 

 As três conversaram, falando sobre as novidades, Raphaela acabara de vir das florestas de Payon, pra tratar de um tigre que ameaçava a cidade.

 

- Não me diga? Eddga?

 

- Isso mesmo, mas não tivemos nenhum problema, ele estava apenas descansando quando algo o deixou transtornado.

 

- O que seria? – perguntou Theresa curiosa.

 

- Seu poring de estimação havia sumido... ele começou a fazer um estardalhaço! Mas um Asura resolveu a situação.

 

A Raphaela caiu no riso, mas Theresa e Brynhildr acharam aquilo no mínimo estranho.

 

 

___________

 

 

Castelo Real

22h

 

Rei Tristan estava em sua sala, um dos seus mensageiros mercenário estava diante dele.

 

- Meu Rei, o problema já fora resolvido na cidade nas florestas de Payon.

 

- Sim... obrigado pela informação. – respondeu o Rei. – agora pode se retirar.

 

A sala estava vazia, apenas o Rei estava ali, envolto em pensamentos. Tinha que cuidar do reino que acabara de nascer e não parava de crescer, mas por outro lado, não parava de surgir problemas com relações a outros lugares, os monstros estavam aparecendo de forma mais repentina que o normal.

 

- Naglfar... apareça. – disse o Rei, um paladino surgiu diante de Tristan, envolto pela armadura dourada que reluzia, era jovem e tinha um vigor esplendido.

 

- Heh... não importa como, você consegue perceber minha presença sempre. Como faz isso? – disse o Paladino tirando a capa, de fato protegido com algo invisível, a carta Frildora.

 

- Acho que você não se deve preocupar com isso, Naglfar... – sorriu Tristan, mas seu semblante se tornou serio rapidamente. – Como vão as famílias?

 

- As famílias? Todas bem... está preocupado com algo?

 

Com certeza Tristan estava, não levara muito tempo que a grandiosa cidade havia sido construída, reunida apenas dos mais fabulosos guerreiros e das famílias nobres herdeiras dos heróis que ajudaram a derrotar Jormungand. Morroc havia sido derrotado não fazia muito tempo, o que fizera eles a se reunirem pra construir o reino de Glast Heim.

 

-... me pergunto... se o reino vai conseguir sobreviver por muito tempo.

 

- O que quer dizer meu Rei?!

 

- Se acalme...  mas isso deve ser apenas algum mau- pressagio... – sua voz permaneceu calma queria que o Paladino entendesse isso. – ...que com certeza devemos superar, mas não subestimar...

 

- Qualquer evento será verificado, pode ter certeza. Se não se importa estou me retirando...

 

- Sim...  que o Odin o proteja...

 

O Paladino saiu da sala, Naglfar era jovem e um bravo guerreiro, que com certeza fez uma enorme diferença na atualidade e continuaria fazer por muito tempo. Mas Tristan ainda ficara preocupado, era algo que estava por vir, sentia isso.

 

- Que Odin proteja todos nos...

 

 

_____________

 

Campos de Mjolnir

7h

 

Um homem envolto por uma capa estava sentado sobre um tronco, ao lado dele uma arvore, estava amanhecendo e a vista era incrivelmente bela, estava com um sorrindo, de fato era a única coisa que se podia ver nele, já que a capa cobria quase que completamente seu rosto.

 

- Nada como ver essa beleza... é claro com um tom vermelho sobre ela...

 

- Sim... meu senhor – disse um segundo homem, que estava em cima na arvore, também envolto por uma capa.

 

- Como vai o processo?

 

- Bem... meu senhor... bem. – havia um temor em sua voz, como se algo tivesse o sufocando, não queria estar ali.

 

- Hm... acelere-o.

 

- Mas...

 

- Está me desafiando... Surtr? – falou com um tom insano. Surtr sentiu um terrível medo, como se sua alma estivesse sendo devorada.

 

- Não, meu senhor... jamais. Farei como você quiser...

 

- Muito bem...  essa Glast Heim, vai cair tão rápido quanto custou para ser construída. – seu sorriso se tornou macabro, o lugar parecia morto, pois não havia som de nenhum ser, todo o lugar estava ensangüentado, ate mesmo da floresta de Mjolnir que agora queimava. Ele sentia prazer em ver aquilo, e queria mais.

 

- Mas e aquela mulher?

 

- Hm... é mesmo. Não se preocupe, quando o tempo chegar eu mesmo irei tratar dela. – as chamas estavam consumido a floresta, sobre os pés do homem havia vários corpos, eram elfos, todos haviam sido executados com imensa brutalidade – Todos iram lamentar e sofrer, não acha isso divertido, Surtr?

 

Surtr permaneceu quieto, aquele homem era horrível ate mesmo para ele.

 

 

______________

 

 

Glast Heim

 

Brynhildr acabara de levantar, era cedo, mas assim como na Abadia tinha essa característica. Trocou sua roupa de pijama emprestada de Raphaela, se arrumando pra encontrá-las mais tarde. Decidiu que iria visitar o centro da cidade, encontrar os mercadores e quem sabe comprar uma lembrança.

Chegando percebeu que o mercado estava ainda vazio, mas as pessoas começavam a chegar aos poucos. Mas havia algo errado, todas elas encaravam olhavam para fora da cidade.

 

- O que houve? – perguntou para um Ferreiro que estava ali.

 

- Lá... o Monte Mjolnir – seu rosto estava em choque.

 

O monte estava pegando fogo, Brynhildr ficou impressionada, mesmo de longe dava pra perceber que ele realmente estava em chamas. Então um grupo de Lordes passou por ela, todos com seus Pecos, se dirigindo pro local.

 

- Brynhildr! – gritou Theresa, que estava logo atrás dela, se aproximando. – Como faz uma coisas dessas, devia ter nos avisado que iria sair!

 

- Desculpe... não queria incomodar vocês..

 

Theresa então percebera o Monte em chamas.

 

- Por Odin! – chocada com a cena. – mas o que poderia ter causado isso?

 

Brynhildr ficou em silencio, como se mesmo que tentasse dizer algo, não poderia explicar. As duas voltaram para a casa, Brynhildr perdera completamente a vontade de buscar lembranças no mercado.

 

 

________________

 

18h

 

Todas as três estavam em casa, não poderiam entender o que causara aquele incidente, Brynhildr lavava os pratos do jantar, como costume, elas dormiam cedo. Theresa e Raphaela estavam sentadas sobre a mesa.

 

- Ouvi dizer que o Reino de Geffenia ficou furioso com o que aconteceu...

 

- Isso é normal Raphaela, Mjolnir fica muito perto deles, se não fosse pelos lagos e rios, estariam em grande perigo.

 

- Sim, mas a muitos boatos sobre o que tenha de fato acontecido ali...

 

- Impossível temos certeza de algo.

 

- Verdade.

 

Brynhildr estava quieta, não queria se intrometer na conversa, queria apenas que o assunto fosse encerrado. O Monte era magnífico, possua belezas incomparáveis e era um ótimo lugar para caminhar, alem disso, ele estava perto da Abadia, poderia ter acontecido uma tragédia, agora levaria anos pra que voltasse ao normal.

 

- Acho que ainda esta muito cedo... podemos tentar visitar o centro...

 

- Brynhildr? – falou Theresa, curiosa sobre a ação dela. Mas percebeu que era melhor tentar se distrair do que lamentar.

 

- Vamos! – respondeu em tom de animação. – E melhor que ficar aqui chorando, vamos meninas!

 

- Raphaela... – ficou um pouco surpresa com a reação dela. – Tudo bem, se arrume Brynhildr.

 

- Sim..

 

As três se dirigiam pra o centro, onde o comercio se focalizava mais, havia varias coisas, como menestréis e ciganas cantando e dançando, ferreiros fazendo suas ofertas como sempre, todos conversando e realizando alguma coisa, havia um ar até que feliz apesar daquele acontecimento. A cidade estava belíssima, toda decorada, com luzes iluminando toda a cidade, a lua apesar de não estar cheia era um atrativo e o mar dava uma linda visão de fora da cidade.

 

- Muito bom! Vamos Brynhildr, experimente um pouco! – Raphaela apesar de ser Mestra tinha parecia não possuía características de uma, Brynhildr recusara a bebida.

 

- O que pensa que ta fazendo, Raphaela? – chocada com a ação dela. – Ela é uma criança! – tirando de imediato a amiga de perto de Brynhildr.

 

- Mãe, eu não sou uma criança...

 

- Isso mesmo, Brynhildr! Faça o que você quiser!

 

Theresa estava se sentindo traída, mas viu que pelo menos a situação estava mais alegre desde que chegaram ao local. As três estavam se divertindo, como elas queriam que aquela tragédia não tivesse acontecido.

 

 - Vou dar uma volta sozinha, tudo bem?

 

- Que? Tusdo bien, enton... mas tomeds cuidsado ta? – Theresa não resistira a Raphaela e acabou bebendo também, mas acabou exagerando um pouco assim como a amiga.

 

Brynhildr as deixou, sabia que apesar do estado elas poderiam se cuidar, andou um pouco ao redor dos chafarizes e depois ficou parada sobre uma escada que dava pra ficar observando o lugar todo de cima de onde estavam. Assim podia também observar a lua e as estrelas, que pareciam estar sincronizadas junto com o mar, sua respiração estava calma, num momento de paz e seus cabelos brancos se esvoaçam com o vento.

 

Então retirou de sua roupa uma flecha, havia achado ela sobre a vinda no Monte, provavelmente era um elfo que também poderia estar lá caçando e esse não estava sozinho, pois percebeu que tinha mais vestígios durante a viagem. Não contou nada a Theresa, pois não era preciso, eles nada iriam fazer nada, mas percebeu algo justamente agora enquanto encarava a lua.

 

- Para Geffenia ter ficado furiosa não apenas o incêndio que causara isso, a cidade é protegida por rios, não teria como isso acontecer... – sua mente compreendeu claramente o que acontecera. – Alguém os matou, foi tudo planejado para algo. Mas... Pra que?

Brynhildr sentiu uma dor imensa no coração, como se tivesse amaldiçoada. Sua mente revelava imagens distorcidas, mas era claro o que pretendia dizer, algo esta pra acontecer e traria conseqüências graves, não apenas para aquele lugar, mas outros estariam envolvidos. Sua mãe, Raphaela, tinha que impedir, de alguma forma tinha que fazer algo, seu corpo não suportou, desmaiara.

 

 

 

__________

 

 

 

Glast Heim

Dia seguinte

 

Brynhildr abriu seus olhos, lembrara que desmaiou e agora estava num quarto, mas não era a casa de Raphaela. Levantou-se, e percebeu que suas roupas haviam sido trocadas, mas as achou logo em cima de um criado que estava ao lado. Trocando rapidamente, queria apenas sair daquele lugar, mas ao descer as escadas percebeu que o lugar onde estava verdade uma Estalaria. Continuou indo em direção ao balcão pedir desculpas pelo entendido, mas não havia ninguém.

 

- Mas onde será que todos...?

 

- Brynhildr. – reconheceu a voz, era sua mãe Theresa, ela olhou para trás já esperando ser reprovada pela mulher, mas se manteve calma.

 

- Desculpe-me devo ter desmaiado...

 

- Eu vi.

 

-...? – estava surpresa.

 

- Um garoto a achou desmaiada e lhe trouxe pro local, como Raphaela também estava mal, decidir traze-la aqui e eu cuidar dela, quando foi que eu a vi no quarto.

 

- Sinto muito, não queria...

 

-Não precisa de desculpas. - Brynhildr ouviu a voz de um garoto, ele estava sentado sobre umas das mesas que ali estavam..

 

- Foi você? – era um espadachim, ela percebeu que ele usava um tipo de colar com uma espada e asas em volta do pescoço. Possuía cabelos negros, e que chegam aos ombros.

 

- Sim, acho que agora mereço saber o nome da garota que salvei não?

 

- Ehr... tudo bem, Brynhildr. – falou desconcertada, “não acredito que fui salva e tinha que ser resgatada logo por um cara que se acha um heróizinho de nada”,

 

- Siegfried, prazer. – respondeu o espadachim, os dois se entreolharam por um tempo, como se tivessem se avaliando, mas na verdade parecia que ambos tinham nojo um do outro e estavam prestes a se enfrentar.

 

- Bem... acho que podemos ir pra casa, Raphaela já deve estar bem agora... – indicou Theresa, seu sentido de mãe lhe dava uma outra opinião sobre o que ia acontecer, então falou baixinho pra filha. – Mal conhece um garoto e quer lascar o beijo né? Nada disso mocinha...

 

- O que?? – berrou Brynhildr, como se tivesse sido humilhada.

 

- Tudo bem pessoal? – Raphaela apareceu descendo as escadas.

 

- Sim, estamos indo já. – Respondeu a amiga.

 

Raphaela percebeu o espadachim que ali estava, ele e Brynhildr pareciam quase se esplodir de tanto se encararem.

 

- Caraca! Que bonitinho! – gritou Raphaela em tom de alegria, os dois a encaram-na como se fossem executá-la. – O que foi? Calma pessoal...

 

- Vamos logo. – Falou Brynhildr, virando pra entrada do local.

 

- Tudo bem. – disse Theresa, e Raphaela a acompanhou.

 

- Adeus... – disse o espadachim, em tom de fúria.

 

- Idem. – respondeu Brynhildr.

 

As três seguiram caminho, chegando ao centro do comercio percebeu que eles estavam fechados, algo aconteceu.

 

- O que ...? – falou Brynhildr tentando compreender o que pode ter acontecido para o comercio fechar daquela maneira. Mas Theresa permaneceu em silencio, Raphaela se aproximou dela.

 

- Um dos herdeiros dos heróis que ajudaram a derrotar Jormungand... faleceu logo pela manhã.

 

Brynhildr sentiu um aperto no coração, o que estava acontecendo? Ela parou diante de um chafariz, aquelas imagens pareciam que ia voltar.

 

- Brynhildr, ele morreu de velhice, é o que todos afirmam...

 

Estava triste, por que será que apenas coisas ruins aconteciam desde que chegou?

 

- Mãe...

 

- O que...? Está mal?

 

- Eu me decidi... a garota tomou forças e respirou fundo.

 

 IREI ME TORNAR UMA PALADINA PRA PROTEGER VOCÊ E RAPHAELA E TODOS AQUELES QUE PRECISAREM!!

 

Gritou a garota do fundo do seu coração, para que até mesmo os mais tristes daquela cidade tivessem uma esperança, a de que todos lutassem por seus sonhos. Os mercadores ouviram e perceberam sua intenção, começando a abrir suas lojas, as pessoas começaram a sorrir e estavam de fato se sentindo melhor. Até mesmo Siegfried, que estava do lado de fora da Estalagem e viu a cena percebeu que de fato valeu a pena ter salvado aquela garota. As mulheres que sempre cuidaram da garota levaram um choque, mas logo em seguida deram um sorriso, Theresa a abraçou, pois isso era algo que de longe mudaria o rumo de suas vidas.

 

- Muito bom, estou muito feliz por sua escolha. – disse Theresa.

 

- Eu também, siga seu caminho! – Raphaela a puxou dos braços de Theresa e lhe deu um grande abraço, levantando-a pelos ares e rodopiando.

 

Brynhildr sorriu, estava feliz como nunca, apesar de que agora Raphaela iria partir ela em dois se não tivesse cuidado com sua força. Mas agora iria buscar forças pra ficar forte e lutar pra proteger quem amava e esse mundo seja de quem fosse.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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*Olhando para o lado direito*

*Olhando para o lado esquerdo*

- hmm, nenhum sinal daqueles flooders! Vou ser a primeira a comentar essa fanfic maravilhosa!

Adorei a narrativa e adorei as personagens! Bem rica em detalhes! Gostei especialmente da Raphaela !

Sei que ela é apenas secundária, mas...

E o Naglfar? Fez uma participaçãozinha. Duvido que tenha alguem que não goste dele!

Obrigada pela história e não desista de postar! Estou adorando!

Abraço

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 Oh, como minha primeira Fic receber um elogio desses é muito importante. Pode ter certeza que vou tentar usar o Naglfar de maneira boa, e a Raphaela vai ter um papel muito importante com relação a mim!  Acho que tenho que esperar o Maizena comentar, já que eu percebi que ele adora floddar por aqui ^.^. Será que ele também vai gostar? Obrigado e o próximo capitulo vai ser mais emocionante. Ate!

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Capitulo II - O Elo Celestial

 

Quando nós encontramos

 

Quando nós descansamos

 

Quando nós dormimos

 

Sempre posso ter certeza que estará aqui

 

Ao meu lado pra fazer mais que simples companhia

 

O sentimento aflora

 

Torna-se um laço inquebrável

 

Cuidado, há algo que quero

 

Cuidado, há algo que preciso.

 

Estamos presos sobre um Elo de frágeis emoções.

 

 

_________________

 

 

 

Castelo Real

18h

 

No grande salão do castelo ali estavam o Rei Tristan, com suas roupas cerimoniais evidentemente para uma reunião, em pé diante de outros guerreiros, aqueles eram herdeiros dos heróis que ajudaram a Jormungand. Era claro que a situação não boa, pois uma reunião dessas era rara, a ultima é claro foi pra determinar a construção do reino. Narglfar também estava presente, encostado na parede com os braços cruzados.

 

- Meus caros guerreiros e amigos... – começou o Rei. – Sabemos que a situação que enfrentamos pede essa reunião, como sabem o Monte Mjolnir sofrendo um incêndio de causas desconhecidas e ontem um de nossos companheiros também faleceu.

 

- Sabemos que isso foi tramado por alguém, Tristan. – não esperando o Rei terminar, se dirigiu um dos guerreiros.

 

- Entenda que isso foi uma fatalidade Aeri. – respondeu o Rei.

 

O Lorde ficou quieto, e todos os outros assim permaneceram, como um herdeiro poderia ter morrido por causas naturais tão cedo? Com certeza aconteceu algo, e todos ali apostavam que era uma maldição ou envenenamento.

 

- A questão é que agora temos que encontrar soluções nossos problemas imediatamente, os outros reinos enfraquecidos como Payon não para de enfrentar problemas relacionados a monstros e sua infra-estrutura esta abalada. Geffenia acabara de descobrir que alguns elfos foram assassinados durante o incêndio do Monte, e temos que descobrir um meio de saturar nosso próprio reino.

 

Todos permaneceram em silencio, o Geffenia fora um reino que ajudara bastante Glast Heim. E os outros continentes não paravam de crescer economicamente, o reino precisava arranjar soluções.

 

- Meu Rei, há um meio.

 

- Fale Narglfar, o que tem em mente? – olhou para o Paladino no canto, todos se viraram para ele.

 

 - Payon precisa de um exercito em suas terras, já que o deles está abalado por causa de Morroc, podemos manter elas lá e conseguir manter uma grande relação entre os dois reinos.

 

- Entendo... Aeri, o que acha disso? – perguntou pro Lorde, com certeza era um dos mais leais guerreiros que lhe servira, alem de que era um experiente combatente e estrategista.

 

- Tristan. – sua mania de chamar o Rei pelo nome era comum, já que fora dali eram grandes amigos. – Payon não vai gostar disso, acho interessante essa alternativa, mas... isso afetaria suas estruturas. Vão nos considerar como dominadores, mesmo tendo nos unidos pra tentar derrotar Morroc.

 

O Rei ficou em grande duvida, todos ali começaram a pensar no que poderia ser feito, mas não tinha outros meios.

 

- Vai valer a pena fazer isso, Aeri? Diga-me de pura verdade.

 

Aeri esperou um tempo, tomou a frente e olhou diretamente para o Tristan.

 

- Sim... mesmo isso sendo... – não conseguiu concluir, parecia que custaria demais terminar essa frase.

 

- Está decidida então... Aeri e Narglfar, reúnam as tropas e façam o planejado. Eu quero um grupo que esteja sendo preparado, pra ir ao Monte e ajudar a Geffenia a reconstruí-lo, pois temo que a Abelha-Rainha esteja furiosa nesse momento. Deixe o caso dos assassinatos com a própria Geffenia, são assuntos deles, mas não se neguem a ajudar.

 

Todos acenaram à cabeça correspondendo as ordens do Rei, fazendo uma oração e se retirando logo em seguida. Seus temores pareciam voltar, mas tinha que enfrenta-los rapidamente e de forma precisa, mesmo que tivesse que sacrificar algo por isso.

 

Glast Heim conseguiria dominar Payon rapidamente, apesar de que o plano era ajudá-la a se recompor, não houve alternativas senão torna-la uma cidade do reino, pois uma guerra civil arrasara o reino, os monstros atacavam em pleno dia e muitas pessoas morriam a cada dia que passava. Dali criou o porto de Alberta, uma ligação ao Mar, Glast Heim fez de tudo pra preservar a cultura ali existente, e agora tinham meios pra crescer sem ter que enfrentar graves problemas.

 

Apesar de tudo, Geffenia viu esse cenário de forma tensa, será que algum dia Glast Heim se voltaria contra ela também, encenando que estava ajudando? Apesar da relação mutua existente entre as duas?

 

________________

 

Passara-se um ano desde então.

 

 

Brynhildr caminhara sobre o monte Mjolnir, agora estava melhor que após o incêndio. Já era um Paladino, uma das mais talentosas que aparecera e de longe uma das mais novas a se formar, sua velocidade de aprendizagem era incrível assim como sua força, sendo considerada como um gênio que nasce apenas em décadas. Agora morava junto com Raphaela, enquanto que visitava a Abadia de vez em quando a fim de vê Theresa.

 

- Acho que minha verificação acabou por aqui por esse lado.

 

Essa era sua função, depois do incêndio, era escolhido alguém pra tratar de verificar como estava a situação do Monte diariamente. Quando soube logo se informou de se apresentar.

 

- Esta na hora de ir a Abadia.

 

E seguiu seu caminho, pensativa. Apesar de tudo, as coisas não melhoravam muito, Payon agora era uma cidade do reino, mas ainda estava sendo prejudicados, monstros não paravam de agir, e a caverna ao norte parecia estar amaldiçoada. Outro fato também lhe chamou a atenção, um grupo de guerreiros se perdeu no meio do Deserto de Sograt, e ate agora não foram encontrados, e outros eventos estranhos que aconteciam diariamente sem nenhuma explicação.

 

Brynhildr parou, viu um homem se dirigindo a algum lugar, parecia estar se dirigindo mais adentro do monte. Mas estava quase anoitecendo, o que será que ele queria naquele lugar àquela hora? Ela simplesmente começou a segui-lo. O homem não percebeu sua presença. Caminhando por certo tempo, parecia que ele estava indo em direção ao lugar do Monte Mjolnir mais alto.

 

- Aqui está bom... – sentou-se, parecendo estar à espera de algo, ficando a espada no solo e se apoiando sobre ela.

 

Brynhildr supôs provavelmente que ele estava cassando algo, e estava certa. Logo apareceu a Abelha-Rainha, o homem se levantou imediatamente, se preparando pra atacá-la.

 

- Crux Divinum.

 

Brynhildr fez um corte em forma de cruz que voou em direção ao homem, a luz sagrada iria pega-lo em cheio, mas esse estava atento e se defendeu com espada. O homem a encarou imediatamente, procurando saber quem fez aquilo.

 

- O que esta fazendo?! – berrou o homem, tentando ir em direção ao MVP, mas essa se teletransportou. – Droga...

 

O Homem a encarou, Brynhildr foi em sua direção com a postura seria.

 

- Valeu por estragar minha caçada.

 

- De nada, não percebeu que ela estava ferida? – seu tom calmo, era o mesmo de sempre.

 

- Como assim? – falou o homem tirando capa, era um Lorde. Já tinha visto aquele homem, era o Siegfried.

 

- Você aqui? Agora deu pra ver o porquê de um tolo nessas redondezas...

 

Siegfried não gostou nada do comentário, se preparando pra berrar.

 

- Explique logo o porquê da palhaçada!

 

- Seu idiota, não percebeu que ela estava ferida por queimaduras?!

 

- Que? – agora havia percebido de fato que ela tinha razão.

 

- Um ano atrás o Monte Mjolnir pegou fogo, sendo que ela vive aqui, é claro que ela foi afetada pelo incêndio e não ainda não se recuperou. Agora vamos a Abadia, está quase anoitecendo e ninguém pode caminhar por aqui à noite.

 

- Não preciso, eu sei me cuidar. – falou em tom de ironia. – Acha que sou um Lorde idiota, minha filha?

 

- Você quem sabe, depois não reclame de se perder e nunca mais sair desse lugar.

 

O Lorde engoliu em seco, parecia que tinha que concordar com a Paladina, teria que esperar amanhecer para continuar sua viagem, já que era quase impossível caminhar pela floresta a noite. Brynhildr seguiu caminho para a Abadia, e Siegfried a seguia logo atrás.

 

- Pensei que iria se virar sozinho. – dando um tom de ironia na voz, aquele homem era ridículo para ela.

 

- Você está apenas seguindo o mesmo caminho que eu. – respondeu o Lorde, tentando parecer convincente.

 

Os dois chegaram a Abadia, que estava completamente destruída, como se uma tempestade tivesse varrido aquele lugar. As colunas de pedras ao chão, as flores que Theresa e ela cuidavam estava completamente mortas, havia um mar de sangue no chão, os Mestres ali viviam e treinavam, mas não havia mais nada, todos eles estavam caídos, sem respirar, mortos.

