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  1. “ Ano de 5098 depois da Guerra, Dimensão Desconhecida, 4 horas após o incidente em Geffen” Seraffyh abre um de 10 tomos numa prateleira qualquer, o livro era velho e surrado, a tinta das letras começava a se pagar, ele senta frente a uma escrivaninha e começa a ler as primeiras páginas. TOMO I (…) Introdução: Odin, Senhor de Todos os Outros, mestre da sabedoria, sábio da guerra e desbravador da morte, em Asgard, no palácio de Valaskjalf, tinha acesso a cada um dos nove mundos, graças ao sacrifício pessoal de uma parte de seu corpo. Entre sua prole estavam Thor, Tyr, Vidar, Herod, Vali, Njord, Bragi, Heindal, Vidor, além das Valquírias e inúmeros outros filhos pelo universo. Odin conduziu os deuses e os homens contra as forças do caos na batalha do fim do mundo, o Ragnarok. Nessa batalha o pesadelo do começo de nossa era monárquica caiu, ao custo do sacrifício de Thor, embora saibamos que não era o fim daquele temível ser, que ainda seria o responsável pela maldição dos Gaebold, após a luta de Tristan I, junto dos outros 6 guerreiros lendários, supremos representantes das classes existentes à época, um sacerdote, um caçador, um ferreiro, um mercenário, um bruxo e um cavaleiro. Nosso saudoso rei Tristan III, antes de virar um morto-vivo, tentou retirar a maldição de sua linhagem, e recrutou clérigos para a tarefa, como sabemos foi em parte um fracasso, e um dos responsáveis se exilou na Ilha Sem Nome, mas não sem antes pedir para que seu filho, fruto de um amor proibido, fosse protegido aos cuidados da instituição religiosa de Prontera. Esse livro resgata toda a história que sabemos dos deuses que nos governam. Seraffyh logo se desinteressa, nada que ele não tivesse já estudado como arcebispo. Pega então o segundo livro, mais fino, e abre no meio das páginas. Tomo 2: (…) e foi no período de expansão colonial que a monarquia enviou seu maior cavaleiro, Pedro Árvores, para partir de Alberta com 14 embarcações, para fins de estabelecer relações comerciais com região distinta. No trajeto, o mar fica tormentoso, os poucos registros relatam que o sol tornou o céu vermelho e uma tempestade muda a rota dos navegadores, que viam no mar seres gigantes e monstros aos quais não havia registro, interessante notar que uma das descrições citava uma serpente enorme que teria sido a responsável pela destruição da décima quarta embarcação. Com vergonha de relatar a história de que um ser fantasioso foi responsável pela destruição da embarcação mais poderosa à época, mudaram os registros, e a história só relata que 13 embarcações saíram de Alberta. Assim foi fundada Brasilis, com a miscigenação dos nativos da região e os navegadores, que só voltaram após 2 anos, e ainda assim, dizem que é um lugar mágico, e quem lá vai nunca mais sente vontade de voltar (…) Aquilo parecia ser um compilado de histórias do surgimento das cidades, nada que interessasse Seraffyh, que pega o terceiro livro. Tomo 3: O Brisingamen, forjado pelos quatro anões que representam os quatro pontos cardeais, é um artefato que dizem que a deusa Freya ostentava como símbolo de beleza e poder, não é à toa que ele representava o Sol, e por isso o derreti e transformei no adorno de cabeça de Sierra, um de meus experimentos oriundos de minha passagem pelo laboratório de somatologia, na época administrado pelo Dr. Wolchev, um lunático que me foi de grande valia com suas cobaias para que eu soubesse criar o receptáculo ideal para a volta de Freya a esse mundo. Não esperava a traição de um de meus cientistas, e a invasão daquele aventureiro ao qual nossa seita transformou num cavaleiro das trevas. Se o fracasso de meus experimentos tivessem parado por aí, não amarguraria em ver que outras tentativas de controlar o poder dos deuses tiveram sucesso e trouxeram consequências fora de nossos objetivos comuns. Pegaram minha pesquisa e aperfeiçoaram, os detalhes explicarei nesse livro. Dizem que até mesmo a alma do próprio Jormungand, que condensa grande tamanho físico e poder, poderia ser armazenada num objeto minúsculo, onde conseguiram algum vestígio dele, através do tempo, não tenho como saber. Mas dizem que Brinsingamen foi roubada por Loki, então, investigando os tesouros dos Gatunos, que tem grande afinidade com o deus da trapaça, não tardei a encontrá-lo. Entediado com aquele monólogo, Seraffyh deita a cabeça sobre os braços e se relembra como ele foi parar naquela biblioteca. “Exatamente 4100 anos atrás, Geffen:” Um odor de carbono invade o ambiente, dando ânsia nos dois, não estava ventando e a circulação de ar era precária, dificultando a saída da fumaça. Uma figura em cinzas se regenerava aos poucos, fio a fio, tecido a tecido, as vestes se alinhavam e ganhavam a cor que havia se perdido, acaso algum ferimento houvesse debaixo daquela roupagem, com certeza também estava se regenerando. Seraffyh chama a amiga com um gesto de mão para que ela se aproximasse rapidamente, coloca suas mãos sobre o saco de flechas que ela portava, ele diz baixinho “ASPERSIO”, e ela sente a energia quente da luz. Sacando uma