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Schor

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Reputação

  1. Oi pessoal, tempos atrás eu tinha comprado meu set morrigane e até hoje eu uso ele, mas eu tenho uma dúvida: Até que ponto ele é útil? Me sinto muito limitado com ele por causa da capa e dos acessórios, e gostaria de saber se felinas+rabo de gato é a melhor opção pra substitui-lo. Outro set que eu adquiri é o de morpheu, esse foi recente, na verdade só comprei porque já tinha duas peças e o resto estava a preço de revenda, então gostaria de saber: ele é útil, digo, realmente útil pra alguma classe, ou é melhor eu vender? Lembrando que os dois sets estão completos e jogo no @Thor. Desde já agradeço a ajuda, Schor.
  2. Eu curto bastante ele, mas o fato de que você perde a capa e dois acessórios pesa muito na hora da escolha.
  3. Para todos que acompanharam minha fic durante esse tempo eu agradeço, muito mesmo. No entanto eu estou insatisfeito com meu próprio trabalho e vou encerrar a história de Kael. PORÉM, não será por muito tempo, tenho um projeto em mente no qual vou começar a trabalhar hoje, aprontarei vários capítulos e vou poli-los até ficarem perfeitos, minha previsão é de que vá começar a posta-los segunda, dia 11. Kael terá sua história modificada e, embora não seja o enfoque desse meu projeto, terá grande importância. Novamente agradeço à todos e gostaria que ficassem ligados durante a próxima semana para o meu "próximo" lançamento. Conto com vocês, Schor.
  4. Schor

    Ajuda com refinamento

    Valeu cara, dei uma pesquisada e pelo que vi a melhor a se fazer é usar os pergaminhos mesmo.
  5. Olá pessoal, gostaria de saber qual a forma mais segura de se refinar armas no @Thor, durante o tempo que fiquei fora vários minérios especiais foram lançados e eu fiquei meio perdido. E gostaria também de saber quais são os preços médios desses minérios, se alguém puder me ajudar fico muito grato.
  6. Seja muito bem-vindo e se você se interessar de uma passada na sessão de fanfics do fórum, tem umas bem interessantes, tipo a minha (momento marketing). Vai ser bom ter mais gente voltando, espero que você se re-adapte bem.
  7. Na boa Razac, seu comentário e de todos os outros significam muito pra mim. Aliás estou lendo sua fic, to bem no comecinho ainda mas gostei bastante, ela ainda ta rolando? Tem outras fics sendo atualizadas aqui no fórum?
  8. Chegando hoje para postar o capítulo 4, e não posso dizer que não me decepcionei com a falta de comentários. Eu vi que as visualizações aumentaram e só isso já me da algum animo para continuar, mas eu realmente gostaria que vocês que estão lendo comentassem porque isso faz muita diferença na moral de quem escreve. Bom, enfim, fiquem com o capítulo: Capítulo 4 – Família Receio que minha história irá se prolongar demais caso conte tudo que meu ocorreu, se uma noite demorou tanto tempo para ser contada, imagine minha infância, explicarei oque for preciso, mas serei breve no resto. Passei muito tempo olhando para aquela incandescente gema azul, seu brilho durou pelo tempo que a lua ficou no céu, como se reagindo a ela. Devo tê-la observado pela noite toda e por mais tempo, pois quando senti a mão em meu ombro a pedra já não brilhava. Voltei-me para trás com o intuito de ver quem era, mas minha visão se embaçou, o mundo girou e eu adormeci. Acordei perdido e desolado. No momento que abri meus olhos lembrei-me de tudo que ocorreu e permiti-me chorar por algum tempo. Só quando parei e me recompus, que olhei em volta para reconhecer o local. Era um quarto abafado e escuro, iluminado por uma vela e com poucos móveis: duas camas, dois aparadores e dois gaveteiros. Soube que não era o único a usar o quarto pois a outra cama estava bagunçada. -Já acordou? – a voz veio da porta, e quando procurei seu dono encontrei um garoto, que devia ser pouco mais velho que eu, ruivo e de cabelos rebeldes, penteados para cima. -Quem é você? – perguntei. Não sabia quem ele era, mas sabia oque ele era: um gatuno. Ele vestia a típica roupa que a guilda dos ladrões dava para seus protegidos, uma espécie de uniforme, para diferencia-los de ladrões comuns. Consistia em um par de calças marrom, camisa branca, um casaco amarelo, e uma bota. -É assim que você fala com quem te salvou do deserto? Não