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  1. E ai, gente? Zak aqui. Esse ultimo mês estive a trabalhar na revisão de uma outra obra que comecei há 4 anos que fora finalizada há alguns dias, mas a versão definitiva está pronta HOJE. Eu joguei Ragnarök por muitos anos, não sou ativo atualmente, mas de toda forma, eu sempre achei a história bem 'meh'. Depois de anos, achei que seria divertido brincar com os meus amigos escrevendo uma fanfic enquanto voltava do trabalho, um capitulo por viagem de busão, até que tomei gosto pela narrativa, pelos personagens e tudo mais. 4 anos depois, 9 arcos, 178 capítulos, 2470 páginas, 5 milhões de caracteres, playlist com 800 músicas dispostas cena a cena, muitos personagens do jogo (inclusive do tutorial) ganharam parte na narrativa e sua própria história bem desenvolvida. Dezenas e dezenas de personagens autorais, inclusive alguns inspirados nos personagens dos meus amigos no jogo. Tudo revisado, capa feita por uma grande amiga, muita mitologia, muita filosofia (um dos personagens principais é um Monge), combate, romance, esperança, lágrimas e sangue em homenagem a um jogo que foi um dos pivôs da minha vida. Eu garanto que vão gostar... Por sinal, 100% disponível. Me segue aqui se quiser uns conteúdo bem loco pra ler: https://www.wattpad.com/user/jcardososp Spero: Uma história de Ragnarök Online https://www.wattpad.com/story/233410681-spero-uma-história-de-ragnarök-online I'm out PEACE
  2. “ Ano de 5098 depois da Guerra, Dimensão Desconhecida, 4 horas após o incidente em Geffen” Seraffyh abre um de 10 tomos numa prateleira qualquer, o livro era velho e surrado, a tinta das letras começava a se pagar, ele senta frente a uma escrivaninha e começa a ler as primeiras páginas. TOMO I (…) Introdução: Odin, Senhor de Todos os Outros, mestre da sabedoria, sábio da guerra e desbravador da morte, em Asgard, no palácio de Valaskjalf, tinha acesso a cada um dos nove mundos, graças ao sacrifício pessoal de uma parte de seu corpo. Entre sua prole estavam Thor, Tyr, Vidar, Herod, Vali, Njord, Bragi, Heindal, Vidor, além das Valquírias e inúmeros outros filhos pelo universo. Odin conduziu os deuses e os homens contra as forças do caos na batalha do fim do mundo, o Ragnarok. Nessa batalha o pesadelo do começo de nossa era monárquica caiu, ao custo do sacrifício de Thor, embora saibamos que não era o fim daquele temível ser, que ainda seria o responsável pela maldição dos Gaebold, após a luta de Tristan I, junto dos outros 6 guerreiros lendários, supremos representantes das classes existentes à época, um sacerdote, um caçador, um ferreiro, um mercenário, um bruxo e um cavaleiro. Nosso saudoso rei Tristan III, antes de virar um morto-vivo, tentou retirar a maldição de sua linhagem, e recrutou clérigos para a tarefa, como sabemos foi em parte um fracasso, e um dos responsáveis se exilou na Ilha Sem Nome, mas não sem antes pedir para que seu filho, fruto de um amor proibido, fosse protegido aos cuidados da instituição religiosa de Prontera. Esse livro resgata toda a história que sabemos dos deuses que nos governam. Seraffyh logo se desinteressa, nada que ele não tivesse já estudado como arcebispo. Pega então o segundo livro, mais fino, e abre no meio das páginas. Tomo 2: (…) e foi no período de expansão colonial que a monarquia enviou seu maior cavaleiro, Pedro Árvores, para partir de Alberta com 14 embarcações, para fins de estabelecer relações comerciais com região distinta. No trajeto, o mar fica tormentoso, os poucos registros relatam que o sol tornou o céu vermelho e uma tempestade muda a rota dos navegadores, que viam no mar seres gigantes e monstros aos quais não havia registro, interessante notar que uma das descrições citava uma serpente enorme que teria sido a responsável pela destruição da décima quarta embarcação. Com vergonha de relatar a história de que um ser fantasioso foi responsável pela destruição da embarcação mais poderosa à época, mudaram os registros, e a história só relata que 13 embarcações saíram de Alberta. Assim foi fundada Brasilis, com a miscigenação dos nativos da região e os navegadores, que só voltaram após 2 anos, e ainda assim, dizem que é um lugar mágico, e quem lá vai nunca mais sente vontade de voltar (…) Aquilo parecia ser um compilado de histórias do surgimento das cidades, nada que interessasse Seraffyh, que pega o terceiro livro. Tomo 3: O Brisingamen, forjado pelos quatro anões que representam os quatro pontos cardeais, é um artefato que dizem que a deusa Freya ostentava como símbolo de beleza e poder, não é à toa que ele representava o Sol, e por isso o derreti e transformei no adorno de cabeça de Sierra, um de meus experimentos oriundos de minha passagem pelo laboratório de somatologia, na época administrado pelo Dr. Wolchev, um lunático que me foi de grande valia com suas cobaias para que eu soubesse criar o receptáculo ideal para a volta de Freya a esse mundo. Não esperava a traição de um de meus cientistas, e a invasão daquele aventureiro ao qual nossa seita transformou num cavaleiro das trevas. Se o fracasso de meus experimentos tivessem parado por aí, não amarguraria em ver que outras tentativas de controlar o poder dos deuses tiveram sucesso e trouxeram consequências fora de nossos objetivos comuns. Pegaram minha pesquisa e aperfeiçoaram, os detalhes explicarei nesse livro. Dizem que até mesmo a alma do próprio Jormungand, que condensa grande tamanho físico e poder, poderia ser armazenada num objeto minúsculo, onde conseguiram algum vestígio dele, através do tempo, não tenho como saber. Mas dizem que Brinsingamen foi roubada por Loki, então, investigando os tesouros dos Gatunos, que tem grande afinidade com o deus da trapaça, não tardei a encontrá-lo. Entediado com aquele monólogo, Seraffyh deita a cabeça sobre os braços e se relembra como ele foi parar naquela biblioteca. “Exatamente 4100 anos atrás, Geffen:” Um odor de carbono invade o ambiente, dando ânsia nos dois, não estava ventando e a circulação de ar era precária, dificultando a saída da fumaça. Uma figura em cinzas se regenerava aos poucos, fio a fio, tecido a tecido, as vestes se alinhavam e ganhavam a cor que havia se perdido, acaso algum ferimento houvesse debaixo daquela roupagem, com certeza também estava se regenerando. Seraffyh chama a amiga com um gesto de mão para que ela se aproximasse rapidamente, coloca suas mãos sobre o saco de flechas que ela portava, ele diz baixinho “ASPERSIO”, e ela sente a energia quente da luz. Sacando uma flecha e posicionando no seu arco, Sheilinha tensiona os músculos dos braços e dispara. - DISPARO VIOLENTO! ( Disse a musa) A flecha atravessa o peito, empurrando para trás Belzebu, que não obstante, levanta, puxa a flecha vagarosamente, sentindo a flecha arder sua mão ante a propriedade sagrada. - Fosse eu um demônio em vez de fantasma teriam mais sucesso. (Disse o ser) Seraffyh e sua amiga enxergam duas asas surgirem por detrás de Belzebu, era o Grifo de Dante, que surge agarrando os seus ombros e fincando seu bico pontiagudo em seu pescoço, para logo após atirar-se pela sacada em movimento de queda livre. Sheilinha corre até o parapeito e olha abaixo. Belzebu, que tinha força sobre-humana, consegue segurar um dedo das garras grossas do Grifo e quebra-lhe, sendo solto ao ar livre, em queda na direção dos Amaldiçoados Sombrios, que saiam aos montes do térreo da torre. Lá em baixo, outra luta era travada. Alguns arcanos se somavam à Catherine, Dante e Digo, mas o uso de habilidades mágicas era limitado pela razoabilidade, afinal, muitos cidadãos dormiam ou estavam escondidos em suas casas, e o abuso de magia no meio da cidade era imprudente. - Por que essas caras maninhos? Digo, bora mostrar para eles! (Disse Dantes) Dantes se lança à frente em cima do escudo, como se fosse um carrinho de rolimã, derrubando o primeiro Amaldiçoado Sombrio ao chão. Com os dois pés sobre o peito do monstro, ele ergue o escudo para jogá-lo sobre a cabeça dele, esmagando-a. Sentindo uma enorme lança passar por seu ombro direito, cortando sua armadura, ele ri em deboche, que logo vira excitação. Estava à 20 metros do segundo oponente, ele gira sua Lança Imperial, e corre em combate frente a frente, “DISPARO PERFURANTE”...as armaduras do monstro suportam, 10 metros, “ESPIRAL LUNAR”… o cavalo dobra os joelhos, fazendo com que o cavaleiro caísse, embora rapidamente se erguesse, “ESTOCADA PRECISA”...a lança transpassa a cabeça, derrotando-o. Digo estava ainda com o terceiro cavaleiro amaldiçoado, insistindo numa luta comum de espada vs espada, com sua Claymore Rubi, de propriedade fogo. Cada toque das espadas ilumina ao redor com fortes clarões. Digo não se intimidava pelo tamanho da espada do oponente. Sua Claymore se imbui de uma claridade amarelada, mas não se tratava de efeito sagrado, a lâmina tinha a cor de metal em forja, mas conservando a dureza da espada. Digo a mantém firme com as duas mãos e contra-atacando a lâmina do oponente, que se parte, voando em direção ao peito de um quarto inimigo. - “IMPACTO DE TYR!” A armadura do Amaldiçoado Sombrio não resiste à intensidade e calor do golpe, resultando num corte diagonal que derrete seus órgãos vitais. Enquanto isso, os arcanos e Catherine estavam segurando os que ainda estavam saindo da torre. - E se a torre despencar sobre a cidade? (Disse Belzebu, sentado no telhado de uma casa) - Lute comigo fora da cidade e darei o que quiseres, mande seus servos embora! (Disse Catherine, logo abaixo) - Ha ha ha, o que eu quero? Mademoiselle, estou tão à toa quanto eles, não são meus servos. (Disse Belzebu) (…) - Vou ser mais claro, eu...acredito que tal qual eles, viemos parar aqui e estamos somente seguindo nossa natureza sanguinária. Se bem que...aparecer duas vezes na frente dos dois foi estranho. (Disse Belzebu) - De quem você esta falando?! (Disse Catherine) - Adieu madame! (Belzebu sai correndo pelos telhados) Catherine perde-o de vista. Os arcanos obtém reforços Doram e tem sucesso em imobilizar todos os cavaleiros amaldiçoados, uns petrificados, outros atados por raízes emergindo do chão. A entrada da torre é selada com magia. O Grifo desce do céu com Seraffyh e Sheilinha; Dantes e Digo se juntam a eles, com as mãos nos ombros um do outro, vitoriosos. Seraffyh esconde em suas vestes um livro azul, ninguém nota. - Meus queridos o portão não ficará fechado por muito tempo, nem sabemos o que mais nos espera quando abrir. A cidade já esta sendo evacuada, vamos afundar a torre. (Disse Catherine) - É muito drástico, logo iremos para Glast Heim descobrir a causa de tudo! (Disse Digo) - Digo! Meu palpite é Juno, não adianta ir pra lá! (Disse Dantes) -Juno? O que tem de importante lá? (Disse Catherine) - A biblioteca de Juno contém informações históricas não?! Todos os inimigos de nossa era possuem informações registradas! Mesmo que na forma de mitos, algo pode nos ajudar a saber com o que estamos lidando! (Disse Dantes) - Calma Dantes, se acalma...quero que voltem para Prontera, avisem as 7 famílias reais para enviarem as guildas vencedoras da Guerra do Emperium para Juno buscar informações. (Disse Catherine) - Você quis dizer o contrário né? (Disse Dantes) - Não Dantes, os clãs que irão para Juno, se você estiver certo no seu palpite o inimigo vai querer que continuemos sem respostas, na escuridão e na dúvida, e vai destruir tudo o que possa nos dar uma iluminação. Vão para Glast Heim logo após, será um percurso demorado, mas olhem para mim...acreditem, eu vou estar ao lado de vocês. (Finalizou Catherine) - Podemos usar o teleporte da Kafra? (Disse Seraffyh) - Quem? Bom, leve esse livro para Juno assim que possível. (Disse Catherine) Serrafyh se pergunta se Catherine estava enxergando aquele livro com alguma habilidade especial. - Kafra Seraffyh? (Pergunta Sheilinha) Seraffyh se sentiu como um alienígena, perguntou-se em pensamento se havia esquecido de algum acontecimento com a Corporação Kafra, e resolveu calar. - Estamos todos confusos e cansados, vem Seraffyh...não diga nada amigo. (Disse Digo puxando Seraffyh) - Estou percebendo que a memória de algumas pessoas esta falhando, mas não com coisas banais amigo, e sim com assuntos que são de notório conhecimento. (Continuou Digo a falar com Seraffyh) Acima de suas cabeças um aeroplano surge, descendo várias escadas de cordas. Aos poucos, cidadãos sobem, e os jovens aventureiros também. Já no alto, eles observam que Catherine agora estava rodeada por inúmeros invocadores, bruxos, professores, sábios, arcanos, em número que superava os eventos de caça promovidos por Mateus Além. Os portões se rompem brutalmente e uma bolha gigantesca avança para fora, rastejando dado o grande peso e as pernas curtas, das protuberâncias do que seria sua pele abrem-se olhos, a criatura se esforça repentinamente para elevar seu corpo e soltá-lo ao chão, freneticamente, provocando terremotos, uma das pessoas dentro do aeroplano pergunta se aquele monstro não era o denominado “Origem da Maldição”. Os especialistas em magia se envolvem em um leito de água, e invocam correntes violentas de água em direção ao monstro, que não consegue mais manter os olhos abertos, a água seguia ao fundo da torre, descendo aos andares abaixo. O plano era inundar a tudo para após congelar tudo o que pudesse sair de lá. Um Doram mais intrépido pula em direção à correnteza e nada em direção ao monstro, se agarrando em uma de suas pálpebras, que se abre. Logo após, usa uma habilidade especial...”INTIMIDAR!” O monstro enxerga uma alucinação vinda daquela habilidade, que inflige medo ao ponto dele se desgrudar do chão, sendo levado pelas águas ao fundo do calabouço. O Doram escapa pulando numa das colunas e se firmando com suas garras afiadas. Os jovens aventureiros ficam mais tranquilos, o aeroplano parte com dificuldade dado o excesso de peso. O sol começa a aparecer, não se enxerga nenhum vestígio das nuvens vermelhas. A cidade de Geffen fica para trás, a torre se mantém firme e erguida, não foi necessário demolir nada. Uma hora se passa, Seraffyh sente um peso na sua batina, ele mexe aqui e ali, e olha só, aquele poring estava dormindo. -Como você se segurou em mim esse tempo todo? (Seraffyh sorri) - Quem vai comigo para Juno? (Dantes estava na ponta do aeroplano, seu Grifo voava por perto) - Eu! (Seraffyh segue em direção a ele) Sheilinha e Digo não criam nenhum óbice, ficaria então com eles a missão de ir à Prontera reportar o ocorrido. Dantes se joga com Seraffyh nas costas do Grifo, o Poring já estava lá, sabe-se lá como. Aos poucos eles se distanciam do aeroplano, e do Grifo se permitia ver com maior esplendor as pradarias, montanhas, rios, além de alguns monstros maiores que de cima pareciam pequenos pontinhos na imensidão de cenários. Rune Midgard era linda, uma geografia diferente para cada microrregião. Por onde passavam, Seraffyh lembrava das músicas que os bardos, em suas campanhas pelo mundo, elaboravam para cada um dos lugares que passavam… Mais uma hora se passa, o vento fica mais forte, eles voavam contra ele, o Grifo emite um grunhido como que num sinal de alerta. Estavam quase no território de Juno, a cidade voadora perdida, que há muito tempo ficava oculta por magia e tecnologia, feita para assim abrigar o Coração de Ymir, mas isso era uma história antiga. Adentrando uma névoa fria, eles se dão conta que o sol estava parado faz um tempo, e não amanhecia, cada vez mais condensada a nuvem, eles conseguem sair dela, mas banhados de um líquido tinto, como se fosse vinho. Eis que o cenário à frente era assustador. A cidade de Juno estava rodeada de rochas flutuantes, e logo abaixo da cidade flutuante, uma cratera maior que ela, parecendo um buraco de minhoca de tão fundo, no qual as águas do oceano eram tragadas. Dantes e Seraffyh se questionam se um monstro teria feito aquilo. O sol agora estava se pondo, o que pareceu um absurdo para os dois, já que há alguns minutos, antes de passarem pela névoa, o sol ainda estava nascendo. O Grifo adentra a cidade, e pousa em frente à Biblioteca, único estabelecimento que não estava em ruínas. A imagem dela se distorce aos olhos de Dantes, como se fosse um prédio fantasma, mas eles resolvem entrar. Em seu interior, tudo intacto, algumas prateleiras sumiam e reapareciam, Dantes não era familiarizado com tecnologia, mas sabia que os robôs de Juperos e o próprio aeroplano eram uma prova que ela existia, sua mãe era uma estudiosa do assunto e levava algum de seus experimentos para casa, os quais ele admirava. Segurando um livro na mão, ele tem a impressão de tratar-se de um holograma muito avançado, nenhum peso, mas manuseável, dava para folhear e ler, era uma sensação estranha. No meio do salão, um único caderno entre livros: “ Se vocês estão lendo essas palavras, fiquem tranquilos, estão em um lugar seguro no meio do nada, e isso não é uma metáfora, não há nada lá fora que possa incomodar sua leitura. Acaso algum vestígio de ruídos abaixo da cidade seja ouvido, basta acionar a alavanca perto do Livro de Ymir, o qual vocês facilmente reconhecerão, já que acredito que a maioria de nossos aventureiros já efetuou o teste de transclasse. Mais um aviso, só tem o suficiente para mais dois disparos, e seria interessante verificar se não é o barulho de uma tempestade, já que atingir o magma da terra faria emergir dióxido de enxofre, sulfureto de hidrogênio, dióxido de carbono e outros gases que matariam a todos da cidade, ou melhor, vocês, pois como eu disse, não há mais ninguém aqui. Ignatz Gaebold, 01 de M. de 1049 D.G.” Dante vira algumas páginas antes: “Descobrimos, essa é a resposta, me disseram que não era pertinente no momento, mas como é possível manter-se indiferente quando se pode evitar o Dia do Desespero? Tenho em minhas mãos toda a informação que preciso para deter Sarah Irine, e ainda dar um futuro diferente a ela, menos sofrido. Pedi para dois de meus amigos, fiéis à minha família, para executarem a missão, mas dei dois rumos para eles e um não sabe o que o outro tem de executar, embora parte da trajetória os dois realizarão juntos. Quem diria, que uma simples alteração de um evento traria mudanças tão drásticas. I.Gaebold. 28 de S. de 998 D.G. Agora é com você, eles precisam que vocês façam sua parte.” Dante percebe pela tinta da última frase que ela foi escrita em momento posterior ao primeiro parágrafo. Os traços pareciam também mais cansados e difíceis de entender. (final da parte 3, continua...) Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos).