flecha e posicionando no seu arco, Sheilinha tensiona os músculos dos braços e dispara. - DISPARO VIOLENTO! ( Disse a musa) A flecha atravessa o peito, empurrando para trás Belzebu, que não obstante, levanta, puxa a flecha vagarosamente, sentindo a flecha arder sua mão ante a propriedade sagrada. - Fosse eu um demônio em vez de fantasma teriam mais sucesso. (Disse o ser) Seraffyh e sua amiga enxergam duas asas surgirem por detrás de Belzebu, era o Grifo de Dante, que surge agarrando os seus ombros e fincando seu bico pontiagudo em seu pescoço, para logo após atirar-se pela sacada em movimento de queda livre. Sheilinha corre até o parapeito e olha abaixo. Belzebu, que tinha força sobre-humana, consegue segurar um dedo das garras grossas do Grifo e quebra-lhe, sendo solto ao ar livre, em queda na direção dos Amaldiçoados Sombrios, que saiam aos montes do térreo da torre. Lá em baixo, outra luta era travada. Alguns arcanos se somavam à Catherine, Dante e Digo, mas o uso de habilidades mágicas era limitado pela razoabilidade, afinal, muitos cidadãos dormiam ou estavam escondidos em suas casas, e o abuso de magia no meio da cidade era imprudente. - Por que essas caras maninhos? Digo, bora mostrar para eles! (Disse Dantes) Dantes se lança à frente em cima do escudo, como se fosse um carrinho de rolimã, derrubando o primeiro Amaldiçoado Sombrio ao chão. Com os dois pés sobre o peito do monstro, ele ergue o escudo para jogá-lo sobre a cabeça dele, esmagando-a. Sentindo uma enorme lança passar por seu ombro direito, cortando sua armadura, ele ri em deboche, que logo vira excitação. Estava à 20 metros do segundo oponente, ele gira sua Lança Imperial, e corre em combate frente a frente, “DISPARO PERFURANTE”...as armaduras do monstro suportam, 10 metros, “ESPIRAL LUNAR”… o cavalo dobra os joelhos, fazendo com que o cavaleiro caísse, embora rapidamente se erguesse, “ESTOCADA PRECISA”...a lança transpassa a cabeça, derrotando-o. Digo estava ainda com o terceiro cavaleiro amaldiçoado, insistindo numa luta comum de espada vs espada, com sua Claymore Rubi, de propriedade fogo. Cada toque das espadas ilumina ao redor com fortes clarões. Digo não se intimidava pelo tamanho da espada do oponente. Sua Claymore se imbui de uma claridade amarelada, mas não se tratava de efeito sagrado, a lâmina tinha a cor de metal em forja, mas conservando a dureza da espada. Digo a mantém firme com as duas mãos e contra-atacando a lâmina do oponente, que se parte, voando em direção ao peito de um quarto inimigo. - “IMPACTO DE TYR!” A armadura do Amaldiçoado Sombrio não resiste à intensidade e calor do golpe, resultando num corte diagonal que derrete seus órgãos vitais. Enquanto isso, os arcanos e Catherine estavam segurando os que ainda estavam saindo da torre. - E se a torre despencar sobre a cidade? (Disse Belzebu, sentado no telhado de uma casa) - Lute comigo fora da cidade e darei o que quiseres, mande seus servos embora! (Disse Catherine, logo abaixo) - Ha ha ha, o que eu quero? Mademoiselle, estou tão à toa quanto eles, não são meus servos. (Disse Belzebu) (…) - Vou ser mais claro, eu...acredito que tal qual eles, viemos parar aqui e estamos somente seguindo nossa natureza sanguinária. Se bem que...aparecer duas vezes na frente dos dois foi estranho. (Disse Belzebu) - De quem você esta falando?! (Disse Catherine) - Adieu madame! (Belzebu sai correndo pelos telhados) Catherine perde-o de vista. Os arcanos obtém reforços Doram e tem sucesso em imobilizar todos os cavaleiros amaldiçoados, uns petrificados, outros atados por raízes emergindo do chão. A entrada da torre é selada com magia. O Grifo desce do céu com Seraffyh e Sheilinha; Dantes e Digo se juntam a eles, com as mãos nos ombros um do outro, vitoriosos. Seraffyh esconde em suas vestes um livro azul, ninguém nota. - Meus queridos o portão não ficará fechado por muito tempo, nem sabemos o que mais nos espera quando abrir. A cidade já esta sendo evacuada, vamos afundar a torre. (Disse Catherine) - É muito drástico, logo iremos para Glast Heim descobrir a causa de tudo! (Disse Digo) - Digo! Meu palpite é Juno, não adianta ir pra lá! (Disse Dantes) -Juno? O que tem de importante lá? (Disse Catherine) - A biblioteca de Juno contém informações históricas não?! Todos os inimigos de nossa era possuem informações registradas! Mesmo que na forma de mitos, algo pode nos ajudar a saber com o que estamos lidando! (Disse Dantes) - Calma Dantes, se acalma...quero que voltem para Prontera, avisem as 7 famílias reais para enviarem as guildas vencedoras da Guerra do Emperium para Juno buscar informações. (Disse Catherine) - Você quis dizer o contrário né? (Disse Dantes) - Não Dantes, os clãs que irão para Juno, se você estiver certo no seu palpite o inimigo vai querer que continuemos sem respostas, na escuridão e na dúvida, e vai destruir tudo o que possa nos dar uma iluminação. Vão para Glast Heim logo após, será um percurso demorado, mas olhem para mim...acreditem, eu vou estar ao lado de vocês. (Finalizou Catherine) - Podemos usar o teleporte da Kafra? (Disse Seraffyh) - Quem? Bom, leve esse