tive resposta. Naquele momento eu odiava aquilo, mas se não fosse por ele poderia ter definhado no deserto antes que alguém me encontrasse. -Bom tanto faz. Meu nome é Otto. Kael certo? Tinha uma pedra azul com você, ela parecia importante então eu coloquei no seu gaveteiro. Aquelas palavras me atordoaram. Não só por ele saber meu nome, mas pela pedra estar segura. Minha visão dos gatunos naquela época era turva e cheia de preconceitos. Quando não vi a pedra pensei que ela havia sido roubada. E mais: ele havia dito SEU gaveteiro. -Como você sabe meu nome? -Todos os meninos de rua sabem seu nome: Kael, o filho do chefe da guarda. Todos nós te vemos como um filhinho de papai, mimado e certinho. -E eu vejo vocês como ladrões sujos e maus. – imediatamente me arrependi dessas palavras, afinal estava na guilda deles, mas Otto achou graça e riu. -Bem acho que nós dois temos preconceitos. Agora, aposto que está com fome, certo? Vou buscar algo e depois te conto sobre oque aconteceu enquanto você dormia. O jovem ruivo voltou alguns momentos depois com um pedaço de pão com manteiga, alguns cogumelos e água. A comida era pouca e ruim, mas nunca havia sentido tanta fome na vida então devorei tudo rapidamente. Otto me contou em seguida sobre oque aconteceu, o gigante aparentemente havia fugido para outra dimensão, meu pai morrera defendendo civis que ficaram para trás, e os habitantes de Morroc que tiveram a chance foram evacuados para outras cidades. A notícia da morte de meu pai me abalou muito, mas acho que no fundo eu já sabia, ou então oque aconteceu com Astir endureceu meu coração, pois não me senti tão triste quanto quando o velho morrera. -Posso ver os corpos de meu pai e do meu tio Astir? -Foram cremados. Se bem que aquele velho já tava no ponto. – aquela piada me irritou e em um acesso de raiva soquei Otto. Tudo bem, essa eu mereci. – e me devolveu o golpe, mais forte e mais rápido. Mas não quer dizer que vou deixar barato. Paramos nossa disputa ali e eu contei oque ocorrera na luta contra Rureo, como ele matou meu tio e como eu o finalizei. -Você tem mais coragem que pensei, se oque diz é verdade. Bem acho que agora tenho que te contar sobre essa guilda. Agora que não tem mais família só poderá contar conosco. Otto, antes de tudo, me explicou como funcionava o sistema de guildas: você se afiliava a uma determinada guilda e fazia serviços para ela, em troca disso ela lhe ensinaria diversas coisas: lutar, magia, comércio, entre tantas outras coisas. Algumas guildas lhe forneciam permissões especiais como, por exemplo, assassinos obtém licenças para matar, e mercadores, para vender. A guilda dos gatunos acolhia jovens que não tinham a quem mais recorrer e os ensinava a roubar e sobreviver sozinhos, roubavam somente o necessário para viver e só daqueles que o tinham de sobra. Os jovens que faziam parte da guilda eram depois encaminhados para guilda dos assassinos ou então fugiam e se juntavam a dos arruaceiros. Á medida que Otto me explicava, meu preconceito desaparecia e eu cada vez mais simpatizava com os gatunos. Isso foi para melhor, pois, querendo ou não, a partir dali eu também seria um. Passei 4 anos como gatuno, foram anos sofridos, lutando todos os dias para encontrar comida, e quando encontrávamos era pouca e continuávamos com fome, a guilda, é claro, não nos deixava morrer de fome e, de tempos em tempos, nos dava comida, pouca, só para podermos sobreviver. Conheci muitas pessoas lá, Sam, um perito em roubos furtivos, Bel, uma criança tímida e fraca, que vi crescer e se tornar forte, e Dana, que me ensinou muitas coisas sobre o amor. Mas sem dúvida a que mais me marcou foi Otto, ele me ensinou a lutar com adagas, a me esconder perfeitamente e a lidar com venenos. Ele se tornou, com o tempo, um irmão mais velho para mim, e eu também me tornei seu irmão mais novo de quem ele tomava conta e ensinava. Passamos por muitas coisas juntos, fugimos de velhos irritados por terem sido roubados, lutávamos uns contra os outros por motivos fúteis, e quando conseguíamos dinheiro extra, íamos direto para o bar da cidade, isto é, Sam e Otto iam, eles pareciam mais velhos e podiam comprar as bebidas para nós. Mas sem sombra de dúvidas a nossa mais importante aventura foi quando tentamos roubar uma caravana, a qual eu vou lhes narrar em uma próxima vez.