  3. A velocidade do vento vai arrancando as folhas das árvores, estas, por sorte, tem raízes bem fortes e fincadas no chão, mas seus galhos se inclinam conforme a direção do vento, estalando como se estivessem quebrando, a impressão era de que o vendaval destruiria todas as copas das árvores. A criatura tenta mais uma vez manejar sua espada, presa no ombro da musa, mas Rodrigus ainda segura fortemente o braço de Atroce. A dor é tão incômoda e o medo é tão intenso, que a musa não quer nem olhar para trás e nem ao menos tentar se mexer, mas com o pouco esforço que pode fazer, usa uma de suas mãos para puxar de sua cintura um pequeno objeto. Primeiro se vê o cabo de madeira, e ao retirá-lo por completo, um metal que não era afiado em nenhum dos lados, porém era pontiagudo, dava para espetar em algo. Ela solta o objeto levemente para trás, caindo no pé de Rodrigus. Esse entende na hora se tratar de uma “rondel”, um punhal raro de se encontrar. Mas não podia soltar o braço do monstro, então decide fazer um movimento arriscado, precisaria de velocidade e destreza para executá-lo. Luka grita ao longe: - Faz como o Poporing Rodrigus!!! (Disse Luka) Era realmente essa lembrança que se passava na cabeça de Rodrigus, na infância ele gostava de enganar Luka, certo dia ele chamou-o para ver como ele sabia executar com perfeição embaixadinhas com a bola, só que a bola era um Poporing, e por óbvio era o bichinho de estimação que ajudava no movimento. Desejando que aquilo não espetasse sua cara, Rodrigus começa: primeiro do pé ao joelho e agora...do joelho em direção ao rosto! Rodrigus abre a boca e morde o cabo de madeira, jogando com força sua cabeça no braço do bicho, espetando-o, que solta a espada. Luka salta impedindo que a musa caísse no chão. Atroce dá um safanão em Rodrigus, que não soltou seu braço e se manteve firme. Pegando a rondel, Rodrigus tenta perfurar Atroce, que desviava de todas as suas tentativas. Belzebu estava desolado, como se algo tivesse dado errado, a aparição de Atroce evidentemente não estava em seus planos e Luka, com a musa em seus braços, já havia percebido isso, Belzebu não ajudava e nem atrapalhava a luta de Rodrigus e Atroce, mas Luka sentia receio de ir ajudar o amigo, pois assim a colega estaria à mercê de Belzebu. Ela não sangrava mais, mas seu corpo estava gelado, Luka encosta a cabeça dela em seu ombro e afaga seus cabelos. Belzebu desperta de seus pensamentos. - Então deu tudo errado e eles estão mortos...não faz mais sentido essa missão. Quelle dommage. Lamentável. (Disse baixinho Belzebu) Atroce puxa o braço com força e Rodrigus solta-o, fazendo com que o bicho se desequilibrasse. Dando um salto e duas giratórias no ar, Rodrigus pega impulso e chuta a cabeça de Atroce, que ainda assim resiste em tombar, só recuando. Arremessando a rondel por dentre as pernas do monstro, o punhal cai pouco atrás dele. Enquanto Atroce acompanha com os olhos sem entender o movimento, Rodrigus se arremessa de imediato, mas abraçando a cintura da fera, fazendo com que ambos caíssem nos arbustos onde estava a rondel. Um ninho de Jiboias, serpentes que não faltavam na floresta de Payon, acordam ofensivas abaixo deles, mordendo tudo o que estava pela frente, Atroce e Rodrigus são severamente picados, sobrou até para a rondel, que agora estava banhada de veneno inoculado das serpentes. Rodrigus pega-a e perfura o pâncreas de Atroce. A dor é violenta, ainda mais com o veneno agindo. - Vocês improvisam imprudentemente mas até que é divertido de se ver ein, Ha Ha Ha!!! (Belzebu gargalhava, gostara da cena) Inesperadamente as Jiboias envolvem o pescoço de Atroce, várias adentram pela boca, ele as morde, e algumas ficam entaladas em sua garganta, dificultando-lhe o respirar. Atroce recua olhando agressivamente para Belzebu, e foge. Luka ouve um balbuciar da musa em seu ombro, ele estava no ponto de pedir ajuda a Belzebu, pois afinal, se ele queria num primeiro momento levá-la com ele, ele precisaria dela viva. Mas uma melodia vinda daqueles lábios é familiar a Luka, parecia algo que ela já havia recitado antes. A musa recupera aos poucos sua vitalidade, e para surpresa se Luka, ela se reergue sem sua ajuda. - Você é incrível e eu ainda nem sei seu nome. (Disse Luka) Ela empunha a espada de Atroce, que estava no chão, era parecida com uma espada Zanbatô. - Onde esta sua ética menina? À sua classe é proibido o uso de espadas. (Disse Belzebu) - Meu avô era um notável Gatuno, e meu ex-companheiro um Lord, não sou o tipo de garota que anda com os homens para ficar frescando, eu sou observadora e aprendo rápido. (Disse a musa) Rodrigus se junta aos três, que ficam enfileirados. - Então, o punhal era do seu avô? Estava gravado um nome no cabo. (Pergunta Rodrigus para a musa) -Sim. (Ela responde laconicamente) Belzebu olha para os três, sem vontade de continuar com aquilo: - Olha, vocês até que são esforçados e tem a sorte ao seu lado. Quem sabe tenham mais sorte do que eu. (Disse Belzebu) - Hã??? (Os três não entendem) - Não posso mais levar a moça comigo, o que me aguarda é a inexistência, e ela teria mesmo destino. Ouçam atentamente, pois não posso ser repetitivo, talvez tenha um pouco de tempo. (Disse Belzebu) - 1 O presente esta em transição, então vocês não deveriam voltar, mas se forem até o espaço dimensional nada lhes acometerá. 2 Luka você pode escolher concluir ou não sua missão, a diferença vai influir infimamente no presente. 3 Rodrigus, uma das coisas que você escondeu nesse tempo lá deve permanecer. Como não és de confiança não vou dizer-lhes o que é. 4 Impeçam que Verus entre em ruínas, o que só será possível indo a um tempo muito mais antigo que o atual. 5 Consuma seu casamento com Sarah, Rodrigus, ela será contato com uma determinada bruxa que lhes será de grande valia. 6 Não achem que porque eu vos oriento agora que outros como eu farão o mesmo, não sejam ingênuos a ponto de acreditarem em Ifrit, Valquíria Randrigs e o Senhor das Trevas, talvez Doppelganger, Flor do Luar e Kiel mantenham uma postura neutra, já Morroc sempre foi enigmático. 7 Por final, esse é um desabafo, já que vocês provavelmente serão os últimos a me ouvirem, existem uns que anseiam pela destruição indiscriminada de tudo, o que não compatibiliza com o desejo de outros como eu, que queriam governar o que existe nessa terra, e não há como governar o que foi reduzido ao nada. Quando nos demos conta disso, só eu restei. Fazer a diplomacia entre os poucos heróis de seu tempo, dos tempos que vocês percorrerão, e de alguns inimigos seus, será o diferencial que nos faltou. Adieu!!! E que não sejam fracassadas suas desventuras! (Finaliza Belzebu) Detrás dele, linhas horizontais e verticais cortam a vista do cenário ao fundo, que se distorce num vórtex vermelho e preto, no qual não se pode diferenciar nada de nada. Belzebu anda de ré em direção àquele caos, sem parar de olhar para os três. A fenda que distorceu o espaço se fecha, e os três conseguem novamente observar a floresta ao fundo. As nuvens escarlate somem. - Esse é o momento que nos despedimos. (Disse Luka para a musa, tocando em seus braços com as mãos) - Vou seguir meu próprio caminho quando for a hora, mas doravante seguirei com você. (A musa retira as mãos de Luka de si) - Não sou uma aventureira que dependa da proteção dos outros, não ouviu o que eu disse antes? Além disso, tem uma ligação de meu avô e Verus que preciso desvendar e que pode ser útil. (Disse a musa) - Ei, calma aí! Foi dito que uma das coisas que eu guardei não deve ser descoberta não? Não seria o caso de nós reforçarmos a segurança dela, quer dizer, eu posso não ter escondido direito...(Disse Rodrigus) - Na verdade foi dito que lá essa coisa deve ficar, tem uma diferença sutil. Você tá doido para saber o que é né? (Disse a musa) - Me entenda bem amiguinha, imagina que eu morra no futuro ou que eu seja capturado e forçado a dizer o que eu não quero, não seria melhor vocês também terem conhecimento da localização dos bens que peguei? Pense bem, não ficarão escondidas por toda a eternidade, o que pode causar problemas futuros. (Disse Rodrigus) Parecia um papo muito bem intencionado para alguém como Rodrigus, Luka desconfia: - Eu prefiro nunca saber, vou passar 24 horas por dia te vigiando para você não fazer besteira! (Disse Luka) -24 horas? Que decepção ein Lula. (Disse a musa cruzando os braços e sorrindo) - Não, é que ele é meu amigo, é maneira de falar só! (Disse Luka, lembrando-se do seu lance com a musa) -Ai Luka que fofo! (Disse Rodrigus, levantando a perna direita para trás e cruzando as mãos ao rosto, com um sorriso de lagarto) -Besta, não invente baboseiras! Conversaremos depois, não ouse envolver mais ninguém. (Disse Luka para Rodrigus) - Mas aposto que ela já ouviu falar dos fragmentos do adorno de cabeça da Shaman Sierra, receptáculo da deusa Freya em uma de suas tentativas de voltar a esse mundo por aquela seita… (Disse Rodrigus) -Chega!!! Essas informações tem de ficar como mitos no imaginário popular! (Disse Luka) - E você Luka não quer saber sobre o relatório de missão de Lord Seyren, eu interceptei o Peco-Peco dele após o seu desaparecimento...(Disse Rodrigus) - E acompanhado do relatório havia o quê? (Pergunta Luka) - Não digo...venha comigo e vamos ver juntos amigo! (Disse Luka) Fiel a uma das 7 famílias reais, Luka sabia que tudo o que envolvesse a missão de Lord Seyren na República de Schwartzwald, a respeito do desaparecimento do rei Tristan III, era de interesse da monarquia de Rune-Midgard. Contudo, lembrou que Rodrigus havia dito que o único lugar ao qual não visitara foi justamente o território de Schwartzwald. Sendo assim, provavelmente era uma mentira apenas para convencê-lo, mas, ainda assim, se Rodrigus estava disposto a ir tão longe nessa mentira… - Luka, não foi dito que era melhor deixar essas coisas onde elas estão?! (Repete a musa) - Acontece que não posso passar a vida inteira no encalço de Rodrigus, vamos até elas, e nos certificar que nem ele e mais ninguém tomarão elas para si. Acredito que se deixarmos onde estão, mas com melhores garantias de proteção e ocultação, não infringiremos a regra estabelecida por Belzebu. (Disse Luka) - É isso aí! (Disse Rodrigus) - Posso conversar com você a sós? (Disse a musa para Luka) - Claro! Me leva aonde preferires. (Disse Luka) De volta ao vilarejo de Payon, os dois sentam em bancos de madeira abaixo de uma grande árvore, cujos galhos pareciam querer cobrir todo o céu, tudo era aconchegante, as pessoas conversavam sobre as vestes do noivo e da noiva, o casamento, os mimos que o casal ganhou. - Sempre tive vontade de romper as barreiras do espaço dimensional e ir muito além das missões que lá existem, conhecer o mundo o investigar o passado de minha família. Meu nome é… (Falava a musa) - Se você prefere não falar seu nome tudo bem, pode se preservar se preferir. (Luka olha ternamente para ela) A musa toca o rosto de Luka, suas mãos estavam geladas, mas Luka gostou da sensação em sua face, estava abafado o clima. Naquele momento ele não queria perguntar nada sobre a família dela. - Quer tomar um Chá Gelado de Siroma? Eu pego e trago num minuto para nós. (Disse Luka) Na verdade quem estava com calor era ele, mas ela aceita por educação. Luka se levanta e anda feliz entre as pessoas, procurando entre as bancas dos mercadores o tal chá, ele aproveita e também compra Queijo Gratinado com Tentáculos, pois o mercador disse que era uma novidade irresistível originária de outra cidade. Ao voltar, ela aguardava cheia de graça, as pernas entrecruzadas fizeram com que ele diminuísse o passo, querendo aproveitar cada instante daquela visão. Ela ri, Luka havia comprado uma quantidade exagerada do queijo gratinado. - Isso tudo é para você ficar fortinho né? Porque eu acho que só aguento uma pontinha de um pedaço de queijo. (Disse ela, que se surpreende com o sabor ao degustar) - É, eu aguento mais um tantinho. (Concluiu a musa, ela não queria “dar o braço a torcer”) - Você toca algum instrumento musical? Na batalha não vi nenhum. (Pergunta Luka) - Ah, eu tenho dedos bem habilidosos e versáteis. (Disse a musa) Ela então, por debaixo da mesa, toca a perna de Luka com a ponta dos pés. Ele se contém para que ela não perceba os arrepios que ele sentia. - Quer me convidar para dançar num ritmo de bolero? (Ela pergunta para ele) Ao longe, Rodrigus estava tentando interpretar pela linguagem labial o que eles diziam. Então chama três arqueiros aspirantes a bardo para perto de si. - Vão até aquela mesa e se esforcem para tocar a música que eu e a Sarah gostamos de dançar. (Ordena Rodrigus para os três) Luka e a musa são surpreendidos ainda sentados pelos três, que já chegam ensaiando as notas musicais, com “sorrisos amarelos” no rosto. Luka levanta e pede a mão da musa para dançar. - Deixa de ser bobo! (Ela aceita) “A perna esquerda para frente, passa o peso para a perna direita, volta, a direita para frente, passa o peso para a esquerda, volta, ele esta com o corpo dela colado a si, com a mão na cintura dela, um avança, o outro recua, vice e versa. Tum, tum, pausa, tum, tum, pausa… Contorno com as mãos, ela vira de costas, com o braço esquerdo esticado para frente, ele puxa-a e ela pisa com a direita para trás, ele junta os pés e logo após faz um leque com a perna direita pela frente dela...” Rodrigus estava mais querendo saber do promissor beijo, conjecturando como seria, quanto tempo duraria, quais seriam as palavras ditas logo após. Sarah era carinhosa, mas por vezes ela brincava de formas estranhas, numa mudança de personalidade. Ele sente alguém por trás a morder o lóbulo de sua orelha com força, ele não pode falar nada, pois sua boca estava coberta por uma mão fina. Era Sarah Irine, sua noiva... (final da parte 4, continua...) Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos). Comentários e sugestões para incrementar na história sãos sempre bem-vindos.