livro para Juno assim que possível. (Disse Catherine) Serrafyh se pergunta se Catherine estava enxergando aquele livro com alguma habilidade especial. - Kafra Seraffyh? (Pergunta Sheilinha) Seraffyh se sentiu como um alienígena, perguntou-se em pensamento se havia esquecido de algum acontecimento com a Corporação Kafra, e resolveu calar. - Estamos todos confusos e cansados, vem Seraffyh...não diga nada amigo. (Disse Digo puxando Seraffyh) - Estou percebendo que a memória de algumas pessoas esta falhando, mas não com coisas banais amigo, e sim com assuntos que são de notório conhecimento. (Continuou Digo a falar com Seraffyh) Acima de suas cabeças um aeroplano surge, descendo várias escadas de cordas. Aos poucos, cidadãos sobem, e os jovens aventureiros também. Já no alto, eles observam que Catherine agora estava rodeada por inúmeros invocadores, bruxos, professores, sábios, arcanos, em número que superava os eventos de caça promovidos por Mateus Além. Os portões se rompem brutalmente e uma bolha gigantesca avança para fora, rastejando dado o grande peso e as pernas curtas, das protuberâncias do que seria sua pele abrem-se olhos, a criatura se esforça repentinamente para elevar seu corpo e soltá-lo ao chão, freneticamente, provocando terremotos, uma das pessoas dentro do aeroplano pergunta se aquele monstro não era o denominado “Origem da Maldição”. Os especialistas em magia se envolvem em um leito de água, e invocam correntes violentas de água em direção ao monstro, que não consegue mais manter os olhos abertos, a água seguia ao fundo da torre, descendo aos andares abaixo. O plano era inundar a tudo para após congelar tudo o que pudesse sair de lá. Um Doram mais intrépido pula em direção à correnteza e nada em direção ao monstro, se agarrando em uma de suas pálpebras, que se abre. Logo após, usa uma habilidade especial...”INTIMIDAR!” O monstro enxerga uma alucinação vinda daquela habilidade, que inflige medo ao ponto dele se desgrudar do chão, sendo levado pelas águas ao fundo do calabouço. O Doram escapa pulando numa das colunas e se firmando com suas garras afiadas. Os jovens aventureiros ficam mais tranquilos, o aeroplano parte com dificuldade dado o excesso de peso. O sol começa a aparecer, não se enxerga nenhum vestígio das nuvens vermelhas. A cidade de Geffen fica para trás, a torre se mantém firme e erguida, não foi necessário demolir nada. Uma hora se passa, Seraffyh sente um peso na sua batina, ele mexe aqui e ali, e olha só, aquele poring estava dormindo. -Como você se segurou em mim esse tempo todo? (Seraffyh sorri) - Quem vai comigo para Juno? (Dantes estava na ponta do aeroplano, seu Grifo voava por perto) - Eu! (Seraffyh segue em direção a ele) Sheilinha e Digo não criam nenhum óbice, ficaria então com eles a missão de ir à Prontera reportar o ocorrido. Dantes se joga com Seraffyh nas costas do Grifo, o Poring já estava lá, sabe-se lá como. Aos poucos eles se distanciam do aeroplano, e do Grifo se permitia ver com maior esplendor as pradarias, montanhas, rios, além de alguns monstros maiores que de cima pareciam pequenos pontinhos na imensidão de cenários. Rune Midgard era linda, uma geografia diferente para cada microrregião. Por onde passavam, Seraffyh lembrava das músicas que os bardos, em suas campanhas pelo mundo, elaboravam para cada um dos lugares que passavam… Mais uma hora se passa, o vento fica mais forte, eles voavam contra ele, o Grifo emite um grunhido como que num sinal de alerta. Estavam quase no território de Juno, a cidade voadora perdida, que há muito tempo ficava oculta por magia e tecnologia, feita para assim abrigar o Coração de Ymir, mas isso era uma história antiga. Adentrando uma névoa fria, eles se dão conta que o sol estava parado faz um tempo, e não amanhecia, cada vez mais condensada a nuvem, eles conseguem sair dela, mas banhados de um líquido tinto, como se fosse vinho. Eis que o cenário à frente era assustador. A cidade de Juno estava rodeada de rochas flutuantes, e logo abaixo da cidade flutuante, uma cratera maior que ela, parecendo um buraco de minhoca de tão fundo, no qual as águas do oceano eram tragadas. Dantes e Seraffyh se questionam se um monstro teria feito aquilo. O sol agora estava se pondo, o que pareceu um absurdo para os dois, já que há alguns minutos, antes de passarem pela névoa, o sol ainda estava nascendo. O Grifo adentra a cidade, e pousa em frente à Biblioteca, único estabelecimento que não estava em ruínas. A imagem dela se distorce aos olhos de Dantes, como se fosse um prédio fantasma, mas eles resolvem entrar. Em seu interior, tudo intacto, algumas prateleiras sumiam e reapareciam, Dantes não era familiarizado com tecnologia, mas sabia que os robôs de Juperos e o próprio aeroplano eram uma prova que ela existia, sua mãe era uma estudiosa do assunto e levava algum de seus experimentos para casa, os quais ele admirava. Segurando um livro na mão, ele tem a impressão de tratar-se de um holograma muito avançado, nenhum peso, mas manuseável, dava para folhear e ler, era uma sensação estranha. No meio do salão, um único caderno entre livros: “ Se vocês estão lendo essas palavras, fiquem tranquilos, estão em um lugar seguro no meio do nada, e isso não é uma metáfora, não há nada lá fora que possa incomodar sua leitura. Acaso algum vestígio de ruídos abaixo da cidade seja ouvido, basta acionar a alavanca perto do Livro de Ymir, o qual vocês facilmente reconhecerão, já que acredito que a maioria de nossos aventureiros já efetuou o teste de transclasse. Mais um aviso, só tem o suficiente para mais dois disparos, e seria interessante verificar se não é o barulho de uma tempestade, já que atingir o magma da terra faria emergir dióxido de enxofre, sulfureto de hidrogênio, dióxido de carbono e outros gases que matariam a todos da cidade, ou melhor, vocês, pois como eu disse, não há mais ninguém aqui. Ignatz Gaebold, 01 de M. de 1049 D.G.” Dante vira algumas páginas antes: “Descobrimos, essa é a resposta, me disseram que não era pertinente no momento, mas como é possível manter-se indiferente quando se pode evitar o Dia do Desespero? Tenho em minhas mãos toda a informação que preciso para deter Sarah Irine, e ainda dar um futuro diferente a ela, menos sofrido. Pedi para dois de meus amigos, fiéis à minha família, para executarem a missão, mas dei dois rumos para eles e um não sabe o que o outro tem de executar, embora parte da trajetória os dois realizarão juntos. Quem diria, que uma simples alteração de um evento traria mudanças tão drásticas. I.Gaebold. 28 de S. de 998 D.G. Agora é com você, eles precisam que vocês façam sua parte.” Dante percebe pela tinta da última frase que ela foi escrita em momento posterior ao primeiro parágrafo. Os traços pareciam também mais cansados e difíceis de entender. (final da parte 3, continua...) Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos).
  2. A velocidade do vento vai arrancando as folhas das árvores, estas, por sorte, tem raízes bem fortes e fincadas no chão, mas seus galhos se inclinam conforme a direção do vento, estalando como se estivessem quebrando, a impressão era de que o vendaval destruiria todas as copas das árvores. A criatura tenta mais uma vez manejar sua espada, presa no ombro da musa, mas Rodrigus ainda segura fortemente o braço de Atroce. A dor é tão incômoda e o medo é tão intenso, que a musa não quer nem olhar para trás e nem ao menos tentar se mexer, mas com o pouco esforço que pode fazer, usa uma de suas mãos para puxar de sua cintura um pequeno objeto. Primeiro se vê o cabo de madeira, e ao retirá-lo por completo, um metal que não era afiado em nenhum dos lados, porém era pontiagudo, dava para espetar em algo. Ela solta o objeto levemente para trás, caindo no pé de Rodrigus. Esse entende na hora se tratar de uma “rondel”, um punhal raro de se encontrar. Mas não podia soltar o braço do monstro, então decide fazer um movimento arriscado, precisaria de velocidade e destreza para executá-lo. Luka grita ao longe: - Faz como o Poporing Rodrigus!!! (Disse Luka) Era realmente essa lembrança que se passava na cabeça de Rodrigus, na infância ele gostava de enganar Luka, certo dia ele chamou-o para ver como ele sabia executar com perfeição embaixadinhas com a bola, só que a bola era um Poporing, e por óbvio era o bichinho de estimação que ajudava no movimento. Desejando que aquilo não espetasse sua cara, Rodrigus começa: primeiro do pé ao joelho e agora...do joelho em direção ao rosto! Rodrigus abre a boca e morde o cabo de madeira, jogando com força sua cabeça no braço do bicho, espetando-o, que solta a espada. Luka salta impedindo que a musa caísse no chão. Atroce dá um safanão em Rodrigus, que não soltou seu braço e se manteve firme. Pegando a rondel, Rodrigus tenta perfurar Atroce, que desviava de todas as suas tentativas. Belzebu estava desolado, como se algo tivesse dado errado, a aparição de Atroce evidentemente não estava em seus planos e Luka, com a musa em seus braços, já havia percebido isso, Belzebu não ajudava e nem atrapalhava a luta de Rodrigus e Atroce, mas Luka sentia receio de ir ajudar o amigo, pois assim a colega estaria à mercê de Belzebu. Ela não sangrava mais, mas seu corpo estava gelado, Luka encosta a cabeça dela em seu ombro e afaga seus cabelos. Belzebu desperta de seus pensamentos. - Então deu tudo errado e eles estão mortos...não faz mais sentido essa missão. Quelle dommage. Lamentável. (Disse baixinho Belzebu) Atroce puxa o braço com força e Rodrigus solta-o, fazendo com que o bicho se desequilibrasse. Dando um salto e duas giratórias no ar, Rodrigus pega impulso e chuta a cabeça de Atroce, que ainda assim resiste em tombar, só recuando. Arremessando a rondel por dentre as pernas do monstro, o punhal cai pouco atrás dele. Enquanto Atroce acompanha com os olhos sem entender o movimento, Rodrigus se arremessa de imediato, mas abraçando a cintura da fera, fazendo com que ambos caíssem nos arbustos onde estava a rondel. Um ninho de Jiboias, serpentes que não faltavam na floresta de Payon, acordam ofensivas abaixo deles, mordendo tudo o que estava pela frente, Atroce e Rodrigus são severamente picados, sobrou até para a rondel, que agora estava banhada de veneno