 

Brynhildr levou um choque, assim como Siegfried, seu corpo se petrificou em dor, não conseguia processar o que estava acontecendo. Dor, era apenas o que ela sentia.

 

- O que ... aconteceu? – falou Siegfried, tentando se recuperar, tinha que a ver alguém vivo, puxou a espada imediatamente, empunhando com força. – Vamos, garota! Temos que ver se alguém está vivo. Quem fez isso ainda pode estar aqui!

 

O grupo de Siegfried surtiu como um efeito de despertar, Brynhildr empunhou a espada e na outra mão segurou o escudo. Os dois caminharam lentamente pelo caminho ate a pequena igreja, não havia um sequer sobrevivente do lado de fora, ao mesmo tempo em que os dois se reforçavam com Vigor.

 

Entraram dentro da Abadia, procurando vestígios, o silencio os enchia de atenção, quem isso não era um ser comum, não era possível um ser vir aqui e derrotar todos os Mestres e Monges presentes dessa maneira. As luzes de velas iluminavam dentro da Abadia, havia uma sumo-sacerdotisa no chão, e abatida por algo que rasgara seu corpo sem que ela tivesse como responder.

 

- Mãe!! – gritou Brynhildr em desespero, largando a espada e o escudo no chão pra  agarra-la em seus braços, estava viva, mas gravemente ferida.

 

 Siegfried lamentou o incidente, mas continou prestado atenção a sua volta. Quem fez isso tinha que estar ali. Brynhildr tentava estancar o ferimento, suas roupas estava começando a ficar vermelha com o sangue de Theresa.

 

- Não, Mãe! Estou aqui, eu estou aqui! Vamos se cure,se cure...

 

Theresa abriu os olhos lentamente, seus olhos se estremeceram com a dor, olhou Brynhildr com sua feição tranqüila e sorriu.

   

- Minha querida, por que choras? Esta tudo bem...  não quero que chore, nunca quis que chorasse...

 

- Por favor, mãe... você tem que se curar, vamos!

 

- Não posso... não tenho mais forças pra isso, minha hora chegou. Você se tornou uma mulher muito forte...

 

- Não... não fale isso... eu não sou forte, senão você não estaria assim, eu estaria te protegendo, eu jurei por isso...

 

Theresa sorriu, apesar disso não queria ver a filha sofrendo, percebeu o Lorde a sua frente em pé, queria apenas não fazer que a filha chorasse.

 

- Quem fez... isso com você? Diga-me... – falou o Lorde tentando ser atencioso com a mulher caída, segurava a Matadora de Dragões com imensa fúria.

 

- Foi muito rápido... ele... estava atrás de algo...

 

- Pare mãe... não precisa continuar... você deve descansar.

 

Brynhildr a abraçou, tentando fazer de tudo pra estancar o sangramento, mas não conseguia. Aquilo foi feito com uma arma amaldiçoada e letal.

 

- Caro Lorde, por favor... cuide dela...

 

- Sim... – respondeu Siegfried, lamentado a situação.

 

- Não! Você não pode, fique firme... você tem que continuar firme...

 

Theresa acariciou a cabeça da filha, sem tirar o leve sorriso.

 

- Brynhildr, está na hora de você seguir seu caminho... assim como eu vou seguir meu caminho junto a Odin... não se esqueça de... sempre ser gentil com as pessoas...

 

Brynhildr a abraçou mais forte ainda, a Sumo-sacerdotisa a beijou levemente sobre a testa ao mesmo tempo em que a abençoava de vários modos. Seu olhos se fecharam, seu sorriso permaneceu , ela morreu nos braços de Brynhildr, que continuava com as lagrimas escorrendo sobre o rosto. 

 

_______________

 

 

Dois dias depois

 

A Abadia estava reconstruída, com a ajuda de Glast Heim isso não durou muito tempo. O enterro de Theresa acontecia no momento, assim como de todos os outros mortos no incidente. Brynhildr estava com Raphaela, inquieta e solitária, enquanto que a amiga chorava sem parar, desesperada. Havia outras pessoas no local, como Siegfried, e um general de Glast Heim, as pessoas permaneciam sem dizer nada, respeitando a situação.

 

- Ela... era uma grande mulher... – Raphaela estava em choque ainda, suas mãos estavam cheio de ferimentos, prova de que andara treinando após ter descoberto o que aconteceu.

 

Brynhildr não falou nada, permaneceu em silencio. Siegfried se aproximou dela, com o traje de batalha, assim como todas as outras pessoas.

 

- Lamento...

 

-... não precisa, não foi... sua culpa.

 

- Infeslimente não há vestígios, quem atacou a Abadia conseguiu fugir assim que chegamos. Não é uma pessoa qualquer...

 

- Entendo... – Brynhildr não conseguiu acreditar que a pessoa conseguiu atacar a Abadia sem ser ferida pelos Mestres e Monges que ali estavam. Não era desse mundo, tinha certeza.

 

- Meu pai... disse que vamos precisar tomar bastante cuidado de agora em diante, pois quem fez isso tem poder suficiente pra atacar Glast Heim de maneira impressionante.

 

- Seu pai...?

 

- Não lhe falei dele não é? É o general Aeri, que ali está...

 

Ele estava conversando com um Padre, provavelmente a nova pessoa que iria cuidar da Abadia, Brynhildr ficou surpresa por ele ser filho de um general, mas alem disso, herdeiro de uma família descendente de uma das pessoas que derrotaram Jormungand. Mas isso não importa pra ela, tinha que encontrar quem fez isso, mais do que apenas vingar Theresa, ela tinha que impedir essa pessoa de alguma forma, antes que matasse mais.

 

- Tem certeza que não tem informação nenhuma?

 

- Estou esperando o enterro acabar pra ir a Morroc, senão me engano os mercenários que ali perto vivem devem ter alguma idéia do veneno usado.

 

- Eu irei junto.

 

- O que? Tem certeza?

 

- Não duvide de mim...

 

O enterro acabara com uma leve chuva enquanto o Sol não havia sido encoberto pelas nuvens, a chuva lembrava a tristeza do que aconteceu, enquanto que os raios de Sol os vangloriavam as pessoas que eram. Brynhildr percebeu que Siegfried poderia ser um bom aliado, gerando um grande laço entre os dois.

 

- Vão me deixar pra trás? – falou Raphaela, as lagrimas ainda estavam no seu rosto.

 

- Você tem certeza de quer fazer isso? – surpresa Brynhildr.

 

- Mas é claro! – se recompondo e assustando Siegfried.

 

- Certo. – respondeu ele.

 

- Alem disso, você dois devem estar planejando outras coisas também né? Mesmo passando tanto tempo, ainda querem ficar juntos...

 

- >.>” – os dois instantaneamente responderam dessa forma.

 

__________________

 

 

Deserto de Sograt

10h da manhã.

 

Os três se dirigiam rumo a nova cidade, Morroc recebera este nome por ser onde o demônio do mesmo foi lacrado, quem o derrotou ser tornou uma lenda, Thanatos, numa batalha que durou dez dias e dez noites. Mas a idéia era ir pra Guilda dos Mercenários, então decidiram utilizar como meio de atalho o Formigueiro Infernal.

 

- Acho que vamos pegar um belo atalho com isso. – falou animado Siegfried.

 

- Sim...

 

- Mas olhe, essas formigas são de cores diferentes. – Raphaela estava melhor após o enterro de sua amiga, mas o péssimo sentido continuava.

 

- O que está fazendo?

 

Siegfried perguntou pra Mestra, que agora segurava uma formiga vermelha nas mãos, observando. Ele sabia que isso não era bom.

 

- Solte essa Vitata, Raphaela! – gritou Brynhildr

 

Era tarde demais, todas as formigas começaram a ataca-los, Brynhildr e Siegfried empunharam suas espadas e começaram a se desvencilhar delas, mas a Mestra mão reagiu, estava até coberta completamente por elas.

 

- Raphaela! – berrou Brynhildr, mas era tarde, tinha formigas demais reunida.

 

Uma luz começou a envolver o lugar onde Raphaela estava, explodindo, era sua Fúria Interna que acabara de aparecer e a envolvendo por completo, as formigas voaram longe.

 

- Para com isso e vamos logo sair daqui! – gritou Siegfried.

 

As duas ouviram, e começaram a correr em direção a outra saída, mas havia algo errado, as formigas simplesmente se multiplicaram. A Paladina disparou o poder de seu escudo, bloqueando e refletindo elas, enquanto que a Mestra abençoava a todos. Uma explosão começava a acontecer, era Siegfried e seu Impacto Explosivo, soltando várias em seqüência.

 

- Isso não tem fim, vamos correr! – gritou Raphaela agora usando Aumentar Agilidade em nos outros.

 

Mal sabiam que havia algo a sua frente, era Maya, a rainha das formigas. Os Três levaram um enorme espanto, Brynhildr tentou usar o Escudo pra se proteger, mas não tinha como, o ataque de Maya a jogou pra longe. Siegfried começou a  uest-la com imensa velocidade, sua Matadora de Dragões estava infalível, alem de ficar se esquivando dos ataques da MVP o mais rápido que pudesse.

 

- Disparo de Esferas Espirituais! – gritou a Mestra, a energia de sua mão arremessou imensas bolas de energia que atingiram a MVP, jogando-a pra longe de Siegfried.

 

Brynhildr estava de volta, empunhou a espada e correu a em direção a Maya pra lhe desferir um golpe direto com o Crux Divinum. A MVP reagiu, atacando com fúria, mas ela agora conseguia suportar seus golpes. Brynhildr brilhava, queria que ela se aproximasse mais ainda.

 

- Crux Magnum... – a luz a envolveu, explodindo em forma de cruz no chão, pegando em cheio a Maya e fazendo-lhe recuar, provavelmente cega por causa do efeito da técnica, estava atordoada pelo incrível ataque.

 

Raphaela veio logo em seguida por trás de Brynhildr, juntando uma imensa energia pelas mãos, que culminou num Punho Supremo de Asura, sua técnica máxima. A sigla MVP apareceu diante de sua cabeça.

 

Logo em seguida fugiram do formigueiro, antes que as formigas se reunissem novamente. Cansados, pararam na areia pra respirar um pouco.

 

- Bem pessoal todos estão bem, que bom! – falou Theresa.

 

Os dois a encararam, como se quisessem bater nela também, pois era impressionante o perigo que passaram por causa dela.  Brynhildr ficou esperando suas energias voltarem, enquanto que Siegfried tentava ver o caminho a seguir que tinham a seguir.

Mas havia algo errado, em volta deles tinham um objetos estranhos em sua volta, Raphaela tentou entender o que era aquilo.

 

- São pedaços de areia?

 

- Que? – perguntou Siegfried, tentando perceber o que a Mestra queria dizer com aquilo.

 

- Saiam de perto!! – Brynhildr percebeu imediatamente, eram os monstros do Freoni, outro MVP que havia sido banido pela Maya do Formigueiro.

 

O MVP apareceu do chão, quase devorando o pé Raphaela, era um ser estranho com uma boca enorme, rosa e mais olhos que normalmente todos têm.

 

- Impacto de Tyr!! – gritou Siegfried, o golpe gerou uma onda enorme que explodiu em Freoni.

 

Antecipou-se Siegfried, jogando o monstro estranho pra longe, ferindo-o gravemente, ma o MVP se começou a se curar, a Mestra estava sem energias por causa do Punho Supremo, pois esse gasta toda sua energia.

 

- Afastem-se! Crux Mag...

 

Freoni foi mais rápido, devorando sua energia. Siegfried o afastou novamente com o Impacto de Tyr, a Mestra puxou Brynhildr pra perto, seu corpo estava fraco, sem energias.

 

- Deixa que eu cuido dele! – avançou o Lorde, sabia que da próxima vez seu golpe não iria funciona pois o Freoni iria devorar suas energias. Mas agora não iria precisar disso, seu corpo começou a ficar vermelho, explodindo em energia. – Frenesi!

 

Uma velocidade impressionante tomou conta de Siegfried, incrivelmente rápido a ponto da Mestra e da Paladina quase não conseguirem acompanhar seus movimentos.  MVP tentou acerta-lo, mas isso era inútil, assim como tentar se esquivar. Mas logo o Siegfried começou a voltar ao normal, estava quase lá, mais um pouco e derrotaria o Freoni, não conseguiu. Seu corpo ficou incrivelmente lento, o efeito da técnica acabara, Freoni o jogou no chão, se preparando pra devorá-lo, mas algo cortou sua boca. Era Brynhildr e sua espada, a sigla de MVP apareceu em cima de sua cabeça.

 

- Essa foi por pouco...

 

- Foi mesmo... – agora estirado no chão, Siegfried sorriu pra ela, a mesma retribuiu.

 

- Legal pessoal! Formamos um bom grupo não?

 

Os dois olharam reprimidos, mas logo sorriram. Resolveram descansar sobre uma das arvores do deserto, Raphaela havia trazido mantimentos, o que ajudou bastante eles se recomporem rapidamente. O destino era a Guilda dos Mercenários e desta vez eles consideravam que não teriam problema nenhum em chegar lá, a não ser que Raphaela não fizesse mais nada que gerasse confusão.

 

Guilda dos Mercenários

 

Logo chegaram à Guilda perceberam uma movimentação estranha, normalmente ninguém iria naquele lugar, mas havia agora havia um grande numero de pessoas ali, como se tivessem acontecido algo horrível. Todos perceberam que a maioria daquelas pessoas eram de fato mercenários, mas o que eles faziam ali? Ao pleno dia do lado de fora do templo?

 

O grupo se aproximou, tentando saber o que havia acontecido. Eles pareciam incrivelmente preocupados com algo, Brynhildr se aproximou perto de um deles, mas esse percebeu sua presença.

 

- O que fazem aqui?  - em tom de guarda.

 

- Desculpe, queríamos algumas informações. – respondeu Brynhildr.

 

- Olha, não temos como ajudá-los, por favor, vão embora!

 

 Os outros mercenários perceberam a ação, e os encararam, Brynhildr sabia que mercenários tinham um gênio de grande desconfiança com todos os outros, menos com eles mesmo.

 

- Desculpe, mas isso é serio...

 

- Ainda não entendeu? Vá embora!

 

- Vamos Brynhildr. – indicou Siegfried.

 

Brynhildr ficou com raiva da situação, será que foi apenas pra ser tratada desse jeito? Iria tentar de novo, o grupo se retirou do local. Mas logo que se afastaram, Brynhildr percebeu que estava sendo seguida, seu dom de sentir auras herdado pela Theresa não havia sumido.

 

- Apareça... sei que há alguém ai.

 

Uma mercenária apareceu, estava utilizando a técnica de Furtividade.

 

- Impressionante, capaz de me sentir mesmo eu estando invisível. – era um deles, com certeza ela estava na frente do templo e começou a segui-los.

 

- O que você quer? – Siegfried parecia estava com empunhando a espada.

 

- Acalme-se garoto, vim aqui resolver suas duvidas. Não posso deixar alguém vim ao nosso templo e sair sem questioná-los.

 

- Por quê? – falou interessada Raphaela.

 

- Senão eu teria que mata-los.

 

Os três perceberam o motivo disso, era a natureza de um algoz. Brynhildr se adiantou.

 

- Queríamos saber sobre venenos...

 

A algoz demorou um pouco pra responder, parecia que já ouvido esta pergunta antes.

 

- Bem... o que seria mais especificado?

 

Siegfried então explicou o que queria, e o caso na Abadia. A algoz logo ficou sem palavras, algo a incomodara.

 

- Então foi isso...

 

- O que? O que aconteceu? – perguntou Brynhildr. Então a algoz ligou os fatos.

 

- A guilda dos mercenários possuía um tesouro, a Adaga Real, ela foi criada e entregue a uma princesa, filha da família real há muito tempo. Infeslimente, a mesma foi morreu pela arma de forma desconhecida e seu sangue se impregnou na adaga, o Rei ordenou que ela fosse guardada no nosso templo. Mas...

 

- Foi isso então...

 

- O que foi Brynhildr? – perguntou Raphaela.

 

- Alguém roubou a adaga, e com ela usou uma maldição incrível letal capaz de impedir que a pessoa se recuperasse, só pode ser isso...

 

- Mas Brynhildr, não sabemos qual maldição poderia ter sido usada. E por que esta adaga seria importante pra isso? – questionou Siegfried.

 

- As armas reais são criadas com materiais incrivelmente raros, com certeza havia algo na adaga, um material extremamente importante pra que apenas ela fosse fundida a maldição e se tornasse tão letal. Não foi a toa que os Mestres foram derrotados com apenas um golpe, não foi uma maldição comum.

 

 - Tenho que ir! Tenho que avisar a Guilda sobre este incidente!

 

- Entendo, obrigado por tudo. – respondeu Brynhildr.

 

A Algoz desapareceu pelo efeito de sua furtividade, o grupo agora sabia que algo muito mais grave estava acontecendo e tinha que fazer algo pra impedir. O grupo seguiu caminho para a cidade de Morroc, onde descansariam e continuariam a jornada. Mas faltava algo, sentiu Brynhildr, algo não se enquadrava nisso.

 

- O que foi Brynhildr? – perguntou o Lorde.

 

- Temos que voltar a Abadia.

 

- O que? Mas por quê? – falou desesperada a Mestra, fazer o caminho de vota seria muito desgastante agora que chegaram.

 

Brynhildr sabia que era ruim, acabara de sair do lugar onde Theresa morrera em seus braços, mas não tinha outra escolha.

 

- Por que a pessoa que já tinha a Adaga atacou a Abadia?

 

- Bem, vai saber?!

 

- Ele estava atrás de mais alguma coisa, Raphaela! E temos que descobrir o que era, ele estava atrás de algo incrivelmente mais poderoso, pois ele precisou da Adaga pra matar os Mestres e minha mãe!

 

- Tem razão, acalmem-se... – falou calmamente Siegfried, as duas o ouviram. – Vamos chegar em Morroc e descansar, lá pensaremos com mais calma, certo?

 

As duas concordaram, estava anoitecendo no deserto. A Lua vermelha iluminava-os,

E Brynhildr tinha certeza que estava mais próxima de encontrar o assassino e evitar algo pior.

  __________________Nota*- Peço desculpas a quem por acaso tentou me contatar, pois estou ocupado resolvendo uma coisas antes de fato começar a jogar, por isso quis fazer essa história. E como estou em horário de verão, acabo me confundindo às vezes ^.^. Mas quando eu acabá-la estarei oficialmente em modo On. - Não sei se vai ser necessário, mas talvez eu tenha que colocar mais um Capitulo na História, então já deixo aberto essa possibilidade.- Por favor critiquem em aberto..!! Sou um novato e quero aprender mais sobre Fics! Apesar de eu saber que estamos em época de Férias, acredito que há críticos no Forum, então até e obrigado por tudo.

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 Capitulo III – O Inicio de uma Guerra Sem Sentido

 

Trevas aprisionando-me

 

Tudo o que vejo: horror absoluto

 

Não consigo viver

 

Não consigo morrer

 

Preso dentro de mim mesmo

 

O meu corpo é a minha cela

 

Não consigo me lembrar de nada

 

Não consigo dizer se isto é sonho ou realidade

 

Dentro de mim sinto vontade de gritar

 

Este terrível silêncio me prende

 

E me meu coração se perde diante de ti.

 

 

 

 

________________

 

Morroc

10h da manhã.

 

 

O grupo já estava acordado, pronto pra recomeçar a jornada desde que chegaram à cidade depois de ter ido a Guilda dos Mercenários. Brynhildr não conseguiu dormi bem, estava focada em tentar resolver o quebra-cabeça, descobrir quem matou Theresa e o que estava buscando. Siegfried preparava os mantimentos, já que teriam que atravessar o deserto novamente, enquanto que Theresa descansava sentada. O destino antes era Prontera, uma cidade construída para manter o exercito de Glast Heim reunido e protegido enquanto lutavam pra dominar Payon, antes que essa perdesse o controle e acabasse se destruindo por causa dos males que a afetavam. Iriam lá pegar informações e parti pra Abadia.

 

- Estamos prontos, acredito...

 

Afirmou Siegfried, o grupo saiu da cidade do deserto, que recebeu o nome do mesmo demônio que estar lacrado em suas entranhas. Seguiram jornada, e quase estava anoitecendo agora, mas estavam chegando perto dos campos. Mas algo chamou a atenção de Brynhildr, era um Peco-Peco.

 

- Esperem...

 

Os dois a atenderam, Brynhildr tentou se aproximar do Peco, mas esse percebeu sua presença e reagiu se afastando. Brynhildr olhou nos seus olhos, e se aproximou mais ainda, Siegfried se preocupou e se interpôs entre os dois.

 

- O que estar fazendo, deixe-o ir...

 

- Você não percebe não é...?

 

Brynhildr ignorou o Lorde e agora estava mais perto ainda do Peco, com a mão se aproximou gentilmente da cabeça da ave.

 

- Cuidado, ele vai arrancar sua mão! – gritou Raphaela.

 

Mas não foi isso que aconteceu, ela acariciou a cabeça do peco, e o mesmo retribuiu em agradecimento.

 

- Viu...? Ele é bonzinho. Está apenas assustado por não ter casa.

 

Os dois ficaram observando a Paladina acariciando o Peco, ela então percebeu algo em sua patas e retirou dali um pedaço de fino de metal.

 

- Era isso que lhe incomodava não é...?

 

- Muito bom! – Raphaela apareceu surpreendida pela garota.

 

- Realmente, tem talento.

 

Siegfried percebeu que aquela garota não era apenas uma Paladina comum, ela sabia compreende muito bem qualquer situação e qualquer ser.

 

- Quer ser meu Peco?

 

O Peco-Peco pareceu acenar com a cabeça, aceitando o pedido.

 

- Que bom, bem agora falta um nome...

 

- Fofinho!

 

- Ehr... acho que é melhor Sleipnir, como o a montaria de Odin.

 

- Bom nome...

 

Afirmou Siegfried, Brynhildr subiu no Peco, e convidou Raphaela, que também aceitou.

 

- Bem, quer vim junto? – perguntou pra Siegfried.

 

- Eu sei me virar, sou tão rápido quanto esse Peco.

 

- Isso é o que vamos ver, não é Sleipnir?

 

O Peco deu um guincho, e disparou em direção a cidade de Prontera. Siegfried é claro, tentou acompanhar, ma isso era impossível. Rapidamente chegaram aos campos de Prontera, já dando pra ver a cidade.

 

- Acho melhor espera-lo lá... quem mandou me desafiar.

 

- Nossa Brynhildr, tenha piedade do garoto...

 

Brynhildr sorriu e Raphaela retribuiu, pois sabia que esse era um momento apesar de tudo tranqüilo. Chegaram à cidade, que diferente da era atual ainda possua os quartéis e todas as preparações que restaram da dominação de Payon. As duas foram para a estalaria, mas perceberam que havia uma grande movimentação pela cidade.

 

- Vamos descansar um pouco aqui e depois partiremos pra a Abadia.

 

- Sim... mas como será que estará o Siegfried? – perguntou Raphaela.

 

- Não se preocupe, ele sabe se cuidar. Mas realmente acho melhor ir para lá apenas amanhã.

 

- Certo, mas por que será que há tanta movimentação logo agora? Pensei que havia acabado os problemas.

 

Brynhildr tinha certa idéia do que poderia estar acontecendo, havia tempo que os monstros estavam aparecendo sem sentido algum e que normalmente são raros de se ver.

 

- Vamos esperar pelo Siegfried na praça, vou deixar o Sleipnir descansando.

 

- Sim...

 

As duas se encontraram na praça, na qual ainda o monumento das mãos nem havia sido construído ainda, nesse momento perceberam que Siegfried estava chegando à cidade. Ele foi ao encontro das duas, estava exausto.

 

- Que diabos de Peco era aquele?! Nunca vi um desses correr dessa maneira!

 

- Quem mandou desafiar o Sleipnir? – falou Brynhildr o ridicularizando.

 

De repente se ouviu uma explosão, todos os guerreiros se dirigiram para o local. A explosão aconteceu na parte oeste da cidade.

- O que será que aconteceu? – Raphaela havia levado um susto e quase caído.

 

- Vamos lá ver... alguém pode estar ferido. – Siegfried rapidamente se dirigiu para o local e as duas o seguiram.

 

Mas logo que chegaram viram um MVP, um inseto gigante, era o Besouro Ladrão Dourado. Os cavaleiros tentaram cerca-lo, mas ele era mais rápido, tentou fugir e logo os bruxos que estavam na cidade fizeram uma grade de barreira de gelo evitando que escapasse, todos se voltaram com o único propósito, a de derrotá-lo. O que aconteceu rapidamente, Brynhildr observou as tropas, eram perfeitos, todos atacando em sincronia e sem deixar brechas para o oponente, incrivelmente precisas.

 

- Já cuidaram dele... mas foi impressionante como foram rápidos.

 

- Claro que são, todos de Glast Heim são treinados para isso. Apenas os mais valorosos possuem capacidade de entrar para o exercito do reino.

 

Brynhildr percebeu de Siegfried se orgulhava como ninguém de pertencer ao reino de Glast Heim, e se ele estava junto com ela na jornada, era para deter que alguém tentasse algum mal a ela.