  4. Luka retorna ao espaço dimensional, parecia tudo normal, os aventureiros continuavam na fila de espera para adentrar pelos portais temporais. Dois deles conversavam frente a um portal desativado. - O que tinha aqui? (Aventureiro 1) - Você não lembra? Agente viajava até Glast Heim e ajudava Fenrir na busca da Espada de Balder, derrotando os monstros invocados por Sarah Irine. (Aventureiro 2) Sarah? Esse nome era familiar para Luka. - Será que Rodrigus conseguiu retornar Sarah para seu pai? (Luka fica pensativo) - Mas como esses aventureiros podem se lembrar que esse portal levava a esses eventos? Se Rodrigus alterou a história, isso também não deveria trazer consequências para as lembranças das pessoas? Quer dizer, como podem lembrar de algo que nunca chegaria a acontecer dado a interferência nos eventos passados? Luka percebe que falava um pouco alto demais e as pessoas ao redor lhe olhavam com estranheza. Algumas musas lhe observavam com um sorriso discreto no rosto, ele fica envergonhado. Uma delas se aproxima. -Oiiiiii, você parece ter uma história interessante para contar, eu gosto muito de ouvir as aventuras dos que retornam dos portais temporais, cada um narra com detalhes peculiares, diferentes dos outros, eu gosto de ouvir. (Disse a musa) As bochechas de Luka transpareciam o calor que lhe formigava, ela segura seu braço e ele sente as palmas macias de suas mãos, os dedos nem tanto delicados, provavelmente ela costumava usar arco e flecha ou algum instrumento de cordas. -Você...é..costuma ouvir...essas histórias há muito tempo? (Ele mal conseguia completar a frase) -Sim, o que você não entendeu gato? Simmmm, venho aqui todos os finais de semana, ouviu o que eu disse? (Nesse momento, seus pés saem da sandália e pisam suavemente nos pés de Luka) Luka nunca odiou tanto andar descalço, mas todos os shuras viviam assim. Os pés, esses sim verdadeiramente macios da musa, eram um convite do qual Luka não queria recusar, mas sabia que não era prudente aceitar na ocasião, apesar de irresistíveis. - Você...já ouviu alguma...história muito diferente da usual? (Disse Luka) - Como assim? (A musa franziu o cenho) - Algo que se relacione...tipo...com nuvens escuras e alterações na história das missões do espaço dimensional? (Disse Luka) A musa processou lentamente as palavras de Luka, ela não sorria mais. -Sabe, desse portal que você acabou de sair, eu fiquei sabendo de uma amiga que, se você deitar numa das camas da estalagem, um homem surge e te leva a um paraíso vermelho de paixão. Eu te levo lá. E ah! Eu fiquei sabendo que alguns não sentem vontade de nunca mais voltar. (A musa tem um tom sapeca na fala) O ingênuo Luka só fixa as últimas palavras dela, e pensa se Rodrigus poderia estar em perigo caso resolve-se ir para essa tal estalagem. Sem refletir sobre o que saiu da boca dela, ele se vira de volta ao portal, enquanto ela o segue coladinha, beliscando suas nádegas. Luka retorna à Payon Antiga, onde tudo estava diferente, a cidade estava lotada de pessoas, comerciantes pareciam esfuziantes, crianças corriam para todos os lados, ou seja, uma muvuca. Luka queria estar num ambiente mais tranquilo. Trombetas anunciavam a chegada de uma cavalaria, o porta-voz dizia: - Prestem respeito à chegada do ilustre noivo de Vossa Alteza! Para desespero de Luka, Rodrigus sai da carruagem, com trajes de príncipe, a cor rosa estava enjoativamente presente da cabeça aos pés. - Ai sua...quer dizer seu… (Luka salta por cima da multidão e ataca Rodrigus com um chute quase certeiro) -Seu maldito, o que você fez? (Disse Luka) - Não fale besteira e se acalme, olhe ao redor. (Disse Rodrigus) A população olhava ainda alegre para os dois. - Sorte sua que eu avisei do seu temperamento explosivo, senão meus arqueiros acabariam com você. (Disse Rodrigus) - Seus arqueiros? Você não pode viver essa vida de fantasia! (Disse Luka enraivecido) - Sabe o dote que vou receber ao casar com Sarah? Vou pegar tudo que puder e dar o fora daqui, falta pouco e você não vai ficar no meu caminho. (Disse Rodrigus) - Pervertido, ela é só uma criança! (Disse Luka) - Você parou no tempo Luka? Olhe ali! (Disse Rodrigus) Luka então repara que estava em cima de um tapete vermelho, na outra ponta revelava-se uma moça alta e esbelta, olhos azuis e loira, busto saliente as pernas mais belas que Luka já tinha visto. - É, eu sei que é do seu gosto, a julgar pela musa que você trouxe consigo. Pena que eu não curto. (Disse Rodrigus) - O que aconteceu? (Perguntou Luka) - Passaram-se 16 anos meu caro, e eu aprontei à beça por aí. Acumulei riquezas e as escondi por toda Rune Midgard, quando eu voltar ao meu tempo vou atrás de tudo que escondi. Ah! Você pergunta da Sarah né?! Ah sim, naquele dia, após você ir embora, meu instinto de sicário notou a aproximação de pessoas suspeitas a observarem a pequena, que corria desesperadamente, então arremessei uma faca envenenada à distância para pará-la. (Disse Rodrigus) - Seu inescrupuloso, ela era só uma criança. (Disse Luka) - Não tenho paciência com meninas, e foi só de raspão, para o veneno fazer todo o trabalho. Já disse que sou sicário, acha que não consigo usar antídotos? Não maltratei a pequena e evitei um futuro incerto nas mãos daqueles possíveis sequestradores. O casamento é coisa que Lorde Irene inventou, eu só dei o aceite. (Disse Rodrigus) - E as nuvens escarlates? (Pergunta Luka) - Escarlates? É assim que você as chama? Nunca mais vi, e se quer saber, por todas as partes pelas quais viajei, com exceção da República de Schwartzwald, nunca ouvi relatos delas. (Disse Rodrigus) Decepcionado com o amigo, e com o que acabara de ouvir, Luka olha para a musa sorridente atrás de si, não sabia se ela tinha ouvido a conversa, mas talvez levá-la para relaxar um pouco com ele não fosse má ideia, quem sabe ele esquecesse dos problemas e voltasse mais tranquilo para pensar no assunto. - Então você não quer mais minha companhia? (Pergunta a musa) - Eu tenho uma ideia, vem comigo. (Luka a leva para a floresta ao leste, alguns monstrinhos, como o Esporo e o Jakk Fugitivo brincam) - Esse é um bom lugar para conversarmos. (Luka não estava mais acanhado). Qual o seu nome princesa? A musa não responde, mas coloca sua perna entre as coxas de Luka, fazendo-o arrepiar. A respiração dela começa a ficar ofegante, e seu busto se eleva e retrai conforme o ritmo do respirar. Só que do nada: -Aê moleque, nota dez!!! (Rodrigus sai de cima de uma árvore segurando uma placa com o número 10 desenhado) Um raio negro desce a metros deles, nuvens escarlates se formam com rapidez. Sete trovões no céu são ouvidos, e no intervalo do sexto ao sétimo, uma pessoa surge na frente deles, com vestes azuis e uma coroa na cabeça, dois anéis de rubi nos dedos que seguram um livro azul. - Aff, tá demorando cada vez mais, o que aquele cachorro pediu para eu fazer mesmo? Nossa era tanta coisa...(Ele falava baixinho e consigo mesmo) - Ei, você não é o Belzebu? Alguém deve ter dropado galho seco por aqui. (Disse a musa) - Perdoem minha indelicadeza, pelo visto já fui apresentado, então senhorita quero que venha comigo, s’il vous plaît? (Disse Belzebu) Luka se envolve de esferas espirituais, colocando em seu punho uma soqueira encantada com a propriedade “vento”. - Tempestade Espiritual!!! (Ele projeta com força seu punho na direção de Belzebu, e as esferas espirituais são arremessadas até se chocarem e explodirem) Belzebu sai da fumaça em sua forma satânica – uma mosca gigante com vestes reais cheirando à podridão – várias Moscas Infernais ao seu redor partem em direção a Luka, que comprime seu corpo e dobra os joelhos, jogando sua cabeça para trás para dar com toda força um berro super potente: -Rugido do Leão!!! (A vibração é tremenda, explodindo todas as Moscas Infernais) Rodrigus e a musa se afastam, mas também são afetados, ela o abraça e receita um cântico que aos poucos faz regenerar a vitalidade de ambos (era o Sibilo de Eir). Rodrigus, apesar de não gostar do calor do corpo dela, sente um misto de sentimentos, e uma pontada de desejo. - Quem é você garota? (Disse Rodrigus) Belzebu se lança num confronto direto, e Luka o golpeia com vários combos de socos e chutes, por vezes a soqueira rasgava o ventre da criatura, por onde esguichavam jatos de fezes. Apesar do esforço, Belzebu se curava a cada 10 golpes, e Luka precisava de tempo para acionar sua habilidade suprema. Rodrigus ainda estava sem as vestes de Sicário e sem katares, mas mesmo que atacasse, seus golpes de propriedade veneno ou neutra seriam de pouca ajuda. A musa puxa um véu de seda, e inicia uma dança rápida e provocativa, mas sem tirar os dois pés do chão, somente dançando com o movimento de cintura e tronco. Uma melodia que remete às águas profundas e aos seres que lá habitam é ouvida. Belzebu e Luka ficam imóveis, seduzidos pela musa. A forma humana de Belzebu é forçadamente retomada, e esse fica horrorizado: - Isso não deveria funcionar contra monstros, muito menos comigo, por acaso esse é o Canto da Sereia?! Um calor no ombro da musa se intensifica...tão logo ela se esvai de todas as forças... cravado em seu ombro esta uma espada de um gume. Atrás dela, Rodrigus segura braço da criatura que golpeou-a, impedindo que a espada descesse mais e arrancasse de vez o braço esquerdo dela. Um lobo bípede, vestindo uma calça rasgada e um cinto, além de uma coleira com espetos, olhava para Rodrigus. Era o monstro “Atroce”. Por sua vez, Belzebu dispara: - Como esse bicho veio parar aqui?! (final da parte 3, continua...) Link da parte 4: https://forum.playragnarokonlinebr.com/index.php?/topic/94479-desventuras-num-passado-distanteparte4/ Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos). Instagran: rodrigorei.s Comentários e sugestões para incrementar na história sãos sempre bem-vindos.
  5. Lord Irene estava fitando Rodrigus… - Ei menino, vistes minha filha? Disse irene. - O quê, vai matá-la também? Disse Rodrigus. -Não seja tolo, vocês chegaram no desenrolar dos fatos, vocês e minha pequena não viram que quando eu cheguei encontrei minha esposa perdendo a vida e o criminoso a fugir… - Cala-te. Rodrigus não queria saber de lero-lero furado e disparou sua habilidade “Lâminas Retalhadoras” em direção ao oponente, só o vento cortante já seria o suficiente para despedaçá-lo, mas Irene num jogo de pernas, balanceando seu corpo para ambos os lados, confundiu a mira de Rodrigus, que errou seu golpe, acertando uma árvore por onde detrás saiu Luka. Irene correu em um disparo na direção de Rodrigus, este só pensou em rodopiar com suas lâminas para impedir que o oponente tocasse-lhe, mas não esperava que Irene fosse derrapar pelo chão para lhe dar uma rasteira estonteante. Luka não sabia se ria ou achava graça, pois as duas opções davam na mesma. Ao se aproximar do sicário nocauteado, sentiu sua perna ficar dormente, Irene agarrou-o com força ainda deitado no chão, e num pulo como o de um felino, levantou-se rapidamente derrubando o corpo de Luka ao chão. Irene disparava diversos socos consecutivos, e Luka usou a habilidade “Corpo Fechado”, cruzando seus braços sobre o corpo ainda caído. Infelizmente Irene parecia uma fera incansável, e o corpo de Luka já estava começando a ser enterrado ao chão. Lorde Irene só parou ao sentir uma desagradável sensação gélida em sua nuca, a Katar de Rodrigus estava bem posicionada. - Demônios, todos vocês invocados pelas nuvens sangrentas são monstros perversos! Ao ouvir as palavras de Irene, Luka arregalou os olhos. -Que foi Luka? Não vês que esse homicida já foi consumido em sua insanidade? Rodrigus parecia indeclinável, mas Luka sentiu que talvez tivessem cometido um erro. - Rodrigus, lembras que quando me convidou para cruzar o espaço dimensional eu estava tratando com um colega? Rodrigus parecia não se importar, mas escutava. - Pois então, esse meu amigo é um mensageiro que me delegou a missão de investigar anomalias no céu que vem ocorrendo por toda Rune-Midgard, só não esperava que aqui, no passado que o espaço dimensional nos transporta, esses eventos estivessem ocorrendo, isso pode ter repercussão nos eventos futuros e mudar nosso presente Rodrigus. Rodrigus achava tudo absurdo, o portal do espaço dimensional foi construído por mãos sábias, independente das ações dos aventureiros que o adentrassem isso não afetaria a linha do tempo dos eventos seguintes. Mesmo assim, olhou novamente a Irene: - Tudo bem, então Lorde Irene, diga tudo que sabe ao meu amigo. Irene narrou-lhe que monstros e guerreiros poderosos estavam surgindo em Payon, ameaçando a vida dos seus habitantes, e ainda, que estava voltando de uma caçada a esses invasores quando presenciou a consumação do homicídio de sua esposa. -Rodrigus, por favor ajude Irene a encontrar sua filha, tenho de voltar ao nosso tempo e ir para Prontera. Rodrigus não queria deixar seu melhor amigo ir sozinho. Deu uma última olhada nas condições que ele se encontrava, o corpo todo suado e os músculos tensos da batalha. Parecia ser a última vez que se aventuravam juntos… (final da parte 2, continua) Link da parte 3:https://forum.playragnarokonlinebr.com/index.php?/topic/94459-desventuras-num-passado-distanteparte3/ Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos). Comentários e sugestões para a história sãos sempre bem-vindas.