inoculado das serpentes. Rodrigus pega-a e perfura o pâncreas de Atroce. A dor é violenta, ainda mais com o veneno agindo. - Vocês improvisam imprudentemente mas até que é divertido de se ver ein, Ha Ha Ha!!! (Belzebu gargalhava, gostara da cena) Inesperadamente as Jiboias envolvem o pescoço de Atroce, várias adentram pela boca, ele as morde, e algumas ficam entaladas em sua garganta, dificultando-lhe o respirar. Atroce recua olhando agressivamente para Belzebu, e foge. Luka ouve um balbuciar da musa em seu ombro, ele estava no ponto de pedir ajuda a Belzebu, pois afinal, se ele queria num primeiro momento levá-la com ele, ele precisaria dela viva. Mas uma melodia vinda daqueles lábios é familiar a Luka, parecia algo que ela já havia recitado antes. A musa recupera aos poucos sua vitalidade, e para surpresa se Luka, ela se reergue sem sua ajuda. - Você é incrível e eu ainda nem sei seu nome. (Disse Luka) Ela empunha a espada de Atroce, que estava no chão, era parecida com uma espada Zanbatô. - Onde esta sua ética menina? À sua classe é proibido o uso de espadas. (Disse Belzebu) - Meu avô era um notável Gatuno, e meu ex-companheiro um Lord, não sou o tipo de garota que anda com os homens para ficar frescando, eu sou observadora e aprendo rápido. (Disse a musa) Rodrigus se junta aos três, que ficam enfileirados. - Então, o punhal era do seu avô? Estava gravado um nome no cabo. (Pergunta Rodrigus para a musa) -Sim. (Ela responde laconicamente) Belzebu olha para os três, sem vontade de continuar com aquilo: - Olha, vocês até que são esforçados e tem a sorte ao seu lado. Quem sabe tenham mais sorte do que eu. (Disse Belzebu) - Hã??? (Os três não entendem) - Não posso mais levar a moça comigo, o que me aguarda é a inexistência, e ela teria mesmo destino. Ouçam atentamente, pois não posso ser repetitivo, talvez tenha um pouco de tempo. (Disse Belzebu) - 1 O presente esta em transição, então vocês não deveriam voltar, mas se forem até o espaço dimensional nada lhes acometerá. 2 Luka você pode escolher concluir ou não sua missão, a diferença vai influir infimamente no presente. 3 Rodrigus, uma das coisas que você escondeu nesse tempo lá deve permanecer. Como não és de confiança não vou dizer-lhes o que é. 4 Impeçam que Verus entre em ruínas, o que só será possível indo a um tempo muito mais antigo que o atual. 5 Consuma seu casamento com Sarah, Rodrigus, ela será contato com uma determinada bruxa que lhes será de grande valia. 6 Não achem que porque eu vos oriento agora que outros como eu farão o mesmo, não sejam ingênuos a ponto de acreditarem em Ifrit, Valquíria Randrigs e o Senhor das Trevas, talvez Doppelganger, Flor do Luar e Kiel mantenham uma postura neutra, já Morroc sempre foi enigmático. 7 Por final, esse é um desabafo, já que vocês provavelmente serão os últimos a me ouvirem, existem uns que anseiam pela destruição indiscriminada de tudo, o que não compatibiliza com o desejo de outros como eu, que queriam governar o que existe nessa terra, e não há como governar o que foi reduzido ao nada. Quando nos demos conta disso, só eu restei. Fazer a diplomacia entre os poucos heróis de seu tempo, dos tempos que vocês percorrerão, e de alguns inimigos seus, será o diferencial que nos faltou. Adieu!!! E que não sejam fracassadas suas desventuras! (Finaliza Belzebu) Detrás dele, linhas horizontais e verticais cortam a vista do cenário ao fundo, que se distorce num vórtex vermelho e preto, no qual não se pode diferenciar nada de nada. Belzebu anda de ré em direção àquele caos, sem parar de olhar para os três. A fenda que distorceu o espaço se fecha, e os três conseguem novamente observar a floresta ao fundo. As nuvens escarlate somem. - Esse é o momento que nos despedimos. (Disse Luka para a musa, tocando em seus braços com as mãos) - Vou seguir meu próprio caminho quando for a hora, mas doravante seguirei com você. (A musa retira as mãos de Luka de si) - Não sou uma aventureira que dependa da proteção dos outros, não ouviu o que eu disse antes? Além disso, tem uma ligação de meu avô e Verus que preciso desvendar e que pode ser útil. (Disse a musa) - Ei, calma aí! Foi dito que uma das coisas que eu guardei não deve ser descoberta não? Não seria o caso de nós reforçarmos a segurança dela, quer dizer, eu posso não ter escondido direito...(Disse Rodrigus) - Na verdade foi dito que lá essa coisa deve ficar, tem uma diferença sutil. Você tá doido para saber o que é né? (Disse a musa) - Me entenda bem amiguinha, imagina que eu morra no futuro ou que eu seja capturado e forçado a dizer o que eu não quero, não seria melhor vocês também terem conhecimento da localização dos bens que peguei? Pense bem, não ficarão escondidas por toda a eternidade, o que pode causar problemas futuros. (Disse Rodrigus) Parecia um papo muito bem intencionado para alguém como Rodrigus, Luka desconfia: - Eu prefiro nunca saber, vou passar 24 horas por dia te vigiando para você não fazer besteira! (Disse Luka) -24 horas? Que decepção ein Lula. (Disse a musa cruzando os braços e sorrindo) - Não, é que ele é meu amigo, é maneira de falar só! (Disse Luka, lembrando-se do seu lance com a musa) -Ai Luka que fofo! (Disse Rodrigus, levantando a perna direita para trás e cruzando as mãos ao rosto, com um sorriso de lagarto) -Besta, não invente baboseiras! Conversaremos depois, não ouse envolver mais ninguém. (Disse Luka para Rodrigus) - Mas aposto que ela já ouviu falar dos fragmentos do adorno de cabeça da Shaman Sierra, receptáculo da deusa Freya em uma de suas tentativas de voltar a esse mundo por aquela seita… (Disse Rodrigus) -Chega!!! Essas informações tem de ficar como mitos no imaginário popular! (Disse Luka) - E você Luka não quer saber sobre o relatório de missão de Lord Seyren, eu interceptei o Peco-Peco dele após o seu desaparecimento...