  9. Fiquei tão empolgado com a fic pra depois descobrir que acabou. Se você chegar a ler isso saiba que gostei muito de sua fic, e acho que você escreve muito bem.
  10. Pessoal que está me acompanhando, eu vou começar a postar um capítulo a cada dois dias por alguns motivos: minhas aulas voltam segunda e eu quero revisar mais antes de postar, dar uma qualidade melhor pra essa história. Então o próximo capítulo só sai amanhã.
  11. Corrigido @Topic Valeu mesmo pelo apoio pessoal. Acho que minha criatividade ganha bonus por estar de noite pq vou te dizer, só postei coisa a noite. Segue capítulo 3 Capítulo 3 – Uma centelha de coragem Astir estava quase colapsando, sucumbindo ao medo. Aquele demônio de fogo azul estava se aproximando de nós cada vez mais, nosso Peco já estava cansado e temíamos morrer naquela noite. Eu me sentia um peso, se não fosse por mim Astir poderia ter fugido, eu pensava. Se eu fosse mais rápido poderia correr, se fosse mais forte poderia lutar, mas não eu era fraco. Eu era só um garoto. -Tio! Como eu posso ajudar?! – gritei -Não pode! É só um garoto – me respondeu o velho soldado, aquelas palavras eram um atestado do fardo que eu era. -Então eu vou ficar pra trás! O senhor se salva pelo menos! – com essas palavras tirei uma faca de minha bolsa e pulei do pássaro. Não queria morrer. Mas tinha algo que eu queria menos: ser um peso para os outros. Cai na areia e demorei para me recuperar, quando me coloquei de pé Astir havia parado, em choque, e aquele monstro que nos perseguia me fitava, curioso. -Deixe ele! É só um menino! – apelou meu tio -Um com mais coragem que você, velho! – a figura de fogo azul continuava a me olhar. Diga-me, qual seu nome? -Kael! – respondi com a faca em mãos -Meu nome é Rureo, a sombra da ira. Você foi um dos poucos que demonstrou coragem, ao me enfrentar. Adeus! – e o demônio se preparava para me atacar quando... -Não! – essa única palavra soou forte como um trovão, tanto eu quanto Rureo ficamos surpresos com aquilo e olhamos na direção do som. O autor daquele grito era Astir, o velho havia descido de seu pássaro e desembainhado sua espada, o medo que sentira antes substituído por bravura e raiva. -Deixe a criança! Eu lutarei com você! – não sei lhes dizer oque ocorrera à Astir, mas suponho que a visão da criança que devia proteger tentar protegê-lo inflamou a coragem que ainda havia em seu coração. -Muito bem, velho! Mas se você não me entretiver o suficiente, eu vou atrás dele! -Kael se afaste. – me ordenou -Mas tio... -Se afaste! – essas palavras foram ditas com tanta autoridade e força que não ousei desafiá-las, fui até o Peco e o levei para se esconder comigo, longe dali. Astir e Rureo se encaravam, o primeiro furioso e o segundo com aparente deleite. Aos poucos parecia que uma fraca aura azul envolvia o velho soldado, e isso só fez a criatura mais feliz ainda, suas chamas ardiam com excitamento. -Acho que isso vai ser mais interessante do que pensei. – murmurou Rureo, contente. Oque se seguiu não posso lhes descrever fielmente, naquela época não conseguia acompanhar os movimentos daqueles dois, meu tio atacava rapidamente, sua espada cortava o ar várias vezes por segundo. Rureo se esquivava do que podia e se defendia dos outros com um escudo de fogo. Suas chamas azuis bruxuleavam devido ao impacto dos golpes, ou ele estaria tremendo de excitação? -Hahahahaha! As risadas do demônio de fogo ofuscavam qualquer outro som. Era um frenesi doentio e violento que envolvia aqueles dois. Aos poucos Rureo começava a atacar, ataques que Astir não conseguiria desviar mesmo em sua juventude, portanto ele defendia. Com o passar do tempo o velho soldado ficava cada vez mais pressionado até que com um último esforço ele atacou. -Impacto de Tyr! – Astir desferiu inúmeros golpes em Rureo, cada um mais forte e veloz que qualquer de seus outros ataques. Com isso o braço esquerdo de Rureo foi arrancado e seu corpo ferido. O velho soldado havia gasto toda sua energia e agora estava exausto, ele caiu e não conseguiu mais se levantar. Ficou lá ajoelhado na areia enquanto Rureo se aproximava, seu rosto já não estava dominado pelo medo ou pela raiva, se achava calmo e sereno. Enquanto assistia fiquei assustado, fiquei triste, iria gritar para meu tio se levantar mas aquela atmosfera me impeliu a me silenciar e assistir. -Lutou bem velho. – disse Rureo enquanto se aproximava. Se sentia dor, não demonstrava. Sua atitude naquele momento era nada menos que solene, seu personalidade violenta e sua sede por sangue pareciam ter sido apaziguadas pelo combate. Não precisa mais se preocupar com a criança, acho que não vou durar muito também. Rureo transformou seu braço restante em uma lâmina de fogo e com ela perfurou o coração de meu tio. Naquele momento gostaria de ter gritado e chorado muito, mas sabia que seria desrespeitoso aos esforços de meu tio. Quando Rureo se aproximou peguei minha adaga e me levantei. -Não desperdice a vida que seu tio te deu, garoto. -Não vou. – perfurei a barriga do monstro e depois me afastei. A criatura de fogo perdeu completamente sua forma, suas chamas se espalharam e começaram a girar em volta de si mesmas até se juntarem e solidificarem, o objeto incandescente brilhava azul, e eu fiquei ali olhando para ele, até que uma mão em meu ombro me fez sair de transe.