 

- Bem, senão me engano... esse Besouro já vinha causando grandes problemas a cidade, mas agora devem achar um meio de prende-lo nos esgotos e impedir que saia de lá.

 

Falou Siegfried para um dos homens que ali estavam, que ouviu e comunicou aos outros. Brynhildr e Raphaela foram para a Estalaria dormir enquanto que Siegfried resolveu conversar com alguns companheiros que serviam ao seu pai Aeri.

 

_______________

 

Abadia

10h da manhã

 

Os monges que ali viviam e meditavam se retiravam para ir a Glast Heim, o padre que ali estava e também já foi um mestre também ia, o tempo rugia e o reino precisa deles, A Abadia ficou vazia, e nesse tempo um homem com a capa chegava perto, era o mesmo que havia estado em cima da arvore quando o Monte Mjolnir havia sido atingido por um incêndio. Uma aura negra o acompanhava, estava atrás de algo, algo que não havia conseguindo na primeira vez que tinha ido ao local. Surtr caminhava lentamente em direção a capela, a Adaga Real estava em suas mãos, escondida debaixo da capa, o sorriso aparecia em sua face, anunciando que o mundo iria tremer diante de dor, e agora não havia ninguém para impedi-lo. O seu senhor iria ficar extremamente contente com isso, mas mal sabia que logo alguém iria chegar aquele lugar, a Paladina de cabelos brancos.

 

___________

 

Prontera

10h12minh da manha

 

Brynhildr acordara, chamou Raphaela lhe dando um leve toque com mão. Estava na hora ir, seguir o caminho que precisava.

 

- Vamos Raphaela, esta na hora...

 

- Hein? Ah, sim... deixa mais algumas horas passar que levanto...

 

Brynhildr encontrara Siegfried as esperando na as porta de espera da Estalaria. Estava preparado também, mas a expressão de seu rosto não era a de costume, parecia muito preocupado.

 

- Bom dia, o... o que houve?

 

-Hã? Olá... eu acabei descobrindo algumas coisas falando com uns amigos.

 

- O que aconteceu...?

 

- Geffenia...

 

- O que?

 

- Ela sofreu um grave atentado... um bruxo pertencente a uma nobre família...

 

- Diga logo.

 

- Ele foi vitima de magia negra e se transformou em um demônio... Conseguiram prende-lo, mas ele não tinha mais salvação, ele acabou matando um numero muito grande de elfos...

 

- Por Odin...

 

- Ele estava analisando essa magia a pouco tempo, tentaram descobrir o porque, mas era de fato uma magia de invocação.

 

- ... realmente as coisas não vão muito bem, isso está passando dos limites. Mas como ele descobriu sobre essa magia?

 

- Disseram que foi um contato com alguém, há mais algo por trás disso. Também disseram que a situação de Glast Heim não está das melhores.

 

- Melhor a fazer é ir logo para a Abadia, e depois então ir a Glast Heim.

 

- Eu pensei nisso... e tem uma maneira.

 

- O que seria?

 

- Você podem ir na frente, eu encontro você depois lá e assim iremos partir.

 

Raphaela então aparaceu, o rosto ainda estava marcado pelo sono. Brynhildr então assoviou, Sleipnir apareceu rapidamente.

 

- Incrível como você dominou esse Peco. – Siegfried tentou fazer um carinho nele, mas o Peco recusou, ele é claro não gostou do que aconteceu.

 

- Acho que ele apenas obedece quem trata ele como deve...

 

- Bem, acho que estou melhor, vamos indo?

Raphaela agora pareceu outra pessoa. Brynhildr subiu no Peco, acompanhada logo em seguida pela mestra e partiram enquanto que Siegfried ficara para trás. Como Brynhildr já conhecia essa área foi fácil ela pegar o melhor caminho, e Sleipnir era tão rápido que os monstros não conseguiam nem chegar perto para ataca-las.

 

- Por que Siegfried ficou para trás, ele não é seu namorado Brynhildr?

 

A paladina não gostou muito da pergunta, mas mesmo assim respondeu.

 

- Olha... ele não é meu namorado. Posso ter visto que ele não tão idiota assim, mas não acho que ele faça meu tipo...

 

- Hein? Que tipo? Você nunca foi de ficar com ninguém, e olha que eu sei que os garotos dão em cima de você toda hora...

 

Brynhildr não conseguiu contra-atacar, mas não era hora de se preocupar com isso agora, estava chegando perto da Abadia.

 

- Ele disse que foi buscar algo, acho que deve ser algum mantimento...

 

- ... mudou de assunto né? Bem ele deve nos alcançar rapidamente.

 

O caminho seria rápido, mas quando estavam chegando perto algo chamou a atenção de Brynhildr, silencio, era algo incomum uma área como aquela permanecer quieta do jogo que estava. Mas quando tentou perceber o que poderia ter causado isso, algo as atacou. A Paladina conseguiu se esquivar, mas por pouco Sleipnir não é morto.

 

- Q-que foi isso...?

 

- Não pode ser... – falou chocada a paladina, quem havia atacado elas foi a MVP Abelha-Rainha. – Por que será que ela está aqui...?

 

- Cuidado Brynhildr!

 

A MVP se moveu em sua direção a elas novamente, mas o Sleipnir foi mais rápido. Brynhildr decidiu deixar a MVP para trás. Nunca quis machuca-la, e a mesma nunca havia atacado ela, era uma relação mutua de respeito.

 

- Por que...? Por que ela me atacou desse jeito?

 

- Ela deveria estar tendo um mal dia...

 

Brynhildr sabia que não foi isso, havia algo a forçando a isso. A MVP jamais a atacou mesmo quando estava ferida, e sempre sumia quando via algum invasor, ela apenas atacava para proteger a própria família.

 

- Olhe, estamos chegando...

 

Raphaela tinha razão, lá estava a Abadia. Chegando, desceram do Peco. O clima do lugar parecia o mesmo de sempre, mas não havia ninguém lá, será que foram obrigados a sair? Mas algo incomodava Brynhildr, era uma energia ruim, como se estivesse amaldiçoado. Caminharam devagar em direção a capela, quando se aproximaram viram um homem sentado na escada da igreja, estava com uma capa preta e parecia que estava dormindo.

 

- Apenas um homem...?

 

- Será que ele poderia nos dizer onde está os outros?

 

Raphaela foi em direção do homem, mas Brynhildr logo a interrompeu de se adiantar, fez sinal pra se manter alerta. Mas o homem acordou, ele as encarou e sorriu bondosamente.

 

- Olá...

 

- Você está sozinho aqui? – Brynhildr não se sentia bem com a presença dele, por que será? Ficou então a uma distancia considerável.

 

- Ah... eu acabei de chegar não faz muito tempo. Estou aqui para buscar umas coisinhas para o meu senhor... quando percebi, não tinha ninguém, acho que quem ficava aqui foi chamado pelo reino de Glast Heim.

 

- Por que eles saíram? Não esta acontecendo nada em Glast Heim...

 

- Hein...? Acha mesmo? Não ouviram rumores sobre a guerra que vai começar?

 

As duas permaneceram em silencio. Brynhildr havia acabado de sair de Prontera, como poderia não ter sido informada por Siegfried sobre isso?

 

- Você veio buscar o que aqui?

 

- Ah... isso é segredo...

 

- Como assim...?

 

O homem começou a sorrir, ele se levantou. Brynhildr e Raphaela recuaram um pouco.

 

- Bem... já que vocês estão tão interessadas, eu posso contar a vocês... o que eu vim buscar são magias proibidas...

 

- O que...?!

 

Raphaela ficou chocada, havia crescido na Abadia. Suas palavras não podiam ser verdade. Brynhildr percebeu na hora que aquele homem era perigoso, queria ataca-lo, mas algo a impedia, não sabia do que ele era capaz.

 

- Sabe...? Eu amaldiçoei a Abelha-Rainha para atacar quem se aproximasse... e não é que vocês conseguiram passar dela? Bem... agora eu tenho que ir, mas antes tenho que matar vocês duas. Ninguém pode saber disso...

 

- Ora... foi você que havia atacado a Abadia na outra vez então?!

 

Brynhildr retirou a espada, pronta para lutar. O homem começou a sorrir ainda mais, aquela expressão de raiva parecia agrada-lo.

 

- Foi... mas eu não fiz apenas isso em minha jornada. Bem, vocês não precisam ficar sabendo mais né?

 

Brynhildr explodiu de raiva, mas sabia que não iria conseguir derrotar ele sozinha. Olhou para Raphaela, que permanecia quieta e com a cabeça coberta pelo cabelo. Seu corpo começou a emitir uma energia assustadora, a sua aura se revelou.

 

- Você... foi você... que matou... a Theresa...

 

- Que? Ah... deve estar falando da única sumo-sacerdotisa que encontrei naquele dia...

 

- Seu maldito...!

 

A aura azul envolveu o corpo de Raphaela, Brynhildr não sabia que ela possua tamanha força, ela nunca havia demonstrado isso. O corpo de Raphaela agora se focava, ela usou Fúria Interior, o chão ao redor dela, parecia que iria explodir. Seus olhos brilhavam em brasa.

 

- Interessante... você quer mesmo me matar, vamos, tente...

 

Raphaela não hesitou, ela se locomoveu de forma muito rápida, estava usando o Passo Etéreo. O homem se esquivou do golpe, ele tirou a adaga debaixo da capa e tentou acerta-la, mas ela já havia sumido por causa da técnica de extrema velocidade. Brynhildr também tentou ataca-lo, disparando um Crux Divinum, mas ele se esquivou de forma surpreendente.

 

- Você... não vai fugir!! – Raphaela parecia destemida a derrotar ele.

 

Ele permaneceu parado, disparando vários Trovões, mas nenhum acertava Raphaela, uma Nevasca imensa apareceu pra varrer o local, mas as duas conseguiram se esquivar, ele permaneceu parado, parecia que não queria se esquivar mais. Brynhildr permaneceu quieta na hora, observando de longe, havia algo errado. Raphaela não hesitou, partiu pra cima, sua mão concentrada uma energia imensa, ele nem percebeu quando ela aparaceu.

 

- Punho Supremo de Asura!!

 

O golpe atingiu ele diretamente no peito, mas ele simplesmente não se moveu. Raphaela o encarou, querendo ver seu rosto. Ele olhou, normalmente, e sorriu para ela.

 

- Foi um bom soco... mas infeslimente isso não funciona comigo...

 

Um som de esfaqueamento ecoa, Raphaela parecia chocada, não havia escudo mágico para ele se defender, não havia nada ali e ele não sentiu o golpe, ela recuou tentando se afastar do homem, completamente sem entender o que aconteceu. O peito dela sangrava, sua mão se moveu em direção ao ferimento.

 

- Raphaela!

 

Brynhildr gritou, ela viu a adaga real na mão do homem, ele permaneceu parado. A dor parecia que iria lhe rasgar, ela correu, fazendo com que o Raphaela não caísse no chão, a suportando em seus braços, o olhar dela se perdeu. Brynhildr sabia o que iria acontecer, mas mesmo assim não aceitava, gritava consiga mesma, suas lagrimas escorriam do seu rosto, a Raphaela não reagiu a ela.

 

- Sinto muito... – falou o homem ironizando e dando risada.

 

Ele encarou as duas, Brynhildr olhou diretamente nos olhos, enquanto abraçava Raphaela.

 

- Eu não entendo... por que o meu senhor tem tanto interesse em alguém como você? Você é a paladina mais fraca que eu já vi...

 

O lugar estava sendo tomado por uma aura maligna, o homem começou a ir na direção das duas lentamente. Brynhildr poderia tentar fugir, o Sleipnir estava ali, mas ela não conseguia reagir, ela queria estar com a Raphaela.

 

- Fracos... os humanos são muito fracos. Não conseguem fazer nada, sempre precisando ser auxiliados pelos outros. Lhe der uma força, e eles a usam de forma completamente sem sentido. Ganância... luxuria, tantos pecados que os movem, simplesmente patético... e você está aqui prestes a morrer, e não há ninguém pra lhe ajudar...

 

Brynhildr não respondeu, não conseguia sequer pensar no aquele homem queria dizer. Raphaela estava em seus braços, morrendo, e ela novamente não pode proteger alguém que amava. O homem se preparava pra soltar uma magia, um circulo apareceu em volta das duas.

 

- Vou lhe dizer uma coisa antes que eu a mate... as magias que roubei, foram lacradas há muito tempo e foram usadas em varias guerras, invocações e destruição. O que será que as pessoas que entrarem em guerra farão ao descobri-las? Claro... usaram, mulheres, crianças, as pessoas serão vitimas de sua pro...!!

 

Algo o interrompeu, era Siegfried, Ele havia disparado um Impacto de Tyr, mas o homem nem ao menos recuou com o ataque.

 

- Hm.. mais um convidado...

 

Siegfried o encarou, ignorando seu comentário. Viu Brynhildr segurando Raphaela, e percebeu que essa não estava bem.

 

- Então você que está por trás de tudo...?

 

- Heh... e daí?

 

- Pode ter certeza que sua cabeça estará a premio...

 

- ... e o que garante que eu vou deixar você fugir? Não há salvação para vocês...

 

- Apenas me responda uma coisa... você não deve te feito isso sozinho, quem ajudou você?

 

- Não preciso lhe responder, de que adianta isso?

 

- Então você foi ajudado apenas por uma pessoa ou algumas pessoas, ate que essas magias sejam usadas ainda podemos ter tempo pra lhe impedir.

 

O homem sorriu, percebendo que aquele garoto era muito perspicaz.

 

- Tem razão, mas acho que vocês não tem a mínima chance mesmo assim. Chega, você deve morrer agora mesmo!

 

Siegfried se virou as costas para o homem, correndo em direção as duas, ele chamou Sleipnir, que desta vez atendeu. O homem correu em sua direção, parecendo prevê o que ia acontecer. Siegfried tirou asas de borboletas de sua roupa, e as partiu em cima de todos, eles foram envolvidos por uma luz azul e desapareceram, o homem gritou furioso, mas agora eles estavam a salvo.

 

 

_______________

 

Glast Heim

Mansão dos Khoras

 

A luz que os envolveu os levou para uma sala, claramente a mansão onde vive Siegfried. Brynhildr ainda segura Raphaela, mas com a ajuda do Lorde, desta ela a deita, ainda em forma de abraço. Raphaela ainda está viva, mas Brynhildr percebe que não vai ser por muito tempo.

 

- Fique parada, Raphaela... você não deve se mexer.

 

Disse Siegfried, vários servos aparecem e ele faz um gesto para que cuidem da mestra, curando-lhe o máximo que podem, eles atendem. Mas Brynhildr não a solta, ela não consegue, o lorde tenta tira-la, mas ela não lhe dar ouvidos.

 

- Deixe-me ficar com... ela... deixe-me...

 

- Está bem...

 

Raphaela está consciente, ela olha para Siegfried e sorri para ele. Em seguida ela olha para Brynhildr, que tenta apenas tranqüilizá-la.

 

- Khaoh... – disse a mestra.

 

- Que...? – respondeu a paladina.

 

- Eu sempre disse para... Theresa... que um bom nome seria... Khaoh. Ela... disse que era um nome muito estranho... mas eu acho bom...

 

- Por que esta dizendo isso?

 

- Por que quando eu a encontrei... Brynhildr, sempre achei que... poderíamos ter um garoto pra cuidar também...

 

- Entendo... mas não precisa falar mais nada...

 

- Deixe-me falar, criança... eu sempre fui grata pela Theresa... foi ela que me mostrou o caminho... de mestre...

 

O lorde agora pediu para todos os servos saírem do local, ele começava a cuidar de seus equipamentos, tirando-os um a um.

 

- Esse lorde... é muito lerdo... por que não diz logo... que gosta dela?

 

- Ah... desculpe... é que eu tenho medo de não faze-la feliz...

 

Todos sorriem, mesmo nesse estado ela tem competência pra ser a mesma de sempre.

 

- Olha... eu peço que me deixem ao lado de Theresa... eu quero estar com ela...

 

- Sim Raphaela... pode deixar... por favor, não fale mais...

 

- Brynhildr, jamais perca as esperanças, por favor...

 

Brynhildr não conseguiu responder, sua voz se perdeu, não queria, não podia. Era fraca demais como aquele homem mesmo disse. Então Siegfried olhou para ela, a encarando.

 

- Não importa o que aconteça... sempre iremos fazer de tudo pra proteger quem amamos...

 

Raphaela sorriu, então assim como Theresa ela deu um beijo levemente na testa de Brynhildr, e murmurou devagar:

 

- Você se lembra... de quando nós... saiamos para encarar a lua?

 

- Sim...

 

- Então... você poderia me levar lá fora pra mim...pra mim poder admira-la pela... ultima vez?

 

- Claro...

 

Não era noite, mas mesmo assim Raphaela se sentiu como fosse, Brynhildr a carregou nos braços até o jardim que havia ali fora, deixando-a ao lado das flores. Siegfried as seguiu, trazendo consigo um manto branco.

 

- Está bem agora?

 

- Claro... por favor... durma ao meu lado...

 

Brynhildr se deitou ao seu lado, Siegfried então lhe deu o manto, na qual as duas se abraçavam. E assim Raphaela dormiu, e Brynhildr chorava porque sabia que ela não iria acordar mais. Mas agora sabia de uma coisa, a guerra havia começado, e o inimigo não hesitava diante de nada, será que conseguiria se torna realmente forte pra fazer o desejo que Raphaela lhe pediu?

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 Capitulo IV - A Noite Manifesta A Escuridão

 

O Sol se aproxima,

 

Batendo na sua pele

 

E anunciando novos caminhos,

 

Onde será que estaremos

 

Quando ele for embora?

 

Vai apagar nossos sonhos

 

E se tornar Noite,

 

Mas não tema por isso,

 

Ser iludido...

 

Pois o mundo está repleto de decepções.

 

__________________

 

 

O Dia amanheceu em Glast heim e diante daquela da cidade dourada poderia ter certeza que os tempos que viriam seriam marcantes para todo o sempre. Na mansão da família de Siegfried, Brynhildr estava sentada a beira do jardim, na qual Raphaela acabara de morrer ao seu lado. Não conseguiu salvar ela e Theresa, havia treinado tanto e se tornado uma Paladina apenas pra proteger quem amava, mas não conseguiu, e isso a consumia por dentro, estava sozinha e sem mais ninguém para lhe ajudar. Suas lagrimas escorriam devagar pelo rosto, pois sabia que o caminho a seguir havia se tornado o pior possível.

 

- Brynhildr...?

 

O Lorde de cabelos negros apareceu, assim como a paladina, parecia estar desnorteado com o que havia acontecido, tentando consolar a pessoa que mal conhecia bem.

 

- Não se preocupe... estou um pouco melhor...

 

- É claro que não estar. – Lorde estava preocupado.

 

Siegfried se sentou ao lado dela, com mão acariciando a cabeça, queria fazer se senti melhor mas sabia que isso não adiantaria muito.

 

- Olhe, acabamos de voltar da Abadia. Ela agora descansa ao lado da grande amiga, eu pedi que voltasse comigo, pois preciso de você...

- Eu sei... mas... mas...

 

O Lorde a abraçou fazendo com que ela não terminasse a frase, as lagrimas agora eram visíveis e os dois estão desolados. Voltaram para enterrar a Mestra e com um grande numero de guerreiros, mas Surtr não estava mais lá, agora sabiam que isso traria conseqüências devastadoras pra todos.

 

- Eu entendo... não diga mais nada...quando estiver melhor eu vou explicar o que quero que saiba...

 

_________________

 

 

Castelo Real

10h35minh da manha

 

O Rei estava em pé, seu tom era obscuro, como se algo o tivesse atormentado. Sabia o que estava prestes a acontecer, pois teve uma breve visão, será que conseguiria evita-la ainda? Ou foi tarde demais? Segurava a espada com força, querendo batalhar, querendo proteger o reino que se esforçou tanto para criar, e assim proteger todos aqueles que viviam nela.

 

- Meu rei...?

 

- Naglfar... meu mais valoroso paladino...o que tem a dizer?

 

O Rei se virou para o primeiro paladino que lhe servira, sua armadura dourada e sua força eram reconhecias por todo o reino. Guiava exércitos como ninguém e enfrentava sem temor todos aqueles que se opuseram contra Glast Heim.

 

- Eu honro minha posição, meu senhor, mas mesmo assim não posso evitar de que o mal caia sobre essa cidade... ele voltou...

 

- É sobre Surtr, correto?

    

O Rei Tristan sabia sobre as terríveis coisas que esse homem já fizera, descobrimento que ele estava até mesmo por trás da destruição que assolava o reino de Payon e acabou os amaldiçoando.

 

- Sim... ele conseguiu aumentar ainda mais seus poderes. Tentamos encontra-lo, mas ate agora não houve resultados. No momento a guilda dos mercenários está de prontidão em qualquer lugar do reino e ate mesmo fora dele.

 

- Aquele homem ousa desafiar até mesmo Odin... temos que fazer o possível para detê-lo imediatamente.

 

- Mas vai complicar se entramos em outra guerra...

 

- Geffenia...

 

Os dois se entreolharam, Geffenia havia estado ao lado de Glast Heim desde sua origem, com as relações que agradava a ambos, a cidade de aço e a cidade da magia. Unidas eram simplesmente invencíveis, mas o momento atual era diferente.

 

- Não posso afirmar o que está acontecendo, mas as relações estão ficando mais tensas a cada dia que passa . A ganância de muitas pessoas...

 

- Quer dizer que há pessoas do nosso reino explorando nosso reino aliado...?

 

 O Rei Tristan parecia desolado, como poderia as pessoas do reino, que vivem em paz a tempos tentarem fazer algo desse tipo? Por que havia tantas pessoas gananciosas aparecendo mesmo vivendo na nobre Glast Heim?

 

- Estamos fazendo todo o possível, meu Rei...

 

- Há algo relacionado que chegou ao povo...?

 

- Não... ainda. Mas se a história que o filho de Aeri falou for verdade...

 

- Então seremos obrigados a nos proteger de algo pior...

 

Os dois ficaram em silencio, apenas sabendo que isso culminaria em algo pior que o imaginado, eles seriam forçados a atacar Geffenia, de um jeito ou de outro eles teriam que chegar a esse limite. E perceberam que seriam amaldiçoados para sempre por causa disso, mas que não teria volta.

 

___________

 

Os dias se seguiram lentamente, Brynhildr e Siegfried agora pareciam melhores com relação ao que havia acontecido anteriormente. A Paladina agora estava morando por certo tempo na mansão do Lorde a pedido dele, já que agora ficaria sozinha e ele era o único que de fato a conhecia melhor. Os dois agora seguiam para alguns campos que existiam perto de Glast Heim, que futuramente seria um campo de Geffen quadrante oito, lado do feudo de Britoniah, havia monstros ali, mas eles não possuíam coragem em atacá-los, havia alguns lagos pequenos nela, que realçavam muito a beleza do local.

 

- Será realmente preciso vir até aqui apenas pra me falar o que queria...?

 

- Desculpe, mas é que um segredo desses não pode dito para todos...

 

A Paladina ficou curiosa com o que poderia ter de segredo o Lorde a ponto de levar ela até ali, pensando, lembrou que de fato ele disse que gostava dela, mas ela não respondeu de imediato, pois não sabia se esses eram realmente seus sentimentos. Seu coração apertou, acelerando, e agora ele a levou ate ali para se declarar? Não queria decepcionar alguém e havia acabado agora de perder um ente querido.

 

- Chegamos... acho que aqui ta bom...

 

Disse o Lorde, olhando para algumas das arvores que ali estavam e guardando alguns mantimentos debaixo de algumas delas. Em seguida indo em direção a ela olhando diretamente em seus olhos.

 

- Siegfried... espere... eu não acho que ainda estamos...

 

- Não se preocupe... vou com explicar com calma...

 

- Mas é que...

 

Brynhildr ficou envergonhada, não sabendo o que fazer, seus olhos se fecharam, sentindo Siegfried tocando em suas mãos e segurando com leveza, não conseguia pensar. Será que ele iria...?

 

- Brynhildr...

 

- Sim...?

 

- Se nos ajudarmos, poderemos ficar mais forte!

 

- Ehr... o que...?

 

A Paladina perdeu o interesse de imediato, recolhendo-se em sim mesma, como se tivesse sido traída por ela mesma.

 

- Eu falei com meu pai sobre o que havia acontecido na Abadia e a certa ligação com o que havia acontecido em com um nobre em Geffenia. Aquele homem pode estar usando como asseclas alguns elfos que dominam a magia, e alguns do nosso próprio reino.

 

- Mas o que isso tem a ver conosco?

 

Brynhildr agora estava recuperada da breve frustração, o sentido agora era saber o que Surtr poderia fazer e se preparar para enfrentá-lo.

 

- Não temos como prever onde aquele homem pode estar de fato, nem como ele começará a usar as magias lacradas que roubou da Abadia.

 

- Então...?

 

- Então o jeito seria aprender e treinar para estar preparado, por isso te trouxe aqui...

 

- Mas tudo isso apenas para treinar...? Não seria prudente ficar dentro do próprio reino?

 

- Tem razão, mas não estamos tratando de um simples treinamento...

 

- Como assim...?