  6. Nossa jornada começará acompanhando alguns personagens que num futuro bem próximo se unirão para uma desventura...essa é a história de um sicário e um shura. Luka estava conversando com um amigo, tudo estava tranquilo em Prontera, a brisa calma e serena fazia balançar seus cabelos, bem como seu bigode, o que às vezes lhe fazia cócegas. Repentinamente Rodrigus surge, sem avisar, e já vem lhe convidando para uma investigação. -Vamos descubrir o mistério do assassinato da mãe de Sarah?(Disse Rodrigus olhando maliciosamente para seu bigode) -Ah, estou meio ocupado agora, estou ensinado umas coisas para um colega (Disse Luka, já querendo fugir das confusões que seu amigo lhe metia) Rodrigus parou de fitar seus bigodes e olhou choroso para ele. -Ah Meus Deus...(Luka viu que não teria jeito). E partiram os dois para o espaço dimensional, um portal que ligava Rune Midgard e Ash Vacum, e o passado e o presente, criado após a fuga do demônio Imperador Morroc. Por meio desse portal voltariam ao passado para descobrir o passado de Sara Irene, uma das valquírias inimigas de Odin, se bem que Rodrigus havia contado a Luka que estava mais interessado nas recompensas que a missão poderia proporcionar. A fenda os guiou até a cidade de Payon, e conforme andavam, Rodrigus continuava fitando Luka. -Que é Rodrigus?(Disse Luka) -É que você parece aqueles Brâmanes da Índia com esse cristal na cabeça(Rodrigus parecia tentar irritá-lo) -Por** Rodrigus, estamos no meio de uma missão cace**... Luka parou de falar ao se deparar com um corpo de uma bela dama no chão, e um homem em pé, manejando uma espada ensanguentada, Rodrigus reparou que uma criança acabara de ver a cena também, devia ser a Sara!!! O suspeito ordenou que seus homens fossem pegar a criança. Rodrigus e Luka intervieram e se preparam para a batalha. Os soldados avançaram de uma só vez, mas Luka desferiu vários golpes seguidos, um atrás do outro. -Combo quadrúplo!!! Luka derrubou-os um por cima do outro, e quando outra leva vinha por trás de si, rapidamente chutou uma mesa em direção a eles, surpreendendo-os com tamanha força. Os que tentavam se levantar eram rapidamente subjugados pelas lâminas rápidas de Rodrigus, que girava em torno de si numa velocidade implacável, qualquer um que tentasse entrar no redemoinho que o rodopio de Rodrigus formava era estilhaçado em pedaços pelas lâminas de Loki. Quando parecia ter acbado, ao longe ouviram uivos... -Ué, lobos aqui? Rodrigus parecia ter esquecido que Payon era a segunda cidade onde se domesticava lobos. Luka percebeu que Rodrigus estava desconfortável. -Não se preocupe, nós shuras enfrentamos lobos do deserto como requisito de nossa licença profissional, deixe eles comigo, ei, espere, onde você pensa que vai? Rodrigus corria feito um estabanado, mas Luka tinha problemas, seis lobos cercaram ele. As nuvens do céu abriram uma fresta suficiente para um raio de sol incidir sobre a cabeça de Luka, e o cristal em sua testa ficou incandescente a ponto dos lobos fecharem seus olhos de tão forte o reflexo da luz que formava. Isso deu tempo suficiente para Luka preparar seu golpe mais mortal, o Punho Supremo de Asura, focando toda a sua fúria em seu punho, Luka disparou o golpe sobre o chão, abrindo uma cratera que sugou os lobos para seu interior, e dispersando uma nuvem de poeira que obscureceu a cidade inteira. Luka não fora tragado pela cratera, pois treinara seu corpo para realizar grandes saltos, era a técnica chamada Salto Etéreo (ou Salto Hétero como ele gostava de chamar). Rodrigus estava em apuros, o homem suspeito estava em sua frente, seu nome era Lorde Irine… (final da parte 1, link da parte 2: https://forum.playragnarokonlinebr.com/index.php?/topic/94434-desventuras-num-passado-distanteparte2/ ) Criada por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos) Sugestões serão bem vindas para adentrar futuramente nas histórias.
  7. Eae galera. A anos leio as fanfics deste fórum mas nunca tive coragem de realmente escrever uma, como essa vai ser a primeira que escrevo na vida, acredito que terá diversos erros, mas enfim, se eu ficar sempre com medo de escrever uma, nunca escreverei nenhuma. Este é o primeiro capitulo, a ideia era fazer um conto apenas, mas conforme fui pensando em algumas ideias ai decidi fazer uma historia pequena de uns 4 a 6 capítulos. Espero que gostem e aceito quaisquer criticas. Prólogo O que difere uma pessoa de um monstro? O quão longe um “monstro” iria por alguém que acabou de conhecer? E o quão longe alguém iria para caçar um monstro que nunca conhecera? Este é um relato de algo que mesmo presenciando, não consigo acreditar que de fato aconteceu. Esta é a prova que o que define o que somos, é o que fazemos, nada mais e nada menos. A Origem Antes de começar esse relato, primeiramente é necessário contar a história de uma criatura mágica, em uma época em que não se tinha tanto conhecimento das forças que nos regem, diferente de hoje. Esta criatura era temida e carregava consigo sempre a desconfiança. Ninguém sabia seu rosto, mas todos já o tinham visto pelo menos uma vez. Pensando que era seu vizinho, pensando que era o guarda que patrulhava os arredores ou até mesmo o caloroso bardo que cantava na taverna até o amanhecer. Sim... Estou falando do “Doppelganger”, como chamamos hoje em dia, porém esqueça tudo que você acha que sabe sobre ele. Ao contrário do que muitos pensam, este ser não tem como propósito matar a todos, ou pelo menos não tinha. Ele era algo.... diferente, um espírito viajante, sem lar e sem propósito, que vagava de povoado em povoado, buscando aliviar sua existência e encontrar um sentido entre os diversos rostos que usava. Isso foi a muito tempo atrás, antes de Prontera ser considerada a capital do reino, no período da guerra entre Glast Heim e Geffenia. E assim como toda guerra, ela corrompe aquilo que é mais puro. O “Doppelganger” para os que não sabem, é um espírito que copia as características de outras pessoas, se tornando uma cópia exata da pessoa, porém essa cópia vai muito além de aparências. Proficiências, desejos, gostos, sonhos, basicamente tudo, o espírito se tornava a pessoa em quem copiava, juntando isso a uma cidade que estava em guerra e era cheia de pessoas com todo o tipo de malicia possível. O espírito foi levado a loucura, a cada pessoa que ele personificava, cada vez mais ele sentia nojo das pessoas, cada vez mais ele sentia uma ânsia para matar elas, de expurgar todo o mal que elas carregavam. “Todas são podres”, pensava o espírito. E o seu alivio, junto com sua perdição vieram no dia em que um incidente em Geffenia causou a abertura de um portal para o submundo, infestando a cidade de demônios que sentiam prazer em matar, diante tal cena, o Doppelganger comemorou, finalmente ele iria por um fim aquela onda de ódio, iria matar todos os seres que desejavam infligir mal a alguém, sem perceber sua própria hipocrisia, ele se perdeu na sua sede de sangue e foi selado junto com os demais demônios da cidade perdida. Agora estamos chegando na nossa atualidade, perto do monstro que conhecemos hoje em dia, porém não se engane, por incrível que pareça, o monstro ainda apresentava resquícios de humanidade, talvez por personificar tantas pessoas diferentes, ele não conseguia se desvincular completamente daquilo que ele matava. Talvez por conta disso ele fez aquilo, na esperança de salvar o ultimo resquício de humanidade que ele tinha. Ele não matou aquela criança....... Continua no próximo capitulo...
  8. Sheilinha queria evitar um confronto direto, Digo ainda estava inconsciente, seria imprudente e cansativo dividir-se em se proteger e protegê-lo. Ela então estende seus braços para frente e abre as mãos, se quadril graciosamente se inclina para trás rebolando, ficando apoiada só no calcâneo dos pés: - MEU AMOOOOR, EU SOU PROFESSORA DE DANÇA!!! Sem entender, Seraffyh viu os Sasquatchs ficarem atordoados, tratava-se da habilidade “Escândalo”, e só então ele, que até agora só a tinha visto usando arco e flecha, lembrou-se que ela era uma musa. Seraffyh coloca Digo em seu ombro e foge junto a Sheilinha, correndo por dentro dos arbustos, ele não deixa de notá-la à sua frente, estatura mediana, pernas tatuadas, peso médio...Seraffyh de repente se vê descendo um barranco íngreme em alta velocidade, desequilibrando-se dado o peso de Digo, os dois rolam abaixo até caírem nas margens de um lago. Assim que abre os olhos, vê Sheilinha ajoelhada próxima a sua cabeça, ele bem que poderia levantar-se naquele momento, mas ela se inclina aproximando o busto de si, fazendo com que ele sentisse um rubor desconfortável. Ela na verdade estava a pegar um objeto caído próximo de sua cabeça, sem que ele percebesse. Os Sasquatchs já estavam no topo do barranco, olhando-os de cima. -Temporal de Mil Flechas!!! Sheilinha dispara suas flechas em vários deles, mas o impacto com o chão provoca um deslizamento de terra com muitos Sasquatchs rolando abaixo em sua direção. Prestes a serem soterrados, num grande salto um Grifo desce e agarra Digo, o Guardião Real montado grita para que eles subam depressa, o que inquestionavelmente Seraffyh e Sheilinha o fazem. O Grifo alça voo, sem dificuldades mesmo com o excesso de peso. Abaixo dava para ver o bloco de terra caído, a água do lago ficara barrenta, Seraffyh sente pena dos Sasquatchs que poderiam estar vivos embaixo daquele amontoado de terra...mas agora via que Sheilinha estava com suas mãos na cintura do desconhecido Guardião Real, nitidamente um homem mais fortes e com dotes que seriam difíceis de concorrer. Entre um arcebispo e um guardião real, Seraffyh se via em desvantagem, sua atuação em batalha era reduzida a enfrentar demônios e mortos-vivos. Uma brecha nas nuvens permitiu-lhe olhar no horizonte uma torre alta no formato de um cone, estavam chegando em Geffen, a cidade da magia. O Grifo pousa frente a um chafariz de pedra, a cidade estava movimentada. Uma mulher se aproxima deles: - Boa tarde jovens aventureiros, eu sou a Sábia Catherine, estava esperando por vocês há muito tempo. Por que demorou a achá-los Dantes? Então esse era o nome do Guardião Real que resgatou-os, “Dantes”... observar sua armadura espessa frente as vestes de arcebispo de Seraffyh só lhe causou mais desânimo. - Eles não estavam no ponto combinado de encontro, encontrei-os fugindo dos Sasquatchs restantes do combate que minha comitiva enfrentou nos portões de Geffen. - Comitiva? Eram tantos assim? (Sheilinha se surpreendeu) - Ah, é mesmo, meu nome é Dantes Hell, o Digo me informou a rota que vocês viriam, mas pela madrugada o portão leste de Geffen foi bloqueado por um bando enorme desses monstros. Achamos inicialmente estarmos com a sorte de contar com arcanos que usariam da habilidade “Meteoro Escarlate” para infligir dano expandido, mas quando os meteoros passavam pelas nuvens vermelhas eram corroídos e reduzidos a pequenos pedaços de pedra. Ainda assim não teríamos maiores problemas, não fosse um “Hatii” surgir dentre os outros monstros e congelar nossos guerreiros. -Como é um “Hatii” Sheilinha? (Seraffyh, tão confinado aos assuntos eclesiásticos, quase não saia de Prontera) - É um monstro que habita Lutie, a cidade onde é Natal todos os dias, imagine um lobo de porte grande e encravado de gelo pontiagudo, com uma letra “c” desenhada na testa. (Disse Sheilinha em resposta) Catherine leva-os ao topo da torre de Geffen, lá eles repousam. Um Poring chega perto de Seraffyh alegre e gritando “poi-poi, poi-poi”! Seraffyh segura-o com os braços e esse adormece escondendo seu rosto nas vestes do jovem arcebispo. Dantes larga seu escudo com fúria ao chão e dirige-se a um cachorro parado num parapeito. Por alguns instantes, Seraffyh tinha a impressão que os dois conversavam. - Então essas são as crianças recrutadas pelo sumo pontífice? Parecem mais despreparadas que as primeiras. Já faz muito tempo que a cidade não se vê atormentada às noites pelas atividades estranhas vindas do calabouço da torre. Lembras como essa jornada acabou? (Voz desconhecida) - Eu era pequeno, nem tem como eu lembrar né...mas meu mestre me contou a aventura que culminou na partida dele e de sua amada à Glast Heim para enfrentar o ser das trevas que lá governava outrora. Só que agora é completamente diferente, não parece ter qualquer relação àqueles eventos. (Disse Dantes Hell) - Sim, mas não custa tentar seguir os passos iniciais que eles deram naquela época, estamos sem pistas, por isso várias frentes foram organizadas, vocês seguirão o caminho que seu mestre travou e quem sabe tenham mais sorte que os outros grupos. (Voz desconhecida) Dantes bufa e se volta para a direção de Seraffyh, de seus lábios pôde-se entender: - É bom que você saiba mais do que só dar um buffs*. (buff*=conceder poderes e cura) Seraffyh movimenta os lábios soletrando, para que Dantes perceba que ele escutou: - EU-VOU-É-BOFETAR-SUA-CARA. Sheilinha olhava incrédula o começo daquela bela amizade. Digo estava deitado, mas já respirava sem dificuldades. Seraffyh teve a ideia de se aproximar dele e dizer: - Lauda Ramus!!! (luzes verdes envolvem a todos, lhes dando sensação de frescor) Digo abre os olhos, revitalizado, e com ternura fita Seraffyh, agradecendo-lhe. -Obrigado meu amigo. Sheilinha, acomodada numa pilha de almofadas, levanta-se e alegre senta ao lado de Digo. Anoitece, todos os habitantes da cidade já estavam recolhidos em suas casas. Digo não falava nada, nenhuma palavra sobre o que lhe acometeu. Seraffyh imaginava que Sheilinha houvesse se aproximado de Digo para fazer perguntas, mas os dois estavam lá, um olhando para o vazio e a outra para Poring nos braços de Seraffyh. Dantes, incomodado e querendo respostas, iria quebrar aquele silêncio, quando então um estrondoso barulho veio andares abaixo. Todos se dirigiram ao parapeito, do qual era possível ver grande parte da cidade. Abaixo, estavam saindo da torre cavaleiros portanto espadas gigantescas e lanças, além de uma bandeira com símbolos de um antigo reino, parecendo estar manchada de sangue, seus cavalos possuíam armaduras cobrindo cabeça e laterais do corpo, eram os Amaldiçoados do Abismo, antigos cavaleiros do rei Schmitz Von Walter, antes de serem corrompidos pelas trevas na antiga Glast Heim. Não havia nenhuma nuvem no céu... Sheilinha tenta apontar suas flechas abaixo, mas o vento poderia mudar a trajetória, a distância era enorme. Todos passam a descer com pressa as escadas, seus passos são ouvidos pelos que lá esperam no térreo. Quanto mais próximo do térreo a temperatura cai, e o frio se intensifica, até que reparam que os degraus ficam escorregadios, e mais à frente um Hatii os aguarda, com pequenas rachaduras nas crostas de gelo de suas costas, provavelmente advindas de um combate anterior. - Para trás! Bola de Fogo! (Catherine se sobrepõe à frente dos demais, disparando sua magia no gelo vindo sorrateiramente pelas paredes e degraus) Hatii salta para destroçá-la com suas garras, contudo, Dantes, degraus acima, pula com seu escudo bem na frente dela, e as garras de Hatii quase penetram no forte metal. Hatii gira velozmente e sua calda larga empurra Dantes e Catherine contra a parede. Sheilinha, mais ao alto, mira nas rachaduras de gelo próximas ao que seria a coluna vertebral do monstro e com sucesso acerta dois pontos, travando seus movimentos. Hatii abre a boca inspirando ar com força, e então expele uma brisa congelante que aos poucos pega a todos, mas ao chegar em Digo é rebatida: - Impacto Explosivo! (Digo finca sua espada no chão, e do epicentro o ar entra em combustão, se expandindo ao seu redor) Como o corredor não tinha janelas, o ar frio rapidamente se dissipa, Digo retoma sua espada e gira-a em espiral, arremessando-a em seguida contra a parede à esquerda, fazendo tremer a estrutura do teto. Dantes rapidamente entende a finalidade e arremessa seu escudo contra a parede direita. - Escudo Bumerangue! O teto despenca aos poucos, mas Seraffyh, já descongelado, encobre a todos com sua habilidade “Kyrie Eleison”, protegendo suas cabeças enquanto retornavam ao topo da torre. Hatii continua imobilizado graças às flechas em suas costas. A passagem estava fechada, mas certamente Hatii não estava morto. - Como vamos descer agora? (...) - Calma povo, aguentem firmes! (Disse Dantes, que logo após junta dois dedos aos lábios e assobia. Seu Grifo surge no parapeito da sacada) - Vamos nós três primeiro. (Dantes aponta para Digo e Catherine) Logo após descerem, nuvens escuras cobrem o céu, a lua não ilumina mais nada, dois trovões são ouvidos, e no intervalo entre um e outro, um belo jovem é materializado em frente a Sheilinha e Seraffyh. Ele se senta no parapeito, balançando suas pernas, uma coroa e o manto esbanjavam ares de realeza, seu olhar esnobe para Sheilinha logo se torna admiração ao observar Seraffyh, cujo Poring em seus braços desce e se esconde por entre suas pernas. Contudo, um livro em suas mãos é de se chamar a atenção, parecia similar ao que aquela criatura nos arredores de Prontera portava antes de ter sido flechado por Sheilinha, dias atrás. - Sim Seraffyh, é o Belzebu novamente, em sua forma humana. (Disse Sheilinha) - É bom que dessa vez porte flechas de propriedade fantasma querida. (Belzebu fala graciosamente, como se fosse uma garota) Teleportando-se a centímetros de proximidade de Seraffyh, Belzebu segura seu pescoço com a mão direita e o eleva ao topo, quase sufocando Seraffyh. Sheilinha porta apenas flechas comuns, o que era totalmente ineficaz contra aquele ser, mas ia arriscar uma habilidade especial. Belzebu a vê tirando do bolso uma gaita, as notas musicais da melodia pareciam do “Ode a Hela”, e Sheilinha se envolveu de uma aura violeta, provavelmente ela queria amplificar o poder de algum golpe que viria a executar. Mas foi Serrafyh o alvo da melodia, Belzebu sente seu braço estendido pesar, Seraffyh estava segurando-o fortemente com a mão esquerda, enquanto a direita erguia-se para cima: -Judex!!! (final da parte 2, continua…) Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos). Comentários e sugestões para incrementar na história sãos sempre bem-vindos.