  12. Guiando pela pós-vida. Quando estava escrevendo o prólogo quis dar uma idéia bem abstrata, deixar as coisas vagas. Minha intenção foi se fazer entender que o personagem e seus companheiros morreram em batalha e uma valquíria levava suas almas para Valhalla. @Darth Pode relaxara amigo que a história vai tomar um rumo bem diferente do que você deve estar imaginando. @Fanfics Estou começando a ler umas fics aqui do fórum pra poder dar uma força pro pessoal que escreve assim como vocês fizeram por mim. E só pra lembrar mais tarde tem mais um capítulo.
  13. Valeu pelos comentários Razac e Lool, vou continuar sim, mais tarde tem o terceiro capítulo.
  14. Capítulo dois pra vocês pessoal, dessa vez com um pouquinho de ação! Novamente eu gostaria que me dessem feedback, criticassem ou elogiassem, pra mim e muito importante saber oque estão achando. Capítulo 2 – Desilusão Naquela noite, logo após meu pai partir, Astir começou a preparar seu próprio Peco para nós partirmos. Lembro-me que olhava para os céus, admirando as estrelas e a lua. -Tio Astir! – gritei -Oque foi Kael? -Olha pra lua! Ela tá vermelha! – e de fato estava, a imagem e os significados daquela lua escarlate, tão vermelha quanto o sangue, estão marcados na minha memória desde então. -Droga! Temos que correr! – com aquelas palavras, o velho soldado se apressou e terminou de selar o Peco. Fiquei sem entender o porquê da pressa, e voltei minha atenção a lua. Astir me colocou em cima do Peco antes de montar e disparar pela cidade o mais rápido que aquele pássaro podia. Nunca havia visto o velho daquele jeito, sua pele estava pálida, seus olhos cheios de terror e suas veias saltadas. Pude ter esquecido de lhes mencionar, mas aquele velho soldado já de cabelos brancos, havia sido um cavaleiro na juventude, mas um ferimento em um de seus incontáveis combate o fez decidir voltar e cuidar de sua cidade. E ver um soldado experiente assim a beira do pânico era o suficiente para me preocupar. -Você tá bem tio? -Só um pouco agitado. – me disse com a voz rouca. Vou melhorar logo. Ao olhar ao meu redor percebi que a Joia do Deserto escondia mais uma cor, a cidade estava vermelha, suas pedras, quando iluminadas pela lua, se tingiam de um vermelho escuro. Enquanto eu observava esse estranho acontecimento, chegamos ao nosso destino: um dos portões da cidade, o que ficava do lado oeste, voltado paras as pirâmides, lá estava uma grande multidão de mulheres, crianças e velhos. Quando nos aproximamos um dos soldados veio conversar com Astir. -Senhor, estamos prontos para evacuar! – percebi pela cruz dourada na armadura do soldado que ele era um templário, olhando ao redor vi que vários dos soldados também eram. Todos eles carregavam um escudo, alguns preferiam espadas e, outros, lanças, mas todos usavam escudos. Isso simbolizava a missão divina dos templários que era proteger o próximo. -Ótimo, vamos começar agora. – Astir olhou para mim e pediu para o soldado me descer do pássaro. Kael, vamos todos para a pirâmide, a guilda dos gatunos vai fornecer abrigo lá. -Mas eles são malvados! Eles roubam as pessoas! – protestei -Mas agora eles estão nos ajudando, agora vá se juntar aos outros! – e assim eu fiz, me juntei ao resto da multidão enquando Astir dava ordens. Vamos todos para a pirâmide! Os gatunos os darão proteção lá! Soldados! Faremos uma linha defensiva atrás deles! No momento em que o velho gritava suas ordens, uma grande explosão aconteceu no castelo, e da fumaça e dos destroços se levantou um corpo gigante, lembrava um demônio, tinha pernas pequenas e uma longa cauda, seus ombros eram largos e seus braços, ridiculamente musculosos, tão longos quanto seu corpo, sua pele parecia escamosa, escura. Mas o pior de tudo eram os olhos. Tinha cinco deles em sua horrenda