 

O Lorde então tirou dos mantimentos um tipo de livro grosso de dentro dos mantimentos que havia trazido, possua uma capa preta com um símbolo sobre ele, Brynhildr reconheceu que era o mesmo da família na qual pertence Siegfried.

 

- Vamos ficar lendo...? Não acredito...

 

- Não diria isso depois de ver o que tem nele...

 

Os dois se olhavam, o Lorde então abriu o livro que ali estava utilizando seu próprio pingente, na qual o símbolo era feito da mesma imagem que estava na capa dele.

 

- Esse livro pode ser considerado o tesouro de minha família, desde os tempos mais antigos, desde o primeiro patriarca que junto do Rei Tristan derrotou a terrível serpente Jormungand, nossa família é formada apenas de espadachins...

 

- Todos...? Como assim...?

 

- Isso mesmo... apenas por espadachins. Cavaleiros, templários, lordes e paladinos. Todos da minha família sem exceção já foram alguma vez na vida um espadachim no inicio. E tudo que foi aprendido, criado, aperfeiçoado, desde o inicio das historias desses guerreiros está nesse livro... tudo que meus antepassados fizeram foi escrito para que seus descendentes também aprendesse...

 

- O que... incrível...

 

- Heh... não disse que ficaria impressionada? Mas apenas os herdeiros da família possuem o direito de ter conhecimento de todas as habilidades que já foram criada e suas variações... portanto, meu pai possuiu esse livro e o atualizou até mesmo com informações sobre aquele habilidoso paladino que serve o Rei, agora sou eu que devo dar continuidade...

 

- Mas se isso pertence a sua família... por que você quer eu também aprenda sobre elas...?

 

- Ehr... bem...

 

Siegfried ficou vermelho, não conseguindo encarar muito bem a paladina, que também percebeu a intenção e ficou envergonhada.

 

- Assim podemos ficar muito mais forte... você também deseja isso não é? Então estou apenas lhe dando um empurrãozinho, nada de mais...

 

- ... Tudo bem, não sabe como eu agradeço...

 

______________

 

E assim os dois começaram a treinar dia após dia, no mesmo lugar até que pudessem compreender todas as informações do livro, e varias lendas que ali também continham. Mesmo sendo renascidos e considerados gênios pela idade em que alcançaram tamanha força, perceberam que não eram nada comparados aos que já sugiram, mas seguiam firme, e três meses já haviam sido passados desde então.

 

- Acho que estamos prontos para a ultima lição não...?

 

- Sim...

 

Falou Siegfried, guardando a fabulosa Matadora de Dragões, e Brynhildr fazia o mesmo que ele, se entreolharam, não precisam mais dizer nada, sabiam o que sentiam um pelo outro, mas nenhum dos dois tinham muita coragem para tal.

 

- Bem... o que é a ultima lição...?

 

- Ah, sim... – Falou Siegfried tentando se recuperar do mundo da lua, pegou o livro e viu que havia apenas um poema na parte que seria a ultima. – Parece que é uma lição de moral...

 

- Hm...? Eu gosto de poemas, poderia lê-la?

 

- Eu já tinha visto esse poema uma vez...

 

- Que...? Então por que seria...

 

- Agora entendo, esse poema na verdade é composta por alguns significados, que foram escritos pelo primeiro patriarca que ajudou a derrotar a Serpente Jormungand... cada uma delas representa uma coisa que um espadachim de verdade precisa possuir em harmonia. Nesse caso cada pessoa a lia individualmente, pois para cada um pode representar uma coisa...

 

“O Ontem nunca parece ter existido,

A morte me acolhe lentamente,

Agora será que basta eu dizer Adeus?

Não desista!

Lute com todas as forças!

E irá o mais longe possível...

Para alcançar até mesmo os Céus!

Pois sempre enfrentará soldados e combatentes criaturas,

Inteira formação fadada a ser destroçada irão se prostrar diante de ti.

E não se preocupe,

Você irá saber o caminho que seu coração irá seguir,

Pois carregamos em nossas costas sonhos que jamais se perdem...”

 

E assim cada um a leu individualmente, para compreender o que poderia representar pra si o poema, e entenderam muito bem.

 

- Muito bom... então é assim mesmo, não?

 

Siegfried tentou guardar o livro, mas mal percebeu que havia uma pedra a sua frente, tropeçando e caindo junto com Brynhildr, que não teve tempo algum de evita-lo. Os dois acabaram batendo a cabeça, e caindo um sobre o outro.

 

- Oi...

 

Os dois não conseguiram reagir, seus rostos ficaram vermelhos e os olhos se encararam a pouca distancia. Seus lábios estavam tocados um sobre o outro, deitados na grama do campo, sem nenhuma culpa, sem nenhum iniciativa.

 

- Desculpe-me... – tentou falar Siegfried, mas sua voz se perdeu diante dela, que não respondeu. – Olha foi sem querer...

 

Os dois se levantaram desajeitados, sem conseguir se olharem.

 

- Siegfried... você realmente...?

 

- S-sim... eu gosto de você Brynhildr...

 

Brynhildr se aproximou lentamente dele, segurando sua mão devagar, mas ainda sem conseguir olha-lo diretamente no rosto.

 

- Eu também...

 

- Que...?

 

- Será que nós poderíamos... ficar um tempo...juntos?

 

Seus olhos finalmente conseguiram se encontrar novamente, mas agora não se sentiam mais envergonhados, perceberam que seus olhos eram belos. E se beijaram, calmamente, de forma romântica como nenhum dos dois imaginaram, e sentiram que jamais passaram por nenhum tipo de sofrimento antes. O lugar parecia mais tranqüilo que antes, e assim queriam que continuassem por mais tempo.

 

___________________

 

Mansão dos Khoras

17h da tarde

 

- Querido, não faça isso... você não pode...

 

- Entenda Aurora... não há outra escolha, infeslimente não há...

 

- Aeri, eu como sua esposa estou apenas lhe dando conselho. Você não pode aceitar que ataquem Geffenia, isso é um absurdo!

 

O Lorde observou a Ex-Lady, sem querer lhe dar mais razão e entrar numa discussão sem fim, tinha que partir e não havia mais alternativas. Foi para a entrada da mansão, pegando com alguns empregados os seus equipamentos e espada, mas Aurora entrou em sua frente, lhe impedindo que saísse do local.

 

- Posso não ser mais jovem, mas ainda tenho poder suficiente para enfrentá-lo! Você não vai sair dessa casa até me dar ouvidos!

 

- O que está acontecendo...? Vocês jamais brigaram...

 

Siegfried apareceu, seguido de Brynhildr. Seus pais pareciam ter se assustado com sua presença repentina.

 

- Eu estou de saída, e sua mão não me quer deixar sair... simples...

 

- Como assim simples?! Você não entende o que vai fazer?

 

- Calma! Pai... o que vai fazer...?

 

- Ele quer ir direto atacar o reino que sempre nos ajudou perante qualquer desafio, ele quer atacar Geffenia!

 

Os dois jovens espadachins se chocaram com o que ouviram, Aeri parece que não gostou nada dela ter feito isso, e a encarou de imediato.

 

- Acredito que combinamos de não falar sobre essas coisas diante dele...

 

- Você que agora está sem escutar a razão!

 

- Pai, o que você pretende...? Isso vai afundar Glast Heim numa guerra sem fim!

 

- Infeslimente não há escolhas, eu bem que gostaria de não ter que apelar sobre essa alternativa...

 

- Poderia me dizer o porque dessa investida...?

 

A Paladina se adiantou, claramente não queria que isso acontecesse. Traria graves conseqüências pra todos, o Lorde a encarou querendo analisa-la para lhe responder a pergunta.

 

- Temos informações que um ser muito perigoso estar escondido em Geffenia e varias rastros perigosos estão sendo achados com ligação a eles, mas eles se negam a tudo isso...

 

- Pai! Não percebe?! Vocês estão sendo usados para atirar a primeira pedra!

 

- E o que você propõe...? Que fiquemos parados vendo sermos atacados primeiro?

 

Siegfried não respondeu, pois não conseguiu. Ele tentou arranjar uma maneira de para-lo ali, mas não tinha condições.

 

- Geffenia não é um local onde eu me esconderia Senhor... - A Paladina interveio, tentando fazer o mesmo.

 

- Por que seria...?

 

- É claro, o lugar é feito e cercado por magia. Com certeza é mais alguém que roubou ser preso lá do que aqui...

 

- Pensamos nisso, e não resta alternativa a não ser dizer que de fato estar sendo ajudado pela própria Geffenia...

 

Todos se sentiram imponentes, tudo que ele dizia tinha de fato razão, e o caso que Siegfried havia contado enquanto estavam sobre Prontera sobre o nobre que liberou magia negra batia agora.

 

- Bem... acredito que não há mais o que ser dito...

 

- Não! Mesmo assim eu não vou deixar!

 

- Por favor... saia Aurora.

 

- Pai... não consegue perceber...?

 

- Infeslimente sim... mas eu quero que percebam que isso não vai ser fácil para nos. Eu faço pra proteger vocês, esse reino... todos.

 

O Lorde chegou perto de Aurora e a abraçou, em seguida deu um leve carinho na cabeça do filho, desaparecendo diante da entrada da mansão.

 

- Droga! Drogaaaaa!!!    

 

Gritou Siegfried, e todos ali perceberam que teriam que enfrentar algo muito grave perante tudo isso, e eles seriam testados novamente, mesmo que isso lhe custassem muito. Anoiteceu, e a lua ficou vermelha assim como era em Morroc, e sabiam que isso representava o maior desafio que podiam encarar.

 

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Dez Dias Depois

 

A cidade de Glast Heim permanecia quieta, e ao menos havia anoitecido ainda, perante a o inicio da guerra que nem os próprios habitantes sabiam muito bem o por que dela, iriam lutar mesmo assim para proteger o reino em que vivem, não importando como. Por causa da densas batalhas que aconteciam dia após dia, o reino dourado se sentiu obrigado a construí uma mina de carvão ao nordeste para servir como fonte de energia de sua avançada tecnologia.

 

Enquanto isso Siegfried e Brynhildr permaneciam no reino Glast Hein, apesar de não estarem na linha de frente sabiam que em pouco tempo teriam que enfrentar aquele que estava por trás disso tudo. E melhor do nada fazer é tentar superar os próprios limites, treinando ainda mais depois de adquirir o conhecimento da família de Siegfried.

 

- Hoje foi muito bom...

 

- Realmente, acho que estou quase superando-a... – respondeu Siegfried a Paladina, enquanto guardava a Matadora de Dragões na bainha.

 

No salão da mansão de repente aparece uma bela mulher usando uma bela armadura, como costume da família, todos deveriam se portar como guerreiro em épocas como essa. Ela se aproximou lentamente do filho, trazendo consigo uma toalha.

 

- Se terminaram por hoje, gostaria de conversar com vocês logo após jantarem...

 

- Mãe...? Tudo bem...

 

Os dois rapidamente se arrumaram, normalmente Aurora está bastante ocupada, já que ela se torna representante da família enquanto Aeri está fora. Os dois mal a viam direito depois do 4º dia de ataque.

 

- Hm... vejo que andam treinando bastante.

 

- Sim, temos certeza que logo teremos que agir...

 

Aurora logo mostrou uma reação estranha, logo que terminaram a refeição ela os convidou para uma sala que possui uma vista para o mar, que era incrivelmente bela. Os dois espadachins nem perceberam como estava tranqüilo o lugar.

 

- Por que nos chamou para cá, mãe...? Normalmente esse lugar serve como guarda dos nossos tesouros, e encontros importante em família...

 

- Hm... é isso mesmo que estamos fazendo...

 

Siegfried levou um susto, jamais teve um encontro onde seu pai não estava também. E era sempre com a família inteira, enquanto isso a Paladina permaneceu em silencio, como de costume, não gostaria de chamar a atenção naquela casa, permanecendo perto da varanda do local.

 

- Vocês dois... já conseguiram superar o Livro que nos pertence não é?

 

- Você já sabia então...?

 

- Claro que sim... do jeito que estavam, seria estranho se não o tivessem utilizando...

 

A Paladina logo se aproximou perante a Lady, movendo sua cabeça como reverencia.

 

- Peço desculpas, eu não pertenço a essa família  e acabei aprendendo os conhecimentos dela...

 

- Que...? O que quer dizer? Você não é ainda dela família?

 

Os dois permaneceram em silencio como se não tivessem entendido o que ela o queria dizer com aquilo.

 

- Ora... não me diga que vocês não estão juntos...

 

- Mãe... até isso você já descobriu?

 

- Mas que filho ingênuo eu tenho... acha mesmo que eu não sei o que se passa até sobre minha casa? Bem... deixem disso...

 

- Mas... Aurora, mesmo assim...

 

- Se estão juntos a tanto tempo assim, não deveriam se importar em esconder, eu sou tolerável pois sei com quem estou lidando, senão eu negaria sua presença aqui garota...

 

- Como sempre, você é bastante perspicaz... o que de fato queria falar conosco?

 

A Lady se aproximou de uma das paredes que havia na grande sala, sobre ela havia uma enorme pintura de branco com traços que lembravam o símbolo que representa os Khoras. Uma espada com asas na empunhadora, sobre sua lamina havia uma poema, que era o mesmo do Livro em que aprenderam os conhecimentos dos antigos espadachins. Aurora tirou uma espada que estava ali pendurada, e a retirou da bainha, manejando-a pelo ar.

 

- Excalibur, a única espada sagrada que passa de geração em geração sobre nossa família...

 

- Eu já escutei sobre essa espada, mas por que o pai não a levou consigo?

 

- Ainda pergunta...? Se escutou mesma essa historia não poderia dizer isso...

 

- Qual é a historia dela? - perguntou a Paladina, se aproximando de Siegfried.

 

- Eu conto... – falou o Lorde. – Quando o primeiro patriarca da família ao lado dos heróis contra Jormungand, ele a usou, dizem que a espada foi ganha de uma Valquíria, por isso seu valor sem igual, ela está na família desde sempre. Sendo que poderia apenas ser usada em ocasiões especificas, e demônios que assolassem nosso reino. Mas esse é um caso muito grave, minha Mãe, porque ele não a levou?!

 

A Lady encarou o filho, guardando a espada na bainha novamente, e segurado com as duas mãos sobre a altura do peito.

 

- Ele simplesmente não pode...

 

- Hã...? Mas por que...? – perguntou a Paladina.

 

- Os Khoras jamais a mancharam com o sangue de uma guerra dessas, garota. O conto ainda não terminou apenas nisso...

 

- Como assim? – perguntou o Lorde.

 

- O espadachim primordial que lutou contra Jormungand, em seus últimos momentos entregou a espada a sua filha novata, uma criança ainda, e afirmou que apenas as pessoas de coração que jamais temiam as trevas e carregam consigo os sonhos dos outros poderia de fato, usa-la em todo seu esplendor...

 

Ela então encarou os dois a sua frente, se aproximando deles.

 

- Já viu aquela historia de que a espada escolhe seu espadachim, meus jovens?

 

- Sim... mas o que isso vem ao caso...? – perguntou o Lorde.

 

- Ela escolhe exatamente aqueles que podem mudar o rumo de uma batalha... e dessa vez ela escolheu você, jovem Paladina...

 

Ambos não compreenderam as palavras da Lady, a mulher se aproximou deles, com o tom suave que possui e olhar tranqüilo.

 

- Você deve ser aproxima a carrega-la...

 

- Mas eu nem ao menos...

 

- Casou ainda...? Isso não é problema, não se importe com isso no momento.

 

- Eu não quis dizer isso...

 

- Casar, o que?! – estava espantado o Lorde com a própria mãe.

 

- Mas que garoto barulhento... não deve ficar tão chocado com isso Siegfried, é apenas uma passagem na vida...

 

- Isso é coisa que diga?! Isso é algo muito importante!

 

- E...?  Pare de reclamar... pensei que ficaria feliz em saber que já acertei o dia desse acontecimento...

 

- Você já marcou o dia?!? – falou ambos desesperados com a situação.

 

- Vocês são fogosos demais... quando eu me apaixonei por Aeri não teve esse negocio de se mostrar romântico... mas que tempos estranhos...

 

- Isso porque você não é normal! Você não percebe que nós que temos que nós compreender e então decidi sobre isso?!

 

- Siegfried, você não gosta de mim...? – falou a Paladina com a expressão de choro.

 

- Eu não quis dizer isso Brynhildr... – tentando consolar.

 

- Tolinho...

 

- E você fica quieta!

 

Um som de pancada soa sobre a sala, Siegfried deitado no chão com um enorme hematoma na cabeça.

 

- E quem disse que você pode falar assim comigo...? Mas isso não vem ao caso, Brynhildr, você aceita ou não essa responsabilidade...?

 

A cabeça da Paladina ficou envolto pelas lembranças de Theresa e Raphaela, suas mortes, que ela não pode evitar, mas agora ela estava muito forte, uma lagrima escorreu pelo seu rosto. Mas então ela se lembrou dos momentos felizes que possuiu com ambas. Ela então segurou a espada da mão da Lady, apertando com força, e sentiu a aura branca que ela emitia.

 

- Aceito... isso não é por mim, mas por todos aqueles que precisam... mas sim todos os reinos dessas terras!

 

A Lady sorriu, e lhe deu um abraço, enquanto que no chão Siegfried também sorria.

 

- Claro, você vai fazer uma enorme diferença pra todos...

 

E então a Lua se apresentou sobre o Céu, e era hora de lutar...

 

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 Capitulo V – A Vontade Verdadeira

 

 

 

Parece ser inútil,

 

Onde esta os significados

 

Das palavras tristes?

 

Infeslimente eu não sei...

 

Há algo pra proteger,

 

O que acreditamos em seguir...

 

“Queria apenas proteger”

 

Mas não conseguia,

 

Uma coração acaba de partir...

 

Uma alma acaba de se perder...

 

Uma batalha acaba de ressurgir...

 

Mas o sonho sempre será eterno.

 

Pois a Vontade de alguém não poderá ser realizada.

 

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A Guerra se alastrava, levando consigo muitas vidas a cada dia que se passava, Geffenia sofria ataques consecutivos e certeiros, cheios de estratégias incríveis, mas mesmo assim não caia. Os seus valorosos magos faziam o que podiam, para ao mesmo tempo de proteger, contra-atacar a cidade dos Reis. As pessoas do dois lados começavam a sentir presas numa direção que não parecia ter fim, e muitos temiam apenas acordar para caminhar pela cidade.

 

- A Situação não está melhorando em nada...

 

- Hm... você tem razão.

 

Disse a Paladina sobre o fabuloso Peco-Peco Sleipnir, enquanto observava os montes do Monte Mjolnir, Lorde Siegfried aparenta estar irritado, e não era a toa. Mesmo fazendo de tudo para encontrar algo referente a Surtr, nada conseguiu, se bem que eram poucos que aparentavam saber da existência dessa entidade no mundo.

 

- Nenhuma noticia recente apareceu...nem mesmo sobre os outros lugares?- perguntou a Paladina.

 

- Nada... há algumas coisas em outros lugares, mas o reino está ocupado demais para tentar encontrar informações em outros lugares...

 

De repente os dois pararam, se olhando e acenando a cabeça. Estava silencio demais, e isso significa uma coisa, haviam entrado no território de seres como Orcs, Goblins, Kobolds, entre outros. Poderiam entrar tranquilamente, mas numa época como essa, até mesmo os monstros hesitavam em fazer algo que poderiam destruí-los completamente.  

 

- Esse silencio apesar de ser bom, não é bom que aconteça num lugar como esse... – disse o Lorde, segurando a espada pra evitar ser surpreendido.

 

- Possui razão, mas mesmo assim acho melhor dar uma checada por esses locais, por combinamos de fazer isso...

 

Os dois atravessaram a mata rapidamente, evitando serem vistos pelos monstros. Chegando até onde o lugar pertencia a aos grandes orcs, eles aparentam estar em alerta, carregando seus machados sobre os outros e observando tudo que poderiam lhes parecer suspeito. Os dois espadachim trilharam ao passo que poderiam, deixando os pecos para trás a fim de não serem vistos.

 

- O que será que acontece...? Eles não agiram assim normalmente...

 

- Apesar da guerra, eles estão mais organizados que o normal... – falou em seco o Lorde, mesmo escondido a sua vontade de atacar aqueles monstros era visível. E isso era pela razão do fato de muitos guerreiros de Glast Heim terem perdido suas vidas por causa de batalhas entre os dois povos.

 

- Sim, mas a razão de virmos aqui é apenas observar o Senhor dos Orcs...

 

Os dois logo chegaram nas entranhas da tribo dos guerreiros, e a ação agora era encontrar o líder deles. E nem demorou muito, pois a quantidade de seres que se encontravam ali era enorme, e todos eles aparentam estar em um tipo de reunião.

Era melhor tomar cuidado, qualquer movimento em falso poderia representar de imediato a morte dos dois.

 

- HAHAHAHAH! Me diz se isso não é comovente seu tolo?!

 

O maior Orc que ali estava acabara de beber com um imenso gole um copo enorme do parecia ser cerveja, a não ser pelo fato de que a cor era completamente diferente.

 

- Não acho que isso vai lhes assustar tanto não é...? – uma voz aparentou sair do meio daquela algazarra, era uma mulher, e ali todos temiam encarar ela, menos o grande Orc.

 

- HAHAHAHAH!! Agora entendo, minha cara... vocês humanos são de tudo estranhos...

 

- Não posso dizer se sou realmente um humano qualquer, meu caro Senhor dos Orcs... – e mulher disfarçou um imenso sorrido pelo rosto, e era assustadora a aura que ela emitia.

 

- Fenrir... diga logo o Grande Surtr deseja para agora...?

 

- Apenas que se preparem... em pouco tempo vocês entrarão em ação...

 

A Paladina se enfureceu de imediato, e sua motivação no momento era única. Atacar aquela mulher, mas Siegfried a agarrou com força, deixando-a no chão.

 

- A-Acalme-se... se você fizer isso será morte certa...

 

- Isso não importa, aquela mulher é aliada daquele monstro. Eu vou acabar...vou acabar com todos eles...

 

- E acha que também não quero fazer?! – disse com voz firme, mas fazendo de tudo para que não fosse visto. – Eles planejam fazer dessa guerra uma oportunidade para causar efeitos catastróficos, e é isso que temos que impedir no momento!

 

Os dois permaneceram em silencio, um dos orcs se aproximou do arbusto, observando com cuidado, mas logo se virou e foi embora. Com cuidado para não fazer com que suas fizessem barulhos, os dois se afastarão lentamente do local, aquilo era mais do que apenas uma informação valiosa, se conseguissem leva-la ao Rei, poderiam confirmar que essa guerra não passou de uma farsa, mesmo não sabendo exatamente o que a gerou. Não importava tinham certeza que era tudo plano daquele homem, Surtr.

 

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Campos de Glast Heim

 

Os dois espadachim logo apitaram para o alto, rapidamente dois Peco-Peco saíram através da densa floresta, e rapidamente eles subiram e disparam em direção ao Reino Dourado. E essa era um fato que tinha que imediato de chegar aos ouvidos do Rei, poderia ser a ultima forma de fazer com que a guerra terminasse.

 

- O que houve, Brynhildr...? – perguntou o Lorde para sua companheira, que parecia sempre observar ao longe em direção a Vila dos Orcs.

 

- Estamos sendo seguidos...

 

- O que? – mostrou-se surpreso.

 

- E está numa velocidade impressionante, vai nos alcançar em instantes... não sei se é apenas um ou mais seres...

 

Siegfried sabia que a Paladina tinha o incrível senso de energia, podendo perceber ao longe qualquer oponente.

 

- Mas como algo pode andar mais rápido que um Peco, isso não é normal...

 

- O melhor que temos a fazer é encara-lo logo de frente... mas com cuidado...

 

- Certo...

 

Logo desceram dos pássaros e o deixaram ao longe, retiraram suas espadas, ambas Excalibur e a Matadora de Dragões. De repente um vulto apareceu diante dele, seu rosto encoberto por capa, mas não deixava de mostrar o sorriso por trás dele. A pessoa tirou a capa, era a mulher que estava junto com o Senhor dos Orcs.

 

- Que presas mais agradáveis... – se revelou a mulher, tirando a capa e olhando atentamente os dois espadachins enquanto tirava um cajado de suas roupas.

 

- Você nos percebeu desde aquela hora não foi...? Por que não os avisou antes?

 

Perguntou a Paladina para a Arquimaga, que demonstrou um sorriso melhor que o primeiro, encarando-a.

 

- Faz muito tempo que não caço... não queria ver esses orcs nojentos me atrapalhando enquanto faço isso...

 

Brynhildr segurou a espada com força, o mesmo fez o Lorde, prontos para lutar com aquela mulher.

 

- Tem certeza que vocês sozinhos conseguem me derrotar...?

 

- Infeslimente não, não possuímos armas contra seres que não são deste mundo... Mas podemos destroçar seu corpo em pedaços para impedir que se mexa.

 

- HAH! Vejo que apesar de tudo é bastante perspicaz, mas será que tem certeza que podem ao menos tentar me ferir?!

 

- Claro... você que está nos subestimando...

 

Falou o Lorde num segundo seguinte desapareceu, aparecendo de foram instantânea atrás da mulher.  Segurando com força a Matadora de Dragões, que se encheu de uma aura e logo em seguida explodiu.

 

- Impacto de Tyr...!!