  9. Nessa jornada acompanharemos pessoas simples que estão longe de esperar a tormenta que virá. Seraffih estava distraído, observando um Poring comendo uma cenoura nos arredores de Prontera... a brisa estava suave, batendo em seus pequenos cabelos, fazendo-os levemente arrepiar. Tudo estava naquela mesmice, Porings pra lá e pra cá, como sempre. Lentamente, nuvens escuras se formaram, seus olhos distraídos no mastigar leve do Poring e sua cenoura, não lhe permitiram notar a aproximação de uma figura nefasta atrás de si. Ao virar-se repentinamente, não soube dizer que ser diferente e estranho era aquele, possuía uma cauda de abelha enorme e um livro ensanguentado em sua mão esquerda, ao seu redor várias moscas, a denotar que estava fedendo. Hesitando em fugir, uma pessoa pula por cima dele e grita: - É o Belzebu! Só deu tempo de jogar-se ao chão, enquanto uma saraivada de flechas atingia e cravava o peito da criatura...tiros certeiros e fatais, feito impossível para um arqueiro ordinário frente a uma criatura poderosa daquelas, somente Seraffyh presenciou o feito. Ao olhar para cima e ainda deitado no chão, Seraffih se deparou com a aparência bela e mortal da pessoa que o salvou. - Você não vai se levantar? Minhas costas estão doloridas demais para ajudar você. Seraffih estava imóvel, de seus lábios só conseguiu perguntar: Quem és você? A pessoa retirou o capacete e lançou seus longos cabelos para trás, não deu ao certo para saber se fez isso para se exibir. - Meu nome é Sheilinha Rag. O som que o vento produziu naquele momento mais parecia um grito de horror, Sheilinha puxou Seraffih pelo braço e o levou para dentro de Prontera. Seraffyh abre os olhos...onde estava? Olhando ao seu redor, se viu no bar de Prontera, só se lembrava de ter sido puxado por uma musa chamada Sheilinha Rag, dizendo que dentro de Prontera estariam seguros. Ok, o pior havia passado, então para quê ele estava ali? De repente duas figuras se aproximam da mesa, uma era de um cavaleiro, fitando os olhos de Seraffyh como se estivesse perguntando também a razão dele estar ali, até que Sheilinha o chamou pelo nome. - Digo, não é cortês olhar assim para nosso novo integrante. Ao ouvir isso Seraffyh concluiu que tudo era um engano, haviam confundido ele, até que a outra pessoa se manifesta. - Estás intrigado meu amigo? Não é para menos, você foi o último a saber...tome. Entregando-lhe uma carta selada com o símbolo da Igreja de Prontera, Seraffyh abre a carta rapidamente e reconhece de pronto a caligrafia do Sumo Pontífice de Prontera: “Caro Seraffyh, muitas coisas estranhas tem ocorrido nos arredores de Prontera e Geffen, monstros que antigamente só eram encontrados nas profundezas de locais inacessíveis aos homens comuns estão vindo à tona e ameaçando nossa paz. Eu te nomeio essa missão secreta de investigar ao lado de uma equipe designada por mim os ocorridos. Não pude lhe contatar antes dada a natureza secreta da reunião que tivemos e por você estar sempre ausente em suas esquisitas atividades observando Porings...que nosso deus Odin esteja contigo.” Pronto, suas férias estavam estragadas, mas nesse momento só conseguia pensar em quem iria alimentar seus amados Porings, ninguém ligava para eles, não fosse o tempo que dedicava coletando cenouras e maças… -Ei. Sheilinha interrompera o raciocínio de Seraffyh, que estava pouco ligando em seu papel naquela missão… - Vou lhe contar os detalhes... A tarde caiu serena, as nuvens que trouxeram aquela tormenta se dissiparam rapidamente, mas deixaram marcas nos prédios e estátuas, como se fosse uma ferrugem, vermelho-escuro. No dia seguinte, Seraffih partiu com Sheilinha rag para oeste de Prontera, a caminho de Geffen. A missão deles seria investigar as profundezas da caverna da Torre de Geffen. - Sheilinha cadê o Digo ele não viria conosco? - Disse Seraffyh limpando seu chapéu de arcebispo, pouco antes um zangão havia furtado-o atraído pelo cheiro meio adocicado do chapéu, provavelmente dado que com ele Seraffyh coletava as maças que colhia para os Porings. - Ele já deve estar muito afrente de nós dado que perdemos muito tempo atrás desse chapéu – Disse Sheilinha, parecia meio brava, mas Seraffyh não entendia o porquê, não importa quantas ferroadas ela levou, ele poderia sempre curá-la de qualquer ferimento, mas notou que havia vestígios de mel nela. - Digo foi meu namorado, ele é um lorde que nunca quis progredir para a classe dos cavaleiros rúnicos, cheio de vontade, mas com um coração bom, só é cabeça dura… Sheilinha parecia meio saudosa, um sorriso ligeiro em seus lábios ao falar de Digo foi percebido por Seraffih. Mas ele nota que moscas estavam rondando arbustos à esquerda do caminho que faziam, e num impulso foi lá olhar o que era. - Pera aí, não vai me meter em encrenca de novo. Disse Sheilinha. Um arrepio corre a espinha dos dois ao ver o corpo do companheiro Digo no chão, desacordado. Seraffih esperava que Sheilinha fosse prontamente acudi-lo, mas essa se mantinha estática, e ele não conseguia olhar a expressão facial dela dado que a claridade do sol se intensificara. Ao se aproximarem, são cercados por mercenários escondidos ao redor dos arbustos, mas pareciam ter aparência sombria, rostos deformados, além de serem fétidos. Olhavam em direção à Sheilinha. Só agora, com nuvens escuras cobrindo o sol, que Seraffyh nota um pingente no pescoço de Sheilinha, mas rapidamente os mercenários o atacam, Seraffyh finca seu cajado no chão e grita: - Judex!!! uma explosão de raios desce dos céus em direção aos inimigos, os raios transpassavam o corpo débil das criaturas, e líquidos que não eram fluídos humanos saiam de seus corpos. Nunca viu algo tão asqueroso e com forte odor. Sheilinha olha assustada...Seraffyh fornece “Benção” e “Aumentar Agilidade” para ela, e aproveitando que os mercenários se levantavam com dificuldade, ela dispara uma rajada de flechas em pontos vitais que perfuram os pontos vitais de seus corpos. Seraffyh ergue seu cajado e uma luz flamejante cega os inimigos mais distantes, fazendo-os dispersar. Digo continua imóvel, Seraffyh tenta curá-lo, mas ele parecia não estar ferido, somente desacordado, e com a respiração fraca. Sheilinha finalmente se ajoelha e acaricia a face esquerda de Digo, um sorriso maroto aparentava esboçar em sua face, o que gerou estranheza para Seraffyh, dado que para o momento esboçar qualquer forma de felicidade seria impensável, eles nem sabiam o que acometia Digo... Quando pensaram que o pior tinha passado, os arbustos se remexem com violência, criaturas parecidas com ursos enormes, porém monstruosos, aparecem, eram os Sasquatch, monstros cujo hábitat natural estava longe de ser no qual estavam. Seraffyh lembra-se do mel no corpo de Sheilinha, e essa disse num misto de medo e graça: - Acho que mamãe passou açúcar em mim… Seraffyh olha-a com repreensão, não gostando nada da brincadeira: - Pois trate de ficar bem azedinha. (final da parte 1, continua...) Se quiser acompanhar a história paralela que se integrará a essa jornada, segue o link: Criado por Diego Maxuel (um dos meus pseudônimos). Comentários e sugestões para a história sãos sempre bem-vindas.
  10. SUL DE PRONTERA - UMA HISTÓRIA VERÍDICA Não fazia mais do que vinte graus quando as nuvens dissiparam-se na capital de Rune-Midgard. Aos poucos, como uma tropa treinada, dezenas de aventureiros dirigiram-se para o sul de Prontera, atravessando um incontável número de lojas que preenchiam os apertados espaços das largas ruas. Arsênio tinha sérias dificuldades para realizar o percurso. Seu grifo, Penacho, mantinha as asas recolhidas e andava devagar para não pisar nas mercadorias. — Sabe, Penacho — começou o Guardião Real — o rei tinha que impedir o comércio no meio da via. Além de precisar ir em mínima velocidade, o Guardião era proibido de voar nos grandes centros. No caso de Penacho, isso não era problema, já que Arsênio e seus cento e vinte quilos tornavam o voo impraticável. Ele mesmo já não lembrava o que era voar, visto que, considerando que sua barriga quase encostava no chão, o máximo que conseguiria seria planar num ângulo reto até o chão. — Bom dia meu Paladino! — um mercador surgiu ao lado deles e caminhou próximo — Já cogitou dobrar sua vida? Tenho algo aqui que vai te surpreender! Sem nem olhar para o lado, Arsênio fez que “não” com a cabeça, balançando bastante seu elmo prateado. Antes que o mercador pudesse falar algo mais, foi empurrado por outro comerciante, este segurando uma espécie de malha de ferro. — VENDO ARMADURA COM CARTA PECO-PECO SOMENTE POR SESSENTA MILHÕES DE ZE... — antes de finalizar, Penacho desferiu um golpe, jogando-o longe. — Penacho! — gritou Arsênio — Para com esses ciúmes, velho! Penacho fez uma expressão de nojo para o céu, com os olhos fechados. Tinha muita inveja de Pecos, que Arsênio insistia em elogiar cada vez que via. — Tá bem, rapaz? — perguntou o Guardião, desmontando de Penacho. O homem caído juntava suas mercadorias enquanto passava uma das mãos sobre a cabeça, com expressão de dor em seu rosto. — Tá tudo bem, foi só uma pancada. Arsênio observou um filete vermelho escorrendo entre os olhos do homem. — Tá sangrando. — disse, apontando para sua testa. Num primeiro momento, ele, calmo, levantou seu braço e passou a mão entre as sobrancelhas. Ao ver o sangue, seus olhos saltaram e sua boca se abriu. — MEU SENHOR ODIN! — ele se ajoelhou, chamando ainda mais atenção para o evento. — Calma, amigão — Arsênio tirou um frasco branco da mochila que carregava. —Toma essa poção, vai ajudar. O comerciante pegou o frasco, abriu, disse um respeitoso “com licença”, virou-se, tomou a poção e voltou a encarar o Guardião. — Muito obrigado, aventureiro! Ajudou demais! — Nah, tudo bem. Não é a primeira vez que ele faz essas coisas — lançou um olhar para Penacho, que deu um grunhido, facilmente traduzível para “Pfff” — Entendo, acho — o mercador mexeu em uma velha caixa azul surrada. — O senhor não estaria interessado em comprar algum item barato? Vai me ajudar a pagar uma consulta para verificar esse ferimento... — olhou para baixo, triste. — Ah — Arsênio bateu as mãos em sua armadura, depois na capa, onde um alto tilintar de metal aguçou os sentidos de metade da cidade — Achei! Depois de enfiar meio braço dentro da velha pele de dragão que vestia, tirou um saco com mais moedas do que o pobre comerciante poderia contar, o que não é tanto assim, levando em conta que ele só sabia contar até cento e dois mil. — Tá, o que você tem aí? — Poções de velocidade de ataque, galhos secos, gatinhos para adoção responsável, diversas cartas raras, balas de guaraná importadas e algumas armaduras elementais — ele sorriu, amável. — Beleza, me vê aí três galhos secos. Quanto? — Cem mil zenys cada — meio que falou, meio que sussurrou, olhando desinteressado para o chão. — Dois por cem mil ou nada feito. — Ah... tá bom — o mercador pegou dois galhos da caixa e começou a enrolá-los num papel. — Outra coisa... se seus galhos não funcionarem, eu volto. E não vai ser legal. O homem, que um tempo depois Arsênio descobriu se chamar Pablo, parou imediatamente o embrulho do pacote, colocou os galhos calmamente de volta à caixa, abriu outra e pegou dois novos galhos, embalando-os em seguida. — Aqui está — entregou o emzpara o Guardião com uma expressão neutra em seu rosto. — Obrigado e tenha uma ótima manhã — ele voltou a montar Penacho — Espero que melhore logo do ferimento. A poção deve fazer efeito em breve. Assim que Arsênio seguiu caminho, o mercador tirou um pano de suas vestes, limpou o sangue que voltara a escorrer em sua testa e sentou-se. Pegou uma pequena bacia que utilizava como lixeira e jogou nela o pano manchado. De seu bolso, tirou um frasco que continha metade de um líquido vermelho e o guardou numa das caixas azuis. Do outro bolso tirou uma poção branca. Então sorriu. Um sorriso ganancioso, beirando a vulgaridade. Quase na saída sul de Prontera, Arsênio gesticulava para os últimos comerciantes. — O dinheiro daquela poção vai sair direto da sua ração — ele olhou para o bico de Penacho — Eu ouvi esse resmungo! — e atravessaram o portal. Campos verdes, um lindo céu azul e uma relaxante música de um Bardo compunham o cenário ao sul da capital. Dezenas de pessoas estavam sentadas na grama, conversando e observando inofensivos monstros saltitando de um lado para o outro. A brisa, calma e refrescante, fazia Arsênio respirar devagar. Ele desceu de Penacho e tirou uma manga suculenta da mochila, jogando-a para o alto. O grifo atirou-se à fruta e a engoliu inteira antes de seu impulso acabar. Seu retorno ao chão foi muito interessante, pois planou acima dos aventureiros até se distrair com um piquenique e bater numa grande árvore, que, por ser uma árvore que não levava desaforos para casa, soltou um grande galho ao chão. Logo abaixo havia um honesto e trabalhador vendedor de galhos secos. Ele percebeu o objeto e atirou-se para trás, desviando da madeira, que, por sua vez, esmagou sua sacola. Arsênio, como ótimo dono que era, fingiu não ver nada. O comerciante, ainda no chão, olhava para o local de impacto, horrorizado. Era possível ouvir o som de centenas de galhos rompendo-se, como plástico bolha sendo torcido. O velho homem correu em direção à cidade, olhando para trás o tempo inteiro, até desaparecer Prontera adentro. Arsênio, que mordia uma maçã verde, observava os acontecimentos, em especial o espetacular grifo gordo que vinha correndo em sua direção coberto de folhas secas, galhos enfiados no corpo e uma expressão de culpa no rosto. Vários mercadores olhavam para Arsênio, que passou a mão no bico do animal e deu fez alguns afagos em sua cabeça. — Olá, grifo bonito! — disse, como se o visse pela primeira vez — Está perdido? Pobrezinho... Um galho seco mantém um monstro aprisionado, e é um item muito comum no mundo de Rune-Midgard, podendo ser encontrado no corpo de diversos monstros. A criatura presa no galho, no entanto, não pode ser escolhida. Ao quebrá-lo, a essência é libertada e o monstro consome toda a energia do objeto para tomar forma. Tudo isso acontece quase que instantaneamente. Agora, no campo, centenas de monstros eram libertados da sacola que o tronco esmagara. Eles tinham formas e tamanhos diversos. Sua primeira ação pós invocação era sempre procurar o primeiro humano que encontrasse e atacá-lo. Não precisaram nem se mover. Uma mulher trajando uma vestimenta que mesclava branco, vermelho e laranja aproximava-se das centenas de monstros aglomerados, que já a miravam com sede de carne e sangue. Ela caminhava devagar, de pés descalços e óculos escuros, esbanjando um sorrisinho no rosto. Ao contrário do que se poderia pensar de alguém que anda descalço, seus pés estavam muito bem tratados e suas unhas bem-feitas, com um brilhante esmalte preto. Anos mais tarde, "packs" de fotos lhe renderiam uma fortuna. Existem algumas dúzias de teorias que tentam explicar as razões que levam os monstros a atacar assim que são invocados, mas a mais popular diz que as almas vazias das criaturas procuram o primeiro suspiro de vida que sentem, para sugar e absorver sua energia vital. Estava claramente difícil absorver a energia vital daquela