face, e mais deles, maiores, espalhados por seu corpo. -Rápido, rápido! – gritou Astir, e com esse gritou, que livrou todos de seu transe de terror, os cidadãos começaram a correr em direção a pirâmide, eu incluso. Algum tempo depois estávamos longe da cidade, mas ainda podíamos ver aquele horrendo gigante, parecia estar lutando com algo, ou alguém. A lua escarlate dava uma aparência ainda mais assustadora ao monstro e mais assustada as pessoas ao meu lado, os velhos estavam a beira de colapsar, as mulheres temiam por seus maridos e filhos, porém as crianças, embora estivessem assustadas, não se preocupavam, não entendiam o poder do gigante e se julgavam seguras. -Oque é aquilo vindo da cidade?! – gritou alguém -Parece fogo. – disse um dos templários que se virou para olhar. E azul, que estranho. E era fogo, em um instante ele se aproximou de nós, uma velocidade assustadora aquilo tinha. Foi em direção ao templário que o avistou, o homem ergueu seu escudo, que brilhava com uma luz fraca, essa luz era originada das bênçãos divinas que protegiam templários de forças sombrias. Aquela luz me fascinou e me fez acreditar que mal algum poderia ocorrer aquele que a portava. Errado. O fogo perfurou o escudo, e o homem atrás dele. -Ugh! – e esse gemido marcou a morte do guerreiro, que com um buraco em seu peito caiu de seu Peco. Os fugitivos entraram em pânico e começaram a correr em direção ao seu porto seguro. Eu não, estava em choque, aterrorizado. Como poderia um guerreiro divino morrer tão facilmente? Era aquilo que sempre quis ser? Enquanto jazia paralisado no chão, a chama se voltou para mim, tremeluzia, parecia se deleitar com meu terror. -Escória de Muspelheim! Venha me enfrentar! – era a voz de Astir, não o vi gritar, mas sem dúvida era ele. A chama azul então tomou uma forma humana: um jovem garoto, flamejante e azul. -Já foi até lá velho? – a voz que disse isso não era humana, era distorcida, cheia de fúria, e vinha daquela estranha chama. -Como poderia? Me diga, faz muito calor lá? – Muspelheim era o reino de fogo, onde diversos monstros e gigantes viviam, um verdadeiro inferno. Astir esperava que se pudesse distrair a criatura, os templários poderiam fazer algo. Bom, eles tentaram. Os guerreiros divinos rodearam aquela criatura, haviam descido de seus pássaros, e entoavam preces com suas armas em mãos. -Você nem imagina. Quer uma amostra? – a criatura ergueu suas mãos e concentrou energia nelas, pronta para lutar. - Talvez mais tarde. – Astir saiu em disparada, me pegou do chão e colocou em cima do pássaro. Você tá bem Kael? -Sim, tio. – o velho soldado começou a correr para longe da luta, naquela hora olhei para trás e vi que os templários terminavam suas preçes. -Crux Magnum! – gritaram todos em uníssono enquanto espetavam suas armas no chão. Uma luz muito forte envolveu todos eles e a criatura, podia ouvi-la gritando. Pensei que finalmente tínhamos vencido, mas novamente estava errado. -Seus vermes! – fogo inundou minha visão, a luz divina havia sumido, em seu lugar havia um turbilhão azul e flamejante, que momentos depois se dissipou, revelando os cadáveres queimados dos guerreiros. Velho! A criatura estava furiosa, meu tio Astir tinha medo em seus olhos e eu havia desacreditado nos templários. Eram idiotas que se sacrificavam pelo próximo. Quem eles poderiam proteger mortos? Foi quando desisti de seguir meu pai e abandonei meu sonho.
  15. Só passei para dar um update básico: Formatei tanto o prólogo quanto o primeiro capítulo, embora ainda não consiga usar parágrafos, e o próximo capítulo já está a caminho, provavelmente sai essa noite. Digam-me oque acharam da formatação, se está fácil de ler, se precisa de algo mais chamativo etc. Agradeço feedback.
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