 

Um escudo mágico pode ser visto, e a força do golpe destruiu completamente o solo, empurrando a Arquimaga para longe, que já o mirava com raios aparecendo em suas mãos, mas nem percebeu a presença da Paladina logo sobre sua cabeça.

 

- Gloria Domini...

 

Falou a paladina calmamente, enquanto que uma cruz enorme aparecia sobre seus pés, caindo diretamente sobre a cabeça da Arquimaga, que não possui nenhum tempo de reação. Seu corpo foi completamente esmagado. A Paladina se afastou da enorme cruz, enquanto se dirigia para perto do companheiro.

 

- Pelo que parece, é melhor tomarmos um pouco mais de cuidado com ela... – disse a Paladina.

- Realmente... teremos que quebrar ela em pedaços...

 

A Cruz se partiu, e dela a arquimaga se levantou completamente ensangüentada, se apoiando sobre o cajado amaldiçoando, seu corpo começou a se curar automaticamente.

 

- Auto-regeneração... você realmente é uma pessoa perigosa. – disse o Lorde.

 

- S-seus malditos...vocês vão me pagar por isso!

 

Gritou a arquimaga enquanto seu corpo ficava roxo, por causa do efeito da Proteção Arcana, seus pés um longo pântano começou a corroer o solo e se alastrou em direção aos espadachins, que se desvencilharam e correram um para cada direção.

 

- Vocês não me escapam, malditos!

 

Uma chuva de meteoros explodiu a floresta em chamas, enquanto as coisas em suas volta começavam a ficar petrificadas. Uma enorme cruz voou em direção a mulher, que apenas se esquivou, a Paladina então correu logo de frente em sua direção.

 

- Uma ataque suicida é?! Então que seja!

 

Logo que balançou o cajado uma enorme Nevasca foi devorando tudo a sua frente, mas em seguida cessou, sem entender o que aconteceu, ela tentou novamente disparara, mão não funcionou de novo.

 

- Se esqueceu que eu e ele somos espadachins? Podemos parar suas conjurações se usarmos algo para provocar essa quebra...

 

- Mas você não fez nada!

 

Logo a Arquimaga compreendeu foi Lorde que estava fazendo isso, mas não pode reagir, a Excalibur atravessara seu corpo diretamente no peito, que brilhava de forma constante.

 

- Eu não vou morrer mesmo com isso, sua tola!

 

- Eu sei, mas esse é o melhor jeito para eu usar uma coisa...

 

- ...?!

 

- Crux Magnum!

 

Tudo foi tomado pela luz, envolvendo completamente a Paladina e a Arquimaga, que queimou completamente em contato com aquela luz. Mas algo estava errado, o corpo de Brynhildr começou a virar pedra, ela havia sido petrificada.

 

- Brynhildr...!! – correu o Lorde, tirando seu corpo de perto do corpo irreconhecível da arquimaga, lhe dando um medicamento que retirou os sintomas.

 

- Argh... mesmo naquele estado...

- Está tudo bem...? – disse o Lorde preocupado.

 

- Sim, obrigada... – logo se levantou, ficando de frente para o corpo destroçado a sua frente.

 

De repente o corpo começou a se levantar, os olhos completamente fora de foco. Estava segurando o cajado com imensa fúria, e dirigindo em direção aos dois, lentamente.

 

- Eu jamais perdi... e não vai ser hoje!!

 

- Impressionante... mas tem certeza que consegue suportar mais de nossos ataques? – disse o Lorde, ficando com a espada prestes a atacar novamente.

 

- Heh... apenas por causa disso, acham mesmo que sou fraca? Vejam com seus próprios olhos então... o que é ser imortal...

 

Ao menos tempo que se regenerava, o corpo dela adquiria outra forma, e Brynhildr estava certa, ela apenas não pertencia a esse mundo, seu espírito estava completamente corrompido por trevas.

 

- Vocês dois me encheram a paciência com essas porcarias de estratégias, vejam o que é belo e desapareçam completamente!

 

Os dois permaneceram em silencio e logo seguraram com força suas espadas, sem ao menos temer o que agora viam.

 

- Vocês está nos subestimando novamente... infeslimente...

 

A nova Arquimaga sorriu, desacreditando no que ouvia, e atacou com sua garra a Paladina, que nem se moveu.

 

- Ora! Não vai se esquivar?! Então desistiu mesmo de viver?!

 

- Não... estou apenas esperando...

 

A Excalibur logo queimou, e logo sobre os pés de Brynhildr caiu a garra da Arquimaga, mas não foi apenas a garra, o braço inteiro dela estava agora no chão, sem ao menos entender o que aconteceu ela se afastou.

 

- Um momento ideal para usar isso... – completou a Paladina.

 

- Mas o q...?

 

Ela foi interrompida, o Lorde estava tantos golpes rápidos que ela mal pode se sustentar,

Ela contra-atacou mas apenas rebateu na espada, seu corpo explodia em ataques críticos, então uma nevasca apareceu, e o Lorde se afastou para não ser pego.

 

- Cof... mesmo que me matem quantas vezes quiserem, jamais conseguiam me matar de fato...! Seus tolos!

 

O Corpo dela se regenerava novamente, os dois espadachins ficaram lado a lado. Observando o arquimaga que agora tentava acerta-los com rajadas congelantes, mas eles as evitam através de uma proteção nas armaduras.

 

- Vejo que isso realmente precisa encontrar um fim...

 

- Concordo... – reagiu a Paladina, falou Siegfried.

 

A Atmosfera queimou em várias tempestade que se formaram de repente, meteoros caíram violentamente, queimando o que restara da daquele lado da floresta. Em seguida um frio imenso atravessava o local. O solo, a vegetação, os animais, tudo agora estava morto. E tudo isso foi obra daquele ser, Fenrir, a mulher se mostrou bestial, com um enorme sorriso, ela mal esperou os dois espadachins dizerem o que iriam fazer agora. Sua raiva culminou o local, e agora ela se afastava do local.

 

- Hm... ir embora sem ao menos perceber se o oponente está realmente morto é de uma falta de enorme responsabilidade... – a voz ecoou do gelo a sua frente, era a voz do Lorde.

 

- Desperte... está na hora de mostrar o que realmente podemos...

 

A Paladina apareceu, os dois estavam lado a lado, intactos perante aquela destruição imensa. Fenrir olhou para eles, seu sangue ferveu, querendo mata-los de qualquer da maneira mais horrível possível.

 

- Realmente impressionante terem escapado de minhas magias... por que não fizeram isso desde o começo...?

 

- Pois não queríamos usar isso tão cedo, e logo contra apenas uma servente de Surtr...

 

- Que você disse, sua Vadia?! Eu sou mais que uma servente!

 

Os dois espadachins colocaram suas espadas a frente, e a Arquimaga se impôs com seus corpo, apenas observando aqueles dois.

 

- Vamos ver se esse cargo estará com você mesmo depois disso...

 

Os dois começaram a brilhar de forma incrivelmente tensa, seus corpos se encheram de luz e os cercou, como se os protegem. A Arquimaga deu uma risada.

 

- Apenas isso? Vocês queriam apenas nos mostrar as suas auras?!

 

- Heh, se acha que nossas auras estão apenas para enfeitar, então vai lamentar...

 

- Inútil! Isso é completamente inútil perante a mim!

 

Com um lance, o chão se explodiu em forma dela, formando um enorme terremoto, os dois espadachim avançaram em sua direção, com os corpos reluzentes.

 

- Desapareçam! De uma v... ?

Fenrir era tão mortal que podia até mesmo utilizar a habilidade terremoto, mas ficou sem palavras, os dois simplesmente atravessaram o ataque e correram em sua direção, como se não tivessem sido afetados pela técnica.

 

- Ora, seus..!! O que foi que vocês fizeram?!

 

O corpo de Fenrir apenas tentou novamente atacar, agora com uma Nevasca, mas Brynhildr se adiantou e o anulou. Siegfried avançou em sua direção, disparando mais golpes do que se podia propriamente ver, Fenrir tentou acerta-lo, mas seus ataques eram bloqueados por causa de sua habilidade de aparar e a velocidade em que ele se movia era impressionante.

 

- Preste atenção mais atenção, Arquimaga! – gritou Brynhildr.

 

Uma nova Cruz nasceu do céu e caindo diretamente sobre o corpo dela, que já tentava se regenerar dos ataques desferidos pelo Lorde. Ela tentou petrifica-lo, mas a habilidade não surtiu efeito, com uma explosão forçada por causa da gravidade emitida de outra habilidade sua, ela se afastou. O corpo estava demorando mais que o normal para se regenerar.

 

- Droga... o que diabos vocês fizeram...?

 

- Você deveria se preocupar mais com você mesma!

 

A Paladina apareceu novamente sobre ela, e fincou a espada diretamente em sua testa. Uma enorme luz branca começou a se emitida, e Fenrir começou a sentir uma dor horrível, tentando se desvencilhar dela.

 

- Crux Magnum!!

 

Tudo novamente foi envolvido pela luz, mas dessa vez os dois espadachins tinham certeza que aquele ser não iria se levantar tão rápido. O corpo de Fenrir permaneceu no chão, completamente sem vida.

 

- Acabamos com ela...? – perguntou o Lorde.

 

- Acho que desta vez ela não vai se levantar...

 

Mas o que ela mais temia aparentou acontecer, o corpo de Fenrir começou novamente a se regenerar, os dois rapidamente tentaram extermina-la completamente, mas algo os impediu. Uma força estranha, que impedia-os de andar tão rapidamente.

 

- Foi aquela onda de gravidade...

 

Os dois se afastaram, era perigoso demais permanecer perto daquela onda. E agora Fenrir estava mudando de forma novamente, e eles agora tinham certeza que era seu corpo verdadeiro.

 

- Ah... faz muito tempo que alguém não força eu a chegar a esse nível... tenho de fato que elogia-los por isso, foi extraordinário.

 

- Hm... você me parece mais confiante do que o normal... – falou a Paladina tranqüila.

 

- Tenho que dizer que sua estratégia era realmente perfeita, até mesmo eu não tenho condições de mata-los agora, mas vocês também não tem capacidade para me aniquilar completamente...

 

- Você está tranqüila demais... o que a faz pensar que vou deixar você fugir tão fácil?

 

- Heh... acalme-se jovem Lorde, estou mostranho meu verdadeiro corpo a vocês por gratidão, se for tão imprudente comigo...

 

De repente uma onda instantânea de trovoes o jogaram para longe, um atrás do outro, Siegfried foi jogado a uma grande distancia pela floresta que agora não existia mais.

 

-... vai acabar mais do que apenas ferido...

 

- Siegfried!! – gritou Brynhildr, indo em sua direção. Seu corpo estava gravemente ferido, mas sua consciência estava bem. – Não se mova, isso foi grave...

 

- Não... não podemos deixar ela fugir...

 

- Pare, você não deve se mexer mais...

 

- Realmente extraordinário, vocês são incrivelmente persistentes. Mas como eu disse, já chega, está luta acabou...

 

Falou a arquimaga com sua verdadeira forma, Brynhildr ficou surpreendida com tamanha força que ela adquiriu, nem ao menos usou o nome da habilidade de Trovão de Júpiter, e mais de cinco disparos foram feitos instantaneamente.

 

- Tenho que admitir, a forma de suas permitem que sejam mais resistentes que outras pessoas. Enquanto que a Paladina cuidava de evitar minhas magias através do Escudo com propriedade Sagrado além de estar protegido com Maya foi brilhante, enquanto que o Lorde usava suas habilidades para bloquear meus ataques físicos...

 

A arquimaga começou a se afastar, com uma luz negra a envolvendo, os dois espadachins ficaram em pé.

 

- Se está falando isso... você não possui a capacidade de nos atacar porquanto, já que não possui mais energia, mas me diga então o que Surtr pretende!

 

- Paladina, você é a mais perigosa com quem devo lidar, e tenho que dizer que você ainda iram dá bastante trabalho... descubra o que quer sozinha, a não ser que não tenha percebido ainda!

 

E num simples movimento, ela desapareceu em envolto pelas trevas, Siegfried estava exaurido, caindo de joelhos no chão.

 

- Mesmo eu fazendo de tudo, não pude evitar ser atingido... droga...

- Não se esforce-se... temos agora que ir, nos lutamos bem. Com isso podemos ter certeza que de encarar Surtr frente-a-frente...

 

- Inacreditável, você nem se feriu muito... apenas por causa do seu próprio ataque...

 

Os dois sorriram, dando um leve beijo, em seguida chamaram seus Pecos e em seguida rumaram em direção de Glast Heim. Tinham que avisar o Rei sobre o que aconteceu, e carregavam consigo a esperança de que podiam lutar contra quem fosse e vencer.

 

- Pelo jeito, aquela carta de Maya dada por Raphaela nos ajudou numa importante hora não...? Fez uma enorme diferença...

 

- Tem razão...

 

Brynhildr sorriu, apesar de tudo, os conhecimentos adquiridos através do Livro da Família dos Khoras fez uma grande diferença.

 

- Mas precisamos aprender rápido sobre aquelas técnicas...

 

- Sim... mas isso agora depender de nos mesmos...

 

Os dois já visavam Glast Heim, mas havia algo de perturbador naquela visão, a cidade dourada sofreu um grande ataque. Os dois se encararam e aceleram brutalmente a velocidade dos seus Pecos, o que será que aconteceu? Mal chegando na cidade perceberam o grande numero de Sacerdotes auxiliando pessoas feridas sobre o chão. As muralhas da cidade foram muito danificadas, como se tivessem sido atacados por uma grande catástrofe. Os dois espadachins então se dirigiram para os centro da cidade, onde era visível o estado que aquilo havia causado.

 

- Precisamos ir para minha casa ver se ninguém ficou ferido!

 

- Sim! – respondeu a Paladina ao Lorde. – Tenha calma, por favor, suma mãe estava lá e ela foi capaz sim de proteger a todos...

 

- Eu sei do que ela é capaz! Mas mesmo assim...

 

Os dois logo chegaram na mão, descendo dos Pecos e se dirigido para o grande salão. Onde encontrarão graves pessoas no chão, rapidamente começaram a atende-las. De repente Aurora, mãe de Siegfried apareceu por ali e veio diretamente sobre eles.

 

- Você está bem! Graças a Odin!

 

- Tudo bem mãe! Acabamos de vir de uma grande busca, mas o que foi que aconteceu?

 

Ela se agachou para ajuda-los a fazer os primeiros socorros as vitimas, então sua mão começou a tremer muito, com enorme medo. Brynhildr percebeu e a abraçou, tentando consola ela.

 

- E-eles foram capazes, foram capazes de começar a utilizar magia proibida para nos atacar! Por Odin... foi um horror...

 

- Por favor pare... não precisa mais... – disse a Paladina.

 

- Temos que ajuda-los, vamos cuidar de todos aqui primeiro e depois vamos para a cidade! – falou Siegfried, seu sangue estava fervendo e cria a todo custo está do lado do pai tentando atacar Geffenia.

 

- Não faça nada Siegfried!

 

- Mas mãe...

 

- Seu pai já está cheio de preocupações perante essa guerra, e logo isso ter acontecido é claro que ele vai querer que você fique para cuidar de todos, invés de ir e deixa-lo fora de controle!

 

Todos começaram a cuidar dos feridos e quando a noite cessou sobre a cidade finalmente terminaram suas tarefas. E diante da mansão de Siegfried se pode ver os efeitos da magia lançada sobre a cidade, o realmente fez estragos completos. Todos estavam em alerta, e o Rei já havia feito um pronunciamento sobre a guerra.

 

- Está tudo bem...? – perguntou Brynhildr, diante do companheiro que agora estava sentado vendo os estragos que magia havia causado pela cidade.

 

- Estão todos bem agora... os Bruxos da cidade agora estão cuidando da proteção da cidade. É o que aparentam...

 

- Eu sei que o que está pensando... alguém ajudou a faze-la, mas aqui dentro não é...?

 

O Lorde não respondeu, apenas fez um movimento com a cabeça. Então a Paladina se sentou ao seu lado, e suas mãos ficaram juntas.

 

- Por favor, não fique tão exaltado... sabíamos que mais cedo ou tarde isso teria que acontecer...

 

- Eu sei, mas temos que acabar com aquele desgraçado logo para que isso de fato acabe!

 

Brynhildr então o abraçou, e ele correspondeu com a mesma reação. Então ela o encarou com seus belos olhos, e se beijaram lentamente. Os dois estavam se consolando sozinhos com a situação, mas Brynhildr então pegou em sua mão e segurou com força.

 

- Eu sei o que vai fazer Siegfried... eu vi o mensageiro do Rei falar com você pouco antes, o que vai fazer...?

 

- ... me desculpe, estão precisando de pessoas que liderem o exercito daqui de Glast Heim. Meu pai descobriu e pediu que eu me oferecesse para a tarefa...

 

- Entendo... e você tem quanto tempo para responder a eles...?

 

- Uma semana...

 

Os dois agora contemplavam a as estrelas, que mesmo perante a guerra horrível que acontecia não perdia o brilho, e logo seria Lua cheia daqui a uma semana.

 

- Me prometa que vai voltar, por favor me prometa... – falou a Paladina, seus olhos se encheram de lagrimas, e Siegfried se lembrou de quando ela havia perdido suas grandes amigas.

 

- Sim, eu juro a esse Céu...

 

___________________

 

Assim um semana foi passando lentamente, enquanto as pessoas já haviam desistido completamente de retornarem a sua vida comum, agora todos estavam preparados para uma guerra até o fim com Geffenia. Assim os dias se tornaram mais sangrentos e foi tomando conta do corações delas, mas havia uma esperança para que isso acabasse, havia pessoas que ainda acreditavam em encerra-la, e lutavam mesmo que isso fosse ser contra o destino.

 

Jardim da Mansão dos Khoras

8h da manhã.

 

- Você já se decidiu não é... ?

 

- Sim... – falou o Lorde, com a armadura reluzente e a Matadora de Dragões sobre as costas.

 

A sua frente estava a Paladina, com roupas tradicionais da família, eles agora estavam casados, mas não podiam comemorar, ele logo lhe deu abraço seguido de um leve beijo e se começou a se despedir de todos que ali estavam.

 

- Siegfried...

 

- Estou partindo Brynhildr, não se preocupe tanto comigo. Cuide de achar aquele homem e destruí-lo...

 

- Eu sei... – mostrou-se apreensiva, e seus olhos começaram a lacrimejar. – Esse anel representa nosso compromisso com nossos espíritos...

 

Brynhildr então segurou suas mãos e as colocou em sua barriga, ele ficou incrivelmente confuso não acredito no que ela estava querendo dizer.

 

- Estamos presos a mais um laço... eu descobri ontem Siegfried...

 

- Brynhildr... eu... eu estarei novamente aqui, isso é muito bom...

 

Os dois se abraçaram, e lagrimas escorreram de seus rostos. E todos ali presentes também ficaram emocionados com a cena, pois mesmo diante de tanta dor, é possível sim vê um brilho forte de luz mesmo que pequeno diante das trevas.

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Comecei a ler sua fic hoje. Muuuito boa amigo!

Uma das coisas que achei mais interessante, além lógico da ótima história, é que o intervalo entre cada capitulo é minimo, oque deixa a saga mais envolvente, pois não há uma "quebra de ritmo" na leitura!

Continue assim, estou curioso pra saber como tudo vai acabar...

Obs [1] - Nossa cara!!!!!! Terminei o cap 3 .

Muito louco a luta da Mestra! A parte da morte dela é emocionante...(/e11 pra vc)

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 Obrigado Vlad!! Espero que se prepare, pois agora as coisas vão chegar a níveis impressionantes..(eu acho xD) E eu havia decidido publicar assim para realmente evitar perda de ritmo, já que quando começo a escrever vou até o fim logo... Até! E Valeu pelo elogio!

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 Estou mandando esse aviso a todos pra dizer que o próximo capitulo vai ser deixado pra semana que vem pelo motivo de evento e tempo, as pessoas que estam seguindo eu continuo com o agradecimento, valeu por tudo mesmo. Espero que curtem o final, pois vou tratar com muito cuidado. Obrigado e até!

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 Capitulo VI – Aquele que Herda

 

 

Seja testemunha de um novo mundo,

 

O mundo não pára de chorar

 

E vai carregando sobre suas costas

 

As maiores tristezas que podiam acontecer.

 

Mas mesmo assim carregamos sem hesitar

 

Tudo sobre nossas costas.

 

Torne-se o Céu que protegerá as pessoas de si mesmas

 

Pois o oceano vai refletir tudo o que sente ao passar por ele.

 

 

__________________

    

Campos ao redor de Geffenia

16h

 

Após ter se aliado ao reino dourado de Glast Heim, o jovem Lorde Siegfried mal esperava para voltar para casa, quase um ano se passara, e sua companheira e amante Brynhildr estava lhe dando um filho. Não queria perder esse momento, mesmo que tivesse que abandonar seus aliados de combate mesmo por um instante.

 

- Vá logo... é melhor do que lutar ao lado de alguém que está preocupado com outras coisas! – falava o paladino de armadura dourada, Naglfar.

 

- Muito obrigado, senhor!

 

- Deixe disso, foi seu próprio pai que me aconselhou a isso. Hm, então se apresse, pois sinto que não teremos muito tempo pela frente, algo está para acontecer...

 

- Certo, voltarei rapidamente, não se preocupe!

 

E assim Siegfried pegou o mais veloz do Pecos a sua disposição e saiu do campo de batalha, em direção ao encontro de vida. E seu peito saltava rapidamente com a emoção, não queria perder um segundo sequer.

 

___________

 

Mansão dos Khoras

 

Aurora cuidava de segurar sua mão enquanto as enfermeiras lhe tratavam com toalhas molhadas e um grande conforto. Brynhildr estava tendo seu filho, e não parava de sussurrar a sua sogra o tempo que levaria para seu marido chegar ao local.

 

- Pare com isso, minha filha! Ele já foi enviado para cá, mas não podemos saber o tempo que demorara pra tal, essas terras não possuem mais ordem... então por favor se acalme e se concentre.

 

A mãe de Siegfried era um grande guerreira, e suas palavras eram firmes ao máximo, sem hesitação ou preocupação. Brynhildr se sentia bem ao seu lado. Mas ela queria ali, seu grande amor. Mas ele não chegava nunca.

 

- Mais um pouco, por favor... força! – falava a enfermeira.

 

E pouco tempo depois, lá estava ele, um belo menino de cabelos brancos iguais ao da mãe, todos lhe deram parabéns. E ela de imediato quis abraça-lo, e seu sentimento se encheu pela sala como nunca.

 

- Ele é... incrível...

 

- Sim, minha filha... é mesmo... – falava Aurora ao lado da Paladina.

 

Mas algo chamou a atenção de Brynhildr, que se focava em entender.

 

- Por que...? Por que ele não chorou nem um pouco...?

 

- Como assim...? – perguntou Aurora tentando compreender o que ela queria dizer.

 

- Ele... não soltou um pio sequer...

 

A enfermeira logo se aproximou para verificar o que a mãe estava dizendo, e levou um susto. Rapidamente chamou as outras, e pediram para pegar o bebê novamente.

 

- O... o que ele tem?

 

- Sinto muito, mas ele não está respirando muito bem, temos que trata-lo de imediato... – a enfermeira logo o tirou dos braços da mãe, e foram para outro quarto.

 

- Não, o que está acontecendo...?

 

- Acalme-se Brynhildr, ele vai ficar bem...

 

Um tempo se passou, e a Paladina ficou em seu quarto em silencio, enquanto Aurora se certificava do que podia ter acontecido. Horas se passaram, e ela novamente voltou ao quarto, com uma expressão triste.

 

- O que está acontecendo com minha criança, Aurora?

 

- Ele... está muito doente, não se sabe o que pode ter havido...

 

Uma lagrima escorreu do rosto de Brynhildr, se questionando do porque disso está acontecendo com ela. Não se conformava, e tentou se levantar, mas Aurora a impediu.

 

- Deixe-me ir vê-lo... saia por favor...

 

- Você não esta em condições alguma disso! Fique aqui e acredite nos médicos!

 

Então Aurora saiu do lugar  onde a Paladina estava descansando, Brynhildr se encheu de enorme tristeza, tanto dela como por Siegfried e começou a chorar desesperadamente. Olhou para todos os lados, e então se focou na espada Excalibur, que estava no canto sobre mesa, ela emitia uma luz branca e densa, que a envolvia. Brynhildr a pegou, e sentiu que estava sendo guiada para algum lugar, como se a própria espada estivesse chamando. Mesmo fraca, colocou seus equipamentos e avançou pela porta sem hesitar.

 

_____________

 

Siegfried já estava perto de Glast Heim, avançou pela cidade onde mostrou quem era para os guardas e seguiu sua mansão, durante o caminho percebeu que as construções não era mais a mesmas, e foram muito danificadas por ataques de Geffenia. Seu desejo de voltar para casa aumentou e rapidamente chegou a ela. Entrou pela portam e foi recebido por seus empregados em alvoroço, mas ele não estavam muito felizes e sim preocupados.

 

- O que foi que aconteceu? Diga-me!

 

- Sua.... sua esposa...

 

O Lorde explodiu de fúria, seguiu pelas escadas e chegou ao quarto, onde encontrou sua mãe sendo tratada pelas enfermeiras que também estavam machucadas.