mulher. Ela estava remansada no meio de todos os monstros sem fazer nada. Socos, chutes, arranhões, magias horrendas e mordidas... tudo era inútil contra ela. Sua pele emitia uma aura pesada e parecia ser feita de um material tão resistente quanto aço. Ela olhou para cima a tempo de ver uma enxurrada de flechas cair em sua cabeça. A maior parte das criaturas caiu morta, enquanto outras agonizavam com a dor das perfurações. O campo jazia encharcado de sangue. — Lento. — Rs... — o Sentinela, arqueiro de elite, baixou seu arco — Abusada. Ela socou os que restavam vivos. Arsênio estava perscrutando o combate enquanto mascava um imenso pedaço de bolo, e percebeu, próximo a ele, sussurros de um bruxo com uma das mãos esticadas e olhos fechados, em irredutível concentração. — NEVASCA! — Berrou, enfim. A magia invocou uma tempestade de neve com ventos concentrados, atingindo a área onde antes havia monstros. A Shura fitava-o, com as sobrancelhas brancas de neve. — Putz — ele olhou para a área da nevasca — não deu tempo. — EU NÃO ACREDITO! — a voz invadiu os ouvidos de todos. A Shura agachou-se e segurou o pé direito com as mãos. Sua aura foi aumentando de intensidade. O Sentinela montou em seu imenso lobo e partiu para a cidade. Mais à frente, uma Cigana aproximou-se do animado Bardo, que seguia entoando uma alegre canção, e disse algo em seu ouvido. Ele concordou e parou de tocar seu baixo. Ela retirou uma guitarra de sua maleta e, com um aceno de cabeça mútuo, entoaram uma frenética e sinistra música que correu o campo, reverberando das cordas do dueto. Todos olhavam em uma única direção, curiosos, apreensivos, e, no caso de alguns Arruaceiros, sorridentes. — Eu paguei doze milhões por essa pintura — ela disse, baixinho e encarando o bruxo com um olhar estranho. — Olha — começou ele, gesticulando e tentando manter distância — foi mal, desculpa mesmo, eu não te vi no meio deles! A Shura, ensandecida, mal ouvia as distantes palavras. Passo a passo, caminhava na direção dele, que recuava. — FORAM — cinco rutilantes esferas azuis surgiram à sua volta — TODAS — ela socou o chão e as esferas sumiram — AS MINHAS ECONOMIAS — as esferas voltaram a rodeá-la — DO MÊS! Num piscar de olhos, ela saltou até ele com inconcebível velocidade, deixando-os cara a cara. Ela rosnava enquanto ele suava, numa rima nervosa entre olhares incongruentes. Antes que ele pudesse falar qualquer outra coisa, ela desferiu um soco tão forte que fez o ar aquecer ao redor do punho. Conhecido como “Punho Supremo de Azura”, a habilidade mais poderosa que os Shuras possuíam tinha um poder tão destrutivo que era difícil acreditar que pudesse deixar um simples Bruxo vivo. Um dos sorridentes Desordeiros que os observava deixou escapar uma exclamação de surpresa quando ele abriu seus olhos, ileso. A Shura, pasma, viu uma espécie de barreira rosa desvanecer ao redor dele. — Não é prudente atacar sem bons motivos — disse uma voz, aproximando-se — Ainda mais quando se trata do meu aprendiz. Em meio aos aventureiros e mercadores, um homem caminhava na direção dos dois. Suas vestes esverdeadas e seus longos cabelos brancos eram um claro sinal clichê de que se tratava de uma pessoa poderosa. A Shura mirou-o por alguns segundos e invocou suas esferas, que haviam sido utilizadas na conjuração do Azura. Dessa vez, eram quinze esferas ao invés de cinco. — Cautela. — Sugeriu o Arcano, retirando de suas vestes um cajado longo, decorado com bolas de tecido que lembravam pelos de animais. Após bater sua ponta no chão, uma espécie de “mar” formou-se numa área de pelo menos três metros ao redor dele. A água se agitava, estourando pequenas ondas em uma barreira transparente, enquanto ele, imóvel, encarava-a. Algumas pessoas próximas à água afastaram-se um pouco e sentaram para assistir o grande espetáculo que estava se formando. Arsênio não estava confortável com a situação e até já pensava em intervir. Penacho, por outro lado, rolava na grama na tentativa de limpar-se da terra e pedaços de madeira que haviam se prendido após o acidente. Alguns pequenos estouros preenchiam o ar junto à música do dueto, e um cheiro gostoso invadia as narinas dos expectadores. A Shura, Vicky, sorria enquanto ia na direção do Arcano. Ele ergueu o cajado, emergindo dezenas de globos azuis cintilantes da água. — Sério? — ela, debochada, socou o chão pela segunda vez, conjurou mais quinze esferas, esticou o braço direito com a palma aberta e fechou-a depressa, fazendo seu entorno vibrar. As novas esferas já haviam desaparecido e ela parecia ainda mais forte, emanando uma aura visível com raios que saltavam continuamente. Ele devolveu o sorriso e ergueu a mão vazia, trazendo à tona o dobro de esferas que já estavam flutuando acima dele. Por alguns segundos, houve silêncio e apreensão, seguidos de uma voz que falava baixinho, perto dali. — Pipoquinha? Duas por quinhentos zenys. — Pablo mostrou dois saquinhos cheios de pipoca para um grupo próximo às árvores. — E que tal um desconto? — o rapaz sorriu, irradiando malandragem. — Ahm... nem dá. Tô vendendo quase pelo mesmo preço que paguei... Outros do grupo levantaram-se. Pablo sentiu um horrível arrepio quando, às suas costas, ouviu um sussurro ao pé do ouvido. — Sabe o que seria interessante? — antes que pudesse responder, a voz prosseguiu — Dez por cento de desconto pra geral. Pablo virou-se, mas não havia ninguém ali. Quando tornou a olhar para frente, havia dez arruaceiros colados nele, encarando-o com sorrisos venenosos. — De repente — começou o mercador — até dá pra fazer uma oferta especial. — E soltou uma risadinha nervosa enquanto enchia pacotinhos com pipocas. Arsênio não tirava os olhos da cena à frente, calculando maneiras de parar aquela loucura sem apanhar. Isso até Penacho grunhir ao lado de seu ouvido, fazendo com que o pobre Guardião levasse as duas mãos ao ar, num patético movimento assustado. Não poderia ser culpado pela reação, já que o mais sigiloso sussurro do grifo parecia uma parceria entre um cachorro e uma águia cantando Linkin Park num megafone. Não se deixando distrair pelos acontecimentos, os dois aventureiros seguiam se encarando, numa guerra fria. — Peço desculpas pelo meu aprendiz — o Arcano silenciou por alguns segundos e concluiu — Não sabíamos que seu esmalte era tão vagabund0. Foi essa a faísca necessária para iniciar as coisas da forma mais feroz possível. Vicky, com um grito, saltou até a frente do Arcano, que invocou um escudo que logo desvaneceu. Ele disparou os globos de água envoltos de magia na direção dela, que não desviou, mas também não pareceu ferir-se no estrondoso impacto de cada um deles em seu corpo. Ela aproximou-se, rápida, e socou o peito do Arcano, lançando-o ao chão, que se elevou, amaciando sua queda. Em seguida, rolou para o lado, desviando de outro rápido soco desferido com tanta força que esmigalhou o bloco de grama e terra que ele havia erguido. Sem tempo para pensar, saltou para trás, escapando de um chute rápido. Lançou uma barreira de fogo que a atrasou por alguns segundos, com chamas espessas que impediam sua passagem e a empurraram para trás. Não demorou nada até ela atravessá-la com uma assustadora cabeçada. O Arcano já a aguardava no outro lado. Ela tentou saltar até ele, mas foi impedida por uma barreira azul, que a enquadrou. — Verme mágico — Urrou ela. Ele, com as duas mãos erguidas, iniciou uma conjuração complicada. Suas vestes estavam sendo sacudidas por um vento repentino, que também tratou de esvoaçar seus lisos e sedosos cabelos, para fazer de cada conjuração um momento muito especial. Penacho enchia a paciência de seu Guardião, esfregando o bico em seu ombro. — Quieto Penacho! Estou olhando os caras ali. — ele afastou a cabeça do grifo com as mãos — Te distrai com essa maçã aqui. — e jogou a maçã longe. Penacho correu para pegá-la. Arsênio sentiu um desconforto próximo, do tipo que aparece quando comemos algo perto de alguém que está com tanta fome quanto você, e retirou mais duas maçãs da mochila. — Quer uma maçã? — Vou aceitar. — respondeu o Bruxo, que estava sentado alguns metros para o lado e por muito pouco não correu junto à Penacho para tentar disputar a fruta lançada. O som dos punhos socando a barreira invisível se misturava à melodia sinistra que o dueto entoava. Pablo, amarrado à uma árvore, tentava negociar condições. — Gente, eu faço por cem zenys cada pacote — iniciou — Não vamos brigar por dinheiro, certo? O bando de arruaceiros o ignorava enquanto comia pipocas do carrinho e assistia o céu escurecer. — Rápido — falou Arsênio para o Bruxo — Vem pra cá! — e o puxou para junto de si, elevando o escudo para o alto, irradiando auras defensivas. Penacho, distante deles, roçava suas costas no tronco de uma árvore. — Cinquenta zenys — Pablo fechou os olhos — E é o máximo que posso chegar! — quando voltou a abri-los, os saquinhos de pipoca flutuavam, mas nenhum dos Arruaceiros estava visível. O dueto rapidamente trocou a melodia, num novo som que criou uma esfera ao seu redor. Acima de todos, um colossal cometa dirigia-se à área, mais precisamente à Vicky, que cruzara os braços. — Da próxima vez me avisa, que eu faço uma hidratação no cabelo enquanto você conjura. O Arcano não parou de murmurar palavras esquisitas, mas uma sobrancelha arqueada e uma veia saltada em sua testa expuseram sua raiva pelo comentário sarcástico. Alguns Cavaleiros e Sacerdotes corriam para retirar aprendizes novatos da área de impacto. Os aventureiros que decidiram ficar já haviam se protegido com habilidades diversas. O ruído do cometa fazia as árvores sacudirem e a terra tremer. Próximo ao dueto, um homem de meia idade xingava um sacerdote novato. — Sabe nem dar escudo. Vá tomar no c... — O som do cometa abafou sua voz. A escuridão do campo e o calor da pedra colossal formada por magia pairava sobre os aventureiros quando, súbito, sumiu. A luz voltou a dominar o lugar. O cometa desapareceu no ar. — Já chega — disse, calma, uma voz doce — Você parece meio desconcentrado — e olhou para o Arcano. — Metida! — Ele apontou o cajado para ela. Um tapete lilás mágico cobriu o chão numa imensa área onde pisavam. — Sem magia, querido. A Shura, vendo-se livre do exílio, correu para cima do homem, mas algo pareceu extrair todas as suas forças, retirando suas auras e esferas. — Você também — a Feiticeira mirou Vicky por cima do ombro — Se tentar alguma outra coisa, além de desencantar, vou te petrificar até o fim do dia. — Sentenciou. — Humpf — A Shura deu as costas aos dois — Não vale a pena mesmo. Quando der mais atenção à sua conjuração do que ao seu cabelo oleoso, voltamos a conversar. — Não retruque — Aconselhou a Feiticeira ao homem. Ele, tomado pelo orgulho ferido, pegou um jellopy do chão e o jogou na direção dela. — TOMA ESSE JELLOPY PRA TE AJUDAR A PAGAR PRODUTOS DECENTES, CHINELONA! Ela parou por alguns instantes, mas continuou logo em seguida. — Fechou o Stand-Up de hoje? — a feiticeira baixou a cabeça, olhando por cima de seus óculos vermelhos. — Tsc — ele puxou um pequeno recipiente dourado do manto, retirou uma pequena asa rosada de dentro dele e guardou-o — Não falte ao treino amanhã! — gritou. O jovem ao lado de Arsênio levantou-se prontamente — Torre de Geffen às 05h! O Arcano, então, esmagou a asa fechando sua mão, sumindo logo em seguida. — Acabou o show pessoal, podem voltar ao normal. — disse ela, batendo palmas. Dezenas reapareceram no campo, desfazendo suas defesas. O dueto apertou as mãos, profissionalmente, e o Bardo voltou a tocar uma feliz melodia enquanto a Cigana guardava sua guitarra. Os Arruaceiros reapareceram de seus esconderijos mágicos, e, como a maioria já havia acabado de comer as pipocas, juntaram e puseram os saquinhos vazios no carrinho de Pablo. — Que irônico vocês juntarem o lix0 — resmungou ele, ainda amarrado. Um dos homens olhou para o mercador e caminhou até a árvore em que estava preso. Com um golpe rápido de adaga, desamarrou-o. Em seguida, caminhou até o carrinho e depositou várias moedas ali. — Bom... valeu. — disse o comerciante. Pablo pegou o carrinho e seguiu para Prontera, feliz. Mas esse sentimento infiel só durou até perceber, alguns minutos depois, que o dinheiro depositado no carrinho era o seu próprio, roubado de seu bolso. Um sacerdote surgiu do portal da cidade, olhou à volta e retornou para a capital, reaparecendo em seguida com diversos aprendizes. — Bom... — Arsênio levantou-se, vagaroso — hora de voltar ao trabalho — disse, pegando a mochila e equipando-a — PENACHO! BORA! — gritou, caminhando até o portal. O Grifo ainda rolava no chão, distante, mas foi ao encontro do Guardião assim que chamado. Ele grunhia, reclamando. — Qual foi? — questionou Arsênio, analisando o corpo do grifo. Penacho abanou as asas e apontou para as costas com o bico. — Espera aí. — ele esticou o braço, enfiando-o entre as penas do animal — Ahá! Achei! — e fez força para puxar algo — Não quer sair! O Guardião posicionou-se melhor, e, com as duas mãos, puxou. Quando fazia extrema força e o grifo já resmungava de dor... saiu. E voou longe, fazendo Arsênio cair. O pedaço de madeira vermelho e espinhoso caiu no meio de várias pessoas que conversavam sobre a batalha que passara. Um Poring, criatura inofensiva e conhecida por pegar tudo o que há no chão, saltitou rápido e engoliu o galho, mas uma espadada o partiu ao meio. Um dos aprendizes o havia atacado. O menino ficou muito contente pelo golpe, mas o som de madeira se partindo não era normal. Um círculo negro e relampejante expandiu-se até ficar com a altura de um humano, e, na mesma velocidade que cresceu, contraiu-se e sumiu. Em seu lugar havia algo. Com uma aura fantasmagórica e olhar cinzento, uma criatura vestida com uma sobrepeliz forrada de lã e um cajado negro fitava todos. Os aventureiros estavam paralisados, sem saber como reagir. As conversas foram silenciando uma após a outra e ninguém arriscava qualquer movimento. O aprendiz, caído sentado com o impacto da invocação, olhava-a, estremecido. Antes que pudesse correr, cuspiu sangue e foi alçado por uma lâmina comprida que atravessara seu pescoço. A criatura revelou-se e ergueu o aprendiz para o alto, sentindo o sangue quente escorrer pelo seu braço. O grupo de Arruaceiros ficou invisível o mais rápido que pôde, mas um deles se debatia, preso pelo braço por algo que não podia ver. Uma lâmina de adaga o degolou devagar, fazendo sangue espirrar no rosto de várias pessoas. Seu assassino era uma versão cinzenta deles, sem expressões faciais nem compaixão. A primeira criatura, Arquimaga, estendeu os braços para frente. Atrás dela, um a um, foram surgindo espectros como ela, de diversas classes, vazios e calados. — Psiu — sussurrou Arsênio para Penacho. O grifo virou a cabeça devagar, com olhos arregalados de medo. Com um passo calmo e silencioso para o lado, os dois entraram no portal para Prontera. ~~Obrigado por apreciarem a história até o fim. Caso tenham ilustrações para enviar e ajudar a deixá-la mais rica, sintam-se a vontade para me procurar. Dicas, ideias e sugestões, podem me mandar mensagem por aqui ou no Discord oficial. Ótima leitura! Obs: Comentem as referências que encontrarem! Vamos ver quem as acha hihi.