(Disse Rodrigus) - E acompanhado do relatório havia o quê? (Pergunta Luka) - Não digo...venha comigo e vamos ver juntos amigo! (Disse Luka) Fiel a uma das 7 famílias reais, Luka sabia que tudo o que envolvesse a missão de Lord Seyren na República de Schwartzwald, a respeito do desaparecimento do rei Tristan III, era de interesse da monarquia de Rune-Midgard. Contudo, lembrou que Rodrigus havia dito que o único lugar ao qual não visitara foi justamente o território de Schwartzwald. Sendo assim, provavelmente era uma mentira apenas para convencê-lo, mas, ainda assim, se Rodrigus estava disposto a ir tão longe nessa mentira… - Luka, não foi dito que era melhor deixar essas coisas onde elas estão?! (Repete a musa) - Acontece que não posso passar a vida inteira no encalço de Rodrigus, vamos até elas, e nos certificar que nem ele e mais ninguém tomarão elas para si. Acredito que se deixarmos onde estão, mas com melhores garantias de proteção e ocultação, não infringiremos a regra estabelecida por Belzebu. (Disse Luka) - É isso aí! (Disse Rodrigus) - Posso conversar com você a sós? (Disse a musa para Luka) - Claro! Me leva aonde preferires. (Disse Luka) De volta ao vilarejo de Payon, os dois sentam em bancos de madeira abaixo de uma grande árvore, cujos galhos pareciam querer cobrir todo o céu, tudo era aconchegante, as pessoas conversavam sobre as vestes do noivo e da noiva, o casamento, os mimos que o casal ganhou. - Sempre tive vontade de romper as barreiras do espaço dimensional e ir muito além das missões que lá existem, conhecer o mundo o investigar o passado de minha família. Meu nome é… (Falava a musa) - Se você prefere não falar seu nome tudo bem, pode se preservar se preferir. (Luka olha ternamente para ela) A musa toca o rosto de Luka, suas mãos estavam geladas, mas Luka gostou da sensação em sua face, estava abafado o clima. Naquele momento ele não queria perguntar nada sobre a família dela. - Quer tomar um Chá Gelado de Siroma? Eu pego e trago num minuto para nós. (Disse Luka) Na verdade quem estava com calor era ele, mas ela aceita por educação. Luka se levanta e anda feliz entre as pessoas, procurando entre as bancas dos mercadores o tal chá, ele aproveita e também compra Queijo Gratinado com Tentáculos, pois o mercador disse que era uma novidade irresistível originária de outra cidade. Ao voltar, ela aguardava cheia de graça, as pernas entrecruzadas fizeram com que ele diminuísse o passo, querendo aproveitar cada instante daquela visão. Ela ri, Luka havia comprado uma quantidade exagerada do queijo gratinado. - Isso tudo é para você ficar fortinho né? Porque eu acho que só aguento uma pontinha de um pedaço de queijo. (Disse ela, que se surpreende com o sabor ao degustar) - É, eu aguento mais um tantinho. (Concluiu a musa, ela não queria “dar o braço a torcer”) - Você toca algum instrumento musical? Na batalha não vi nenhum. (Pergunta Luka) - Ah, eu tenho dedos bem habilidosos e versáteis. (Disse a musa) Ela então, por debaixo da mesa, toca a perna de Luka com a ponta dos pés. Ele se contém para que ela não perceba os arrepios que ele sentia. - Quer me convidar para dançar num ritmo de bolero? (Ela pergunta para ele) Ao longe, Rodrigus estava tentando interpretar pela linguagem labial o que eles diziam. Então chama três arqueiros aspirantes a bardo para perto de si. - Vão até aquela mesa e se esforcem para tocar a música que eu e a Sarah gostamos de dançar. (Ordena Rodrigus para os três) Luka e a musa são surpreendidos ainda sentados pelos três, que já chegam ensaiando as notas musicais, com “sorrisos amarelos” no rosto. Luka levanta e pede a mão da musa para dançar. - Deixa de ser bobo! (Ela aceita) “A perna esquerda para frente, passa o peso para a perna direita, volta, a direita para frente, passa o peso para a esquerda, volta, ele esta com o corpo dela colado a si, com a mão na cintura dela, um avança, o outro recua, vice e versa. Tum, tum, pausa, tum, tum, pausa… Contorno com as mãos, ela vira de costas, com o braço esquerdo esticado para frente, ele puxa-a e ela pisa com a direita para trás, ele junta os pés e logo após faz um leque com a perna direita pela frente dela...” Rodrigus estava mais querendo saber do promissor beijo, conjecturando como seria, quanto tempo duraria, quais seriam as palavras ditas logo após. Sarah era carinhosa, mas por vezes ela brincava de formas estranhas, numa mudança de personalidade. Ele sente alguém por trás a morder o lóbulo de sua orelha com força, ele não pode falar nada, pois sua boca estava coberta por uma mão fina. Era Sarah Irine, sua noiva... (final da parte 4, continua...) Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos). Comentários e sugestões para incrementar na história sãos sempre bem-vindos.