 

- Minha mãe, o que aconteceu...?

 

- Siegfried...? Ainda bem que você está aqui, preciso que você a impeça, ela enlouqueceu!

 

- Quem minha mãe?!

 

- Brynhildr, Siegfried. Brynhildr!

 

- O que...?! – essas palavras o atingiram como raios.

 

- Ela... após ter seu filho, tivermos que ir trata-lo. Ele estava muito doente e começamos a fazer o máximo possível para ajuda-lo... Brynhildr então, que estava ao quarto ao lado esperando, percebeu que ele não estava nada bem.

 

- Mas o que ela fez então de errado?!

 

- Ela colocou sua armadura, e pegou a força a criança de nós! Dizendo que nada nesse mundo poderia salva-lo, apenas... apenas Yggdrasil tinha esse poder! Eu... fiz de tudo para impedi-la, mas não consegui. Ela pegou aquele Peco que possuía, e sumiu de vista.

 

- Droga... por que? Por que ela faria isso...?

 

- Você tem ir atrás dela, meu filho! Você é o único no momento!

 

- Entendo, vou precisar do Peco mais rápido da família. Sleipnir é simplesmente inalcançável no momento. Mas tenho que chegar a tempo pelo menos!

 

E assim Siegfried correu para fora do quarto, sem descansar bem um pouco. Nem tinha certeza alguma de onde exatamente ficava Yggdrasil, mas sabia que era um lugar perigoso demais para meros seres humanos tentarem seguir. E suas emoções o comiam vivo por dentro, como jamais antes.

 

_______________

 

A Paladina já passava pela cidade de Morroc, passou as mãos na cabeça do Peco-Peco e olhava ao horizonte com o bebe nos braços.

 

- Obrigado Sleipnir, estamos quase chegando a Umbala...

 

E o Sol já havia sumido do céu àquela hora, era uma questão de tempo até se torna noite. Passando das florestas e evitando ao máximo o contato com monstros do caminho, Brynhildr chegou a tribo de Umbala, tentou evitar chamar atenção, e foi diretamente ao seu destino, algumas pessoas tentaram lhe perguntar algo, mas ela não entendia sua língua. Os evitando, seguiu para adentro da aldeia, indo a parte mais profunda que podia encontrar, até perde-la de vista. O caminho se tornou muito mais brusco, com a atmosfera do local parece repudiar qualquer um que tentasse ir adiante. A Paladina tirou a Excalibur da bainha e a direcionou a sua frente, a luz que a mesma emitia apontava para algum lugar, e ela a seguiu.

 

- Sleipnir, ande com cuidado...

 

O Peco deu um guincho aprovando sua dona, e eles seguiram adiante. Brynhildr sabia que se não tomasse cuidado poderia acabar caindo no Mundo dos Mortos, Niflheim, mas não era essa sua intenção. Então a sua frente apareceu aquela imagem, a grande arvore Yggdrasil, que sustenta todos os mundos, ela seguiu para perto de uma de suas raízes, e a Excalibur abriu caminho entre algumas daquelas raízes. Continuou até abrir caminho, onde encontrou um lago.

 

- Então esse é o lugar... – falou a Paladina, desceu do Peco e o deixou livre, então seguiu em frente observando o belo lugar.

 

- Percebemos que veio de fato nos visitar, assim como pedimos...

 

Os olhos da Paladina se fixaram sobre perto da raízes de Yggdrasil, perto do lago. Lá havia três mulheres, uma senhora com idade avançada sentada sobre as raízes, outra em pé, e uma mais nova perto do lago. As suas auras eram puras como a neve e ao mesmo tempo tranqüilas, a Paladina se sentiu confortável, se aproximou com um grande respeito, pegou a Excalibur e a fincou no chão, deixando-a em pé para ser vista.

 

- Fico muito surpreendida por seu chamado... Nornas... por favor! Por favor ajudem-me!! – falou em enquanto ficava de joelhos por causa do cansaço, com o filho em seus braços.

 

- De fato, senão possuísse o dom de leitura espiritual, jamais poderia chegar a esse lugar minha cara Paladina... – falou a mais idosa das três.

 

- Urd... compreenda que estamos aqui por que decidimos...

 

- Eu compreendo Verdandi, mas nem por isso devemos nos subestimar.

 

Brynhildr compreendeu de imediato sobre as Nornas, deusas do destino. A idosa cuidava do passado, Urd. Enquanto que Verdandi era a representação do presente. Então a mais nova era Skuld, o futuro.

 

- Sinto muito... mas por favor! Cuidem dele...

 

Brynhildr a segurava em seus braços, tomando coragem para acreditar que elas a salvariam do trágico nascimento. Skuld sorriu para ela, e veio em sua direção, com as mãos molhadas por causa do lago, acenou para a Paladina.

 

- Eu poderia segura-lo por enquanto...? Me daria esse prazer...?

 

- ...? Sim... – aceitou a Paladina, impressionada com a bondade da deusa do futuro. Ela o segurou, e com enorme carinho ficou observando-o.

 

- Paladina Brynhildr...

 

Brynhildr então se virou para as outras duas deusas que lhe chamaram a atenção. Se aproximando delas, Verdandi a abençoou com um leve toque na cabeça.

 

- Ficamos contentes em saber que nos atendeu ao chamado... então lhe explicaremos nossa intenção. Primeiramente deve saber como fizemos isso não é...? – Brynhildr então olhou para a espada Excalibur, na qual estava fincada no solo. - Mas você sabe a origem da espada?

 

- Senão me engano... ela foi usada pelo fundador da família Khora, e eu acabei herdando ela por ser casada com seu herdeiro.

 

- Entendo... mas na verdade... Urd, explique isso.

 

- Hm, tudo bem... – a mulher então com um movimento fez com que a espada voasse em sua direção caindo sobre sua mão, a bainha que estava com Brynhildr também foi em direção a ela. – Há muito tempo atrás, quando Jormungand iria ser derrotada pelos bravos guerreiros sete guerreiros. Um jovem, um único espadachim os acompanho diante da difícil tarefa, seu nome jamais alcançaria os seus Céus, seus atos jamais chegariam a ser ouvidas, seu nome era Khora...

 

_______________

 

 Geffenia

19h da noite

 

Os monstros andavam sobre o local, carregando consigo o peso da dor e levando desse mundo os seres com vários horrores. Os elfos desesperados, tentavam detê-los, enquanto que outros faziam o possível para fugir. Entre eles estava Garm, com um semblante serio, e invocando varias magias que devastavam em segundos um bando inteiros deles. Mas seu temor era inacreditável, os guerreiros de Glast Heim, não estavam mais lá, voltaram para proteger Glast Heim que agora sofria com a mesma coisa, ambas as cidades sofriam ataques após ataque, de seres invocados por ambos os lados, e agora pagavam o preço por tal.

 

Enquanto em Glast Heim, os guerreiros haviam voltado para batalhar com grande eficiência, possuíam sobre seus rostos expressões jamais vistas. Mas um grito os abalou, era Naglfar, querendo que seus homens tomassem de volta sua coragem, mas parecia ser inútil.

 

- Temos que proteger o reino dourado de Glast Heim!! Vamos!

 

Glast Heim enfrentava danos pesados, a cidade também sofria invasões monstruosas de seres que não eram desse mundo. A noite seria horrível, junto com a chuva que agora caia em todo o reino. Mas havia alguém, um ser que queria ver com seus próprios os olhos o terror de ambos os lados, e seu nome era Surtr.

 

- Hoje a noite não terá fim...

 

- Querido, quando vamos de fato entrar em ação....? – perguntava Fenrir, com a aparência de uma bela Arquimaga, Surtr se virou para ela. Indo em sua direção e a beijando.

 

- Tenha calma, o tempo nos dirá isso, espere...

 

Ambos riram, enquanto que os reinos apodreciam a sua frente, vendo os últimos guerreiros tentado lutar o maximo que podiam, simplesmente inútil. Enquanto que várias outras aconteciam diante daquilo, havia pessoas determinadas a lutar a ter o fim. Um homem corria a toda velocidade pelo deserto.

 

- Por favor, Brynhildr! Eu já estou indo...!!

 

E no meio de tudo isso, havia outros guerreiros que lutavam desesperadamente por um bem de todos, humanos e elfos. Alguns teriam seus nomes marcados pela história, outros seriam esquecidos sem nunca serem lembrados. Era hora de despertar, tudo não passa de ciclo um de destruição sem fim.

 

_____________

 

Raízes de Yggdrasil

 

A Paladina estava abalada, sobre joelhos não conseguia ter forças para se levantar. Uma lágrima escorreu de seu rosto. Enquanto que Skuld segurava o filho recém nascido, as três Deusas a encaram, em tom de solenidade.

 

- Não... como isso pode ser verdade...?

 

- Infeslimente minha cara Brynhildr, é a pura verdade... mas você deve ser torna mais forte ainda pra superar todas as barreiras a sua frente.

 

Verdandi então lhe deu novas forças, a Paladina se levantou. Skuld então se aproximou do lago, se sentando a beira dele. Com um movimento de cabeça, mostrou que era pra Brynhildr se aproximar, e ela a obedeceu. Então a Deusa com seu suave sorriso lhe fez uma referencia e apontou para o lago.

 

- Você deseja salvar seu filho, mas você estaria disposta a pagar por isso?

 

Brynhildr não hesitou nem por um segundo, e firme a olhou. As nornas então ficaram a sua volta, que ficou parada.

 

- Então que assim seja...

 

Skuld passou a criança para Brynhildr, que se segurou. Com um aceno de mão, ordenou que ela fosse para o meio do lago, ao menos terminou isso Paladina seguiu adiante. A água estava fria, mas incrivelmente pura, parecia estar lavando não apenas seu corpo, mas como todos as sensações ruins que possuía. A criança não chorou, estava igualmente de quando nasceu. As lagrimas escorreram deu seu rosto, mesmo que tentasse não conseguia impedir de chorar por esse fato.

 

- Você deve agora passar sobre ele a água com suas mãos...

 

A Paladina obedeceu, que levemente passou a água lentamente sobre todo o corpo do seu filho. Em seguida a abraçou como nunca antes, se lembrou de suas criadoras, Theresa e Raphaela, do amor que conheceu, Siegfried. E todos as pessoas que conheceu em sua vida e das coisas que havia passado. Seu filho estava sobre seus braços, e não queria que ele morresse, daria sua vida se fosse preciso.

 

- Lembre-se Brynhildr... as águas desse lago são as que alimentam a grande arvore Yggdrasil. Portanto apenas com seu grande desejo de amor, que ela poderá lhe ajudar. Se acredita que pode superar tudo e salvar seu filho, estará disposto tudo?

 

- Sim... porque ele me deu tudo que posso possui desse mundo...

 

Sobre as lagrimas de tranqüilidade que escorriam de seu rosto, Brynhildr sentiu o corpo ficar mais leve e mais forte, como um novo sopro de vida. Uma energia a rodeava e era tão calma que parecia que todos os males desse mundo haviam ido embora junto. Olhou para a criança sobre os seus braços e sorriu mais uma vez. Estava ali, viva e suas mãos bem pequeninas buscavam mãe, que atendeu seu desejo e lhe deixou tocar o rosto. Tudo estava bem, acredita nisso como ninguém agora.

 

- Minha pequena Brynhildr...- disse a idosa deusa, Urd. – Acredito que esteja muito ciente da sua situação agora... você realmente vai aceitar em desafia-lo.

 

A Paladina saiu da águas do lago, e foi em direção a arvore, onde fez uma leve movimento com a cabeça e sorriu em agradecimento. Então se virou para as mulheres que ali estavam, com agora um tom de bondade.

 

- Eu... não sei como agradecer...

 

- Não se preocupe quanto a isso... você que decidiu. E não foi nós, e sim a própria Yggdrasil que lhe forneceu ajuda.

 

Verdandi se aproximou da Paladina, e ajudou a se arrumar. A inocente Skuld lhe seguiu, Brynhildr estava com a criança no colo, seu sorriso não desaparecia por nada agora.

 

- Brynhildr... você realmente fez isso...?

 

Urd se aproxima das duas, e elas observavam Brynhildr agora. A Paladina ao menos se virou, continuando a segurar com confiança a pequena criança que agora estava bem, lhe tocando com as pequenas mãos.

 

- Eu sei o que devem achar... mas isso foi importante pra mim...

 

- Mas, mesmo com seu aguçado sentido espiritual, não poderá mais...

 

- Eu agradeço a vocês por tudo, não sei como pagar por essa divida... mas o que eu fiz foi por para o futuro dessa criança...

 

As nornas a encaravam, e Brynhildr sorriu para elas bondosamente como nunca havia feito antes. Seus olhos estavam sem luz, não estava enxergando mais.

 

- Como posso permitir que uma criança cresça sem poder ver o que há de tão belo nesse nosso mundo?

 

______________

 

Umbala

Meia-noite

 

Um lorde atravessa a cidade com uma enorme velocidade sobre um Peco. Não se importava se seu corpo batia nos galhos e lhe feriam, nada mais importava para ele, a não ser seguir adiante em busca de sua amada. Siegfried parecia determinado a acha-la, mas não possua a mínima idéia de onde começar, então pensou em fazer com que o Peco seguir caminho através de uma roupa que pertencia a Brynhildr. E isso deu certo pelo menos.

 

- Vamos! – gritava enquanto adentrava a grande floresta. Os monstros iam a seu destino, mas como um movimento de espada rápida eles tombavam de imediato.

 

Agora estava perto, sentia isso. Mas por mais que tentasse na conseguia achar o lugar onde ela poderia estar, provavelmente estava sobre os galhos de Yggdrasil. Por que? Não conseguia acha-la, o Peco perdeu o rastro do cheiro, sendo que o lugar era sagrado, pode ter atrapalhado sobre esse aspecto.

 

- Brynhildr!!

 

Gritava em fúria, com a espada empunhada procurando vestígios. Mas necessariamente tinha cuidado por onde andava, qualquer erro iria parar no mundo dos mortos, de onde jamais conseguiria sair novamente. Adiantou-se em buscar, até ver o vulto. Atacou como forma de se defender do inimigo, mas a espada não se moveu.

 

- Você...

 

- Siegfried, está tudo bem agora...

 

Era a mulher de sua vida, ele de imediato guardou a espada e a ajudou a se mover. Sleipnir, o peco, vinha logo atrás. Carregando consigo seus equipamentos.

 

- Por que? Por que você saiu dessa maneira....?

 

- Eu... eu sei que me desculpar não adianta. Mas foi pelo bem de nosso filho!

 

Essa palavras atingiam o Lorde em cheio, que apenas tentou se aproximar da mulher amada e observar a criança sobre os braços dela. Igualzinho a mãe, pensou. Logo em seguida sorriu, forçando a não chorar de maneira alguma, como fora treinado.

 

- Ele é... – Siegfried perdeu completamente as palavras.

 

- Está tudo bem agora. Mas temos que seguir em frente agora, de volta para o reino.

 

Ambos se abraçaram, em resposta ao tanto tempo que tiveram que estar longe um do outro. E Brynhildr não continha a chorar de emoção.

 

- Vamos...

 

- Mas por que agora? Descanse... você ainda não está disposta a isso..

 

A Paladina o olhou, tentando buscar as palavras certas. Não queria dizer, mas não tinha outros meios.

 

- Siegfried... o reino dourado de Glast Heim já não existirá mais ao amanhecer...

 

_________________

 

Glast Heim

2h da manhã

 

A noite era devorada pela escuridão, diante dessa visão não havia mais nada a ser feito. As pessoas haviam perdido a esperança, os monstros horríveis vinham em movimentos cada vez maiores. Os guerreiros que ainda sobreviviam tentavam a todo custo destruí-los, mas era simplesmente impossível de acontecer. Não havia modo de salvar a cidade? Pensavam consigo próprios, e iam perdendo suas lembranças e a cada hora que se passava mais corpos eram deixados ao chão, amaldiçoados. Havia gritos de dor, e gritos de guerra, não iriam se render tão fácil, que fosse pra morrer estão seria ao lado do reino em que nasceram e morreram. O fim de tudo estava próximo.

 

- Ajudem! Termos que seguir caminho!

 

Gritava o Paladino Naglfar, enquanto que seus homens o obedeciam. Os generais se dispersavam  em busca de salvar as próprias famílias e saírem da cidade, enquanto se ficavam juntos ao lado do exercito lutando. Na aquela hora, Naglfar lembrou de Aeri, provavelmente seu grande amigo e rival estava escoltando o Rei para fora da cidade em segurança. Tinha fé que ele voltaria, acreditava nisso.

 

- Atacar!!

 

_________________

 

Os dois espadachins corriam sobre seus pecos em direção a cidade, sabiam que encontrariam em chamas. Mas não era hora de pensar sobre isso, e sim no que iam fazer. Brynhildr olhava para Siegfried com uma dor no peito, ele amava a cidade como nenhum outro, e agora iria testemunhar o fim dela.

 

- Sieg... – tentou chama-lo pra consola-lo da situação, mas não conseguiu terminar.

 

- Está... está tudo bem Brynhildr. Apenas vamos voltar e resgatar minha família em segurança de lá, não se preocupe tanto comigo, você está carregando nosso filho...

 

Brynhildr permaneceu em silencio. Enquanto olhava o pequeno bebe. Tinham que carregar a esperança consigo, era a única maneira de salvar as pessoas desse mal. Corriam o mais rápidos que podiam, e felizmente os Pecos estavam cumprindo bem seu papel, sem hesitação, como se sentissem que eles pudessem também fazer a diferença diante de tudo isso.

 

O tempo mal passou, e eles chegaram na cidade dourada que permanecia em chamas. Seus corações sentiram uma dor horrível ao passar rapidamente pela centro da cidade. Lugar que tanto Brynhildr e Siegfried conviveram e se conheceram, a visão era apenas de horror. Corpos sobre o chão, tanto de homens como de monstros. Enquanto que outros continuam a lutar e logo faziam companhia ao restante. Alguns monstros tentaram ataca-los, mas Siegfried estava com uma fúria tão intensa que os monstros os evitavam quando podiam. Abriram caminho direto, indo em direção a mansão em que viviam. Não podia ser mais considerada uma mansão, pelo jeito em que ficou destruída.

 

- Vamos...

 

- Sim. – disse Brynhildr acompanhando o marido sobre o peco.

 

Os dois mal entraram e viam um grande numero de seres que não pertenciam a esse mundo. Rapidamente Siegfried os executou com imensa velocidade, e então viam sobre a sala um grande numero de pessoas conhecidas, tanto parentes como os empregados que ali conviviam. Dor, era apenas o que podia descrever o que sentiam.

 

- Alguém está vivo?! Alguém?!

 

Gritava Siegfried, andando ao longo da entrada. Brynhildr o segurou, com uma feição triste sobre o rosto.

 

- Não me deixe sozinha... por favor.

 

- Sim...

 

Siegfried seguiu adiante, então viu dois Lordes encarando uma horda de monstros. De cara os reconheceu, ambos ativaram sua técnica máxima, o Frenesi, e executaram em segundos aqueles que estavam a sua frente. O Lorde foi na direção de ambos.

 

- Pai, mãe!!

 

- Hm..?! Siegfried..!!

 

Gritou sua mãe, lhe dando um abraço. Logo viu a Paladina e a abraçou também. Aeri, pai de Siegfried, ficou surpreso com o filho e não conseguiu reagir ao contato com ele.

 

- Vocês estão bem?! Me deixou muito preocupada ..!

 

Brynhildr ficou chocada com a mulher e pediu desculpas em referencia, logo mostrou o que havia sobre seus braços. Ambos os Lordes tiveram um grande choque.

 

- Brynhildr, ele é tão belo... – disse Aurora, gostaria tanto de pegar no neto. Mas não poderia enquanto tivesse daquele jeito.

 

- Eu... não sei o que dizer....

 

Aeri estava com uma expressão completamente diferente de antes. Mal acreditava no que via, sorriu e logo deu parabéns a ambos, com enorme nobreza.

 

- Sinto muito, mas não temos tempo de comemorar... vocês devem fugir agora mesmo...

 

- O.. que? – Siegfried não conseguiu reagir ao pai.

 

- Meu filho, não possuímos mais tempo. Glast Heim... está completamente dominada por uma grande magia negra, nada poderá viver sobre essas terras, nunca mais...

 

- Por que diz isso?! Não vamos lutar por ela, a gente não vai lutar pra protege-la?!

 

- Calma Siegfried! – gritou Aurora. – Não há mais nada que possa ser feito... nós... estamos muito felizes por vocês...

 

Os dois jovens os olhavam, e lagrimas escorriam de seus rostos. Ambos lutaram tanto para proteger os entes queridos e a o reino, que se mantinham de pé apenas pra não deixar nenhum ser corromper a cidade.

 

- Vamos Brynhildr...!

 

Os dois jovens se afastaram, o as lagrimas escorriam ainda mais de seus rostos. Subiram no Peco e fizeram uma referencia ao dois Lordes que se mantinham ali, parados e com um tom bondoso apesar de tudo.

 

- Meus pais... Adeus!

 

E ambos se afastaram, correndo o mais rápido possível. Iriam abandonar a cidade, não havia nada que poderia salva-los, e mais lagrimas caiam. E junto disso começou a chover sobre o reino. Dor, era apenas o que podiam sentir.

 

- Eles já foram Aeri...

 

- Sim... nossos herdeiros estão indo em buscar de seus sonhos...

 

- Eles nem ao menos deixou a gente dizer adeus, mas também não poderiam esperar por esse momento.

 

- Entendo...

 

De repente, uma horda de monstros novamente aparecia diante deles. Os guerreiros que perderam sua vida tiveram seus corpos amaldiçoados para toda a eternidade. Transformando-os em Cavaleiros do Abismo, Raydrics, e outros seres temíveis. Os dois Lordes permaneciam diante deles, calmos. Seus corpos estavam gravemente feridos.

 

- Vamos junto então?

 

- Desde quando você está tão feliz Aeri?

 

- Hm... desde agora há pouco...você também?

 

- Claro...

 

- Podemos estar com nossos corpos amaldiçoados... mas queria que soubesse de uma coisa... – Aurora então olhou para o marido, que sorria pra ela. Algo que a muito tempo não via. – Eu adoro te amar...

 

- Aeri... eu também...

 

Os dois Lordes então se beijaram, a horda de monstros os atacou, mas nada atingiram. Suas cabeças caíram sobre o chão, seus corpos foram reduzidos a meros pedaços. Iriam voltar, mais e mais vezes possíveis. Mas ambos não se importavam com isso, era hora de lutar pela ultima vez juntos, e iriam fazer isso pelas pessoas que amavam.

   *** Não esperava que ao escrever essa história ficaria tão interressante, e é nessas horas que percebo que essa é uma das minhas grandes prazeres da vida. Desculpem pela demora do capitulo, mas vou "tentar" terminá-la no próximo capítulo. Desde já agradeço a todos pela atenção a esse trabalho que faço com carinho. Até! E obrigado!

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 Comecei a ler primeiro capítulo, mas aqui no trampo não posso ficar brisando muito as idéias. Mas já achei interessantíssimo! Principalmente pela abordagem sobre GH e referências a Geffenia de outrora.Quando eu conseguir ler tudo (depois do 3x claro [/heh] ), prometo que posto uma opnião mais concreta!Parabéns e continue nessa garra de escrever! [/ok]

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*Limpa as lágrimas...*

Eu já estou triste pq essa emocionante história esta quase no fim..

A dias vinha olhando aqui na esperança do novo capitulo , e para variar, ele ficou muito bom !

Você foi se aprimorando a cada capitulo, e conseguiu transformar uma história de aventura, em uma História de aventura Emocionante!

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Obrigado a todos!! E é muito bom vê novos leitores e que ainda estão gostando da história!! Caramba Vlad, esse seu comentário já me faz sentir saudades! Vou trabalhar para que o último seja avassalador, pode ter certeza!! E novamente obrigado a todos!!

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 Capítulo VIII – O Inicio de um Novo Amanhecer

 

Mesmo sabendo de todas as dores,

 

Não significa que tenho que aceita-las,

 

Não significa que tenho que cair,

 

Para assim aprender a chorar.

 

Meu coração pode se partir,

 

Mas não significa que sangro...

 

Posso estar triste,

 

Mas hei de caminhar em direção ao Céu desse Amanhecer...

 

Pela luz de um novo caminho...

 

Para atravessar, qualquer obstáculo que enfrente...

 

Está na hora de Despertar.

 

 

***

 

Sobre chamas crianças choram, a noite entorno vai devorando todas as esperanças. Alguns lutam pelo que acreditam, proteger tudo o que amam. Enquanto outros tentam provar algo horrível ao mundo. Termos que aprender a perceber o que realmente precisamos. Se você agredir, é agredido de volta, e a corrente de ódio jamais poderá se parada novamente, quem decidira isso é o coração.

 

***

 

Geffenia

 

A terra natal da magia deixava de existir , os monstros invocados eram impossíveis de serem parados, e eles apareciam em números cada vez maiores. Um arquimago com todo o esforço que podia os atrasava, mas até mesmo ele sabia que era inútil permanecer na tentativa de salvar aquela terra.

 

- Mestre Garm! Mestre Garm!