  11. A Fábula do Cavaleiro As Espadas Lendárias Prólogo Há muito tempo, desde que o Midgard se tornou o lar dos seres humanos, sempre houveram aqueles que lutavam em prol da justiça, liberdade, igualdade, honra. Muitos guerreiros surgiram para proteger a humanidade contra os ataques de toda a sorte de criaturas e raças. No início, usávamos clavas, pedaços de madeira. Paus e pedras. Com o tempo, outras formas de armas foram criadas para exercer essa proteção, armas que apesar de serem criadas até como forma de exibição de poder e habilidade, tinham o intuito de fazer com que os seres humanos pudessem sobreviver às eras de calamidade há muito esquecidas. Talvez o melhor exemplo que tenhamos na história tenha sido a espada. Um pedaço de ferro fino, temperado e amolado para que pudesse cortar, perfurar ou esmagar usando seu peso. Versátil na arte de matar, mas uma peça que simbolizava também a honra. Bom...era assim que deveria ser. A ideia de estudar magia veio justamente do mesmo princípio de estudar a arte da espada. Assim como os cavaleiros foram adotando práticas e técnicas de combate para melhorarem seu desempenho na nobre tarefa de proteger a humanidade, os magos vem se aprimorando na habilidade de moldar a magia da forma como melhor lhe servir. Infelizmente, tal como existem os espadachins ansiosos por poder e glória, os magos também podem cair em depravação por conta de seu desejo e em como a magia pode lhes parecer uma ferramenta tentadora e livre. Aliás, parte da minha tese como professora se dá por encontrar maneiras mais seguras e úteis de usar a magia como uma extensão natural do corpo, não apenas como arma ou forma de comodidade. A humanidade deve muito à própria natureza por ter esse benefício de poder usar a magia através de nossos catalisadores ou dons inatos. Como citei antes, tudo se identifica com a forma como os cavaleiros surgiram e como são hoje em nossa sociedade. Apesar de não terem os mesmos dons mágicos que os magos, eles demonstram grande potencial de aprendizado e de resiliência em meio às grandes evoluções e adaptações da humanidade. Enquanto formas de uso da pólvora para criar armas de grande destruição em rápida cadência foram descobertas e empregadas em Einbroch, a tecnologia criada da época dos Guardiões (até então um mistério considerando a época) agora é usada para criação de autômatos de combate guiados pelos mecânicos de forma que pareceria ingênuo por parte de homens e mulheres brandirem pedaços de ferro para atacar ou defender. Mas para a surpresa de muitos, eles ainda continuam a lutar com suas espadas e lanças. Armas melhoradas por magia ou por minérios ainda desconhecidos, porém não muda o fato de que eles se mantém sempre adaptados. A magia deve seguir o mesmo curso. Devemos sermos melhores e mais eficientes... - Ora, escrevendo sua tese, Professora Layla? - Um homem de idade avançada, corpulento, com um protuberante bigode quase escondendo um sorriso sincero olhava para as anotações em cima da mesa. Uma jovem estava quase debruçada na mesa, escrevendo com caneta tinteiro sobre os pergaminhos que trazia em sua bolsa e colocava rapidamente para escrever, conforme descartava as que julgava imperfeitas. Vestida formalmente, a professora virou-se para o companheiro de viagem. Seus cabelos um pouco longos e quase azulados reluziam as chamas das velas acesas à sua frente, enquanto seus olhos verdes fitavam o gentil senhor ao seu lado na mesa. - Não há tempo à perder, não é padre Honorius? - Respondeu Layla, com uma gentileza gratificante. - De fato. Há muito o que devemos fazer. - O gordo senhor voltou a observar à sua frente. Dentro do aeroplano, os dois estavam em uma cabine mais suntuosa, separada dos demais passageiros, dispondo de mesas e bancos mais acolchoados. Sua cabine ainda ficava colada na parede que dava vista para fora do aeroplano. À frente deles estavam outros passageiros em cabines semelhantes, todos de alta pompa. - Me alegra saber que aceitou esta viagem. - Claro... não há nada nesse mundo que me empolgue mais do que uma busca por conhecimento, ainda mais vindo de minhas próprias pesquisas. - A jovem professora apoiou seu cotovelo à mesa e repousou o queixo em sua mão, mirando o céu pela janela. Mantinha um sorriso sereno. - Finalmente...vou poder realizar meu sonho... Por entre as nuvens, o aeroplano começava a descer e diminuir a velocidade. Era possível ver um hangar de pouso para a gigantesca máquina voadora, e logo mais a frente as construções antigas e rústicas da cidade sede dos espadachins, Izlude. Honorius levantou-se de sua cadeira e se dirigiu para o convés, aguardando o momento de descer do dirigível. Layla, no entanto, continuava a admirar a paisagem. Franziu o cenho e seus lábios desmancharam o sorriso sereno em uma expressão mais séria e preocupada. - Finalmente...vou conseguir encontra-lo...
  12. 1 A mercadora e a Criadora LadyTetra é uma jovem que perambulava por Rune-Midgard. Após se tornar mercadora, ela exerceu sua principal função, em Prontera Sul, realizando diversas vendas. Mas um dia cansada desta vida de vendedora, ela resolveu mudar sua profissão. Em seus passeios pelo continente, encontrou uma linda mulher com cabelos verdes trançados e uma capa vermelha sobre seus ombros, trazendo um carrinho decorado com belas flores portando inúmeras poções. Curiosa aproximou-se tentando puxar assunto. – Olá. Sou LadyTetra, desculpe o incomodo. Notei seu carrinho. Você também é uma mercadora? – Não mais. Hoje sou uma cientista! Disse a mulher. Lady ainda não conhecia bem sobre as profissões existentes, então ficou ainda mais curiosa. – Mas para ter um carrinho, não tem que ser um mercador? – Sim, porém eu já passei por esta fase. Depois de muito estudar, eu me interessei pela ciência da criação de poções e hoje sou uma Criadora. Tenho amigos da mesma área que eu, mas que se especializam em outras coisas. - Invoca seu Homúnculos – Veja, este é o Bob. Ele é uma criação de uma amiga minha que se especializou em vida artificial. Bob era uma gelatina com olhos. De certo, uma figura estranha que se movia sozinha mas que não parecia demonstrar nenhum tipo de pensamento. Notando o interesse da garota, a Criadora continuou. – Existem outros diversos tipos de Homúnculos que podemos utilizar, você pode escolher qual quiser. Mostra um catálogo com todas as criaturas em posse da guilda dos alquimistas. – Nossa, que lindo este carneirinho. Quero um pra mim. Disse Lady. Percebendo que conseguiu convencer a jovem, a Criadora soltou um leve sorriso e a convidou para conhecer a guilda dos alquimistas. Seguindo viagem para a cidade de Al de Baran, Lady foi levada até a guilda onde conheceu pessoas bem excêntricas, estudiosas, e de certa forma com um pouco de loucura ao seu redor. Com a decisão tomada, a jovem estudou por algumas semanas até que conseguiu passar no teste para se tornar uma cientista. Logo após sua vitória, procurou imediatamente pela criadora para conseguir seu almejado carneirinho. A criadora começou a ser tutora da pequena Lady, e se pôs a ensinar os caminhos da ciência. Mas Lady não se interessava em criar poções, ela queria se aventurar pelas cidades e feudos, descobrir terras novas, entrar em cavernas escuras e encontrar itens valiosos. E a criadora reconheceu este desejo. Após alguns meses de treinamento ao lado de seu carneiro, apelidado carinhosamente de Nanna, a alquimista LadyTetra foi promovida a criadora pela sua experiência em combate e aventuras. Ao tornar um Criador, obtêm várias vantagens como permissão para utilizar a biblioteca secreta, entrar em salas antes trancadas, e ficar a par de informações mais escondidas da guilda dos alquimistas. E foi através dessas vantagens que Lady descobriu sobre uma possível ameaça que estava se espalhando. 2 A reunião Uma manhã durante seu estudo sobre a criação de plantas artificialmente vivas, ela ouviu na sala ao lado uma pequena reunião dos altos patentes da guilda. Os Bioquímicos. Nesta reunião, eles pareciam meio furiosos com as pessoas do continente. Diziam ser menosprezados e chamados de cocotos, simplesmente por inveja da sua ciência, que provia um grande arsenal para batalhas. Mesmo com um certo grau de inteligência, muitos não sabem o real significado da palavra “Cotoco” mas mesmo assim é uma palavra muito utilizada pelos cidadãos runi-midgardienses. Com sua curiosidade que mataria qualquer Doram. Lady aproximou-se das paredes e começou a ouvir mais da reunião. As pessoas nela realmente estavam irritadas, e foi decidido convocar todos os membros da guilda dos alquimistas para uma reunião geral imediata. Lady também recebeu o convite. “CONVIDAMOS A TODOS OS MEMBROS PERTENCENTES A GUILDA DOS ALQUIMISTAS PARA A GRANDE REUNIÃO GERAL. SUA PRESENÇA É OBRIGATÓRIA, E SUA FALTA SERÁ PUNIDA. O ENCONTRO SERÁ NA PRIMEIRA NOITE DA PRÓXIMA LUA MINGUANTE NA CIDADE GELADA DE LUTIE.” Por toda Midgard o burburinho se espalhava sobre os alquimistas estarem tramando algo. Era possível ver por todos os mapas pequenas reuniões de membros da guilda discutindo sobre o que aconteceria no futuro. Muitos deles ainda não tinham ideia do que estava acontecendo, e a carta recebida para o encontro passava uma certa desconfiança. Passaram-se duas luas, e a noite minguante se aproximava. Apreensiva, Lady contatou sua mentora, que já era uma Bioquímica. – Ola mestra. Estou um pouco incomodada sobre esta reunião. Confesso que ouvi algumas histórias e não gostei de seu desfecho. – Ola Tetra, a reunião será para tratar de assuntos muito importantes. Nossa guilda está passando por alguns problemas com outras pessoas e precisamos resolver isso de uma forma que tenha mais notoriedade. Por favor venha a reunião e tudo será explanado. - Disse a mestra. 3 A revelação Sem alternativas, e com a chegada do novo dia. Lady seguiu viagem para Lutie, onde encontrou a cidade lotada de alquimistas e suas promoções, com diversos homúnculos de todos os formatos. Lutie era uma cidade temática natalina. Havia neve por todo lado, e sua população gentil foi retirada do local para não vazar fatos sobre o que ocorreria ali. Subindo num palco improvisado, o líder da guilda dos alquimistas se pôs a falar. – Meus caros amigos e colegas. Já é do conhecimento de todos a forma que somos tratados por toda a terra de Midgard. Somos exilados, menosprezados, e nossas crianças sofrem bullying. Já basta de passar por essa humilhação. Somos a guilda que detém o maior conhecimento. Somos os confeccionadores que distribui poções por toda a vastidão desta terra e ainda assim não somos reconhecidos como devemos. Já está na hora disto acabar. Vamos mostrar a eles o que a nossa tecnologia é capaz. Vamos dar aos cidadãos midgardianos um gostinho do terror que podemos causar. Por todo lado ouvia-se gritos e ovacionamentos. A maioria dos presentes já teve algum desentendimento por conta dos maus passados. Era uma coisa terrível, mas era verdade. Os alquimistas vem sofrendo e não é a pouco tempo. Mas mesmo sabendo disso, Lady não apoiava um ato que fosse tão cruel quanto, afinal isto não os tornariam melhores, e sim iguais ou talvez ate piores. Houve diversas discussões durante a reunião e decisões foram tomadas. De imediato os membros já começaram a se preparar. Juntando seus materiais, poções explosivas, ácidos, galhos secos, galhos sangrentos… Algo de muito ruim estava pra acontecer e repercutiria muito. 4 A decisão LadyTetra, uma criadora, membro da guilda dos alquimistas, estava estudando para se tornar uma Bioquímica, e sem escolhas, fazia parte de todos os acontecimentos. Mas sua índole não permitia isto. Em seu subconsciente, ela sentia-se mal por tudo que estava por vim. De pronto, decidiu alertar a população. Com pequenas mensagens não tão direta, ela falava sobre a guilda está tramando algo. Mostrava os acontecimentos estranhos em Prontera sul, que acabavam com as mortes de muitos mercadores por congelamento. A população começou a entrar em pânico. Todos sabiam do poder dos alquimistas, e que se eles decidissem algo, ninguém poderia parar-lhos. Tudo estava fadado ao fim. Já era previsto uma catástrofe, e Prontera estava sem um rei. Medidas preventivas não poderiam ser tomadas sem um comando. A guilda dos espadachins sabendo deste fato, tomaram uma rápida decisão de impor o comando militar. Cavaleiros e templários resolveram assumir o controle de Prontera, decretando lei marcial, e protegendo-a. As famílias que estão disputando o trono tentaram se impor, mas os espadachins afirmaram que ainda não são maduros o suficiente para intervir. Os políticos de Schwarzwald estão bem decididos e acreditam que não devem se preocupar pois confiam na sua tecnomagia. Assim como os sacerdotes acreditam que Freya os protegerão, no reino de Arunafeltz. 5 O Ataque O primeiro movimento dos alquimistas foi realizado. Uma queima em massa de galhos secos no reino dos esporos, onde treinam os novatos. A população de Payon entrou em pânico. Nunca haviam visto tantos monstros diferentes de uma única vez. As florestas ao redor da cidade devem permanecer inabitadas por dias, até semanas, devido a enorme quantidade de monstros, o que dificulta muito para os aventureiros limpar a área. Prontera Sul ficou em alerta, pois sabiam que seriam os próximos. Passou-se algumas semanas e nenhum ataque foi notificado. A população se acalmou, porém este foi seu erro. Era fim de tarde, quando a vila dos orcos foi destruída por um mar de monstros que saiam atropelando tudo em seu caminho. Ao longe era possível ver os alquimistas passando com seus carrinhos sobre diversos galhos secos, esmagando-os. Muitos bebês orcs pereceram, o que afetou bastante na ecologia do local. Simultaneamente também foi atacado os arredores de Rachel, onde os mais destemidos aventureiros caçavam os terríveis Roweens. Mas logo retornou a sua normalidade. A noite se aproximava, e alguns Bioquímicos circundavam Prontera. Ali era o local onde mais sofriam. Guardiões Reais montados em seus grifos e portando suas brilhantes armaduras prateadas e douradas. Cavaleiros em seus impetuosos dragões, caçadores utilizando sua visão para identificar o número de inimigos, ao lado de seus lobos. E um bardo, parecia bêbado, cantando uma canção estranha, segurando uma garrafa e um violoncelo. Todos se preparavam para o ataque. Sacerdotes conjuravam proteção para as muralhas da cidade; os mercadores foram evacuados; lutadores da igreja de Odin chegavam exibindo seus corpos musculosos envolto num tecido branco estampado com chamas. Prontera estava cercada. Neste momento, LadyTetra estava em uma hospedaria de Izlude, e não fazia ideia do que estava acontecendo. Uma fenda se abre no portão de Prontera e todo o chão começa a tremer. Assustados todos olham e avistam uma legião de enormes robôs passando pela fenda e se prostrando em frente aos portões. A guilda dos mecânicos veio ajudar. Era surpreendente a quantidade de membros do exército dos alquimistas. Porem a aliança de Midgard também não ficava para trás. Havia gente de todas as cidades, várias guildas se juntaram para defender suas casas. Um grande embate estava para começar. 6 A Guerra O líder Bioquímico deu um passo a frente e contou tudo que já havia passado nas mãos dos midgardianos. Sua frustração era clara e seu ódio era visível. Mesmo o líder dos espadachins tentando, não foi possível convencer-lhos a reconsiderar. Foi proposto uma anistia, mas a este ponto, a batalha já estava inevitável. Sacando de seus carrinhos, os alquimistas começaram a arremessar poções, que ao tocarem o chão explodiam deixando um rastro de fogo. Cavaleiros eram queimados por poderosos ácidos, e estremeciam de dor. Os lutadores partiam para cima utilizando golpes com suas palmas, nocauteando vários inimigos, mas não era suficiente. O ataque continuara. Atiradores de elite matavam um a um com flechadas certeiras no coração. Ambos os lados estavam perdendo pessoas. Frascos eram arremessados, mas por algum motivo nenhum acertavam o bardo. Ele cambaleava, com sua garrafa na mão, seu pesado violoncelo para cima, e nenhuma gota de sua bebida caia. Os guardiões entraram na batalha. Sua armadura os protegiam dos ácidos, mas o calor infernal das poções de fogo os atrapalhavam. Mesmo assim com suas afiadas lanças, penetravam o corpo de diversos criadores. As planícies que antes eram verdes, tornaram-se vermelhas. A batalha durou horas, e o sangue só aumentava; nenhum exercito cedia. Os membros da cidade de Geffen eram contra esta guerra e não se aliaram a nenhum dos lados. Mas toda aquela comoção estava atrapalhando seus estudos sobre os elementos da natureza. Foi então que o líder da guilda dos bruxos resolveu intervir. Já estava amanhecendo. O sol nascia e o dia clareava. O chão estava escarlate. A luta era intensa, e o dia claro de repente escureceu novamente. Os mais desavisados não entenderam o que tinha acabado de acontecer. O clima mudou totalmente, quando um jovem mecânico grita: – Corram, os magos chegaram. Na mesma hora a batalha para. Todos se entreolham e pensam em fugir. Quando dão as costas e tentam correr, enormes barreiras de gelo os contem. Barreiras de fogo os queimam. – Estamos presos. Disse o líder dos Espadachins. – Agora, tudo isto foi por nada! Exclama o líder dos Alquimistas. O ar ofegante dos guerreiros saem como névoa de duas bocas. O suor de todos começa a congelar. A multidão em pânico tenta se mover, mas seus pés estão petrificados. Jovens que antes sedentos por sangue, agora estão assustados. Numa brilhante luz, desce planando como um anjo uma linda garota de cabelos azuis. Utilizando uma túnica preta, e um cajado que brilhava como a luz da lua. Ela diz duas palavras: – Jack Frost! Todos ao seu redor são imediatamente congelados. Os lutadores de Odin tentam quebrar o gelo com o poder de seus espíritos, mas é uma tentativa em vão. O congelamento era poderoso de mais. A graciosa Arcana recita com sua linda voz: – Vocês entraram numa guerra sem sentido. Profanaram as terras de nossos ancestrais. Destruíram florestas. Acabaram com os animais, com os orcs e desanimaram os aventureiros iniciantes. Agora receberão a pior punição por seus atos. A morte não será suficiente! Hell Inferno. Todas as pedras de gelo contendo ambos os exércitos começam a queimar com um fogo negro. Havia gritos por todos os lados. Muitos rolavam no chão. Outros tentavam parecer fortes. Mas todos estavam sofrendo queimaduras dolorosas de uma chama que não se apagava. A chama os queimou por um dia inteiro, muitos desejavam a morte, porém a arcana comandava aos sacerdotes para que não permitissem que ninguém morressem, apenas sofressem. – A batalha, acabou! Exclamou a maga. LadyTetra acorda de seu sono que levou um dia e duas noites. Ouviu alguns barulhos durante, porém com sua preguiça não quis levantar para ver do que se tratava. Ao sair pela cidade de Izlude, via várias pessoas feridas e não entendeu o que estava acontecendo. Partindo para Prontera, encontrou a cidade em um caos. Não havia mercadores realizando vendas. Todos a olhavam de forma estranha, afinal ela era uma criadora. Mas ninguém ousou falar uma palavra sequer. Prontera sul estava em maus bocados. A terra antes plana, agora estava esburacada, com poças de sangue apodrecendo. Corpos de pessoas empilhados em um canto. Parentes próximos dos mortos chorando. A visão era triste de mais. O que passou, agora ficaria na mente de todas as pessoas do reino por muito tempo. Tudo causado apenas por maus tratos a uma profissão. Alguns dias depois, ainda sentindo dores das queimaduras, o líder dos espadachins em seu escritório exclamou: – Isto não vai ficar assim. Os magos irão nos pagar. Ouvindo a história de tudo que ocorreu, pela senhoria da pensão, Lady pensou consigo: – Os magos não perdoam.