  3. Luka retorna ao espaço dimensional, parecia tudo normal, os aventureiros continuavam na fila de espera para adentrar pelos portais temporais. Dois deles conversavam frente a um portal desativado. - O que tinha aqui? (Aventureiro 1) - Você não lembra? Agente viajava até Glast Heim e ajudava Fenrir na busca da Espada de Balder, derrotando os monstros invocados por Sarah Irine. (Aventureiro 2) Sarah? Esse nome era familiar para Luka. - Será que Rodrigus conseguiu retornar Sarah para seu pai? (Luka fica pensativo) - Mas como esses aventureiros podem se lembrar que esse portal levava a esses eventos? Se Rodrigus alterou a história, isso também não deveria trazer consequências para as lembranças das pessoas? Quer dizer, como podem lembrar de algo que nunca chegaria a acontecer dado a interferência nos eventos passados? Luka percebe que falava um pouco alto demais e as pessoas ao redor lhe olhavam com estranheza. Algumas musas lhe observavam com um sorriso discreto no rosto, ele fica envergonhado. Uma delas se aproxima. -Oiiiiii, você parece ter uma história interessante para contar, eu gosto muito de ouvir as aventuras dos que retornam dos portais temporais, cada um narra com detalhes peculiares, diferentes dos outros, eu gosto de ouvir. (Disse a musa) As bochechas de Luka transpareciam o calor que lhe formigava, ela segura seu braço e ele sente as palmas macias de suas mãos, os dedos nem tanto delicados, provavelmente ela costumava usar arco e flecha ou algum instrumento de cordas. -Você...é..costuma ouvir...essas histórias há muito tempo? (Ele mal conseguia completar a frase) -Sim, o que você não entendeu gato? Simmmm, venho aqui todos os finais de semana, ouviu o que eu disse? (Nesse momento, seus pés saem da sandália e pisam suavemente nos pés de Luka) Luka nunca odiou tanto andar descalço, mas todos os shuras viviam assim. Os pés, esses sim verdadeiramente macios da musa, eram um convite do qual Luka não queria recusar, mas sabia que não era prudente aceitar na ocasião, apesar de irresistíveis. - Você...já ouviu alguma...história muito diferente da usual? (Disse Luka) - Como assim? (A musa franziu o cenho) - Algo que se relacione...tipo...com nuvens escuras e alterações na história das missões do espaço dimensional? (Disse Luka) A musa processou lentamente as palavras de Luka, ela não sorria mais. -Sabe, desse portal que você acabou de sair, eu fiquei sabendo de uma amiga que, se você deitar numa das camas da estalagem, um homem surge e te leva a um paraíso vermelho de paixão. Eu te levo lá. E ah! Eu fiquei sabendo que alguns não sentem vontade de nunca mais voltar. (A musa tem um tom sapeca na fala) O ingênuo Luka só fixa as últimas palavras dela, e pensa se Rodrigus poderia estar em perigo caso resolve-se ir para essa tal estalagem. Sem refletir sobre o que saiu da boca dela, ele se vira de volta ao portal, enquanto ela o segue coladinha, beliscando suas nádegas. Luka retorna à Payon Antiga, onde tudo estava diferente, a cidade estava lotada de pessoas, comerciantes pareciam esfuziantes, crianças corriam para todos os lados, ou seja, uma muvuca. Luka queria estar num ambiente mais tranquilo. Trombetas anunciavam a chegada de uma cavalaria, o porta-voz dizia: - Prestem respeito à chegada do ilustre noivo de Vossa Alteza! Para desespero de Luka, Rodrigus sai da carruagem, com trajes de príncipe, a cor rosa estava enjoativamente presente da cabeça aos pés. - Ai sua...quer dizer seu… (Luka salta por cima da multidão e ataca Rodrigus com um chute quase certeiro) -Seu maldito, o que você fez? (Disse Luka) - Não fale besteira e se acalme, olhe ao redor. (Disse Rodrigus) A população olhava ainda alegre para os dois. - Sorte sua que eu avisei do seu temperamento explosivo, senão meus arqueiros acabariam com você. (Disse Rodrigus) - Seus arqueiros? Você não pode viver essa vida de fantasia! (Disse Luka enraivecido) - Sabe o dote que vou receber ao casar com Sarah? Vou pegar tudo que puder e dar o fora daqui, falta pouco e você não vai ficar no meu caminho. (Disse Rodrigus) - Pervertido, ela é só uma criança! (Disse Luka) - Você parou no tempo Luka? Olhe ali! (Disse Rodrigus) Luka então repara que estava em cima de um tapete vermelho, na outra ponta revelava-se uma moça alta e esbelta, olhos azuis e loira, busto saliente as pernas mais belas que Luka já tinha visto. - É, eu sei que é do seu gosto, a julgar pela musa que você trouxe consigo. Pena que eu não curto. (Disse Rodrigus) - O que aconteceu? (Perguntou Luka) - Passaram-se 16 anos meu caro, e eu aprontei à beça por aí. Acumulei riquezas e as escondi por toda Rune Midgard, quando eu voltar ao meu tempo vou atrás de tudo que escondi. Ah! Você pergunta da Sarah né?! Ah sim, naquele dia, após você ir