 

O famoso bruxo voltou seu olhos para trás, tentando achar quem lhe chamava. Em seguida disparou um Nevasca tão monstruosa que varreu boa parte do lugar, a única coisa que sobrou foi um mero jovem elfo. Ele estava aos seus pés, com a cara tomada por um grande desespero.

 

- Argus... o que veio fazer aqui?!

 

O jovem não respondeu, permaneceu parado. Em seguida vários monstros estavam retornando. Garm sabia que seria impossível agir com o elfo sobre seus pés. Em um movimento, desapareceu. A luz do tele porte os levou para outro lugar.

 

- Argus! Diga-me o que veio fazer aqui! Você deveria ter se escapado junto aos outros!

 

O elfo estava fora de foco, olhando sem vida para as coisas ao redor, as lagrimas escorriam de seu rosto. Garm teria que fugir essa era a hora, mas um enorme vento começou a surgir sobre o lugar.

 

- Oras..! – Com um rápido movimento das mãos, o vento cessou rapidamente.

 

- Deixe o garoto...

 

Uma voz entoou sobre o alto, Garm tentou localizar o dono. Mas ficou surpreso ao ver que não conseguia sentir a presença desse ser. Argus não estava mais ao seu lado.

 

- Você... o que quer?

 

- Nada... não é mais preciso...

 

Garm não hesitou, evocou meteoros que queimaram por completo o lugar. Sobre ela apareceu duas pessoas, e uma delas carregavam Argus pelo ombro, por causa da noite não conseguia ver seus rostos. Mas sabiam o que eram, uma era sumo-sacerdotisa e a outra uma algoz.

 

- Muito bom... mas está na hora de dizer adeus...

 

- Acha mesmo que vou deixar vocês levarem esse jovem com vocês? O que pretendem?

 

- Não há nada a ser discutido...

 

Uma clarão envolveu aquelas pessoas, iriam desaparecer. Garm correu para tentar impedi-las, mas era tarde demais. Antes de sumirem percebeu algo de errado a duas mulheres, ambas de cabelo rosa e verde fizeram algo. Era uma armadilha, e a memória desse evento lhe foi apagado da mente. E mal sabia que esse acontecimento seria apenas o prólogo de vários acontecimentos de um futuro distante.

 

 

***

    

Glast Heim

 

A visual do lugar não se diferencia muito com a de Geffenia. O que fazer? Sobreviver, de fato o único pensamento daqueles que ainda continuavam de pé. Mas a esperança não era vencer a guerra agora, e sim para um dia retornar a gloria ao povo do reino dourado. Havia pessoas que acreditavam de alma nisso. Os jovens espadachins seguiam em frente, e carregavam com eles um menino que lhe continuaria seus sonhos.

 

- Estamos quase chegando no local, nossos Pecos devem estar bem. – disse Siegfried.

 

Os dois espadachins seguiam caminho pela pátio principal da cidade dourada, a visão pelo caminho lhes enchia de dor, mas as lagrimas não poderiam se para agora. Tinham uma um desejo, levar a esperança que carregam para fora daqueles muros.

 

- Siegfried?!

 

- ...? Naglfar! – os espadachins se viraram para o Paladino dourado, que estava acompanhado de varias subordinados. Os ferimentos de combate eram visíveis, e seu rosto mostrava a dor pelo reino a qual pertencia.

 

- Venham! Vamos acompanhar o Rei até Prontera, não há nada que possamos fazer no momento!

 

Os dois então olharam novamente para onde estava Naglfar, percebendo de fato que o grande Rei Tristan ali estava, envolto pela armadura.

 

- Meus jovens, graças a Odin que estejam bem! – gritou o Rei, na hora em que percebeu a presença deles se aproximando. Os demônios ainda apareciam em grande numero, e eles ainda batalham em direção da saída da cidade.

 

- Siegfried...! Diga-me, onde está Aeri?

 

Perguntou o Rei se aproximando dos dois jovens, esboçando o que seria um sorriso. Os dois permaneceram em silencio, apenas mostrando o sinal de negativo com a cabeça, Naglfar também se aproximou.

 

- Não... – disse o Rei, com uma lagrima escorrendo pelo rosto.

 

- Aeri, por que você teve que morrer?! – gritava com fúria o jovem paladino dourado, enquanto vários demônios caiam perante sua lamina dourada.

 

Os dois jovens permaneciam ali, quietos pela dor. O Rei paralisado a sua frente, Aeri era mais que um grande general de confiança, mas um dos seus melhores amigos. E era o mesmo para Naglfar, mesmo sendo grandes rivais.

 

- Tolices! Se vocês se preocuparem com isso agora, mostram o quão indignos são pelas suas vidas! Meros tolos!

 

Gritou um forte voz, que trazia contigo uma aura tão negra que todos se viraram para ele. Era Surtr, e ao seu lado havia sua companheira Fenrir, ambos arquimagos.

 

- Então como estão aproveitando o fim de tudo isso?! Diga Tristan! Seu reino miserável acabou de desaparecer por completo! – disse o maníaco homem, levantando os braços para o alto.

 

- Surtr... seu maldito! – gritava Naglfar, se preparando para atacá-lo. Mas Tristan o impediu, se posicionando a frente de todos os demais.

- Você conseguiu o que queria, destruiu os nossos lares. Mostrando a todos o quão frágeis somos, mas ainda estamos de pé, vivos. E é isso que faz com que carregamos vários sonhos, vamos reconstruir novamente nosso reino dourado e iremos derrotá-lo!

 

- Sabias palavras, meu grande Rei... – respondeu Surtr, batendo palmas. – Mas tudo não passa da mais simples ignorância, o que vocês presenciaram é a mais pura ignorância de vocês, humanos! E se acha mesmo que não pensei em todos os detalhes, está mais do que enganado!

 

- O que quer dizer com isso...?

 

- Acha mesmo que não pensei em acabar com todos vocês de uma só vez?! Nesse exato momento um exercito imenso de Orcs ruma em direção a Prontera, pronta para acabar com todos os possíveis sobreviventes! Inclusive a família real!

 

- Não pode ser, seu desgraçado! Como pode fazer isso?!

 

- HAHAHAHAAHAHHAH!!! Tolos, humanos são tão tolos!!

 

- Tristan!  Me escute! – falou o jovem Paladino dourado, com a voz firme como nunca. – Você deve partir imediatamente para Prontera com todos os soldados restantes e ir ajudar Prontera!

 

- Mas Naglfar...!

 

- Vá!! Não há tempo a perder com isso! Eu posso cuidar dele!

 

- Naglfar...

 

O Rei então reuniu todos os soldados, partindo em direção a saída do reino. Mas Surtr permaneceu a sua frente, com o sorriso beirando sobre o rosto.

 

- Se eu disse que pensei em todos os detalhes, significa que eu já planejei em como mata-los aqui e agora!

 

- Sua briga é comigo Surtr! – gritou Naglfar! Atacando com força Surtr, que recuou por alguns segundos.

 

- Se quer brigar comigo tolo, então que seja! Morra através do demônio mais imbatível que o mundo poderá conhecer!

 

O céu se encheu de trevas, e um o reino de Glast Heim começou a se abalar. Todos se viraram para Surtr, que estava fazendo uma magia nunca antes vista por ele. Uma energia imensa começou sobre ele, e dela nasceu um demônio que lembra um bode, carregando consigo uma grande foice mortal. Apenas um golpe daquilo partiu o chão em que eles estavam.

 

- Vão! Não olhem para trás! Sigam em frente!

 

- Sim... em frente guerreiros! – gritou o Rei Tristan, seguindo para os campos da cidade. Enquanto que o jovem paladino se virava para o grande demônio. Mal sabia que essa luta entraria para a historia.

 

***

 

- Por que vocês não foram com eles?!    

 

- Porque temos contas a acertar com ele... – disse Siegfried, enquanto encarava o grande demônio, logo atrás dele, estava Surtr.

 

- Se ele não for derrotado agora, irá trazer grandes problemas para todos novamente. – falou Brynhildr, colocando a pequena criança em cima de Sleipnir seu Peco-Peco.

 

O paladino suportava com grande força os ataques absurdos do Bafomé, a terra tremia com cada golpe disparado, algo que o reino dourado jamais havia testemunhado.

 

- Vocês planejam acabar comigo...? AHAHAHH!! – falava Surtr, não suportando a própria risada.

 

- Não nos subestime, garoto! – Fenrir ali permanecia, com sua risada igual a de antes.

 

- Preparem-se...!

 

Os dois jovens atacaram simultaneamente, e os arquimagos revidaram na mesma media. Meteoros caiam do céu, seguidas de uma enorme Nevasca. Uma luz explodia o chão em chamas, e golpes eram desferidos e revidados a todo o momento. Ambos lutavam com toda sua força, mesmo que isso poderia representar a morte deles.

 

- Melhorou não é Paladina?!

 

- Você ainda não viu nada! – respondia Brynhildr, enquanto disparava um Crux Divinum.

 

 O combate se seguia de forma brutal, e todos o local era transformado em cinzas, mal perceberam eles que diante daquela cena, As muralhas do grande reino, agora encharcados por sangue, refletiam os horrores. Haviam que lutar com todas as suas forças, e assim se seguiam.  

 

***

 

Abadia St. Capitolina

 

Um homem com capa preta mostrava um sorriso maléfico. Sentado perante as escadas brancas daquele lugar, segurava a adaga real que provavelmente obteve com Surtr.

 

- Está na hora...!

 

E um vento suave começou a surgir sobre o local calmo, batendo nas calmas plantas que ali estavam. O amanhecer se aproximava, e o lugar se encheu de trevas como nunca antes.

 

***

 

Glast Heim

 

O combate feroz ainda continuava, ambos os jovens espadachins estavam com o corpo exauridos, mas seu espírito sobrepujavam tudo. O grande Bafomé se via com mais fúria que antes, evocando magias assustadoras. Mas Naglfar permanecia de pé, e lhe revidava com Crux Magnum cada vez mais impressionantes. Lorde Siegfried disparava vários golpes em questão de segundos contra Fenrir, que permanecia viva, se regenerando novamente por mais que fosse ferida. E Surtr e Brynhildr trocavam olhares seguidos de vários ataques incríveis.

 

- Chega...!

 

- O que disse...? – perguntou Brynhildr, enquanto Surtr havia parado de atacar.

 

- Não preciso mais, não é comigo que devem se preocupar...!

 

Antes que pudessem reagir, Surtr jogou sobre Brynhildr e Siegfried asas de borboletas. Os dois foram envolvidos pela luz, sem poderem reagir. Sleipnir correu para socorrê-los, mas foi levado junto.

 

- Seu maldito...! O que foi que você fez?! – Naglfar se esquiva do grande demônio, enquanto corria em direção ao arquimago, que se desvencilhou rapidamente.

 

- Não se preocupe Paladino, eles estão salvos, mas por pouco tempo. E de que adianta saber mais sobre isso, você, eu, ninguém que já os encontrou alguma vez na vida vai se lembrar deles!

 

- Como assim? O que quer dizer com isso?!

 

- O destino deles está selado, e todas as memórias que alguém obteve com eles será apagada graças a uma maldição!

 

O grande demônio Bafomé novamente atacou, Naglfar se voltou para defende-se. Mas não acreditava no que ouvia, o que Surtr pretendia? Sabia que era hora para atacar, e derrota-lo mesmo que isso lhe custasse a vida. O feixe de luz que apareceu e dominou o lugar foi o ultimo que Glast Heim presenciou, encerrando a grande guerra que acabou com dois grandes reinos.

 

***

 

Prontera

 

- Abram os portões para a entrada do Rei Tristan!

 

Gritava um dos soldados, e os outros o obedeceram rapidamente. Junto aos guardas do reino, havia inúmeros seguidores e herdeiros da grandes famílias.

 

- Por favor, apronte tudo o que for necessário para assim ajudar os sobreviventes da guerra. Fortaleceram como nunca as proteções de Prontera...

 

- Sim, senhor... – ouviu um dos soldados, que desapareceu entre os outros logo em seguida.

 

Tristan estava com o coração incrivelmente partido, uma dor que não conseguia suportar sobre si mesmo. Queria chorar, mas não podia, era hora de agir. Se dirigiam então para o grande palácio que haviam construído para homenageia as vindas dele a cidade. Passando pelo monumento das mãos, percebeu que esse evento afetou de maneira irreversível todo o mundo. Todos os grandes continentes perderam comunicação, e ficaria assim por um longo tempo.

 

- Meu Rei!

 

- Diga soldado... por favor, que seja boas noticias...

 

- Sinto muito meu Rei... mas houve um comunicado vindo de Glast Heim e chegou a pouco tempo...

 

- E o que seria...?

 

- O grande General Naglfar, numa luta heróica contra um demônio denominado Bafomé... acabou falecendo por causa dos graves ferimentos recebidos...

 

- Naglfar...! – falou com o tom em choque.

 

- A cidade de Glast Heim não poderá ser habitada por vivo no momento... a terra está maculada como nunca, será preciso uma fronte unificada de grandes guerreiros para purificá-la ao seu estado anterior..

 

- Não diga besteiras...

 

- Meu Rei...?

 

- A cidade nunca mais voltará a ser a mesma... não diante do demônio mais perigoso que poderíamos enfrentar. O Senhor das Trevas está sobre nosso mundo...

 

O Rei olhou de relance pela janela, percebendo inúmeros movimentos. Como se a Natureza estivesse sofrendo, num horror absoluto.

 

- Temos que dá a Naglfar um enterro digno... mas precisamos saber sobre Surtr...

 

- Ele desapareceu meu senhor, ele foi responsável pela invocação do Bafomé. Instantes depois ele desapareceu de vista de acordo com os soldados de Naglfar. Enquanto os outros, não houve mais ninguém que pode ser visto...

 

- Ele vai voltar, um dia vai. E será nessa hora que precisamos estar preparados... Aeri, Naglfar. Todos os grandes heróis faleceram, e não deixaram nenhum herdeiro. Mas que tragédia nos sofremos... temos agora que sobreviver aos Orcs...

 

 

***

 

O dia está amanhecendo, e os últimos instantes que podemos testemunhar está agora acontecendo. Uma linha de emoções, que se fundem lentamente. Uma historia vetada por todo o sempre, se aproxima o fim.

 

Abadia de St. Capitolina.

 

Os olhos de Brynhildr de se abriam lentamente, vitima de uma teleporte brusco, perdeu a consciência. O que mais lhe assustou foi o fato de estar na terra onde cresceu. Olhou pros cantos e percebeu ali, Siegfried e seu Peco Sleipnir.

 

- Acorde Siegfried... – O lorde abriu seus olhos devagar, se movendo de pressa em posição do combate.

 

- O que aconteceu?

 

- Foi obra do Surtr...

 

- Olá amigos...

 

Os dois rapidamente voltaram seus olhos para o dono da voz, que estava na estava sentado com uma criança sobre o colo. Era um mulher e seu rosto foi reconhecido rapidamente pelos dois..

 

- Theresa...? Mas como?

 

-...? O que foi Brynhildr? Parece abalada com minha presença...

 

- Não pode ser... você devia estar morta... – disse Siegfried perplexo.

 

- Não fale essas coisas... como podem ver estou viva, isso não é bom...?

 

Os dois se aproximaram da mulher, com a postura em tom de desconfiança.

 

- Vocês tiveram um belo filho... que bom não é...?

 

- Theresa...

 

- Tome.. enquanto vocês estavam caído, tomei conta dele por vocês...

 

Brynhildr então pegou a criança, era Theresa. Uma certeza absoluta, apenas ela poderia lhe fornecer tanto calma num momento desses. Sorriu, em seguida a abraçou com o rosto cheio de lagrimas.

 

- Que foi Brynhildr? Não vê que sou eu?

 

- Sim.. sim! Que bom não é? Que bom!

 

- Theresa... como foi que você...

 

- Depois lhe explico... – falou em direção ao jovem Lorde. – Mas primeiro uma parte de vocês terá que partir...

 

Antes que pudessem reagir, o chão se partiu. Um terremoto de escala absurda, que levou boa parte da Abadia junto. A mulher se levantou, com o tom normal de sempre, o sorriso calmo direcionando aos dois.

 

- Impressionante Siegfried... você aprimorou seu Frenesi a ponto de escapar de um Terremoto! Realmente incrível... pena que não foi possível escapar completamente do ataque...

 

O jovem estava de joelhos a frente da mulher, a cem metros. Seu corpo não parava de sangrar, com seus órgãos internos gravemente feridos. Sobre seus braços, estava Brynhildr e filho.

 

- Siegfried!! – gritava Brynhildr, tentando ajuda-lo.

 

- P-pare... não... faça isso. Você tem... que fugir... daqui...

 

- Não! Não posso deixá-lo...!

 

- Mas que triste... – disse a mulher, com a mesma calma de antes.

 

- Você... você usou o corpo de Theresa! Quem é você?!

 

- Brynhildr... – falou o lorde ferido, fazendo de tudo para permanecer de pé, sem sucesso.

 

- Eu... não vou perdoar você! Você que era aliado do Surtr, não era?!

 

- Brynhildr... não diga uma coisas, eu não seria capaz de fazer uma coisa dessas...

 

Brynhildr se aproximou de Siegfried, ajudou a levá-lo a um canto seguro. Depois lhe deixou sobre seus braços, o pequeno Khaoh. Então se posicionou a frente a mulher com a imensa de Theresa, apontando a fabulosa Excalibur.

 

- Pretende realmente lutar comigo Brynhildr? A pessoas que cuidou de você desde bebe? Por quê?

 

- Jamais... jamais diga isso novamente. Theresa... nunca iria ferir quem eu amava...

 

- Desse jeito serei obrigado a me defender de você... não faça isso...

 

A aura de Brynhildr apareceu, a energia que transbordava de seu corpo era incrivelmente maior de quando enfrentou Fenrir, queimando o próprio ar perto dela.

 

- Prepare-se...!

 

- Acha mesmo... – a mulher desapareceu, instantaneamente se movendo pra perto de Brynhildr. –.. que vou deixar você sequer saber que morreu?

 

Brynhildr se desviou do ataque, sua velocidade era tão rápido quanto a de quem se passava por Theresa. O combate começou de forma impressionante, uma troca de golpes que deixaria qualquer um assusto se visse aquilo. Mas a arma da mulher era reconhecida por Brynhildr, a adaga real.

 

- D-droga... – resmungava Siegfried, a dor era tão intensa que mal podia se mover. Mas algo começou a chamar sua atenção. – Não pode ser... Khaoh, está chorando...?

 

A pequena criança nem havia chorado uma vez sequer quando nasceu, e num momento drástico começou. Siegfried nada podia fazer, a não ser consolá-la, e torcer para que Brynhildr vencesse o inimigo que havia a sua frente. O corpo o forçou a entrar em coma, nada mais podia fazer agora.

 

- Vamos Brynhildr! Me mate! – gritava a mulher enquanto disparava vários golpes. Brynhildr os revidava o quanto podia.

 

- Por quê?! Por que está usando o corpo de Theresa?!

 

A mulher apenas respondeu em forma de sorriso. Brynhildr ficou com mais fúria do que antes, atacando como podia. Mas ela conseguia desviar de todos eles com imensa facilidade.

 

- Irei começar a acelerar o passo... será que me acompanha?

 

- Não me subestime!

 

Para o azar de Theresa, as coisas ficaram piores. Mal conseguia acertar um único golpe nela, em troca era atingida em pontos vulneráveis a cada momento. Até que caiu de joelhos por um instante.

 

- Esse é o máximo que consegue? Realmente uma pena...

 

- Não perdi ainda...

 

- Então sobreviva a isso!

 

Novamente o Terremoto foi utilizado, e dessa vez Brynhildr não tinha a menor chance de escapar desse ataque. Seus corpo sentiu tanta dor que o cérebro não conseguiu processa-lo, nem ao menos gritou. Foi levada, soprada ao vento como poeira. Caiu no chão, estava viva mesmo com o corpo completo de ferimentos, mas com certeza não seria por muito tempo.

*** Olá pessoal, eu terminei a Fic mas para minha surpresa o capitulo ficou maior que planejado, portanto vou dividi-la em duas partes. Com isso tive uma ideia para usar quem leu na história para fazer uma participação. Pode ter certeza que vou fazer de uma maneira interressante, espero que gostem!

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Finalmente consegui terminar a leitura...estou me recuperando de uma dengue terrível, e mal consigo sentar...

Porém pedi pra minha esposa lêr para mim, e postar meu comentario aqui:

O capitulo final está muito bom, as batalhas estão mesmo muito emocionantes e agitadas, fiquei com algumas dúvidas no inicio, mas vamos esperar o desenrolar da historia para solucioná-las.

Mais uma vez vc está de parabéns pelo capítulo, men!

Off:

Agora estou mais curioso sobre como vc vai por em prática essa sua ideia ..

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 Capitulo Final – O inicio de um novo Amanhecer II

 

Viver é Morrer

 

Quando um homem conta uma mentira ele mata

 

Alguma parte do mundo

 

Estas são as pálidas mortes com que

 

Homens desperdiçam suas vidas

 

Isso tudo eu não posso mais suportar

 

Presenciar

 

Não pode o reino da salvação

 

Levar-me para casa

 

 

***

A jovem Paladina permanecia no chão, não sentia mais qualquer reação do corpo. Iria morrer, esse sentimento não lhe saia da mente. Ao mesmo tempo buscava seus entes queridos, mas não tinha como. Uma lagrima escorria pelo seu rosto, pelo fato de fracassar novamente em tentar proteger alguém.

 

- Levante-se! Você ainda não vai morrer tão cedo! – falou a mulher, puxando-a e forçando-a a ficar de joelhos diante dela. – Primeiro você deve sentir toda a dor possível! Com quem vamos começar? Seu querido companheiro ou o pequeno filho? Talvez o peco inútil que veio junto com vocês!

 

- P-pare... – tentou falar, mas nem conseguia. Implorar? Era tudo o que poderia fazer no momento.

 

- Que? Não estou escutando Brynhildr... se quiser proteger alguém, deve gritar por isso!

 

- PARE!

 

- Agora sim...mas é tarde. A não ser que mate quem você amava jamais vai conseguir salvar ninguém...

 

- Por que...?

 

- O que disse?

 

Brynhildr ficou ali, aos pés da provavelmente algoz. A dor cessou, não sentia mais nada. Lembrou que uma vez Raphaela disse se você está morrendo e parar de sentir é dor é ruim. Começou a chorar, se lembrando de tudo que lhe aconteceu na vida. Como cresceu ao lado de Theresa, Raphaela. Conheceu Siegfried e virou uma Paladina para proteger quem amava, por fim teve Khaoh. Olhou pros cantos, buscando a imagem das duas pessoas que queria proteger no momento, e assim percebeu que Khaoh chorava nos braços de Siegfried. Uma imagem que jamais imaginaria ver naquele momento.

 

- O que foi Brynhildr? Está com medo de morrer?

 

- N-não... eu perguntei uma coisa...

 

- HEH! E o que seria isso?

 

- Por que... NÃO MORRE DE UMA VEZ?!

 

A lamina da excalibur ali estava, Brynhildr mal sabia, mas tinha continuado a segurar a espada com tanta força como antes. Disparou um único golpe, que literalmente partiu a mulher em ao meio. Afastou-se o quanto pode, o corpo permaneceu ali no chão imóvel, Brynhildr tentaria se levantar, mas não conseguia por causa dos ferimentos.

 

- Acabou... finalmente acabou...

 

- Acha mesmo?

 

Brynhildr ficou abalada, tentando compreender. Apenas percebeu o corpo novamente se levantar, não reagiu. Apenas sentiu a lamina da adaga lhe transpassar o corpo, sem que ela mesma percebesse. E depois a mulher se afastou, se bem que agora não estava mais com o rosto de uma mulher, e sim de um homem. Brynhildr o reconheceu.

 

- Como...? O... que é... você? Jormungand...?

 

- Se perguntar o porquê dessa minha forma, deve saber o que eu pretendia com você. Mas irei lhe explicar...

 

A Paladina permaneceu paralisado, permanecia consciente apesar de tudo. A mão se apoiou sobre o corte pela qual a adaga acabou de transpassar.

 

- Graças ao Khora, ele acabou criando a Excalibur que você possui... é claro que com isso os grandes guerreiros conseguiram me lacrar naquela época e assim construir Glast Heim. Mas naquela época, aconteceu algo muito pior, ele pediu assim como você a ajuda das Nornas para criá-la. Eu é claro, prometi que me vingaria tanto dele, quanto de todos os heróis que fizeram isso...

 

- Eu... já ouvi... essa historia...

    

- Sim... as Nornas lhe contaram. O poder da Excalibur acaba por interferir no próprio destino da pessoa, mas para alguém como você. Isso seria mais do que trágico...

 

- O que... quer dizer?

 

- Se o destino dessa pessoa sofre interferências que nem as Nornas podem manipular... o que acha que seria? O seu próprio filho, você ouviu isso delas... Uma criança dessas faria um grande estrago ao mundo com tal poder. E eu pensando nisso visei você desde o inicio unicamente pra tal. Já que junto de seu amado, vocês não passam de meros piões do que acontecem. Ainda mais por serem frutos de outro ciclo que aconteceu no passado. Certo? Não achou estranho você e ele logo se chamarem Siegfried e Brynhildr?

 

- Você sabia... disso desde quando?