  13. Galera, venho trazer uma historinha em cima da quest de Brasilis. Por favor perdoem a escrita pois ainda não tenho costume. Espero que se divirtam. Boa leitura Assassinato no museu. Em um dia de inverno, já era tardezinha, sol se pondo, quando a aventureira Kissa Graylock chegava em Prontera logo após uma jornada pelas terras de Geffen. Passando por suas ruas, ela ouvia os gritos dos mercadores e desviava de seus carrinhos com inúmeros produtos. Tentada com as brilhantes espadas e machados que via em seu caminho, segurava-se controlando seus pensamentos e desejos. Seguindo para a Catedral de Prontera, no intuito de fazer um relatório sobre atividades estranhas notadas na antiga cidade de Glast Helm, a aventureira encontra um quadro de notícias, o qual resolve ler. Em meio a várias notícias do dia, uma em especial lhe surpreende. Um caso de Assassinato em Brasilis. Lembrando que possuía alguns conhecidos em Brasilis, que fez amizade quando pesquisava sobre uma tal Loura do Banheiro, Kissa se desespera. Com um aperto no peito, assim que terminou seu relato na Catedral, foi à loja de ferramentas para preparar seus consumíveis e partiu para Alberta, através da tecnomagia utilizada pelas funcionárias Kafra. Em Alberta há um porto que realiza viagens para várias cidades e nações pelo mundo. Rapidamente, Kissa corre atrás de um marinheiro que a pudesse levar a Brasilis. Brasilis é uma cidade temática, possui uma boa praia em que se pode relaxar em dias de estresse; também ha frutas típicas do local, museus e hospedarias para quando for passar mais que um dia na cidade. Chegando na cidade, Kissa seguiu até praça central onde notou uma locomoção anormal. A população estava estranha, afinal assassinato é coisa séria. Na praça, encontrou o Agente Peralta, uma das autoridades da cidade. Perguntando ao Agente sobre o ocorrido, ele lhe contou que o homicídio havia ocorrido no museu e que o Curador-chefe encontrou o corpo no local. Também lhe falou um pouco sobre as investigações, já que a garotinha resolveu o caso do banheiro anteriormente. Sobre o caso, ele contou que já havia alguns investigadores no local, porém ainda não foi possível descobrir o motivo, nem o executor do homicídio. Os investigadores eram quatro jovens e um cachorro que curiosamente falava, mas na presença de estranhos ele fingia latir. Correndo pro museu e subindo suas escadas, a aventureira encontrou os investigadores reunidos discutindo sobre o caso. Ao se aproximar eles acharam estranho e já notificaram que era uma área proibida pois era cena de um crime, e que mesmo assim muitos aventureiros estavam indo ali para ver a situação e eles não gostavam disto. Kissa começou a enrolar a galera e logo eles perceberam um interesse a mais do que apenas ver a situação. Com isto, os investigadores resolveram contar o que sabia sobre o caso. A vítima era o Sr. Fortunato, o novo dono do museu, que foi encontrado, já morto, pelo Curador-chefe quando chegou ao trabalho. Ainda não se tinha pistas sobre o ocorrido, então eles sugeriram que fosse encontrar a esposa da vítima para saber a versão dela disso tudo. A Sra. Fortunato encontrava-se na estalagem ao leste do museu. A esposa da vítima estava em seu quarto aos prantos. Subindo as escadas e chegando ao quarto, Kissa logo nota que a senhora rapidamente esconde algo em seus bolsos. Com educação, a aventureira se aproxima e indaga sobre o incidente. Já cansada de dar seu testemunho aos investigadores, ela mais uma vez se posta a falar. — Não me disseram se houve algum tipo de roubo, o Sr. Fortunato era uma boa pessoa, então não sei o que pode ter causado esta tragédia. — Então melhor voltar ao museu – falou Kissa suspirando – e confrontar alguns dos trabalhadores do local. De volta, começando pelo Curador-chefe. — Curador, me fale sobre o momento em que encontrou o corpo. — Durante a noite, vi uma movimentação estranha no museu e vim averiguar. Chegando aqui encontrei o pobre coitado jogado no chão. Assustado chamei a polícia. Passando para Cardoso Duvidoso, que se encontrava perto de alguns policiais. — Cardoso, o senhor notou algum tipo de sumiço ou roubo? — Senhorita, procurei em todo canto mas tudo está em seu devido lugar. Menos um medalhão que o Sr Fortunato usava no pescoço. Parecia ser bem caro. Retornando aos investigadores, eles alegaram não saber nada sobre a peça. Então Kissa resolveu voltar a viúva pois lembrou que ela tinha escondido algo em seu bolso. Chegando no quarto da Sra. Fortunato — Senhora, percebi que na outra hora tu tinhas escondido algo nos bolsos. Poderia me dizer do que se trata? — Não era nada de importante. — Disse a viúva se esquivando — Apenas um medalhão velho. Com lágrimas nos olhos a senhora retira dos bolsos um medalhão dourado e lhe conta sua história. — Há muito tempo, eu tinha presenteado Fortunato com um medalhão que possuía uma foto nossa. Eu também tenho um idêntico, assim cada carregava o seu. Mas eu não sei porque alguém quereria algo tão pessoal. De volta ao museu, Kissa conversa com o cachorro e seus companheiros. Pergunta sobre formas de entrar no museu e estes lhe contam que descobriram uma passagem secreta que dava diretamente numa sala ali perto. Esta passagem vinha da casa dos antigos donos do museu, que eram meio excêntricos e estranhos. Indo até o curador-chefe e indagando sobre a casa e como acessar-lha, ele lhe diz que ha duas chaves, uma dele e outra da Sra. Fortunato. O caso é que a dele tinha se perdido e ele não conseguiu encontrar. A aventureira preferiu não ir incomodar a viúva mais uma vez, então procurou outra forma de entrar na casa. Dirigindo-se para a casa, bateu à porta mas não houve nenhuma reação. Olhou para os lados e chutou a porta porém esta se manteve intacta. Mais uma vez verificou se ninguém estava olhando, e se jogou com todo o peso de seu corpo, deixando a porta em pedaços. A casa possuía um ambiente estranho e escuro, como uma masmorra. Era um cenário espantoso e mórbido. Lembrava muito o Vale de Gyoll, Nifflheim. Começando a vasculhar, no canto tinha uma estante de livros, onde Kissa encontrou uma chave escondida no canto interior da estante. Seguindo para a sala ao lado, logo notou uma lanterna com formato muito estranho, na qual quando tocou, abriu um portal no chão. Este portal a jogou para a outra sala num instante. Nesta segunda sala, havia umas escadas e ela as subiu. Na sala superior, havia outra estante de livros ainda maior, cercada por algumas caveiras. Ao se aproximar de uma das caveiras para mexer nos livros e verificar se achava outra chave, esta soltou uma fumaça que rapidamente circundou a aventureira e a teletransportou para um outro local da casa. Assustada, ela olhou em volta, nesta nova sala, e viu um dispositivo que parecia um tipo de marcha. Foi até ele e começou a movê-lo para ver o que aconteceria. Ela notou que com uma certa sequência de movimentos, sempre fazia um som como um “track”, logo pensou que assim poderia esta ativando alguma coisa. Memorizou a sequência que produzia o som, e a repetiu de forma total, abrindo o dispositivo, que outra vez a teleportou. Desta vez ela caiu em um quarto onde havia várias camas e ao lado de cada cama um criado-mudo. Rapidamente ela foi verificar os criados-mudos para ver se não tinha algo escondido ali. Não encontrando nada, ela se sentiu incomodada no escuro e notou alguns candelabros e começou a acendê-los. Um candelabro em específico soltou outra fumaça que a jogou em outra sala. — Isso já tá ficando irritante! — Exclamou espirrando — E cheio de poeira. Nesta nova sala tinha um grande Órgão sombrio, que tocava sons fúnebres quando o vento passava entre seus tubos. No chão, próximo ao órgão, ela encontrou um bilhete que tinha uma mensagem que parecia algo romântico. Logo ela imaginou que seria algo entre o Sr. e a Sra. Fortunato. Sem saber o que fazer, e presa naquela sala. Ela passou os dedos pelas teclas do Orgão imitando um som que havia ouvido em Nifflheim, quando de repente um estrondo. Um buraco na parede se abria com uma ponta de luz ao longe. Curiosa, ela entrou na passagem e saiu na sala onde foi encontrado o corpo do dono do museu. Rapidamente a heroína foi contar aos investigadores sobre sua experiência na casa dos antigos donos e lhes mostrou a carta encontrada e a chave. Eles examinaram e descobriram duas impressões digitais na carta, uma da aventureira, e outra do Curador-chefe. Com isto as suspeitas aumentaram drasticamente. Ela foi verificar sobre a existência da carta com a Sra. Fortunato. A viúva lhe contou que aquela era a carta que ela escreveu para o marido e o entregou junto ao medalhão. Perguntou sobre a chave da casa pertencente a viúva e mostrando a que tinha encontrado. A senhora procura em uma gaveta do armário, e puxa uma chave idêntica a que a aventureira encontrou. — Agora tudo faz sentido. Disse Kissa. Na cabeça da aventura tudo começou a se encaixar. Ela voltou aos investigadores e lhes confirmou que a suspeita maior era o Curador-chefe. — Ja é hora. Vamos prender-lho! — Precisamos fazer ele se entregar. Ops, Au Au. Disse o cachorro. Pensando nisso, Kissa foi conversar com o curador, e lhe contou que acreditava que a Sra. Fortunato fosse a culpada e mandaria prendê-la. — Sabia que uma hora isto seria resolvido — Disse o curador com um sorriso maligno — rsrsrsrs. Percebendo o sorriso, ela o confrontou falando da carta encontrada. O curador mudou totalmente sua atitude. Entrando em desespero, ele fugiu para a floresta que circunda Brasilis. Rapidamente a aventureira montou em seu Peco, e junto com os investigadores, todos foram atrás do fugitivo. Conseguiram alcançá-lo em baixo de uma cachoeira já no final da floresta. O prederam e trouxeram-no de volta, entregando-o para o Agente Peralta, que o colocou atrás das grades após da sua confissão. O Curador confessou ter roubado o medalhão para poder vender-lo. Porem ele não queria matar o Sr Fortunato, apenas desacordá-lo, mas a pancada foi muito forte e ele acabou vindo a óbito. Sem saber o que fazer, o curador atirou o medalhão na privada. Esta hora ele já deve está nos esgotos de Brasílis. Caso Encerrado.
  14. Olá galera. Anteriormente postei esta história no face, e com a volta do forum, gostaria de ver mais de histórias de fundo para personagem por aqui. Desde já, agradeço pela leitura. Ley Seraph é uma garota órfã, nascida na cidade Lighthalzen, República de Schwartzwald. Sua mãe faleceu durante o parto; seu pai foi comprar cigarro na Vila dos Orcs, e, devendo a um dos Orcs Guerreiros, foi morto pelo Senhor dos Orcs em represália a sua dívida. A pequena garota cresceu se alimentando de esporos de cogumelo deixados por alquimistas que passavam pela cidade, e bebendo água praticamente envenenada de um rio que passa pelos redores, onde uma certa corporação despeja seus lixos tóxicos dos laboratórios. Sofrendo bullying por todas as crianças da cidade, além de rejeitada pelos adultos, Ley sempre viveu solitária. Há alguns anos, durante acontecimentos catastróficos na cidade de Morroc, todo o Reino de Rune-Midgard, República de Schwartzwald, e Sacro-Imperio de Arunafeltz mobilizaram forças para impedir o avanço do caos. Perante isso, houve uma grande movimentação de aventureiros por todas as terras. Ley sempre curiosa, observava todos aqueles aventureiros que passavam por sua cidade. Um dia normal embora movimentado, durante uma manha, quando Ley catava os esporos jogados e revirava lixos em busca de alimento, um aventureiro com uma grande armadura reluzente, uma cruz no pescoço e diversos adereços religiosos em sua armadura, abordou a garota. Rapidamente ela correu por medo pela sua vida. Porem montado em seu imponente grifo, o aventureiro rapidamente alcançou a menina e a segurou pelos braços. Com compaixão nos seus olhos, o aventureiro contou sobre a sua vida para a garota, falando que também era órfão e como conseguiu superar os problemas do dia a dia. No intuito de ajudar, ele lhe contou sobre os aventureiros e sobre as grandes guerras que estariam pela frente. O que encheu os olhos dela que sempre teve curiosidade sobre todos estes casos. Notando este interesse, o aventureiro deu-lhe uma Faca e um Capote de Algodão para que ela pudesse utilizar, e algumas moedas para poder viajar e se alimentar. Ele a levou para a academia da senhorita Sprakki, e lhe disse que era pra ela treinar, ficar poderosa e se juntar a guilda dos aventureiros para defender o mundo de todo mal que o circunda. A partir deste momento, Ley Seraph se tornou uma aprendiz no campo de treinamento, aprendeu sobre as classes e utilizando seu veterano como exemplo, se tornou uma Espadachim. Com os grupos, ela treinou e conseguiu avançar nos seus feitos. Se juntou ao grupo Eden, onde conseguiu equipamentos melhores e pôde avançar até conseguir se tornar uma Cavaleira Templária. Durante toda sua jornada como Templaria, Ley conheceu vários aventureiros e fez inúmeras amizades. Batalhou contra Orcs, Hodes, Petites, Roweens e passou pelo inferno dos Magmarings, aquela terra quente e ardida. Quando finalmente conseguiu atingir o potencial máximo em sua evolução(e sua almejada aura), ela visitou a biblioteca de Juno, e leu a cópia do livro de Yimir. Com os ensinamentos da Valkyria, Ley se tornou uma dos Einherjar, os poderosos guerreiros do Deus Odim. A partir disto, Ley reviveu seus treinamentos e finalmente atingiu o nível de Paladina. Hoje como Paladina, Ley está mais uma vez tentando superar seus limites, para um dia poder lutar na grande guerra santa que está por vir.
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