embora, meu instinto de sicário notou a aproximação de pessoas suspeitas a observarem a pequena, que corria desesperadamente, então arremessei uma faca envenenada à distância para pará-la. (Disse Rodrigus) - Seu inescrupuloso, ela era só uma criança. (Disse Luka) - Não tenho paciência com meninas, e foi só de raspão, para o veneno fazer todo o trabalho. Já disse que sou sicário, acha que não consigo usar antídotos? Não maltratei a pequena e evitei um futuro incerto nas mãos daqueles possíveis sequestradores. O casamento é coisa que Lorde Irene inventou, eu só dei o aceite. (Disse Rodrigus) - E as nuvens escarlates? (Pergunta Luka) - Escarlates? É assim que você as chama? Nunca mais vi, e se quer saber, por todas as partes pelas quais viajei, com exceção da República de Schwartzwald, nunca ouvi relatos delas. (Disse Rodrigus) Decepcionado com o amigo, e com o que acabara de ouvir, Luka olha para a musa sorridente atrás de si, não sabia se ela tinha ouvido a conversa, mas talvez levá-la para relaxar um pouco com ele não fosse má ideia, quem sabe ele esquecesse dos problemas e voltasse mais tranquilo para pensar no assunto. - Então você não quer mais minha companhia? (Pergunta a musa) - Eu tenho uma ideia, vem comigo. (Luka a leva para a floresta ao leste, alguns monstrinhos, como o Esporo e o Jakk Fugitivo brincam) - Esse é um bom lugar para conversarmos. (Luka não estava mais acanhado). Qual o seu nome princesa? A musa não responde, mas coloca sua perna entre as coxas de Luka, fazendo-o arrepiar. A respiração dela começa a ficar ofegante, e seu busto se eleva e retrai conforme o ritmo do respirar. Só que do nada: -Aê moleque, nota dez!!! (Rodrigus sai de cima de uma árvore segurando uma placa com o número 10 desenhado) Um raio negro desce a metros deles, nuvens escarlates se formam com rapidez. Sete trovões no céu são ouvidos, e no intervalo do sexto ao sétimo, uma pessoa surge na frente deles, com vestes azuis e uma coroa na cabeça, dois anéis de rubi nos dedos que seguram um livro azul. - Aff, tá demorando cada vez mais, o que aquele cachorro pediu para eu fazer mesmo? Nossa era tanta coisa...(Ele falava baixinho e consigo mesmo) - Ei, você não é o Belzebu? Alguém deve ter dropado galho seco por aqui. (Disse a musa) - Perdoem minha indelicadeza, pelo visto já fui apresentado, então senhorita quero que venha comigo, s’il vous plaît? (Disse Belzebu) Luka se envolve de esferas espirituais, colocando em seu punho uma soqueira encantada com a propriedade “vento”. - Tempestade Espiritual!!! (Ele projeta com força seu punho na direção de Belzebu, e as esferas espirituais são arremessadas até se chocarem e explodirem) Belzebu sai da fumaça em sua forma satânica – uma mosca gigante com vestes reais cheirando à podridão – várias Moscas Infernais ao seu redor partem em direção a Luka, que comprime seu corpo e dobra os joelhos, jogando sua cabeça para trás para dar com toda força um berro super potente: -Rugido do Leão!!! (A vibração é tremenda, explodindo todas as Moscas Infernais) Rodrigus e a musa se afastam, mas também são afetados, ela o abraça e receita um cântico que aos poucos faz regenerar a vitalidade de ambos (era o Sibilo de Eir). Rodrigus, apesar de não gostar do calor do corpo dela, sente um misto de sentimentos, e uma pontada de desejo. - Quem é você garota? (Disse Rodrigus) Belzebu se lança num confronto direto, e Luka o golpeia com vários combos de socos e chutes, por vezes a soqueira rasgava o ventre da criatura, por onde esguichavam jatos de fezes. Apesar do esforço, Belzebu se curava a cada 10 golpes, e Luka precisava de tempo para acionar sua habilidade suprema. Rodrigus ainda estava sem as vestes de Sicário e sem katares, mas mesmo que atacasse, seus golpes de propriedade veneno ou neutra seriam de pouca ajuda. A musa puxa um véu de seda, e inicia uma dança rápida e provocativa, mas sem tirar os dois pés do chão, somente dançando com o movimento de cintura e tronco. Uma melodia que remete às águas profundas e aos seres que lá habitam é ouvida. Belzebu e Luka ficam imóveis, seduzidos pela musa. A forma humana de Belzebu é forçadamente retomada, e esse fica horrorizado: - Isso não deveria funcionar contra monstros, muito menos comigo, por acaso esse é o Canto da Sereia?! Um calor no ombro da musa se intensifica...tão logo ela se esvai de todas as forças... cravado em seu ombro esta uma espada de um gume. Atrás dela, Rodrigus segura braço da criatura que golpeou-a, impedindo que a espada descesse mais e arrancasse de vez o braço esquerdo dela. Um lobo bípede, vestindo uma calça rasgada e um cinto, além de uma coleira com espetos, olhava para Rodrigus. Era o monstro “Atroce”. Por sua vez, Belzebu dispara: - Como esse bicho veio parar aqui?! (final da parte 3, continua...) Link da parte 4: https://forum.playragnarokonlinebr.com/index.php?/topic/94479-desventuras-num-passado-distanteparte4/ Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos). Instagran: rodrigorei.s Comentários e sugestões para incrementar na história sãos sempre bem-vindos.
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