 

- Não subestime a mim, Jormungand. Gastei muita força pra criar essa personificação, então dei a Surtr de usar meu sangue e criar esta adaga. Com ela e uma grandiosa magia negra dela, puder fazer o que eu sempre quis... basta eu usa-la essa criança aos meus propósitos e poderei destronar até mesmo os deuses!

 

- Seu... maldito...

 

- Não se force tanto... vai morre a qualquer momento. Que não seja cuspindo sangue...

 

Brynhildr levantou com pouca força que tinha as mãos ao alto. E com isso, começou a cantar um glorioso canto. Jormungand permaneceu ali, parado.

 

- O que pretende? Quer que eu tenha piedade de vocês por causa de uma canção?

 

- Se... meu destino é morrer... que seja protegendo as pessoas... que amo.

 

- Isso não vai...adiantar nada..?

 

Jormungand permaneceu parado, estava petrificado. A adaga começou a se partir, o lugar parecia estar agindo de acordo com o canto, tentou escapar, mas isso não era possível.

 

- O que você está fazendo?!

 

A própria Excalibur regia ao canto da jovem, Jormungand mal conseguia se mover. A aura do lugar estava ficando pura como antes, calma. Mas isso apenas estava acelerando o processo de morte de Brynhildr.

 

- Sua maldita! – adaga se partiu ao meio sobre as mãos de Jormungand. – Mesmo com isso não será capaz de me matar! Agora morra!

 

Um som forte pode ser escutado, o golpe de Jormungand não surtiu o menor efeito. Algo havia bloqueado. Brynhildr encerrou o canto, que lhe roubaria seus últimos suspiros de vida, mas algo a segurou antes de cair.

 

- Se alguém entoa um canto desses, é claro que viríamos para ajudá-la...

 

- ...Valquírias?! – falou Jormungand se afastando.

 

- Já chega! Você deve voltar para onde pertence!

 

- Você aqui?! Mas como?! – gritou desesperado, mas nem conseguiu reagir a luz em que foi submetido, desaparecendo logo em seguida.

 

Brynhildr permaneceu sobre os braços de uma delas, com lagrimas pelo rosto. As Valquírias se aproximaram ao seu lado, como se a tivessem consolando, percebeu mais alguém se aproximando, e mal conseguiu corresponder.

 

- O-odin...

 

- Não precisa dizer mais nada... tudo ficará bem agora.

 

***

 

Brynhildr não sabia o quanto de tempo poderia ter passado, se estava viva mesmo ou morrido. Parecia ter dormido por décadas. Levantou-se depressa, e percebeu que não estava mais com suas vestes. Percebeu que suas vestes nobres que estavam sobre a mesinha, vestindo rapidamente foi para fora da casa. Sentiu-se bem, já que não estava mais desgastada como antigamente.

 

- Venha comigo...

 

- Hã? – olhando ao redor, percebeu uma mulher com uma incrível armadura.

 

- Sou a Valquíria Hrist, por favor me siga...

 

Brynhildr levou um susto, Valquíria? Então estava em Asgard, o que será que aconteceu? Não perguntou nada, apenas obedeceu a Valquíria e a seguiu. Logo chegaram num grande templo, imenso e que de longe supera a arquitetura de Glast Heim. Adentrando o local, viu uma outra pessoas com as mesma vestes que a sua.

 

- Siegfried...!     

 

- Brynhildr! – respondeu o Lorde, vindo em sua direção. Os dois se abraçaram como nunca, dando um beijo logo em seguida.

 

- Que bom que estamos bem...! – choramingava a Paladina.

 

- Sim...

 

- Por favor, nos sigam...

 

Todas as outras Valquírias ali estavam, e então se dirigiam para o grande salão. Na qual os Deuses conviviam, os dois ficaram assombrados com o que viram. Todos os grandes Deuses ali estavam, Tyr, Balder, Thor... sobre o centro estava Odin.

 

- Que bom que já se recuperaram... ! Isso é muito bom...

 

Os dois responderam em agradecimento, estavam completamente envergonhados perante aquela cena, mal conseguiam reagir a elas.

 

- Tenham calmas, não precisam ficar nervosos...

 

- Sinto muito, grande deus Odin... somos meros mortais diante de ti...

 

- Não falei desse jeito Paladina Brynhildr... se não fosse pelo seu desejo único de salvar a vida do filho, não poderíamos tê-la escutado e a serpente Jormungand teria realizado seus planos...

 

- Sei que não é hora... mas gostaríamos de saber sobre nosso filho e nosso futuro?

 

- Siegfried! Como pode pensar numa coisas dessas a essa hora?! Tudo bem, entendo que estejam preocupados com ele, então sigam comigo agora...

 

Os dois seguiram Odin, que os levou para uma área que jamais haviam imaginado que existia. Uma terra pura, que não possua um pingo de mal, era uma vista impressionante. Logo sobre uma das maiores arvores, estava uma mulher e então se aproximaram dela.

 

- Freya... - falou Odin, a deusa estava cuidando sobre seus braços de Khaoh. Que permanecia em silencio, dormindo. Em torno havia uma proteção.

 

- Grande Odin... como pediu, tratei da maldição que o garoto possua. Mas...

 

- Entendo...

 

- Mas o que...? Sinto muito Odin, mas diga-nos o que houve...

 

- Vocês dois... Brynhildr e Siegfried, estão em estado semimortos... – os dois ficaram paralisados, sem conseguirem reagir as palavras do grande deus. – Por hora, eu já os até considero Einherjars dignos de honra...

 

 - Como...? Nós morremos mesmo? – perguntou Brynhildr.

 

- Como eu disse, quase mortos... apenas de entrar em contato com uma parte de Jormungand já teria lhes matado, mas vocês sobreviveram a isso. Não significa é claro que possam voltar a vida normalmente, apenas conseguiram ficar nesse estado se permanecerem aqui, em Vanaheim. Até que cuidem completamente de todas as feridas possíveis...

 

- Mas e nosso filho...? – perguntou Siegfried, Freya se aproximou e entregou a criança para Brynhildr.

 

- O estado dele é mais cuidadoso do que a de vocês... ele não está ferido. Mas o contato com a grande Serpente causou graves danos à alma dele, ele permanecerá em um estado de sono até...

 

- Até o que...? Diga por favor...

 

- Até que a terra sagrada de Vanaheim, o ponto mais de yggdrasil, possa restaurar por completo a alma dele... mas isso pode durar anos, não, centenas de anos...

 

- Centenas de anos?! Mas ele vai acabar...

 

- Pensamos nisso Siegfried... mas a terra sagrada de Vanaheim cuidará disso. Ela permite que um ser vivo demore anos para envelhecer. Então se possuem fé, ele voltará a ficar bem, Mas depende de como vocês querem preencher a memória dele durante isso... quando despertar, ele deve estar pelo mínimo com a idade de 14 anos..

 

- Use as minhas...

 

- Brynhildr? – perguntou Siegfried.

 

- Coloque as memórias que possui quando era jovem para preencher esse vazio que vai ser deixado.

 

- Se assim desejas, tudo bem...

 

- Odin, agradecemos do fundo do coração o que fez por nós...

 

- Não diga isso, quem fez a diferença foi vocês... e continuaram fazendo por um longo tempo. Até mesmo seu filho, quando realmente despertar, também o fará. Ele vai ajudar o mundo a enfrentar todos os maus que possui, será um grande guerreiro também...

 

- Mas e a interferência dos destinos...? – falou Brynhildr.

 

- Ele é seu filho, eu sei que ele aprenderá a possui rédeas disso também... quando a hora chegar e ele for testado pra tal... mas essa história será vetada por todos. Apenas eu e vocês ficaram de fato sabendo dela, não queremos que mais ninguém use essa informação.

 

Os dois deuses então se afastaram, deixando apenas o casal e seu filho descansando. Mesmo que tivessem perdido muita coisa, sabiam que o destino deles lhes recompensou agora, e assim viveram pra sempre.

 

- Olhe Siegfried... mesmo dormindo ele sorri as vezes...

 

- Sim... e isso é muito bom...

 

***

 

Tempos se passaram desde então, outras lendas surgiram e desapareceram. Monstros tentaram novamente dominar o mundo, mas valorosos guerreiros os enfrentaram com honra e os baniram novamente para as trevas. Mesmo que alguns deles nunca sejam lembrados novamente, o que importa é o a lembrança deixada no coração daqueles que lhes encontraram. Desde o jovem Khora até o pequeno Khaoh, e uma nova parte dessa historia terá que ser continuada, e você também poderá fazer parte dela.

 

- Minha nossa... não estou muito bem hoje...

 

- Não acredito que permaneceu aqui mesmo nessas condições Vlad, vá embora para casa, deixe que eu cuide de tudo por aqui.

 

- Nada disso Zion, esses aprendizes também precisam de mim. Que mal me fará ajuda-la um pouco nessa tarefa..?

 

- Se assim acredita... não coloque a culpa em mim depois...mas o que será aquilo?

 

A jovem mulher seguiu alguns instantes para uma arvore que ali estava, percebendo um jovem de cabelos brancos. Vlad se aproximou, chamando a atenção do garoto, que permaneceu dormindo.

 

- Ei, garoto... vamos! Não é hora para dormir, você deve fazer logo seu treinamento, quando terminar poderá voltar para casa...

 

- Eu não tenho... lugar pra voltar... – falou o garoto, se levantando lentamente para os dois.

 

- Como assim? Qual o seu nome?

 

- Meu nome...? – falou o garoto, parecia meio cansado, como algo tivesse acontecido. – Me chamo Khaoh... Khaoh Khora...

 

- Entendo... Khaoh. Explicarei-lhe o que deve fazer... – falou Zion, seguindo as regras a qual submetida. Mas Vlad a interrompeu.

 

- Diga-me jovem, de que família você veio? Você parece estar perdido... não tem nenhuma informação com você para mostrar o que aconteceu?

 

- Por que...? Por que devo seguir em frente? – o jovem parecia confuso, a mente distorcida. – Não quero mais chorar...

 

- Pare com essa idiotice! – gritou Vlad, lhe dando um soco no rosto. O jovem mal conseguiu perceber o que aconteceu, caiu no chão. As lagrimas lhe caiam pelo rosto.

 

- Vlad?! O que pensa que ta fazendo?! – gritou a jovem Zion, se colocando em sua frente.

 

- Um garoto que chora antes mesmo de tentar não merece sequer um pingo de minha paciência. Ninguém que aja assim merece seguir em frente, sem dever se envergonhar pelos seus atos mesmo sendo uma criança...

 

Um silencio pairou pelo lugar perante alguns segundos. O jovem se levantou, as palavras daquele homem lhe tocaram profundamente. Então procurou sobre si alguma coisa, achando uma carta.

 

- Você acha que alguém poderia ter deixado essa carta para mim...?

 

- Apenas descobrirá se ler...

 

O jovem a abriu, e rapidamente percebeu seu conteúdo. Eram poemas de sua mãe.

 

- Como... sou um idiota...

- O que foi garoto? – perguntou Vlad.    

 

- Minha mãe... viveu boa parte da vida escrevendo belos poemas. Eles eram incrivelmente tristes, mas após escreve-los, elas os cortava e em seguida jogava no mar. Ela dizia...- as lagrimas novamente escorriam pelo rosto do garoto. – Que quando fazia isso, todas as suas tristezas eram levadas para o mar e assim purificadas... essa era a forma dela... permanecer firme em qualquer situação...

 

As duas pessoas permaneceram na frente do garoto. Sem responder ao que ouviram, mas se sentiram tocados pela carta.

 

- Obrigado ao dois... ! – correu o garoto, seguindo para dentro do castelo a sua frente.

 

- Para onde você está indo Khaoh?! – gritou Vlad.

 

- Estou seguindo em frente! Para reencontrar meus pais e fazer meu próprio caminho!

 

- Então que seja! Boa Sorte!

 

- Agradeço por tudo! Até!

 

O jovem desapareceu de vista, e Vlad se sentiu muito bem depois disso.

 

- Agora que acabou a confusão, será que poderia ir logo para casa Vlad?

 

- Por que Zion? Agora que o dia começou...

 

 

***

 

Pequeno Diário de Khaoh

Primeira aventuras.

 

Geffen - Torre Central

 

Diante da bela vista da cidade, percebi o quão diferente estava quanto ao passado. Sim, pois no passado era chamado de Geffenia, mas minha aventura começou mais cedo do que se podia imaginar, minhas memórias revelavam tudo do que eu podia.

 

***     

 

Eu nasci em Glast Heim, perante a grande Guerra, eu ainda era uma criança que nem podia segurar uma espada, e meus pais, desventurados conseguiram fugir daquele horror e me criaram na Abadia de St. Capitolina. Nem mesmo eles sabiam o que de fato aconteceu, e se negavam a me revelar algo, mas minha mãe, Brynhildr, sabia que não podia esconder esse fardo para sempre. E ao alcançar quinze anos de minha vida, eu já sabia todas as lendas e lugares possíveis que meus pais já havia seguido, como também a linhagem que lhe corriam pelas veias. Minha mãe era órfã, e meu pai Siegfried, era herdeiro de uma grande família real que possuía apenas espadachins, e seu fundador havia até mesmo ajudado a derrotar a grande Jormungand ao lado do Rei Tristan.

 Mas a história não acaba aí, pois eu sinto isso. Mas nada me vem a mente, a não ser uma grande luz nos protegendo. Eu acordei em frente ao castelo, e lá havia uma mulher que guiava os aprendizes e um grande homem chamado Vlad. Ao meu lado havia uma carta, com a letra de minha mãe, e percebi o que de fato havia acontecido comigo, eu não estava mais na mesma época. Segui para o castelo, na qual eu precisava falar ao Rei, mas depois de tanta confusão lá dentro descobri uma fatalidade, ele havia morrido. Conheci o padre Bamph, e percebendo minha grande força de vontade, me indicou a se aliar a uma sociedade que possuia um General de lhe grande confiança. Eu com certeza não achei boa a idéia, pois sabia que a era atual parecia enfrentar um grande mal, e não queria prejudicá-los, mas Bamph nem ao pior deixou falar e repentinamente fui parar em Geffen, com uma carta de recomendação na mão.

 

***

 

Segui para o centro da cidade, onde havia mais pessoas. Logo encontrei a General, já que todos ali a reverenciavam. Bonnie Heart era seu nome, e percebi logo que era alguém não apenas de grandes feitos, mas de uma personalidade firme. Apresentei-me a ela, e lhe mostrei a carta. Mal percebi e já estava com um brasão com o nome Gullwings no braço, tentei imaginar pelo menos o que estava escrito na carta para se aceito tão rapidamente. Ela sorriu e me estendeu a mão, tentei apertá-lo, mas uma pequena cigana pulou em cima de mim em alvoroço, e as duas começaram a discutir, e descobri que ela se chamava Lost Heart.

 

Depois de tudo, descobri a história do Gullwings, da General e pouco a pouco de seus integrantes, como a bela cigana Adelle, enquanto brincava junto com Angelius, o sumo sacerdote, Argus e sua imensa vontade de fazer a diferença. Spades e sua mania igual a mania de dormir ao dia, a bondade de Neko, as brincadeiras de Gus, a experiência de Constantine. Havia mais, mas vou conhece-los aos poucos, assim como Sorah, uma pessoa que entrou quase ao mesmo tempo em que eu.

 

Tentei ser conservado, para não tentar chamar tanta atenção, e fui vendo o porquê de Bamph ter me enviado a essa sociedade. Passou-se alguns dias, e descobri que tipo de mal estava se assolando pelos reinos, e jurei erguer minha espada assim como os bravos guerreiros antigos do Reino Dourado de Glast Heim e minha grande família que sempre foi, e levar fazer com que seu nome novamente seja lembrado por todos.

 

Fim da Carta.

 

Ps: Acredito que vou ficar descansando na Abadia enquanto posso, pois é o lugar que mais me faz recordar do passado e dos meus pais.

 

***

 

Al De Baran

13h

 

O sol escaldante beirava o grande Céu, mas para o bem de todos estava tendo uma brisa confortável. O jovem chegou a cidade, era hora de conhecer de fato a mansão do renomeado Gullwings. E todos os seus membros após finalmente os eventos da destruição de Morroc ter acontecido. O espadachim atravessou a multidão, determinado em encontrar uma informação perante a casa deles. O que surpreendeu, ficou perdido durante quase uma hora até realmente acha-la.

 

- Licença...

 

Foi entrando, com o efeito de um Aumentar Agilidade dado por um sumo-sacerdote que ficou com pena do jovem. Percebeu logo de cara algo inusitado, uma cigana com calças fazendo posições estranhas, e varias outras mulheres a acompanhando a cada passo.

 

- Jovem Kháoh! Junte a nós...! Movimento da Garça no Tronco.

 

- EHR... melhor não, Lost. Alias meu nome não tem acento... sinto muito...

 

- HM, tudo bem... depois me encontre no quarto lá em cima...

 

- Pra que?

 

- Você vai descobrir quando tiver lá...

 

- Que estranho... – sorriu o jovem sem compreender o que ela pretendia. Seguiu para o quarto, onde havia várias vestes rasgadas. Uma cigana e um sumo brincavam de algo.

 

- Adelle e Angelius...? Que estão fazendo?

 

- Oh, Khaoh... quer brincar de... como posso dizer. Você tem que postar algo, fazer mais outras e tirar sarro do Argus ou perde uma parte da roupa. Tem mais outros termos, mas vamos explicando aos poucos para você...

 

- ... Realmente... é melhor não. Até...

 

- Tudo bem então... – disse o Angelius, enquanto pegava informações dos ouros e arrancava uma parte da roupa da Adelle, fazendo com que seus seios por pouco não ficassem a mostra.

 

- Ei, Angelius, ctrl-c e v não vale! E tu ainda tá bem atrás de mim...!

 

O jovem se afastou, temendo ser vitima de algo errado. De repente pulou para o lado, uma adaga venenosa ficou fincada na parede. Tentou achar o alvo, mas apenas viu um Lorde ruivo desacordado no chão, junto com um Mestre- Ferreiro.

 

- File!! Cadê você?! – gritava uma algoz de cabelo verde. Que percebeu o jovem espadachim, Khaoh tentou correr, mas esse tentar era mais como uma tentativa de dar uma grito surdo. A mulher rapidamente se aproximou dele, impedindo qualquer um de atravessar a porta.

 

- Rinoa, tenhas calmas. Seus olhos estão fora de foco, desse jeito você vai acabar matando alguém...

 

- Khaoh... você é o único que me entende...- choramingava a moça, forçando o jovem espadachim a abraça-la para tentar apazigua-la.

- Olha, você não tá a fim do Scan não...? Bem, foi isso que a Bonnie me contou uma vez... – falou o jovem, enquanto pressentia a katar lhe fazer carinhos nas costas.

 

- Não... não estou... – o olhou dela pareceu fugir do raio, ela não tava bem mesmo.

 

- Sinto muito... – o jovem espadachim lhe bateu rapidamente com uma garrafa, e a Algoz desmaiou em seus braços. Colocou-a na cama, e rapidamente buscou ajuda através de um mordomo que servia a mansão.

 

- Grande Khaoh, eles no salvou...!

 

Gritou os dois homens que aparentam estar desacordados. Khaoh estranhou o fato deles serem incrivelmente fortes e não terem nenhuma chance contra Rinoa.

 

- Então Khaoh, pretende ser Lorde? Paladino? Será uma escolha difícil não? Depende muito de como você saberá usa-la e seu gosto é claro. Então? O que diz?

 

- Aioros... desde que eu consiga proteger aqueles que prezo. Estarei muito bem... como você tá Gus?

 

- Bem... agradecido pela ajuda... o Spades está ali atrás. Mas pode deixar que eu mesmo cuido dele, ele levou um chute logo na cara...

 

O tempo passou um pouco e todos se preparavam para um festa que iria acontecer. Todos da Gullwings iriam comparecer, e mesmo que seu antigo não voltasse mais ao normal. Khaoh sabia que estaria bem agora, pois esse era seu novo lar. Conversou bastante com Constantine, recebeu ajuda de Neko, viu as brincadeiras de Gus. Percebeu a vontade de Argus, um elfo que presenciou o fim de Geffenia, assim como Rinoa. O Spades tranqüilo no canto. Sobre o centro estava Bonnie, sorrindo por todos estarem bens depois de tudo.

 

- Olá Sorah... como vai?

 

- Oi, Khaoh... tudo bem e você?

 

- Ótimo...

 

- Mesmo sendo novatos nesse conjunto, acho que já estamos mais reunidos que o costume... isso é muito bom...

 

- Sim... – disse o jovem bruxo. Batendo um brinde com Argus e agradecendo o espadachim.

 

- Bem pessoal, acredito que a festa já foi preparada. Agora basta esperarmos o horário certo, outros vão vim e espero que se divirtam com isso...

 

Todos atenderam a Marechal, cargo máximo que alguém poderia atender. Bonnie logo se afastou, puxando a orelha da Lost, e assim todos se divertiram. O jovem Khaoh olhou para os Céus, o tempo estava bom.

 

- Agradeço pela ajuda... eu não estou mais sozinho. Pode deixar que nos encontraremos novamente, meu pais... meu caminho está apenas começando.

 

O jovem olhou fechou os olhos um instante e deu um breve sorriso, voltando para os companheiros logo em seguida. Era hora de trilhar seu próprio caminho, mas agora não estava sozinho.

 

***

 

FIM

 

***

 

Epílogo I – Sonhos

 

A Paladina seguia em frente, encontrando o grande deus Odin a sua frente. O lugar era tão belo quanto pacifico.

 

- Acredito que terminou o que deveria...

 

- Eu agradeço profundamente por toda a ajuda que nos deu, Odin.

 

- Brynhildr... você sabe que um dia ele voltará. Então não precisa estar mais preocupadas com relação a isso...

 

- Eu sei... mas não consigo deixar de lado esse sentimento...

 

- Sua força pode até mesmo se comparar a de uma Valquírias. Tanto você como Siegfried são uns dos guerreiros mais poderosos que puder ver em toda minha existência. E a ajuda que dão aos Deuses faz uma enorme diferença...

 

- Entendo...

 

- Infezlimente vocês carregam sobre si a maldição que deu fim a vida de Khora. Mas se tiverem fé em seu filho, acredito sim que um dia ele poderá levar esse nome ao seu lugar de respeito... pode partir agora...

 

- Apenas posso agradecer a você e a todos você por sua ajuda... e estarei sempre aos seus disposta a qualquer serviço que me seja ordenada.

 

A Paladina se retirou rapidamente, indo encontrar seu amado que lhe esperava na grande arvore. Onde passavam horas cuidando do filho, mas a pequena criança não estava mais ali, havia crescido e se tornado de fato um homem.

 

- Brynhildr...

 

- Está sentindo saudades Siegfried? – se sentou a Paladina, fazendo com que o braço do Lorde lhe percorresse o corpo.

 

- Claro... mas isso tudo foi preciso...

- Olha, aqui há uma carta que ele mesmo escreveu como diário. Até parece que ele percebeu minha presença...

 

- Muito bom! Digno de um Lorde...

 

- Ele vai ser Paladino...

 

- E quem disse isso...? Ele vai ser igual ao pai...

 

- Que pensamento é esse?! Ele vai ser Paladino, Paladino!

 

- Realmente é uma pena que pense assim...

 

Os dois sorriram, dando um longo beijo em seguida. Era hora de ficar feliz, e esperam ansiosamente pela vinda do filho assim como todos os outros Deuses.

 

***  Agradeço a todos pelo apoio a Obra. Minha primeira Fic *-*. Ela encontra seu fim aqui, mas tenho vários pensamentos para os futuros. Então vamos seguindo em frente, pois essa é a hora!  Valeu por tudo!!

 

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Lí varias vezes o ultimo capitulo da sua fic e gostei muito, os mitérios da história foram revelados e ficou aquele gostinho de "quero mais" visto que o filho dos grandes heróis da saga tem todo um mundo de probabilidades e aventuras para viver !

Eu ri pra caramba quando apareci em pleno campo dos aprendizes e ainda por cima ao lado da Zyon !!!! 

Missão cumprida men, vc está de parabéns pela fic, quando resolver postar novos trabalhos por aqui, saiba que vou acompanhar com todo gosto. É fato que tivemos uns errinhos de português aqui e ali, mas nada que atrapalhasse a leitura. Você foi se aperfeiçoando no decorrer dos capitulos, e com imaginação e criatividade nos contou uma história muito bonita.

Mais uma vez parabéns e até a próxima !

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 Que bom Vlad que gostou!! Estou muito feliz por ter terminado do jeito que eu gostaria, e olha que eu me vi forçado em colocar você nela também como agradecimento pelo apoio! Ainda bem que você está melhor fiquei bastante preocupado com o fato de você está doente, mas agora está tudo bem ^.^. A próxima obra eu não tenho idéia de quando chegará, provavelmente irei me preocupar agora com meus personagens e torná-los fortes. Aliás, você acertou na mosca em questão das aventuras do Khaoh, agora é me diverti e criar novos laços.  Agradeço novamente a todos pelo apoio, ainda mais você Vlad! Não pensava que em minha primeira Fic poderia fazer uma obra que realmente me orgulhasse, valeu mesmo! Vou ver se estudo e leio mais obras da aqui e de fato me aprimorar!  Obrigado! E Até a próxima!

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